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Mostrando postagens de Junho, 2010
Confira reportagem no segundo post do link abaixo, sobre o presídio abandonado da Santa Fé, em União dos Palmares, feita por mim em junho de 2008, publicada no jornal Tribuna Independente. Ontem o profissão repórter exibiu matéria sobre o tema. Hoje a TV Pajuçara também exibiu matéria no Pajuçara Manhã. Confira meuu texto e as fotos e vejam que tudo permanece como antes.
http://oc-cerqueira.zip.net/arch2008-06-01_2008-06-15.html
Ajuda de toda a parte

Olívia de Cássia - jornalista

Nessa catástrofe que Alagoas está passando, muita gente está empenhada em ajudar, independente de classe ou de tendência política, mas outros vão se aproveitar para fazer palanque de campanha, podem ficar certos disso. Outras pessoas estão tão desacreditadas em nossos governantes, que por falta de informação estão culpando os prefeitos das cidades atingidas pela catástrofe das enchentes.
Gente, não vão confundir as coisas. O fenômeno das enchentes faz parte da natureza. Enchente ou cheia é, geralmente, uma situação natural de transbordamento de água do seu leito natural, qual seja, córregos, arroios, lagos, rios, mares e oceanos provocadas geralmente por chuvas intensas e contínuas.
A ocorrência de enchentes é mais frequente em áreas mais ocupadas, quando os sistemas de drenagem passam a ter menor eficiência. Desta vez foi exagerado por conta das devastações ambientais, da ocupação desordenada do solo, da poluição, assoreamento dos ri…
O colégio

Petrúcio Manoel Correia de Cerqueira – bancário (*)

Em 1966, no mês de janeiro, estava eu quase que terminando as provas do Admissão ao Ginásio. Tinha passado em segundo lugar na quarta série, só perdendo pra Jorge, que morava no fim da Rua do Frei João. (O Jorge tinha barriga d'água, por isso o chamavam de Jorge buchudo) Passei direto, mas, mesmo assim, teria que fazer provas do Admissão (um pré-vestibular). Nessa época só era admitido ao ginásio quem, além de passar direto na 4ª série, passasse também no admissão.
Meu pai e minha mãe tinham um sonho com referência a minha carreira profissional; ser padre ou trabalhar no Banco do Brasil. A primeira opção, logo surgiu. Não sei como, mas, ela descobriu um colégio em Jaboatão dos Guararapes (Colégio Agrícola Pe. Rinalde, pertencente à congregação Salesiana) e para lá era que eu teria que ir; estudar para ser padre.
Perdi um ano na carreira estudantil, lá teria que fazer o admissão durante o c…
Agora tudo acabou

Olívia de Cássia – jornalista

Agora tudo acabou; só restaram as recordações da Rua da Ponte na nossa memória. Tomara que ela não me falhe em tempo de lembrar todas aquelas vivências que nós passamos por ali. O cenário é de destruição e ontem o Rio Mundaú voltou a subir. A Defesa de Civil de Pernambuco avisou para Alagoas.
As chuvas desse domingo (27) colocaram as cidades de Pernambuco em Alerta e as de Alagoas também. Em algumas cidades, como Catende e Palmares, a população ribeirinha teve de desocupar as casas por precaução, com medo de uma nova tragédia por causa dos temporais que causaram 18 mortes e deixaram mais de 80 mil desabrigadas ou desalojadas no Estado de Pernambuco.
Em Palmares, a situação é similar. Segundo o grupo que coordena a reconstrução no município, a desocupação das casas é preventiva. “Não é uma cheia grande, mas é uma cheia. O rio começou a encher depressa. A Defesa Civil mandou tirar todo mundo da parte baixa. Quem estava lavando as casas, …
Estou de volta

Olívia de Cássia – jornalista

Estou de volta, meu computador foi reparado, já posso escrever em casa, com mais regularidade e sem tantos atropelos que a falta dessa ferramenta tão importante em casa me causou por esses dias, apesar de tê-lo no meu local de trabalho. Cheguei de União dos Palmares tem pouco tempo; fui levar mais donativos para os desabrigados das enchentes.
Felizmente nosso povo é muito solidário quando chamado à responsabilidade para ajudar tantas pessoas que passam por dificuldades. Muita ajuda está chegando de todo canto do País e até do exterior. O governo federal já liberou, em regime de emergência, R$ 25 milhões para compra de itens mais urgentes.
Serão comprados com parte desse dinheiro, cinco mil caixas de água para distribuir nos municípios atingidos pela enchente ocorrida no dia 19 deste mês. A ação visa possibilitar que as famílias desabrigadas possam armazenar água potável, já que a distribuição foi interrompida em decorrência da destruição das …

Resultado da tragédia de União dos Palmares

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23-6-2010-© Olívia de Cássia-

Pequena amostra do resultado da enchente ocorrida no dia 18 de junho de 2010 - fotos de Olívia de Cássia Correia de Cerqueira
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Das tragédias da vida

Olívia de Cássia – jornalista

Já tinham me avisado que o cenário que eu ia encontrar na Rua da Ponte não seria agradável de ver. O coração bateu mais forte quando vi tudo acabado, todo o meu passado destruído. Não existe mais nada ali, apenas as lembranças na memória da infância e dos belos dias que vivemos na nossa querida rua da infância. Parece que foi atingida por um míssil, uma força extra-terrestre ou um tusinami.
As águas agitadas do Rio Mundaú, provocadas por uma enxurrada que desceu de Pernambuco, levaram tudo o que encontraram pela frente. Tudo mesmo. Ficou apenas um grande vazio naquele lugar onde nasci. Lembranças fortes de uma infância cheia de vida, cheia de história para contar, onde meus pais começaram a vida negociando na mercearia, no armazém e bem antes, no pequeno hotel.
Só sobraram restos de escombros, de tijolos, lama e areia. A pouca vegetação da rua e da orla ribeirinha foi toda levada pelas águas que vieram por baixo e por cima da ponte, nos…
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Catástrofe e destruição

Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e foto)

A tromba d’água que veio de Pernambuco para Alagoas e as chuvas que caíram copiosamente naquele estado, durante uma semana, trouxeram destruição e mortes. Mais de vinte municípios alagoanos contabilizam seus prejuízos que vão da perda total de bens materiais até mortes. O cenário é de devastação total, parece que aconteceu uma guerra de grandes proporções.
Ruas inteiras foram destruídas, levadas pelas águas. Em União dos Palmares, na segunda-feira, máquinas da Prefeitura trabalhavam tirando os entulhos das ruas. Móveis destruídos, casas dizimadas e algumas que restam no Jatobá estão em total ruína.
A Rua Demócrito Gracindo, conhecida como Rua da Ponte, acabou. Não restou ma só casa: apenas a residência do ex-governador Manoel Gomes de Barros, na Fazenda Jurema, que fica a poucos metros dali. Na segunda-feira, o helicóptero da defesa civil sobrevoava a cidade. As águas do Rio Mundaú baixaram, mas o que se vê são cenas …
Brigas de rua

Petrúcio Manoel Correia de Cerqueira – bancário (*)


No meu tempo de infância, brigas de ruas eram constantes, e tudo não passava de entrave instantâneo, tanto era, que com poucos dias voltava-se a amizade. Só tinha um detalhe, quando nossos pais sabiam do acontecido, era melhor não apanhar na rua, pois se fosse o caso, a surra seria dobrada, em casa levaria outra.
Meu pai alugou uma casa nossa que ficava vizinha a que nós morávamos para um conhecido dele chamado Joel Bizerra,(com "i" mesmo). O mesmo tinha três filhos. O mais velho era da minha idade, bem como os amigos que eu tinha na Rua Ponte. O sujeito virou o terror da Rua. Até eu, que naquele tempo não fugia de uma briga, fiquei com medo do cara.
O nome do cara era Edvaldo. Os meus amigos tinham cada nome: Boy, João Bolinho, Lobinho, Pepino, Tonho Gretinha, Paulo Cego, Zé Buchada, Gago, Chico Peneira (era o goleiro do nosso time). O único que ainda tinha laços …
Senhor da razão

Olívia de Cássia – jornalista

Vinte anos podem não parecer nada para quem é jovem ainda e tem um mundo pela frente para sonhar e realizar muitos sonhos. Mas para quem já passou esse período vivendo uma situação e de repente se vê despido daquilo tudo, a aceitação da perda é muito difícil. Em vinte anos você pode construir uma vida, fazer carreira, pode melhorar de situação financeira ou ter passando pela vida sem que tenha alterado muita coisa.
O tempo, esse senhor da razão, é o dono do nosso destino e é ele que vai mostrar no futuro onde foi que erramos, onde foi que pecamos. Às vezes a gente está tão envolvido emocionalmente em determinada história, que não consegue perceber certos detalhes que estão contidos naquele enredo, naquela trama.
Em muitas situações, estamos tão preocupados com nossos próprios umbigos que somos incapazes de enxergar o outro que está bem próximo de nós, precisando de uma atenção maior ou da nossa compreensão.
E vamos seguind…
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Contadores de histórias

Olívia de Cássia – jornalista

Nós, jornalistas, somos contadores de histórias. Infelizmente, na maioria das vezes, são histórias tristes. Quando eu era criança e até bem pouco tempo, achava fascinante as enchentes. Só que naquela época, eu não sabia avaliar os prejuízos que causavam aos moradores das cidades.
Só sabia que era uma movimentação danada da população curiosa para ver o nível das águas do Rio Mundaú aumentando. Com o tempo, a gente vai crescendo, aprendendo e tendo consciência das coisas. Sentimentos se misturam diante de uma situação dessas. O de impossibilidade de estar na cidade, a falta de estrutura momentânea para o deslocamento e as estradas alagadas também.
Não há coisa pior do que você querer se comunicar, hoje em dia, e os telefones estarem todos mudos. A gente fica se perguntando como viviam os nossos ancestrais e parentes próximos que nos antecederam, se essas facilidades do mundo moderno não existiam: celular, telefone sem fio, compu…
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Vamos ser solidários

Olívia de Cássia – jornalista

Sinto-me de pés e mãos atadas neste momento, diante dessa situação, dessa tragédia que se abateu na minha cidade. Ontem, choveu muito. As informações que me chegavam de União dos Palmares e região eram as de que as águas do Rio Mundaú estavam subindo muito depressa e o povo estava assustado.
Dia de sexta-feira, nas redações dos jornais, é muita correria, tem muito trabalho, não deu nem pra pensar em viajar à minha terra para ver o rio cheio e ajudar aqueles que precisavam. A gente não consegue dimensionar a gravidade da situação, mesmo os amigos assegurando o perigo.
Quando liguei o rádio, hoje pela manhã, e escutei a voz emocionada da minha colega Zélia Cavalcanti, assessora da AMA- Associação dos Municípios Alagoanos, confirmando a catástrofe nas cidades alagoanas, eu não me contive e desatei a chorar copiosamente também.
Vieram-me as imagens das enchentes que eu já tinha presenciado na infância e adolescência e a aflição dos meus p…
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O golpe: o dia em que deu macaco

Petrúcio Manoel Correia de Cerqueira - bancário *

Em 1964 foi deflagrado o golpe militar no Brasil. Eu tinha nove anos, estudava no Grupo Escolar Rocha Cavalcante. O caminho que seguia sempre para o grupo, era o mais distante, gostava de ir devagar, apreciando a paisagem, e, sem pressa. Subia pela Rua das Pedreiras, chegava na Avenida Monsenhor Clóvis, cheia de amendoeiras e prédios antigos, e, bem em frente à Avenida, a imponente Estação Ferroviária.
A Avenida Monsenhor Clóvis só tinha mão única. O outro lado, que dava para a Estação Ferroviária, era todo de jardins e fontes, que se estendiam até a esquina dos Correios. Num desses prédios (onde hoje é o Bar de Zé Veras), antigamente era a sorveteria de Seu Pedro Cavalcante, marido de Dona Quitéria. Esse Sr. Pedro, era parente de Seu Zuzinha, dono do Muquém. Vizinho tinha um ponto, em outro prédio, de jogo do bicho, que pertencia ao pai de Chico Cordeiro, de…
Sem ferramentas de trabalho e diversão

Olívia de Cássia - jornalista

Tem mais de uma semana que meu computador doméstico pifou de novo, está no técnico. Coisa muito difícil para quem, como eu, depende dele, tanto para o trabalho quanto para o lazer. Como se não bastasse isso, além da crise alérgica, dois dias sem energia na minha rua, justamente em época de jogos da Copa. Isso porque a Eletrobrás garantiu que não faltaria energia nessa época.
E tasca ligar pra antiga Ceal reclamando do problema. Disseram lá que já tinham recebido mais de 400 ligações com esse tipo de reclamação. Lá na minha rua faltou energia na hora do segundo jogo, por volta das 15h30 do domingo e só voltou hoje de madrugada. A alegação foi a de que aconteceu um problema num fusível que, segundo a companhia, não sabia quando ia chegar.
O interessante é que o problema aconteceu na maioria das casas da Perdigão, mas tinha local em que logo chegou e não faltou mais. Disseram que faltou energia em vários bairros de Mace…
Viva São João!

Olívia de Cássia – jornalista

Hoje o Brasil enfrenta a Coreia do Norte, em jogo que será disputado logo mais à tarde. O clima na rua é de feriado. Tomara que cheguemos ao Hexa, mas nem posso comemorar porque tenho que ir pra Tribuna Independente, no máximo depois do primeiro tempo.
Mas agora eu quero falar de festas juninas, que por aqui, não têm o mesmo sabor das nossas antigas festas tradicionais, com fogueira, arrasta-pé, muita comida típica e forró dos bons, lá na Praça Basiliano Sarmento, em União, na Festa do Milho ou na rua mesmo, quando éramos criança.
No interior, nessa época do ano, as moças faziam simpatias para Santo Antônio, o santo casamenteiro. Tinha a brincadeira da faca no tronco da bananeira, dos pingos de vela numa bacia com água para ver se se formava o nome ou inicial do futuro marido, a da aliança no cabelo dentro de um copo, para saber se realmente casavam e muitas outras brincadeiras próprias da época que eu não participava e achava tudo bestei…
Atchim!

Olívia de Cássia – jornalista

Minha colega Gracinha Carvalho fez um blog só para falar desse assunto, o Maria Alérgica. Pense num negócio chato, que incomoda muito. Quem tem esse problema vive muito incomodado nesse mundo de ambientes tão insalubres. Salas com ar-condicionado no mundo de hoje têm que ter, mas é um incômodo desgraçado.
São tantos os espirros, ar cansado, nariz que não para de corizar e o transtorno é medonho mesmo. Basta um cheiro mais ativo para provocar espirros, dores de cabeça e nariz coçando. Quem não sofre de alergia pode até achar que se trata de frescura, mas não é. Eu também pensava assim, antes de desenvolver isso no meu organismo, há cerca de oito anos.
Ambientes com carpetas para nós é um perigo constante. É o local que freqüento de terça a quinta-feira, à tarde, no plenário da Assembleia Legislativa. Esse tipo de assoalho deveria ser proibido por lei. Será que os construtores não pensam quando vão planejar a estrutura de prédios públicos nas pes…
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O empreendedor

Petrúcio Manoel Correia de Cerqueira - bancário

Os negócios do meu pai, graças a Deus, melhoraram muito, e, a expansão do prédio para armazenamento das mercadorias (que era essencial), estava mais que evidente. Antes da nossa mudança para a nova casa, minha mãe fez-me uma grata surpresa. Passei para o terceiro ano primário com as melhores notas da minha turma no Rocha Cavalcante. Ganhei de presente um velocípede todo de metal (não tinha de plástico na minha época), todo vermelho, a coisa mais linda do mundo. O brinquedo era tão bom, que brincávamos eu e meu irmão Petrônio ao mesmo tempo.
Nós nos mudamos e perto da nossa nova casa tinha a Praça Costa Rêgo; de lado, o imponente prédio do Rocha Cavalcante. Era na calçada do Rocha que gostava de brincar, pois era cheia de curvas. Num dia desses, chegou me interpelando uma vizinha que mora ainda hoje na Praça Costa Rêgo, o porquê de eu não deixar o filho dela brincar com meu velocípede. Eu, que não era lá nenhum diplo…
O telefonema

Olívia de Cássia – jornalista

Ela acordou, como há muitos dias, pensando naquele com quem dividiu quase 20 anos de sua vida e que agora está afastado há sete. De repente, resolveu telefonar, usando como desculpa procurar saber o preço de uma geladeira usada – coisa que não seria uma mentira, já que a sua está em petição de miséria; ele trabalha no ramo da refrigeração e não estranharia aquele contato.
Seria uma desculpa convincente, na avaliação dela, para ouvir aquela voz que não ouvia fazia tempo. Do outro lado do aparelho, a voz que atende pareceu enfadada, desanimada, como se ele tivesse convalescendo de algum problema de saúde, ou acabado de acordar.
Ela: - Oi, sou eu. Você sabe dizer quanto está custando uma geladeira usada?
Ele:- Oi, não tenho aqui. Está tão barato uma nova que não vale a pena investir.
Ela - Ah, é que eu queria saber, pois aquela (a geladeira que ele tinha adquirido há oito anos) está toda enferrujada e a conta de energia está vindo alta.…
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O tempo muda a vida

Olívia de Cássia – jornalista

Deixei de acreditar em cegonha, em Papai Noel e em contos de fadas muito cedo. Aprendi com as amigas da rua como nascem as criancinhas, numa idade ainda tenra e em que para nós tudo era novidade.
As curiosidades da infância para esses assuntos se revelavam a cada nova informação adquirida. Quando as mulheres da Rua da Ponte casavam ou tinham seus bebês, ou quando se reuniam para falar de suas vidas pessoais na nossa presença.
Lá em casa a gente não podia presenciar a conversa dos adultos; a educação de antigamente não permitia isso. Quando um adulto estava conversando com outro, na maioria das vezes, dependendo do assunto, as crianças tinham que se retirar do local ou não podiam se meter na conversa.
Não era como hoje em dia que as crianças desmentem os pais na frente dos outros. Era assunto de adulto, não permitido para nós, criança não cabia na sala. Mesmo assim, algumas vezes, dava para escutar quando minha mãe fazia algumas confid…
De volta à infância

Olívia de Cássia – jornalista

A gente era pequenina, gostava de brincar de roda, de pular corda, de pega-ladrão, de ciranda cirandinha, de casinha, avião e outras brincadeiras da infância da década de 60. A Rua da Ponte não era pavimentada e quando chovia muito ficávamos na chuva brincando; ninguém pensava em contrair doenças.
Eu tomava muito banho de chuva nas biqueiras das casas, catando sapinhos pequenos com meu irmão Paulinho. Era uma brincadeira que gostávamos muito de fazer e quando chovia granizo também íamos para a rua catar aquelas bolinhas de gelo e nos divertíamos muito com tudo aquilo.
No fundo do armazém do meu pai tinha uma goiabeira enorme que dava pra gente ficar em cima, por horas a fio, comendo aquelas frutas gostosas e confidenciando segredos da infância com a amiga Mariza Matias, irmã do meu amigo Quitério Matias, ou tomando banho no Mundaú com as outras amigas da infância.
Quando ia pro Rio Mundaú tomar banho ou acompanhar alguma vizinha que ia …
Minhas peripécias e artimanhas

Petrúcio Manoel Correia de Cerqueira - bancário

Financeiramente, tudo ia bem com os negócios do meu pai. Nos dois anos seguintes ao da enchente (1962 e 1963), pagou os débitos, e ainda conseguiu comprar uma pequena casa longe da beira do rio.
Eu, sinceramente, não achei boa essa mudança. Era na Rua da Ponte que eu me soltava, vivia livre como um passarinho. Pintava e bordava (como se dizia antigamente). Banhos de rio, saídas para passeios sem tempo predeterminados, visitas constantes à Serra da Barriga (onde eu conhecia quase todos os moradores, pois, eram quase todos clientes do meu pai).
Logo nos primeiros dias de morada nova, tudo que eu pensava, estava sendo concretizado. Meu pai proibiu qualquer um de nós de sair para a rua, e olhe, que nem carro naquela época existia por lá. Era a Rua Presciliano Sarmento, que terminava na entrada da Fazenda Terra Cavada, com um sítio de mangueiras que não tinha mais tamanho. Pra vocês terem uma idéia, hoje, onde era …
VIDA

Petrúcio Manoel Correia de Cerqueira - bancário (*)

O tempo era de inverno. Mais precisamente no mês de junho de 1961. Essa época, um pouco remota, eu tinha seis anos. Sou o mais velho de quatro irmãos. Minha irmã, a mais nova, estava apenas com seis meses de idade. É a lembrança mais antiga que tenho da vida.
Minha mãe nos colocou pra dormir logo cedinho, umas sete horas da noite, antes que o gerador da prefeitura fosse desligado (o aparelho só trabalhava até as dez horas da noite). Naquela época, ainda não tínhamos energia de Paulo Afonso. Chovia intensamente. Morávamos na Rua Demócrito Gracindo, mas, era conhecida por Rua da Ponte. Fomos todos nos deitar. Quando deitado, ouvia a conversa de meu pai e minha mãe.
- Nêga (era assim que meu pai carinhosamente chamava por minha mãe), está chovendo muito, se continuar assim, vamos ter que levar os meninos pra casa de Osória (era minha tia).
- É, de vez em quando é bom ir olhar na porta que dá pra rua se tem gente se aglomerando em ci…
Fujo de mim

Olívia de Cássia - jornalista

Venho buscando respostas para muitas incertezas. Quero fugir de mim, esquecer o passado, porque ele não volta mais, tal qual a água do rio em correnteza daquela bela história entre o homem e um rio.
Conta a lenda, que um homem muito apaixonado por um rio gastava longas horas vendo as águas do rio passar, carregando em seu dorso suave, folhas e histórias das cidades e isto lhe dava felicidade. Sua grande alegria era quando chegava a tarde, depois do trabalho.
O homem ia correndo para o rio, falava muito, confidenciava segredos àquele rio, dava gargalhadas, nunca ia embora, enquanto houvesse luz. E por muitas vezes só se deu conta que era noite quando a lua brilhava nas águas do rio. Ficava lá, remoendo lembranças, seus olhos só viam o rio.
Um dia, porém, o céu escureceu. Nuvens cobriram a terra a chuva desabou sobre o mundo. A cabeceira do rio foi enchendo e logo tudo virou correnteza. Árvores foram arrancadas folhas deram lugar aos galhos pesa…
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Eleição do Conselho Tutelar de União

Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e fotos)

Nesta quinta-feira, 3, aconteceu em União dos Palmares a eleição do Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente do município, com participação de 17 candidatos que concorreram a cinco vagas na entidade. Segundo informações que circularam no local da votação, a Escola Monsenhor Clóvis Duarte, seriam 18 candidatos, mas um não pôde participar porque o nome não constava na lista dos candidatos.

O pleito foi concorrido e parecia até uma eleição para vereador tal foi o nível da disputa e dos investimentos que foram feitos com o envolvimento de vereadores e políticos da região, a exemplo de João Caldas e sua assessoria, que compareceram ao local de votação, bem como o prefeito Kil de Freitas e o médico Beto Baia, além de vereadores e outras lideranças da cidade.
A eleição para o Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente em União dos Palmares, teve início as 8h da manhã desta qu…
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Deputados destrancam pauta e aprovam vários projetos na ALE

Olívia de Cássia – jornalista

Depois de um intervalo sem apreciar projetos e com a pauta trancada, os deputados fizeram o dever de casa na tarde desta terça-feira, 1º, e aprovaram vários projetos que se encontravam nas gavetas da Casa. Com a presença 17 deputados, o deputado Alberto Sextafeira (PSB) solicitou em requerimento verbal a suspensão da sessão para que os deputados, em entendimento de lideranças, analisassem as matérias que estavam pendentes na ALE.

A sessão retomou por volta das 17h30 e foi presidida pelo presidente Fernando Toledo (PSDB), de volta à Casa depois de uma licença particular de quinze dias. Os vetos governamentais que estavam trancando a pauta da Casa foram apreciados quando o quorum diminuiu e estavam no plenário apenas 15 parlamentares.
A plenária votou várias matérias de origem do Executivo estadual que estavam pendentes nas comissões temáticas da Assembleia Legislativa, como foi reclamado na…