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Mostrando postagens de Julho, 2010
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Riacho Salgadinho agoniza

Olívia de Cássia – jornalista
(Foto de Adailson Calheiros)

Entra eleição e sai eleição e tudo continua na mesma com relação ao Riacho Salgadinho, que em épocas passadas, em Maceió, foi cartão postal e servia para o banho e a pesca. Este ano, provavelmente os candidatos vão retomar ao assunto, mesmo que não seja uma eleição municipal, prometendo aquilo que nunca cumprem: a despoluição do Salgadinho.
Na gestão da ex-prefeita Kátia Born , ingenuamente, por algum tempo, cheguei até a acreditar que isso pudesse acontecer e aquela outrora bonita paisagem fosse mesmo ser recuperada, tratada com amor e responsabilidade pelos nossos governantes. Mas tudo não passou de um lance de marketing político da então prefeita de Maceió, que à época foi candidata à reeleição tendo sido reconduzida ao cargo com a falsa promessa.
Ela tomou um banho de mar na Praia da Avenida, abrindo a praia à população depois de trinta anos sendo considerada imprópria para os banhistas. A iniciati…
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O que querem o leitor e o eleitor

Olívia de Cássia – jornalista

O leitor nos dias de hoje quer uma informação rápida, que seja compreensível e que não tome muito o seu tempo. Enganam-se aqueles que pensavam que o assunto mais acessado na internet fosse política ou outros assuntos mais sérios.
Quem apostou nisso não teve tanto êxito assim, até agora. O povo gosta mesmo é de escândalo e de notícias que tenham grande repercussão como assassinatos e rompimento de relacionamentos entre os famosos. Assuntos mais sérios como política e economia ficam para quem milita no setor, grandes investidores, formadores de opinião, jornalistas e outros poucos interessados no ramo.
Segundo o portal Yahoo, as informações mais acessadas esta semana que passou, pela ordem, foram: a separação de Cláudia Raia e Edson Celulari, Horóscopo, Tatuagens, Lotomania, Shakira. Em sétimo lugar veio o programa do governo federal Minha Casa Minha Vida, em oitavo Lady Gaga, em nono CQC e em décimo lugar …
Feijoada do EPA em União será dia 15

Olívia de Cássia – jornalista

No próximo dia 15 de agosto, a partir das 10 horas da manhã acontece a I Feijoada preparativa para o II EPA – Encontro de Palmarinos Ausentes, que este ano acontece dia 14 de novembro. A feijoada será no prédio do antigo Colégio Cenecista Santa Maria Madalena e os participantes terão direito ao almoço por apenas R$ 10, mas os drinques e petiscos são independentes, segundo Ladorvane Cabral, organizador do evento.
“Você é nosso convidado para saborear uma deliciosa feijoada e tomar seu drinque preferido, num clima inesquecível de companheirismo, com renda destinada à realização do 2º EPA”, disse Ladorvane.
Segundo ele, a feijoada será o pontapé inicial da Edição 2010 do EPA, “o maior acontecimento social de União dos Palmares, agendado para 14 de novembro”, observa.
Marina critica rótulo de ‘terrorista’ dado a Dilma

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, condenou hoje, em entrevista ao portal Terra, o rótulo de “terrorista” dado à ex-ministra Dilma Rousseff, que na juventude participou de grupo político que lutou contra o regime militar. “Acho que ela lutou pela democracia, não acho correto ficar chamando ela de terrorista”, afirmou.
Marina disse ser contra o julgamento de militares que praticaram de tortura durante o regime militar, porque a “anistia foi para todos”. Ela, no entanto, é favorável à criação da Comissão da Verdade no Congresso Nacional para apurar os crimes políticos ocorridos na época.”Sou favorável a se tirar esses cadáveres do armário”, defendeu.
Perguntada por internautas sobre qual candidato apoiará no segundo turno, caso não continue no pleito, Marina disse que o assunto só será tratado no futuro. Marina afirmou que hoje não se sente mais próxima nem de Dilma, nem de Serra porque seus adversários têm um perf…

Drauzio Varella se diz “chocado” e vê “incompetência” depois da enchente

(LEIA ABAIXO TEXTO DO MÉDICO DRAUZIO VARELLA, PUBLICADO EM SUA COLUNA SEMANAL NA FOLHA DE S.PAULO) e reproduzido no blog do jornalista Célio Gomes, editor do jornal Gazeta de Alagoas

O pior está por vir. Fiquei com essa certeza depois de visitar as cidades inundadas pelo rio Mundaú, em Alagoas.
O Mundaú corre entre as montanhas que um dia abrigaram o quilombo de Zumbi, paisagem que enche os olhos de beleza. Várias cidades foram construídas no vale à beira do rio, como reza a tradição brasileira.
Plantações de cana e de laranja, um pouco de gado e nada mais; riqueza de alguns, pobreza e desemprego universal.
Um homem que tem a sorte de conseguir trabalho na colheita de laranjas nesta época do ano ganha R$ 40 por semana. Sai mais barato do que um escravo do século 18, com casa e comida por conta do fazendeiro.
No meio de junho choveu sem parar. No dia 18, as águas subiram ameaçadoras; mulheres, homens e as crianças graúdas se apressaram em levar os pertences para as partes mais altas das cas…

Mario Agra é sabatinado pela Fecomércio

O candidato do PSOL alfinetou campanhas milionárias ao governo


Nesta segunda-feira (26), o candidato ao Governo do Estado pelo PSOL, Mário Agra, foi sabatinado pela Federação do Comércio (Fecomércio). Entre os assuntos questionados, o candidato salientou a importância da Lei Ficha Limpa para reverter o panorama político em que o Brasil se encontra e se posicionou contra os orçamentos milionários das campanhas eleitorais.
Agra acredita que, diante da tragédia das enchentes que Alagoas enfrentou, é um absurdo que as três principais campanhas ao governo estejam orçadas em R$ 30, 15 e 9 milhões. O candidato questiona a procedência do dinheiro e que não acredita que o fundo venha dos próprios partidos.
O candidato do PSOL afirmou que alguns setores da sociedade estão financiando as campanhas e que lucrarão muito mais após as eleições. "É um desrespeito à população do Estado que R$ 54 milhões sejam investidos em campanhas", dispara.
Para Mário Agra, os candidatos que investem tal quan…

Tudo como antes no presídio da Santa Fé

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Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e fotos)

Dois anos e um mês se passaram desde a primeira vez que estive no presídio desativado da Santa Fé, em União dos Palmares, para fazer a minha primeira reportagem sobre como vive aquela comunidade e foi possível constatar que tudo continua da mesma forma de antes.
Apenas uma modificação deu para ser percebida que foi a limpeza de um dos pavilhões que foi construído para ser um restaurante modelo e estava sendo usado como sanitário público da outra vez em que estive lá. Dessa vez o local foi limpo, colocaram tapumes dos lados e só tem homens morando lá, como mostra a foto acima. E só.
No mais, cerca de 110 famílias vivem em 21 pavilhões, são os esquecidos da sociedade que reclamam da falta de assistência do poder públi9co. Chegaram no local em 1989, fugidos de uma grande enchente do Rio Mundaú. Hoje vivem em condições subumanas, sem água encanada para suprir as necessidades básicas de higiene e da lida doméstica, sem banheiros e sem segura…
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Depois da tempestade

Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e fotos)

Depois de um mês da enchente ocorrida em Alagoas e Pernambuco e dos primeiros socorros mais imediatos aos desabrigados do Estado, os problemas se acumulam nas cidades atingidas pela enxurrada do dia 18 de junho. Em Murici, as pessoas estão alojadas no terminal rodoviário e em dois armazéns que foram construídos há pouco tempo pela Prefeitura. No local, há muita sujeira, poucos banheiros, fedentina e desorganização com um amontoado de gente que aguarda as providências do poder público.

No sábado, 17, caminhões do Exército fizeram distribuição de donativos. A cidade ainda está muito suja; na área mais atingida, onde fica o comércio de Murici, parece uma cidade fantasma, dá pena de se ver. Casas foram destruídas e a cidade tem o maior número de desabrigados, segundo informações da Defesa Civil.
As reclamações de quem está dependendo da ajuda de terceiros são muitas. Em União dos Palmares, até este domingo, apenas a Esco…
Reconstrução

Olívia de Cássia – jornalista

Reconstruir, recomeçar, reorganizar. Assim como na vida emocional, na vida prática refazer um caminho é sempre mais doloroso, em todos os sentidos da nossa existência. Chico Xavier disse em uma das suas obras que “embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode fazer um novo fim”. Às vezes os sentimentos se misturam, se confundem.
Segundo Eunice Ferrari, o novo sempre nos causa algum temor, por mais desejosos, por mais que tenhamos pedido o novo em nossas vidas, há um estranhamento diante da nova situação. “Os sentimentos se misturam, se confundem e muitas vezes não conseguimos identificá-los. Daí, o coração se fecha e a cabeça começa a querer dar conta de uma questão que não lhe pertence. Começa o curto circuito emocional”, explica.
Os relacionamentos são difíceis, é muito complicado conviver em sociedade e na vida a dois muito mais. A rotina desgasta qualquer relação, principalmente quando as diferenças são marca…
Os carnavais de antigamente

Petrúcio Manoel Correia de Cerqueira – bancário (*)

Já que a Copa do Mundo de Futebol acabou, vamos aqui lembrar outra festa, mesmo que não esteja na época dela e todos os brasileiros gostam. Vocês sabiam que antigamente, em União dos Palmares, até escola samba existia, muito antes da Unidos da Ponte? Que antigamente se fazia Corso? Que antigamente as pessoas se mascaravam e saiam pelas ruas em turmas? Que, em vez de trios elétricos, os bailes carnavalescos eram em clubes? Isso era na década de 60, do século passado.
Pois é. Isso é que era Carnaval. Era isso que antigamente em União existia. Sabe em quantos clubes de União tinham bailes? Tínhamos na Rua da Ponte o Bangu; na Rua do Jatobá Maria Bão; na Avenida tinha a Palmarina e na Praça Benon Maia Gomes, que era o local da sede do Zumbi. Quanto aos foliões de antigamente, esses sim. Esses sabiam brincar mesmo. Brincadeiras sadias.
União tinha uma turma que brincava carnaval, que…
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Diálogo do encorajamento

Olívia de Cássia – jornalista

É inverno em meu coração, estou triste nessa madrugada. A chuva cai lá fora, faz frio. Já é terça-feira, 13 de julho de 2010. Faz tempo, Diário, que não dialogamos. Somos tão cúmplices, tão passionais e nem assim eu te procurei mais cedo, com mais freqüência, como fazia nos velhos tempos da adolescência e juventude, para falar do que vai em mim, no meu coraçãozinho tolo, tão frágil, dos meus sentimentos mais puros, que tu sabes, às vezes são dilacerados.
Não preciso de muita coisa para ser feliz, só quero o suficiente. Estou com medo da violência diária que a gente vê e ouve nos meios de comunicação. É tudo muito assustador. Tanta coisa a dizer que nem sei como vou começar a te confessar, meu amigo Diário.
Eu não queria magoar ninguém, já fui tão magoada, tão desprezada e abandonada que não queria fazer isso com outra pessoa. Uma despedida é sempre dolorida, quando se tem algum sentimento bom dentro da gente, mesmo que esse sent…
Brutalidade e barbárie

Olívia de Cássia – jornalista

A sociedade brasileira assiste chocada e estarrecida ao desfecho do assassinato, com requintes de crueldade, de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno, do Flamengo. O caso chocou até a Polícia Civil mineira, cujo delegado deu depoimento emocionado, em coletiva à imprensa, de como tudo aconteceu. Segundo ele, Eliza foi torturada e morta e depois seu corpo foi desossado e dado a cachorros da raça rotwailler; os ossos foram concretados no local onde foi morta.
Segundo o depoimento do menor de 17 anos, que depôs confessando participação no desaparecimento da jovem, Bruno estava no sítio, viu Eliza com a cabeça ferida pelas coronhadas, acompanhou a ida da jovem para o sacrifício, e, dos envolvidos, era o mais tranquilo. A atitude do goleiro Bruno envergonha a nós flamenguistas e tanto ele quanto seus comparsas precisam pagar por essa barbaridade, se tudo isso for realmente a verdade como está parecendo.
Sou cristã, contra a violência…
Preciso decidir

Olívia de Cássia - jornalista

Boa noite, meus queridos leitores internautas. Não ando muito positiva por esses dias e desde ontem tenho tido crises sérias de angústia, tristezas e começo de depressão. Não é uma coisa boa a depressão, já tive umas três vezes isso; você se sente a pior pessoa do mundo nessas horas, a autoestima vai pra baixo. Mas eu não sou a pior pessoa do mundo e tenho consciência disso. Sou apenas um ser humano em busca de suas realizações, em busca de dias melhores.
Meu grande problema é amar os outros demais e me amar de menos. Parece que meu sexto sentido pressente quando está para acontecer algo, de bom ou ruim, triste ou alegre. Não sou sensitiva, mas sempre quando algo está para acontecer eu me ponho inquieta, afobada e agoniada. É sempre assim. Estou assim há alguns dias e isso vem me incomodando. Será que preciso voltar pra terapia?
Nesse momento acho que se eu chegasse lá a médica ia me dizer: “Eu não disse que você ainda não tinha fic…
Futebol

Petrúcio Manoel Correia de Cerqueira – bancário (*)

O assunto que quero aqui dissertar é sobre o futebol. Mas, o assunto nesta época, já é tão explorado, tão comentado, que com certeza, aquilo que escreverei tende a parecer um bocado de bobagens.
Vive-se futebol, alimenta-se futebol, respira-se futebol, assiste-se futebol pela manhã, pela tarde, pela noite e pela madrugada adentro.
Se Karl Marx vivo estivesse não diria o que antes disse: -que a religião é o ópio do povo, com certeza diria que o ópio do povo é o futebol.
O fanatismo em relação ao esporte bretão tomou rumos nunca antes imaginados. Torcidas “organizadas” (se é que se pode chamar isso de organização) se digladiam em estádios com tamanha violência que integrantes morrem em confrontos.
Pais de família que antes aproveitavam as tardes de domingo para irem aos estádios, nos dias de hoje já relutam.
Tudo no País nos dias que a seleção joga, tende a direcionar-se pelo ho…

Política: A partir de hoje: TSE libera propaganda política para as eleições de outubro - TUDO NA HORA - O portal de notícias de Alagoas

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POVOADO MUQUÉM

Sobreviventes da cheia do Mundaú recebem barracas e caixas d’água

Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e fotos)

A comunidade do Muquém, em União dos Palmares, recebeu no fim de semana 20 barracas, banheiros químicos e 20 caixas d’água, provenientes de recursos do governo federal para ajuda nas ações mais imediatas aos desabrigados da enchente do Rio Mundaú, ocorrida no dia 18 de junho. Treze famílias dessa comunidade, cujas casas caíram ou foram danificadas, estão abrigadas no prédio do posto de saúde do local que ainda está em construção.
Além dessas treze famílias, outros moradores do local estão passando dificuldades. Contam que estão recebendo cestas básicas, mas reclamam que falta a mistura (a carne). Outra reclamação é com relação à distribuição de pessoas nas barracas: duas famílias para cada uma, com um ponto de luz e uma caixa d’água.
O Muquém é uma comunidade quilombola do município cujos moradores ficaram isolados durante a enchente. Os moradores do povoado são qu…
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UNIÃO DOS PALMARES

Sociedade civil se reúne para discutir ações sobre as enchentes do Mundaú

Olívia de Cássia - jornalista
(Texto e fotos)

Vinte representantes da sociedade civil organizada do município de União dos Palmares se reuniram na noite de sábado, 3, no auditório Padres Donald, Emílio e Les, na sede da Associação dos Deficientes Físicos de União dos Palmares – Adefup, no bairro Roberto Correia, Os Terrenos, que também foi afetado pela enchente ocorrida no dia 18 de junho último.
A reunião das entidades, segundo as lideranças, foi para discutir os problemas que vêm enfrentando os desabrigados da cheia, que destruiu várias ruas da cidade, bem como se engajar nas tarefas que estão sendo distribuídas, fiscalizar o que está sendo feito pelo Executivo e propor ações junto às autoridades do município.
Depois de várias discussões sobre as ações pós-enchente para ajudar os desabrigados, as lideranças tiraram algumas propostas, como a da confecção de uma carta-aberta à população ou um m…
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A vida de Maria

Olívia de Cássia – jornalista

Ontem, no ônibus que me levaria até o jornal Tribuna Independente, fui pensando numa história para escrever. Comecei a construir a história de Maria, das muitas mulheres chamadas Maria que existem por aí a fora. Essa Maria da minha história é um misto de todas elas. Das que sofrem mais ou daquelas que conseguiram se estabilizar na vida.
Maria é uma daquelas moças do interior, criada com toda a educação e carinho e com os rigores que os tempos antigos exigiam para a formação de uma mulher. Casou virgem e conheceu Abelardo numa das festas da cidade. Ficou encantada com aquele moço bonito, peitoral largo, olhos profundos, viajado e muito matreiro.
Maria logo se apaixonou por aquele Abelardo. Começaram a se conhecer, a conversar sobre a vida, sobre música, literatura, poesia e pintura. Ela apreciava as artes e com a sua formação de professora começou a lecionar em uma das escolinhas do município.
Mas a família de Maria logo se colocou cont…
A solidariedade não tem preço

Olívia de Cássia – jornalista

Solidariedade humana não tem preço. É uma palavra que nem todo mundo conhece; pode estar escondidinha dentro de cada um e diante de uma tragédia como a da enchente que aconteceu em Pernambuco e Alagoas, último dia 18, ela se faz presente.
Uma verdadeira rede social, de mutirões e de ajuda fraterna se formou para ajudar os desabrigados, que guardadas as devidas proporções, deveria existir um pouco durante o ano todo. Tem muita gente passando dificuldades no País, apesar da diminuição da miséria, segundo os dados do IBGE.
De toda a parte do País e até do exterior temos recebido respostas: seja de governos ou da população. Muita gente encaminhando donativos, como roupas, colchões, alimentos, água potável. O governo Lula também está fazendo a sua parte e já destinou recursos para o que se fizer necessário, digam o que quiserem os nossos oposicionistas.
Prefeituras como a de Guarulhos e outras pessoas de estados distantes do nos…