segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Semana começa com expectativas na Assembleia

Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e fotos)

A semana de trabalhos legislativos no plenário da Assembleia, a Casa de Tavares Bastos, começa nesta terça-feira, 30, último dia de novembro, faltando um mês para encerrar a atual legislatura. Durante esse período, os parlamentares alagoanos precisam cumprir, ainda, mais quatro sessões regimentais e também participar de uma audiência pública em que a sociedade civil pode e deve apresentar emendas ao Orçamento 2011, que tem até o final de dezembro para ser aprovado.

Na peça orçamentária que tramita na ALE, os recursos destinados à Assembleia Legislativa de Alagoas, cujo duodécimo o governo afirma ter congelado em R$ 119.977.200, chama a atenção. O deputado Paulo Fernando (Paulão-PT) destacou na semana passada alguns números do Orçamento para 2011, o que causou a irritação do secretário de Planejamento, Sérgio Moreira.

Agora há uma corrida contra o tempo, observando-se que os nossos deputados não têm comparecido como deveriam ao plenário Tarcísio de Jesus para cumprirem com o dever de casa. Há uma falta de vontade aparente da maioria e os que vão ficam no local apenas para cumprir tabela, conversando com seus pares, nem se importando com o que está sendo lido e aprovado ali, de costas para o plenário. Parece descaso. Eles nem fazem valer os votos que recebem de seus eleitores e só estão ali, bem sabemos, por conta dos gordos salários e das vantagens que recebem no cargo, com as negociações e acertos.

Na semana passada, aconteceram apenas duas sessões. Uma foi na terça, 23, que quase não acontecia, mas durante a chamada os deputados chegaram e completaram o quorum de 14 para votação do projeto de lei que beneficia a Medcoop (Cooperativa dos Serviços Médicos e Hospitalares de Alagoas), que foi aprovado por 12 x 2 (os dois votos contrários dos deputados Judson e Paulão, do PT).

DISCURSOS
Na quarta-feira, 24, foi uma tarde marcada por fortes discursos na tribuna da Casa, mas antes, quando se iniciou a sessão, às 15h30, nem parecia que ia dar quorum suficiente para que houvesse expediente.

Com apenas oito deputados no plenário, o deputado Jota Cavalcante (PDT), ocupando a primeira secretaria, iniciou a chamada, pausada e calmamente, para que desse tempo de os deputados chegarem e pudessem dar início aos trabalhos legislativos. Enquanto isso, o presidente da Casa, Fernando Toledo (PSDB) recebia recados e ligações do seu celular.

SALVO PELO GONGO

O deputado Ricardo Nezinho (PTdoB) salvou o quorum da sessão, logo que Jota Cavalcante ia chamar o último nome da lista que é o do deputado Temóteo Correia, licenciado por problemas de saúde. Nessa sessão de quarta-feira, foram lidos e aprovados cerca de 12 pareceres das comissões da Casa, sem restrição.

Na hora das explicações pessoais os deputados Isnaldo Bulhões Júnior (PDT) e Alberto Sextafeira (PSB) fizeram uso da tribuna da Casa. Isnaldinho para pedir providências da polícia no assassinato do seu amigo, o empresário Jair Gomes Oliveira, morto em Palmeira dos Índios com três tiros.

O líder do governo na Casa, Sextafeira, pediu a palavra para mandar um recado para o pastor-vereador João Luiz e o deputado Paulo Fernando, Paulão, do PT, para contestar os números do Orçamento enviados pelo governo no Projeto da na Lei Orçamentária Anual que está tramitando na Casa.

O discurso do deputado Paulão não agradou ao secretário de Planejamento, Sérgio Moreira, que respondeu ao deputado no jornal Gazeta de Alagoas. Moreira disse que o deputado do PT está equivocado em seu discurso. No dia seguinte, o deputado Paulão reafirmou o que disse à reportagem da Gazeta; apenas fez uma correção sobre os valores que tinha dado a respeito do Iteral.

Ele reclamou dos cortes que o Governo do Estado fez a áreas importantes como a Polícia Militar, a Secretaria de Agricultura, à Secretaria de Meio Ambiente, Amparo à criança e ao adolescente, dentre outros de mesma importância. Ainda no jornal Gazeta de domingo, o petista disse que há uma precariedade do orçamento do Estado para o exercício de 2011.

Pelo visto essa semana que começa será de correria contra o tempo e de debates fortes na Casa de Tavares Bastos.

domingo, 28 de novembro de 2010

Novamente a matança de animais domésticos


Olívia de Cássia – jornalista

Não tem um mês que postei aqui um texto falando sobre a morte de animais domésticos na Avenida Vieira Perdigão, fundos da Estação Ferroviária, rua onde moro, em Maceió. Pois bem, novamente o fato tornou-se a se repetir e infelizmente eu não tenho a quem recorrer para apelar no sentido de que essa barbárie seja interrompida por aqui.
Alguma coisa tem que ser feita para impedir que a morte de animais se torne uma rotina na região. Podem me chamar de tola, mas quem não ama os animais não é capaz de amar um ser humano. Já se tornou freqüente por aqui essa matança dos gatos e isso eu não consigo aceitar.
Pessoas de índole ruim, sem coração, estão matando nossos bichinhos de estimação. Não tive condições de escrever na sexta para o sábado, quando tudo aconteceu. Cheguei da Tribuna Independente por volta da uma hora da manhã e várias vizinhas me aguardavam para dar a triste notícia.
Meu gato John Lennon foi envenenado e estava agonizando na área da vizinha, da mesma forma que a Nana Caymy, os gatos de rua e a Marri, a gata persa da minha sobrinha Raynara, há menos de um mês.
Minha sobrinha Nathalya fez de tudo para que o John Lenon sobrevivesse. Deu carvão ativado, clara de ovo, tudo o que a Fernanda, a veterinária, mandou, mas não adiantou.
O bichinho esperou que eu chegasse para se despedir de mim. Eu não queria ver aquela cena terrível. Entrei em casa para pegar um paninho para envolvê-lo durante a noite, porque Nathalya achava que fosse resistir, mas pelo estado que ele se encontrava era impossível que ainda vivesse por algumas horas.
Quando acendi a luz da sala dos meus livros soltei um grito de terror. O Benjamim também estava lá agonizando, todo sujo e soltando um miado doloroso. Gritei dolorosamente assustando os cachorros que passaram a uivar feito lobos diante do meu grito de dor e revolta e fui acudida pela Nathalya, que pegou o bichinho e levou para colocar junto do outro na caixa.
Não é possível, minha gente, que isso continue a acontecer numa rua onde todos se dizem amigos, familiares e fraternos. Isso não é coisa de ser humano; uma pessoa que faz isso com um animal indefeso, certamente pode fazer com um semelhante.
Meus gatos foram assassinados, esse é o termo correto. Isso se chama carnificina e o monstro que fez isso não pode ser classificado como pessoa. Isso é uma crueldade e eu não me conformo com uma barbaridade dessas. Só me restou a saudade da meiguice e do carinho que eles tinham por mim.
Na noite anterior, parece que estavam adivinhando. Vieram dormir comigo, como numa despedida carinhosa. Quando eu não deixava que isso acontecesse e fechava a porta do quarto, eles ficavam lá, do outro lado, vigiando meu sono, como guardiões de sua dona.
Os gatos são amuletos e no antigo Egito eram animais sagrados. No ano 2000 antes de Cristo os egípcios foram os primeiros a domesticá-los, pela sua extraordinária habilidade como caçadores de roedores. Outras civilizações como os romanos também os admiraram e os utilizaram como amuletos: levavam os gatos com eles para as batalhas para que os ajudassem a vencê-las.
Eu acredito que eles guardam seus donos e absorvem para si as energias negativas, para dissipá-las no ar. Li em algum lugar que os japoneses têm essa crença e passei a acreditar nela diante de muitas evidências. Os animais são sábios. Meus cachorros pressentem quando estou triste e Malu e Oto ficaram desesperados com meu grito de dor diante da morte dos gatos.
Quero daqui do blog fazer um apelo para todas as pessoas de bom coração para que a gente faça uma campanha pela paz. Por que a paz começa dentro da nossa casa, na nossa rua e na nossa comunidade e ela só pode ser construída se as pessoas tiverem sentimentos de bondade, fraternidade e solidariedade. Coisa que está faltando nos dias de hoje.

Melhores histórias do Velho Capita será lançado em Brasília


O livro “As Melhores Histórias do Velho Capita”, de Carlito Lima, será lançado no dia 1º de dezembro (quarta-feira), no "Mercado Municipal de Brasília", no endereço -W3-SUL - Quadra 509 - Asa Sul, a partir das 19 horas. Segundo Carlito, será uma noitada alagoana e nordestina. Mais informações no blog http://carlitolimablog.blogspot.com

Familiares, amigos e convidados do aniversário de Pedro Henrique

Fotos de Olívia de Cássia

Meu mais novo sobrinho-neto, o Lucas, com os papais e o vovô Pel...


Márcia, Valdir e Mirela...


Parabéns pra você...


Os avós Afrânio Godoy e Eliane, na festinha de aniversário de um ano de Pedro Henrique


A mamãe Juliana, Pedro Henrique, Mirela, João Victor e a vovó Catarina


Pedro Henrique


Papai Márcio, Pedro e vovô Petrúcio...

Confiram mais fotos no Orkut, Facebook, e Windows Like.

Comemoração

Foto de Olívia de Cássia Dois ex-secrtários de Esporte de União dos Palmares: o professor Luiz Carlos (no governo de Iran Menezes) e o radialista e também ex-vice-prefeito Kleber Marques (na administração de José Praxedes), na festa de aniversário de um ano de Pedro Henrique, filho de Márcio Cerqueira e Juliana Albuquerque, neste sábado, dia 27.

Cooperados da Jorgraf aprovam Código Ética da entidade


Por Olívia de Cássia - jornalista
(Texto e fotos)

Os cooperados da Jorgraf - Cooperativa de Jornalistas e Gráficos do Estado de Alagoas, aprovaram neste sábado, 27, em assembleia geral extraordinária, o Código de Etica da entitade. O Código de Ética e de conduta profissional estabelece padrões de costumes que passa a vigorar a partir da sua aprovação.
"A importância do Código de Ética está em conscientizar, esclarecer e divulgar os princípios e valores éticos da Jorgraf, para que seu corpo funcional possa exercer com dignidade e honradez as ações profissionais que lhes compete", observa o presidente da entidade, Antonio Pereira.
Além do Código de Ética também foi discutida a aquisição de equipamentos para o jornal Tribuna Independente. A assembleia contou com a presença de 35 dos 56 cooperados.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Feira de arte no Jaraguá

Gilvanete Oliveira convidado para a Feira de Artes ao ar livre que acontece neste sábado, 27, na Praça Rayol, onde fica o Orákulo. O evento começa às 16h e vai até as 22h. “Lá vai ter muitas novidades, artesanatos diferentes, telas e outros, além de música ao vivo, praça de alimentação. Uma noite diferente e prazerosa”, conta Gilvanete. Participem!

Secretário rebate críticas de deputado

Foto: divulgação
Sérgio Moreira nega cortes de recursos em áreas vitais do Estado e diz que queda em receitas se deve à ausência de empréstimos

| NIVIANE RODRIGUES – Repórter
Gazeta de Alagoas

O pronunciamento do deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), na tarde de quarta-feira, na tribuna da Assembleia, deixou representantes do governo irritados. O relato do parlamentar de que o governo cortou no orçamento para 2011 recursos para áreas vitais do Estado, provocou descontentamento em quem elaborou o projeto de lei e encaminhou para a ALE, que tem prerrogativa, como Poder Legislativo que é, não só de criticar, mas de alterar tudo o que foi proposto pelo Executivo.
Pela manhã, técnicos da Secretaria de Planejamento já estavam com caneta e papel na mão fazendo os cálculos dos valores que Paulão afirma terem sido retirados de áreas como Polícia Militar, Agricultura, Iteral e do Fundo de Amparo à Criança e ao Adolescente.
Antes do comando da Seplan se pronunciar sobre os “equívocos” do deputado Paulão, o governador Teotonio Vilela (PSDB) foi questionado sobre o pronunciamento do parlamentar. O governador participava de visita à obra de duplicação da AL-101 Sul, quando foi abordado sobre o assunto pela Gazeta. Vilela respondeu: “Tinha reunião marcada com Sérgio Moreira [secretário do Planejamento] para ontem. Todos sabem que nos anos de 2009 e 2010, em termos de receita, não avançamos muito”. E depois se contradisse: “Quer dizer, o Estado avançou. O crescimento da receita de ICMS desse ano está acima de 16%. Mas o Fundo de Participação dos Estados não chega a 7% com relação ao ano passado. Mas eu não vi o Orçamento. Depois que eu me reunir com o Sérgio Moreira eu falo sobre isso. O Paulão torce contra, né?”, disse Vilela.

Paulão reafirma cortes em Orçamento

À tarde, ao chegar à Assembleia para a sessão que não ocorreu por falta de quórum, o deputado Paulão reafirmou tudo o que havia dito à Gazeta. Disse que cometeu apenas “um equívoco” em relação ao Iteral, mas que os demais setores informados por ele sofreram, sim, redução em seus orçamentos. Voltou a questionar o fato de o Brasil ter crescido, o Nordeste, idem, e Alagoas viver na dependência do governo federal e ainda “encolher” seu orçamento para o exercício seguinte.
De posse de um meticuloso material elaborado por sua assessoria, Paulão disse que “o orçamento apresentado a esta Casa pelo Executivo para o próximo exercício é estimado em R$ 5,4 bilhões aproximados. Deste total, R$ 176,7 milhões são receitas próprias de recolhimento descentralizado das autarquias, fundações e fundos”. E afirmou que “comparando-se com o orçamento do próximo exercício com o do exercício do corrente ano verifica-se uma redução de -6,04%. (Mais informações no jornal Gazeta de Alagoas, versão impressa)

Solenidade



Assembleia Legislativa faz homenagem a embaixador, ator e ministro


A Assembleia Legislativa realiza uma sessão especial, no dia 3 de dezembro, sexta-feira, às 15h, em conjunto com o movimento negro e o Projeto Raízes da África, para a entrega da medalha de Mérito Zumbi dos Palmares ao embaixador Daniel Antonio Pereira (embaixador de Cabo Verde no Brasil), ao ator Milton Gonçalves (ator-diretor-produtor e militante do movimento negro).
Na oportunidade também será entregue a Medalha de Mérito Tavares Bastos ao ministro Elói Ferreira de Araújo ministro-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. A sessão é de autoria do deputado Judson Cabral (PT), que está fazendo o convite.
O ato solene para a entrega das comendas acontecerá no Plenário Tarcísio de Jesus, na Assembleia Legislativa, localizada na Praça Dom Pedro II, s/n, Centro.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sem quorum, Assembleia Legislativa não realiza sessão


Olívia de Cássia – Repórter
(Texto e foto-arquivo)

A semana termina na Assembleia Legislativa de Alagoas sem a última sessão da semana, apesar da urgência da tramitação na Casa da Lei Orçamentária Anual, que precisa ainda passar por mais quatro sessões para que tenha a audiência pública, marcada para o dia 13 de dezembro, quando a sociedade civil deverá apresentar emendas ao orçamento 2011.
O deputado Alberto Sextafeira (PSB), vice-presidente e líder do governo na Casa, abriu a sessão. Apenas sete deputados estavam no plenário na hora da chamada: Edval Gaia (PSDB), Alberto Sextafeira (PSB), Judson Cabral (PT), Jota Cavalcante (PDT), Jeferson Morais (DEM), Isnaldo Bulhões Júnior (PDT) e Marcos Barbosa (PPS).
Quando terminou a chamada o deputado Ricardo Nezinho (PTdoB) chegou; o deputado Paulão (PT) também compareceu à ALE, mas não deu tempo de responder à chamada. Cinco deputados estão licenciados: Temotéo Correia (DEM) e José Pedro da Aravel (PMN) – para tratamento de saúde, por um período de 30 dias; Sérgio Toledo (PDT), Gilvan Barros (PSDB) e Dudu Albuquerque (PSDC).
O presidente do Poder Legislativo, deputado Fernando Toledo (PSDB) viajou para Salvador onde fica até amanhã, para participar do fórum de presidentes da Assembleias Legislativas. Ele justificou a ausência na sessão de quarta-feira, 24, por meio de requerimento aprovado na hora do expediente normal.
Poucos deputados têm comparecido ao plenário da Assembleia, parece mesmo que cumprem tabela e vão se arrastando até dezembro quando termina essa legislatura. Na sessão de quarta-feira foram feitos fortes discursos.
Mas sem quorum para a sessão de hoje, os que compareceram à Casa permaneceram no plenário por um bom tempo: conversando, concedendo entrevistas à imprensa e fazendo articulações, segundo se comenta na imprensa, para a eleição da próxima Mesa Diretora.
ORÇAMENTO
Enquanto isso a Lei Orçamentária Anual aguarda a tramitação normal para ser votada. A matéria é de origem do Poder Executivo e como acontece todo o ano na Casa de Tavares Bastos, é o projeto principal e assunto em foco no momento. O projeto precisa ser debatido, apresentado emendas e aprovado para que o Estado funcione como deve no próximo ano.
Depois disso, a matéria vai a plenário para votação, mas isso só poderá acontecer se os deputados cumprirem com suas obrigações e comparecerem ao trabalho, pelo menos para responder a chamada do dia.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Discursos fortes marcaram sessão da ALE nesta quarta-feira



Olívia de Cássia – Repórter
(Texto e foto-arquivo)

Uma tarde marcada por fortes discursos na tribuna da Casa de Tavares Bastos marcou a sessão desta quarta-feira, 24 de novembro. Antes, quando se iniciou a sessão, às 15h30, nem parecia que ia dar quorum suficiente para que houvesse expediente na Assembleia.
Com apenas oito deputados no plenário, o deputado Jota Cavalcante (PDT), ocupando a primeira secretaria, iniciou a chamada, pausada e calmamente. Uma chamada arrastada para que desse tempo de os deputados chegarem e pudessem dar início aos trabalhos legislativos.
Enquanto isso, o presidente da Casa, Fernando Toledo (PSDB) recebia recados e ligações do seu celular. Certamente de deputados e assessores pedindo para que a chamada não fosse rápida para que desse tempo de chegarem ao plenário.
Mesmo depois do alerta dado pelo presidente, parece que os parlamentares alagoanos estão sem muita vontade de trabalhar: apenas cumprem tabela nesse fim de mandato na ALE. O deputado Ricardo Nezinho (PTdoB) salvou o quorum da sessão, logo que Jota Cavalcante ia chamar o último nome da lista (Temóteo Correia que está de licença médica).
Com essa sessão, faltam agora quatro para que a Lei Orçamentária Anual, que estima a receita e fixa as despesas do Estado de Alagoas para o exercício de 2011 seja debatida e aprovada pelos parlamentares.
Foram cerca de 12 pareceres das comissões da Casa que foram lidos pela Mesa e aprovados, sem restrição. O presidente Fernando Toledo apresentou requerimento justificando que nos dias 25 e 26 irá se ausentar da presidência porque vai participar de um encontro anual de presidentes das Assembleias do Brasil, em Salvador.
Os deputados nem prestavam atenção no que estava sendo lido e mais uma vez, por 14 x 0 (tinham 15 deputados mas na hora da votação dos pareceres o deputado Judson Cabrqal (PT) já tinha saído para participar de uma palestra agendada anteriormente) todos os pareceres foram aprovados. As conversas e articulações no plenário são visíveis. Tem deputado que até fica de costas para a presidência, mostrando que não estão muito interessados naquilo que aprovam.
Na Ordem do Dia constaram apenas a Lei Orçamentária para recebimento de emendas e um apelo ao superintendente da operadora Oi para instalação de orelhão no Assentamento Boa Esperança. O requerimento foi do deputado Artur Lira (PP) que não estava na sessão.

Deputado Isnaldo Bulhões pede empenho em apuração de crime de empresário


Olívia de Cássia – jornalista

O deputado Isanaldo Bulhões Júnior (PDT), usou a tribuna da Casa de Tavares Bastos, na hora do expediente normal, para pedir empenho da polícia na apuração do assassinato do empresário Jair Gomes Oliveira, conhecido como Grilo, crime acontecido na cidade de Palmeira dos Índios .
O parlamentar disse que tinha até dificuldade de fazer o pronunciamento por ser amigo da vítima. “Era um amigo-irmão”, disse emocionado, acrescentando que Jair Oliveira se dirigia para praticar um racha (jogo de futebol) quando foi morto, com três tiros na cabeça.
As informações veiculadas pela imprensa indicam que a polícia já tem duas linhas de investigação. Segundo Bulhões Júnior, Jair Oliveira era um trabalhador, “empresário reconhecido na cidade, no Agreste e no Sertão. O parlamentar prestou solidariedade à família do morto, ao Sindicato dos Lojistas (Sindilojas) de Palmeira dos Índios e à Associação dos Comerciantes.

Sextafeira manda recado para o pastor João Luiz

Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e foto)

O líder do governo na Assembleia, deputado Alberto Sextafeira (PSB) foi outro deputado que fez uso da tribuna da Casa, para mandar um recado ao pastor-vereador João Luiz (DEM), que entrou com um agravo, referente à decisão do ministro Hamilton Carvalhido.
Segundo Sexta feira, não se conformando com o resultado do TSE, que isentou o deputado do PSB de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o vereador entrou com o referido agravo. O ministro mandou arquivar o processo.
O TSE decidiu que o caso não se aplica à Lei Ficha Limpa e, com isso, os votos recebidos por Sextafeira passaram a ser válidos. O deputado ficou, assim, na suplência de sua coligação.
“Estou vindo aqui para agradecer os votos que recebi, agradecer aos funcionários da Casa e aos deputados que foram solidários. Com todo respeito que tenho aos evangélicos da Igreja Quadrangular, darei um recado ao Pastor João Luiz: Pastor, o senhor que deve pregar todos os dias, quando pregar Justiça e verdade, fale, mas pratique se não tudo vai parecer uma fala mentirosa.Pratique tudo o que pregar", observou Sextafeira.

Paulão contesta números da peça orçamentária e critica a violência no Estado

Olívia de Cássia – Repórter
(Texto e foto)


O líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão-PT) contestou na tarde de hoje, 24, na tribuna da Casa, os números da proposta orçamentária do Estado para o exercício de 2011 e condenou a decisão do governo de reduzir os valores orçamentários para algumas secretarias, a exemplo da Agricultura, de Ciência e Tecnologia e da Polícia Militar.
Segundo Paulão, o governo estadual não teve critérios no momento de realizar os cortes. “Enquanto umas secretarias perdem recursos, outras terão um ganho substancial no próximo exercício”, como a de Comunicação, afirmou.
Paulão citou o caso da Secretaria de Agricultura, que terá o seu orçamento reduzido em 41,6%, caindo de R$ 55 milhões, em 2010, para R$ 32 milhões, em 2011. O corte maior, segundo o petista, acontece no Iteral, que terá uma redução orçamentária de 91,3% em 2011. “O governo praticamente esvaziou o instituto”, frisou.
Segundo o deputado do PT a redução no orçamento da Polícia Militar será em 2011 de R$ 374 milhões, enquanto em 2010, o valor foi de R$ 385 milhões. “Se não fosse o apoio do governo federal por meio da doação de veículos, armas e outros equipamentos a Policia Militar de Alagoas não funcionava”, observou Paulão.
Outra fala do deputado Paulão foi sobre a questão da violência no Estado, que segundo ele está crescendo, enquanto que o governador cortou verbas para a segurança. “O governador está aumentando, vai ter mais militares internamente, mas a segurança nas ruas está falha. O governador tem que sair do discurso e peço a sensibilidade dos parlamentares que têm emendas. Eu vou fazer emenda para crianças e adolescentes”, disse o petista criticando o número de mortes de pessoas nas ruas de Maceió.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Deputados aprovam projeto que beneficia cooperativa de serviços médicos

Fotos de Olívia de Cássia (arquivo)
Olívia de Cássia – Repórter

Quase que não havia quorum para a realização de sessão na tarde desta terça-feira, 23, no plenário da Assembleia Legislativa. Quando o presidente Fernando Toledo (PSDB) deu por aberta a sessão, tinha sete deputados no plenário, mas os deputados Artur Lira (PP) e Flávia Cavalcante (PMDB) chegaram em seguida e salvaram o quorum para que a sessão fosse aberta.
O deputado Antônio Albuquerque (PTdoB), que foi o terceiro parlamentar a chegar na Casa de Tavares Bastos, reclamou que o horário regimental estava sendo descumprido. A sessão teve início às 15h20 quando o normal é às 15h15. Albuquerque tem sido recorrente em reclamar do descumprimento do Regimento Interno da Casa, por motivos óbvios de quem está em campanha pela presidência da ALE e tem sido rígido nas cobranças que faz e nas observações a respeito da desorganização na ALE.
Os demais deputados chegaram em seguida completando o quorum de 14 que votaram o projeto que beneficia a Medcoop (Cooperativa dos Serviços Médicos e Hospitalares de Alagoas. A matéria foi aprovada com os votos contrários dos deputados Judson Cabral e Paulo Fernando dos Santos – Paulão - (PT). Antes que a matéria fosse votada, Antonio Albuquerque e Paulão reclamaram que a Ordem do Dia não foi distribuída com os parlamentares. Albuquerque disse que gostaria de ter acesso às matérias que estavam sendo analisadas para serem votadas.
O deputado Paulão disse que preferia aguardar que a Ordem do Dia fosse distribuída do que iniciar o debate sem conhecimento das matérias. Diante da reclamação, o presidente da Casa, Fernando Toledo, pediu ao pessoal de apoio da ALE imprimisse a Ordem do Dia. Enquanto o papel não vinha, a sessão ficou parada aguardando o documento que chegou exatamente às 15h50 e foi distribuído com os parlamentares. A imprensa só teve acesso a poucas cópias também.
Dos 18 projetos lidos na Ordem do Dia para votação, o mais relevante foi o processo de número 001593/2010, de origem governamental, que dispõe sobre a doação em pagamento de imóvel de propriedade do Estado de Alagoas, em favor da Cooperativa de Serviços Médicos e Hospitalares de Maceió (Medcoop), e dá outras providências.
Sobre a matéria, Paulão solicitou maiores esclarecimentos e indagou da presidência da Mesa: “Que imóvel é esse? O imóvel é de propriedade do Estado e é sede da Secretaria de Direitos Humanos para abrigar menores infratores masculinos”. Segundo o petista, não existe justificativa técnica para essa doação.
“Não tem parecer da PGE (Procuradoria Geral do Estado). Não houve auditoria para isso. Desta formal, acho que a matéria deveria ter sido lida com mais cuidado para a aprovação em primeira votação e não concordo com sua aprovação”, observou o petista que tinha pedido vistas ao processo na primeira votação.
Paulão falou ainda que gostaria de sensibilizar os colegas para a não aprovação do Projeto, tentativa que não obteve êxito, uma vez que o PL foi aprovado em segunda discussão.
O deputado Alberto Sextafeira (PSB), líder do governo no Legislativo, fez uma defesa da matéria e rebateu a observação do colega Paulão dizendo que os objetivos do projeto “estavam claros na mensagem”.
Sextafeira destacou que a Medicoop “prestou serviços ao Ipaseal e não foi efetuado o pagamento de R$ 2.546.328 milhões”. O projeto permite, segundo ele, que o Estado possa acabar com a dívida de forma vantajosa para todos. “Essa é a oportunidade de quitação do débito. A Secretaria terá um prazo de dois anos para encontrar uma nova sede”, explica.
O deputado Rui Palmeira (PSDB) voltou da licença para tratar de assuntos particulares. Hoje, o deputado Dudu Albuquerque (PSDC) solicitou, por meio de requerimento, licença de 15 dias também para tratar de assuntos particulares, Pedro da Aravel (PMN) 30 dias para tratamento de saúde e o deputado Gilvan Barros (PSDB) de hoje até o dia 2 de dezembro, também para tratar de assuntos pessoais.

Judson diz que há falhas no processo de armazenamento do lixo

Olívia de Cássia - Repórter

Na hora das explicações pessoais o deputado Judson Cabral (PT) usou a tribuna da Casa para falar da sessão especial conjunta com a Câmara de Vereadores, acontecida na segunda-feira, 22, sobre aterro sanitário e saneamento e sua adequação à lei federal que versa sobre o assunto.
Judson observou que fez uma visita ao aterro sanitário de Maceió na manhã desta terça-feira e disse que constatou pelo menos duas falhas no processo de armazenamento do lixo. O deputado foi acompanhado do secretário de Meio Ambiente, Ricardo Ramalho, e técnicos da prefeitura e disse que o acesso ao local tem fragilidade.
A primeira falha, colocada por Judson, é que a via por onde passam os caminhões de lixo em direção ao aterro é estreita e sem estrutura adequada. A estrada mal oferece espaço para ser mão única e fica "engarrafada" quando dois veículos se encontram em direções opostas.
À Tribuna Independente ele disse que o caminho de acesso também passa por dentro de conjuntos do bairro Benedito Bentes, onde há grande movimento de pedestres, inclusive crianças. "O acesso está totalmente inadequado, podendo gerar um colapso", explica.
Do plenário da ALE Judson disse que a Casa precisa convidar a Comissão de Meio Ambiente, o diretor da Casal, para explicar o descaso com a estação de tratamento. “Se não há redução da carga de poluentes vai ser jogado tudo no mar”, disse ele.
Sobre o chorume do Lixão, Judson destacou que é necessário que os procedimentos estejam de acordo com as normas sanitárias. “Precisamos de informações necessárias e saber dos procedimentos de como é feito o transporte do chorume”, alerta o parlamentar.
ORÇAMENTO
Sobre a Lei Orçamentária que está tramitando na Casa, o deputado Judson Cabral argumentou que o governo está usando de forma excessiva e disse que é necessário deixar uma margem de remanejamento. “O governo quer retirar 30% para o remanejamento e se a Assembleia não tiver cuidado vai dar 60¨% de margem”.
O petista acrescentou que entregou duas emendas à Lei Orçamentária: uma supressiva e outra modificativa, que alteram o artigo 8º da Lei Orçamentária. O projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) nº 700/2010 deve tramitar por mais cinco sessões ordinárias para recebimento de emendas parlamentares.
A emenda modificativa reduz de 30% para 15% a margem de remanejamento de créditos suplementares, à disposição do Executivo. Cabral justifica alegando que o percentual sugerido no artigo 8º é inconstitucional. “Esse percentual representa um montante de recursos incomum para a transposição, remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização dos parlamentares desta Casa legislativa, ferindo frontalmente as Constituições Estadual e Federal”, argumenta.
A outra emenda tem como objetivo suprimir os parágrafos 4º e 5º do artigo 8º. Isto porque, destaca o parlamentar, excluem desse percentual de remanejamento as despesas relativas ao pagamento da dívida pública e encargos com pessoal.
“A exclusão das despesas com pessoal, encargos sociais, dívida pública estadual, precatórios judiciais e contrapartidas de convênios até o limite estabelecido no artigo 8º (...) contribui de forma substancial para o aumento do volume de recursos, podendo chegar a 80% do total do Orçamento do Estado”, justifica Judson Cabral.
O Orçamento Geral do Estado para 2011 está fixado em pouco mais de cinco bilhões de reais. (R$ 5.392.652.767). (Com informações da Ascom/ALE)

Novos ares

Olívia de Cássia – jornalista
(Primeira foto de Nádia Seabra)

Estou me sentindo renovada, energizada e feliz depois da longa caminhada e aventura que foi a ida até a Serra da Barriga, no dia da Consciência Negra, em União dos Palmares, no sábado passado.
Aquele lugar é mágico; uma onda de felicidade e coragem tomou conta de mim e não sei onde fui buscar tanta vontade para subir a serra, apesar das minhas limitações de saúde e da idade. Parecia que havia alguma coisa no ar. Uma força maior me levou até ali; eu precisava atender aquele chamado.
Chegamos ao topo da Serra da Barriga ao meio dia, com o sol queimando nossa pele, depois de ter percorrido ladeiras íngremes e presenciado aquela paisagem deslumbrante dos vales que se avista lá de cima.
Nossa terra é linda; não é à toa que o povo de Zumbi escolheu o local para instalar o maior e mais importante quilombo do País, o maior símbolo de resistência e luta pela liberdade.

Fotos de Olívia de Cássia
Na Serra da Barriga a gente respira isso, o ar de liberdade. Não há no mundo nada melhor do que isso: a nossa independência e disposição para fazer o que quer que seja sem amarras e sem impedimentos.
Desde os primeiros anos em que se iniciou a luta pelo tombamento da Serra e a visitação pública que costumo acompanhar as atividades do movimento negro em União. O professor Dilson Moreira foi o pioneiro dessa luta na nossa terrinha e é bom que a gente lembre sempre disso. Pena que não viveu para ver o Memorial construído.
No primeiro ano de atividade dos movimentos étcnicos que visitaram União dos Palmares, eu estava trabalhando na Usina Laginha. Lembro que foram para lá cerca de 20 ônibus da Salvador. Conheci alguns militantes da causa e dançamos a noite inteira de Avenida a fora.
Naquele dia a força e a beleza do povo negro tomaram conta da cidade, que ao som do Ilê Aye e outros grupos afros, percorreram a Avenida Monsenhor Clóvis, saindo da Rua Marechal Deodoro, em frente onde hoje é a prefeitura de União.
Lembro que naquele dia os comerciantes fecharam as portas com medo de saques e parece que houve alguns exageros, mas nada que me pusesse medo, pelo contrário, eu fiquei foi muito emocionada com aquela primeira iniciativa. Houve desfiles em trajes típicos pelas ruas da cidade.
Uma pena que naquela época que eu não tivesse uma boa máquina fotográfica para o registro daquele fato histórico. Mesmo assim, arrisquei umas fotos de péssima qualidade, mas registrei. A máquina fotográfica para mim é uma extensão do meu corpo. Hoje em dia não sei sair de casa sem levá-la para documentar o que gosto e me interessa.
Quando saí do jornal Gazeta de Alagoas adquiri minha primeira máquina profissional de filme com o dinheiro da indenização. E a partir daquela data não parei mais de documentar tudo o que vejo e a Serra da Barriga sempre foi para mim o grande símbolo de muitas lutas e de resistência. Já fotografei o local de vários ângulos e de cada um ela se apresenta de uma forma distinta.
Aquele solo é sagrado como dizia a primeira placa ali colocada. Ali repousam heróis do passado. Pessoas que lutaram pela sobrevivência do seu povo e pelo fim dos grilhões, pela vida e pela liberdade. Os espíritos iluminados que ali viveram parece que ainda pairam no ar da Serra da Barriga e foi isso que me deu tanta energia e disposição para recomeçar essa semana de trabalho. Zumbi vive. Viva Zumbi!

Assessores de comunicação fazem 2º Encontro com assessorados

Assessores de comunicação e seus assessorados estarão reunidos na quinta-feira (25/11) em mais um Encontro Estadual, que visa discutir o papel das assessorias e seus avanços no mercado. Promovido pelo Sindicato dos Jornalistas, através da sua Comissão Estadual de Jornalistas em Assessoria de Comunicação (CEJAC), o evento contará com palestra de Flávio Tófani, da PUC de Minas Gerais, abordando o tema: Que mercado é esse? As forças que estão definindo a nova Assessoria de Comunicação.

O 2º Encontro de Assessores e Assessorados será no auditório da Eletrobrás (antiga Ceal), a partir das 18h30. Os jornalistas interessados não precisam fazer inscrição, basta levar um kg de alimento não perecível no dia do evento. O Sindicato dos Jornalistas e a CEJAC esperam contar com a presença de muitos profissionais e estudantes de jornalismo, que terão mais uma oportunidade para se atualizar, de forma gratuita. Qualquer dúvida basta enviar e-mail para cejac.al@gmail.com, que a Comissão entrará em contato.
O Encontro tem o apoio da Eletrobrás e da Prefeitura de Viçosa, além de contar com a colaboração do curso de pós–graduação em assessoria de comunicação e marketing do Cesmac.

Fonte: Sindjornal/CEJAC

Cojira – Alagoas comemora aniversário de três anos


Amanhã, dia 24 de novembro, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de Alagoas (Cojira-AL) que é vinculada ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal) completa três anos de atuação no Estado, e de contribuições para um jornalismo comprometido com a diversidade étnicorracial, de crenças e gênero.

E no sábado (27) no Sindicato dos Bancários de Alagoas a COJIRA-AL realizará um café da manhã especial para comemorar o aniversário. Na atividade também terá uma conferência sobre Mídia e Racismo ministrada pelo advogado e ativista Alberto Jorge Ferreira, o Betinho, que está como Presidente da Comissão de Defesa das Minorias Étnico-Sociais da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB-AL).

A inscrição é gratuita, mas as vagas são limitadas! Para participar, deve-se enviar o nome completo, contato (email e telefone) e ocupação (se é jornalista profissional, estudante de jornalismo ou ativista) para o email: cojira.al@gmail.com. Contatos: (82) 9999-1301 / 8831-3231.
Acesse também: www.cojira-al.blogspot.com

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Consciência negra é celebrada em União

Fotos de Olívia de Cássia

Olívia de Cássia – jornalista

As comemorações do Mês da Consciência Negra terminaram no sábado, dia 20, quando se reverencia o herói negro Zumbi dos Palmares. Diferente do ano passado, esse ano deu para eu ir a uma das atividades que eu costumo participar desde que tiveram início, no começo da década de 80. Para mim é um compromisso pessoal, me sinto renovada e energizada cada vez que vou à Serra da Barriga, aquele solo sagrado que presenciou tantas lutas e guerras.
O dia foi de muita comemoração em todo o País; em União dos Palmares, as celebrações tiveram início às 4 horas da manhã, com uma cerimônia restrita para representantes das comunidades quilombolas e religiosos de matriz africana, que realizaram uma homenagem aos seus ancestrais.
Durante toda manhã e parte da tarde, várias manifestações artísticas e religiosas ocorreram no Parque. O restaurante lá instalado ofereceu refeições para os grupos culturais e autoridades que foram ao local. Teve gente que se aventurou a ir nas primeiras horas da manhã, para acompanhar o ritual religioso.
Esse ano o presidente Lula não foi como tinha sido anunciado, nem tampouco o governador Téo Vilela, apenas o secretário de Cultura, Osvaldo Viégas e o representante do Governo Federal Maurício Reis, que participaram da abertura oficial da programação na Serra da Barriga no início da manhã deste sábado.


Os moradores da Serra venderam almoço e improvisaram restaurantes rústicos oferecendo comida caseira para os visitantes, uma iniciativa considerada positiva e que poderia se repetir durante o ano, se fosse divulgado e praticado o turismo étnico-cultural como foi anunciado que seria o parque depois de construído. Também foram instaladas barracas de venda de souvenir e algumas pequenas peças do Muquém podiam ser adquiridas na Serra ao preço de R$ 1,50.

Chegamos à Serra já ao meio dia. Foi uma peleja danada para chegar até lá, uma aventura deliciosa. Não tinha carro disponível, os mototáxis aproveitaram para faturar um pouquino e cobraram R$ 12, os carros cobravam R$ 25, levando no máximo cinco pessoas. Pegamos uma carona no fim da Rua Orlando Bugarim, em União, no ônibus que levava um grupo cultural da Ufal, até o sítio que fica no meio da Serra, próximo ao observatório e ponto de referência no local.

De lá tivemos que fazer o percurso a pé. Como não tenho mais muita saúde para esse tipo de aventura, tivemos que fazer várias paradas para o descanso e para respirar melhor. Me senti renovada, energizada e com mais forças e vontade para a luta diária. Parece que a áurea de Zumbi e seus guerreiros dá essa garra pra gente, eu acredito nisso.
À tarde, na Avenida Monsenhor Clóvis, Centro de União dos Palmares, aconteceu um desfile cívico-militar e estudantil com a participação da banda da Polícia Militar, bem como apresentações de várias escolas do município que participaram recentemente do projeto “Conhecendo a Nossa História – União dos Palmares”.

Eu estranhei que à noite a Casa do Poeta Jorge de Lima estivesse fechada, bem como no dia 14, dia do EPA também estava. Eu queria fazer umas fotos da Casa depois de reformada e transformada em memorial; outras pessoas que visitaram a cidade também me reclamaram que no dia do nosso segundo encontro a Casa não tivesse sido aberta para visitação.
Mas o dia de comemorações a Zumbi foi mágico para mim. Foi encerrado com várias apresentações artísticas e culturais, na Praça Basiliano Sarmento, com destaque para a Thiago Correia & Comunidade Quilombola de Sião, considerada a melhor apresentação da noite. Deu um probleminha no som e Thiago fez uma reclamação e pediu desculpas para o público.

A Praça Basiliano Sarmento estava lotada e a noite foi de muita animação e alegria, apesar da ultrapassagem dos limites permitidos da moçada que aproveitou pra brigar e acertar suas diferenças, provocando a reação da polícia que estava presente no local.
Até o próximo dia 20, que o Parque Memorial não seja esquecido durante o ano e só seja lembrado no ano que vem. Que seja realmente utilizado para o turismo, para que atraia muito mais visitantes e que nossa querida terra seja transformada num dos maiores pólos do turismo da região. Viva Zumbi! (Vejam todas as fotos no Orkut, Facebook, Windows Live)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Articulações para a presidência da ALE já começaram


Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e fotos)

Assim que terminou a campanha eleitoral deste ano e tendo sido declarado o resultado oficial das urnas, as articulações para a presidência da Assembleia Legislativa Estadual (ALE) se colocaram como o foco principal e prato do dia para os deputados que pretendem concorrer ao cargo. Quem convive diariamente com os parlamentares acompanhando as sessões do parlamento, sente que já é visível isso.
O atual presidente, Fernando Toledo (PSDB) é candidato à reeleição e conta com o apoio do governador Teotonio Vilela (PSDB), segundo o que se comenta nos bastidores da política alagoana e na imprensa local.
Além de Toledo, Inácio de Loiola (PSDB), ex-prefeito de Piranhas e eleito para o primeiro mandato, também é um forte candidato, por ter feito uma boa administração na sua cidade e ter elevado o município de Piranhas à rota do turismo do cangaço. Inácio entra para substituir sua esposa, Cáthia Lisboa Freitas, que concorreu a um único mandato e se despede do cargo em dezembro.
Outro deputado que apoiou Vilela e que tenta recuperar o cargo que perdeu por conta da Operação Taturana é o deputado Antonio Albuquerque (PTdoB), que tem a simpatia de parte dos funcionários, que declararam apoio a sua campanha no guia eleitoral.
Pela oposição, Isnaldo Bulhões Júnior, o Isnaldinho (PDT), já está em plena campanha e percebe-se isso quando o filho do presidente do Tribunal de Contas (TC) comparece às sessões. Bulhões Júnior estaria fazendo articulações com vários deputados na Casa de Tavares Bastos e segundo o blog do jornalista Ricardo Mota, seria eleito se a eleição para a Mesa Diretora da Casa tivesse sido esta semana.
Além de Isnaldinho, Sérgio Toledo (PDT) estaria pleiteando a vaga ao cargo e comentou-se na imprensa que o deputado Judson Cabral (PT) estaria disposto a lançar seu nome, também pela oposição e pela bancada petista.
Se os deputados atenderem ao chamado de Fernando Toledo, por meio de ofício publicado no Diário Oficial do Estado, depois de terem levado um puxão de orelhas do presidente para comparecerem com regularidade ao trabalho e não faltarem mais às sessões, daqui para frente o clima na ALE vai ser de muita articulação para essa nova eleição.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Plano de Cargos do Poder Judiciário é aprovado na Assembleia

Olívia de Cássia – Repórter
(Texto e fotos)

Depois de um “puxão de orelha” dado pelo presidente do Poder Legislativo, aos deputados, em sessão extraordiária acontecida na tarde desta quinta-feira, na Assembleia Legislativa, o Plano de Cargos e Carreiras dos servidores do Tribunal de Justiça de Alagoas (PCC) foi aprovado, por unanimidade de votos, um total de 14. Na hora do Expediente, o deputado Isnaldo Bulhões Júnior (PDT) solicitou à presidência da Mesa que houvesse mais uma sessão no dia para que o projeto do TJ fosse apreciado e votado e assim foi feito.
Atendendo ao requerimento verbal do colega, o presidente da Casa, Fernando Toledo (PSDB), convocou uma nova sessão no dia e a matéria foi aprovada por unanimidade pelos deputados presentes à sessão. Os funcionários do Poder Judiciário que estavam na galeria da ALE aplaudiram a aprovação do projeto, já que esse era um pleito antigo da categoria.
O presidente da Comissão de Orçamento, deputado Gilvan Barros (PSDB), convidou os deputados, agora oficialmente da tribuna da Casa, para participarem da sessão pública sobre o Orçamento de 2011, que acontecerá no próximo dia 13 de dezembro. “Quero convidar (os deputados e a sociedade civil) e deixar registrado para a audiência pública para o dia 13 próximo, compreendendo que daqui para lá as dez sessões regimentais tenham sido realizadas”, disse.
CÓPIA DA LEI
O deputado Judson Cabral (PT) usou a tribuna da Casa para pedir uma cópia da LOA para que os deputados tomem conhecimento da matéria e disse que espera que a ALE siga os trâmites legais para que a sessão não seja esvaziada. O deputado disse que a aprovação do PCC (do Tribunal de Justiça) pela ALE foi justa e que a Casa legislativa “se conduziu dentro de um debate do diálogo e da harmonia com outros poderes”.
Segundo Judson Cabral, “o Tribunal tem condições de implantar de imediato o plano (PCC) em andamento. “A Assembleia não fez mais que sua obrigação em aprovar o PCC”, disse ele.
À imprensa, ao falar do comparecimento dos deputados à sessão, o petista disse que lamenta que os deputados venham trabalhar por meio de ameaça. “É lamentável que para que os deputados venham trabalhar tenham que ser ameaçados. Se essa é a fórmula, que seja aplicada. A questão é regimental, independente de a Mesa ter que cortar o ponto”, observa o petista.
Em sua fala o petista também argumentou sobre a questão da vinda do estaleiro Eisa para Coruripe e disse que como membro da Comissão de Meio Ambiente da Casa vai acompanhar e obter mais informações sobre o assunto, mas que não vai se pautar em notícias desencontradas que estão sendo veiculadas na imprensa.
“Como membro da CMA vou me inteirar mais sobre a instalação do estaleiro e não vou me pautar em informações desencontradas que estão saindo na imprensa, destacou.
Na hora do Expediente na Casa foram lidos vários pareceres das comissões do Poder Legislativo sobre os projetos que estavam tramitando na Casa e que precisavam que houvesse sessão para serem apreciados e votados. Mas nem todos os deputados prestavam a atenção no que estava sendo lido e considerado aprovado pela Mesa.
Durante a leitura desses pareceres, alguns deputados se retiraram do plenário, impossibilitando o quorum para a votação, por alguns minutos, mas mesmo assim o presidente Fernando Toledo não percebeu e continuou lendo e aprovando, no que foi chamado a atenção pelo deputado Judson Cabral. Depois os deputados voltaram ao plenário e a verificação de quorum para que o PCC fosse aprovado foi feita.

O deputado Jeferson Morais (DEM) reclamou no plenário que a Ordem do Dia não foi distribuída pela Casa aos deputados. Também não foi distribuída com a imprensa que cobre o Poder. Alguns setores da imprensa reclamaram também que não é repassado durante a sessão o relatório das matérias que chegam à Casa e que estão sendo lidas para apreciação.
Segundo informações, está faltando papel e muitas vezes o barulho é tanto que atrapalha a compreensão do que está sendo lido, até porque trata-se de uma linguagem específica.

Quero paz e harmonia


© Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Não quero lembrar da tua ingratidão. Não quero lembrar da tua falta de lealdade e traição. Por que, de repente, me veio a lembrança de momentos tristes que quero esquecer, mas que teimam em voltar? Por que me magôo tanto se tento te perdoar e não guardar nenhum rancor dentro de mim?
Não quero ser uma pessoa triste, amarga, rancorosa, nem guardar mágoa dentro de mim. Quero ser suave, sem traumas, sem pesadas lembranças que fazem mal para a alma. Digo a mim mesma que já te perdoei e que te desejo toda sorte na vida.
Me indago e questiono agora: por que fujo de mim quando vem à lembrança, um pensamento que quero esquecer? Por que fujo de mim quando uma dor dilacera meu peito e insiste em ficar?
Por que uma lembrança triste me veio depois de tantos momentos felizes na companhia de amigos? Quero perpetuar essa alegria dentro de mim. Quero viver o que me resta sem guardar pesadas culpas, sem ressentimentos. Quero ternura e suavidade, quero paz e harmonia.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Presidente da ALE decide cortar salário de deputados faltosos


Olívia de Cássia – Repórter
(Texto e foto)

Depois de muita tolerância com a ausência de deputados à Casa de Tavares Bastos, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Fernando Toledo (PSDB) expediu ofício na tarde desta quarta-feira para todos os deputados informando que caso não compareçam ao plenário da Casa, a partir desta quinta-feira, para apreciarem as matérias pendentes, será feito corte no ponto de frequência e haverá desconto por sessão de seus salários.
Segundo Toledo, o conteúdo do ofício será publicado no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira, 18. “Invoco a sensibilidade dos deputados para que compareçam às sessões”, disse o presidente da Casa, anunciando que ninguém será poupado do corte.
Segundo ele, a arrecadação do montante dos deputados faltosos poderá ser revertida para ações do próprio parlamento ou para entidades filantrópicas, não estando ainda definida a destinação da verba. “Depois dos descontos saberemos qual o destino a tomar”, disse ele.
O presidente do Poder Legislativo disse que houve tolerância até agora com os faltosos por conta do período eleitoral , mas que agora, diante da ameaça da exigüidade dos prazos para tramitação de vários projetos que estão pendentes na Casa, não há como esperar mais.
“Houve uma tolerância por conta do período eleitoral, temos agora que cumprir os prazos e não podemos demorar demais, sob pena de comprometer o andamento e tramitação de matérias que podem caducar. Tem que haver o entendimento dos parlamentares, temos matérias importantes para serem votadas, além do Orçamento”, observou.

ORÇAMENTO

A audiência pública para apresentação de emendas ao Orçamento estadual 2011 por parte da sociedade será no próximo dia 13 de dezembro. Segundo o deputado Gilvan Barros (PSDB) espera-se que hajam as sete sessões que ainda faltam para que aconteça a audiência pública na ALE.
Barros observa que o trâmite legal para que a peça orçamentária transite na Casa é a seguinte: depois da audiência pública o documento volta para a Comissão de Orçamento e de lá volta ao plenário para ser apreciada e votada pelos parlamentares.
“O papel do parlamento é o de avaliar e votar e cabe à Comissão de Constituição e Justiça – CCJ analisar as emendas e mudar o que for preciso. Enquanto a matéria tiver na Comissão (CCJ) compete a ela qualquer alteração, depois cabe ao plenário. Esperamos o comparecimento dos deputados para que tudo siga dentro da normalidade”.
Gilvan Barros observou ainda que defende que haja emendas parlamentares ao Orçamento e espera que o Executivo cumpra e construa a obra (defendida pelo parlamentar na emenda) e faça valer o que é aprovado pelo parlamento. “O papel do parlamentar é destinar parte do Orçamento para a emenda e cabe ao Executivo, que é legítimo, executar, disse ele.
Indagado se disputará a presidência do Poder Legislativo, Gilvan Barros observou que se sente satisfeito em ser deputado.”Me sinto honrado em ser deputado alagoano e já me dou por satisfeito, não discuto a presidência da Casa”. A um repórter que indagou sobre o Tribunal de Contas ele afirmou positivo. “Esse sim”.

JUDICIÁRIO

Mais uma vez os servidores do Poder Judiciário compareceram à Assembleia Legislativa na esperança de que o projeto do Plano de Cargos e Carreira fosse apreciando pelos deputados, mas como não houve quorum, mais uma vez foram embora sem que a matéria fosse votada. Na sessão de terça-feira o deputado Marcos Barbosa pediu regime de urgência na matéria.
O presidente da Almagis, Maurílio Ferraz, também compareceu ao plenário e disse que foi conversar com os deputados sobre projeto do Tribunal de Justiça que tramita na Casa. Segundo informações, a matéria favorece os escrivães do Poder Judiciário e os transforma em analistas judiciários, mas o projeto encontra resistência por parte dos servidores do TJ.

Centenário de nascimento de Raquel de Queiroz é lembrado com o lançamento de dois volumes de poesia


MIGUEL CONDE - Agência O Globo

Até agora pouco lembrados, diante da importância da escritora, os cem anos de nascimento de Rachel de Queiroz se completam nesta quarta-feira (17), com lançamentos que podem ser considerados o ponto alto do centenário.
Mandacaru (Instituto Moreira Salles) e Serenata (Armazém da Cultura), respectivamente organizados pela pesquisadora Elvia Bezerra e pela escritora Ana Miranda, reúnem poemas inéditos escritos na adolescência pela autora de O Quinze, descobertos recentemente em diferentes partes de seu acervo.

Eles registram etapas distintas da formação da romancista, que mais tarde reagiria com ironia ao ser chamada de poeta: o primeiro é um conjunto de dez poemas carregados na cor local e na exaltação de figuras nordestinas, que Rachel tentou sem sucesso editar em livro; o segundo, mais lírico, reúne mais de 40 poemas, muitos publicados pela jovem escritora em jornais do Ceará sob o pseudônimo Rita de Queluz.
A ESCRITORA
Rachel era filha de Daniel de Queiroz Lima e Clotilde Franklin de Queiroz, descendente pelo lado materno da família de José de Alencar. Em 1917, após uma grande seca, muda-se com seus pais para o Rio de Janeiro e logo depois para Belém do Pará. Retornou para Fortaleza dois anos depois.

Em 1925 concluiu o curso normal no Colégio da Imaculada Conceição. Estreou na imprensa no jornal O Ceará, escrevendo crônicas e poemas de caráter modernista sob o pseudônimo de Rita de Queluz. No mesmo ano lançou em forma de folhetim o primeiro romance, História de um Nome.
Aos vinte anos, ficou nacionalmente conhecida ao publicar O Quinze (1930), romance que mostra a luta do povo nordestino contra a seca e a miséria. Demonstrando preocupação com questões sociais e hábil na análise psicológica de seus personagens, tem papel de destaque no desenvolvimento do romance nordestino.
Começa a se interessar em política social em 1928-1929 ao ingressar no que restava do Bloco Operário Camponês em Fortaleza, formando o primeiro núcleo do Partido Comunista. Em 1933 começa a ter dissenções com a direção e se aproxima de Lívio Xavier e de seu grupo em São Paulo, indo morar nesta cidade até 1934. Milita então com Aristides Lobo, Plínio Mello, Mário Pedrosa, Lívio Xavier, se filiando ao sindicato dos professores de ensino livre, controlado naquele tempo pelos trotskistas.
Depois, viaja para o norte em 1934, lá permanecendo até 1939. Já escritora consagrada, muda-se para o Rio de Janeiro. No mesmo ano foi agraciada com o Prêmio Felipe d'Oliveira pelo livro As Três Marias. Escreveu ainda João Miguel (1932), Caminhos de Pedras (1937) e O Galo de Ouro (1950).

Em 1937 Raquel de Queiroz foi presa, em Fortaleza, acusada de ser comunista e exemplares de seus romances foram queimados. Em 1964 apoiou a ditadura militar que se instalou no Brasil.
Lançou Dôra, Doralina em 1975, e depois Memorial de Maria Moura (1992), saga de uma cangaceira nordestina adaptada para a televisão em 1994 numa minissérie apresentada pela Rede Globo. Exibida entre maio e junho de 1994 no Brasil, foi apresentada em Angola, Bolívia, Canadá, Guatemala, Indonésia, Nicarágua, Panamá, Peru, Porto Rico, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, sendo lançada em DVD em 2004.
A autora publicou um volume de memórias em 1998. Transforma a sua "Fazenda Não Me Deixes", propriedade localizada em Quixadá, estado do Ceará, em reserva particular do patrimônio natural. Morreu em 4 de novembro de 2003, vítima de problemas cardíacos, no seu apartamento no Rio de Janeiro, dias antes de completar 93 anos. (Com informações da Wikipédia, a enciclopédia livre da internet)

Ainda tenho esperança

Por Olívia de Cássia Cerqueira O dia amanheceu com mais uma promessa de vida. É sexta-feira, dia de alegria, como todos devem ser: de agr...