quinta-feira, 31 de março de 2011

Fotos de Olívia de Cássia
Serra da Barriga - União dos Palmares

Otto, meu príncipe dourado...


Essa é minha gata Janis Joplin, não é fofa??

Bancada federal se reúne com a imprensa para comemorar Dia do Jornalista

Deputados e senadores prometem votar nas PECs que resgatam a exigência do diploma em jornalismo

Fonte: Sindjornal

A bancada federal de Alagoas participa na próxima segunda-feira, dia 4, de um café da manhã com a imprensa, para comemorar o Dia do Jornalista e discutir assuntos de interesse da classe. Na pauta do encontro, marcado para 8 horas, no Hotel Ponta Verde, estão as Propostas de Emenda Constitucionais 33/09 e 386/09, da Câmara e do Senado, que restabelecem a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista.

As PECs já passaram pelas comissões técnicas das duas Casas e esperam por votação em plenário desde o ano passado. Na legislatura anterior, inúmeros parlamentares declararam voto favorável à matéria, mas com a renovação de parte da bancada nas eleições, o trabalho de convencimento está sendo refeito. A PEC em fase mais adiantada é a do Senado, que tem o apoio dos senadores Renan Calheiros (PMDB) e Benedito de Lira (PP).

O café da manhã com a bancada federal está sendo organizado pelo Sindicato dos Jornalistas. O dia 4 foi escolhido por não haver sessão plenária na Câmara e no Senado. A mesma mobilização está sendo realizada em outros estados e, na capital federal pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Manifestações foram programadas em Brasília para o próximo dia 7, quando será relançada na Câmara Federal a Frente Parlamentar em Defesa do Diploma de Jornalista.

Paralelo às mobilizações com deputados federais e senadores, os jornalistas de Alagoas buscam derrubar na Assembléia Legislativa o veto do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) ao projeto de lei que exige diploma de nível superior nas contratações de jornalistas para o Estado. De autoria do deputado Judson Cabral (PT), a matéria foi aprovada por unanimidade no final do ano passado. Vários estados e municípios, incluindo Maceió, já votaram e sancionaram leis semelhantes.

O veto do governador ao projeto encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça da ALE, devendo ir para votação em plenário na próxima semana. Diversos deputados, do governo e da oposição, adiantaram ao Sindicato dos jornalistas que vão votar pela derrubada do veto.

Conflitos entre pais e filhos

Olívia de Cássia – jornalista

O conflito entre pais e filhos sempre existiu; muitas vezes é inevitável. Os desentendimentos da minha geração foram muitos.

Tínhamos o sonho da liberdade, queríamos viver nossas próprias experiências, morar sozinhos, e isso causava a incompreensão dos nossos pais. No meu causo, muito mais da minha mãe; vivíamos às turras.

Os jovens têm impulsos de rebeldia quando começam a formar seus próprios valores e conceitos. Mas com o passar dos anos e a aquisição de experiências compreendem que os pais tinham razão em muitas coisas com as quais não concordavam no passado. Essa é uma experiência que estou vivendo agora, mas há 30 anos achava que era a dona da verdade.

Vejo os conflitos atuais de pais e filhos e fico pensando se eu tivesse parido como agiria em determinadas situações. Eu pergunto: faltam limites ou pulso firme de pais e responsáveis, para com a vida de jovens e adolescentes?

Essa discussão foi levantada nos últimos dias, depois da descoberta do corpo do músico alagoano morto pelo filho de 18. A mãe do garoto, que era separada da vítima, apareceu numa entrevista dizendo que o pai abusava do filho, que o espancava e maltratava e isso o teria levado a cometer o hediondo crime.

As agressões sofridas pelo rapaz não justificam tal comportamento, mas é uma explicação que pode ser levada em conta pelo advogado de defesa do agressor, que pode alegar desvio de comportamento de seu cliente e isso pode amenizar a sua culpa. Um fato lamentável e que gera vários debates acadêmicos.

A educação moderna orienta que pais, professores e responsáveis usem o diálogo na convivência, mas muitas vezes, avalio, nem a conversa resolve. Observei opiniões de especialistas na imprensa, cada um com uma visão mais ou menos parecida.

Está comprovado que a orientação e o diálogo são os caminhos indicados a serem seguidos, mas quando isso não resolve, uma boa palmada educativa e um pouco de imposição de limites têm que ser adotados, acredito eu.

Tenho observado no meu convívio pessoal jovens que não tiveram dificuldades na vida, tiveram boa educação, estudaram em bons colégios, mas que não tiveram limites em suas vontades e agora dão trabalho aos pais.

Tive uma educação de antigamente, um pouco rígida, com limites, não podíamos interromper conversa de adultos e nem escutar alguns assuntos conversados por eles. Quando adolescente e jovem eu e minha mãe vivíamos em pé de guerra por conta das minhas ideias que ela não aceitava, mas hoje eu agradeço a educação que tive.

Não pude ter filhos, pensei em adotar para superar essa dificuldade, mas fui desaconselhada pelo meu neurologista a não fazê-lo, por conta de um problema de saúde.

Quando vejo determinadas situações, conflituosas entre alguns familiares, me convenço de que o médico teve razão no conselho que me deu, embora às vezes eu sinta um grande vazio, que procuro preencher de alguma forma, desenvolvendo atividades que me preencham e que me tornem uma pessoa melhor.

O fato é que a família moderna se esfacelou; as mulheres precisaram ir pra rua trabalhar e os filhos estão sendo criados com pessoas estranhas, sozinhos, com parentes, ou em creches, que são insuficientes e ainda muito precárias. O tema por si só vale uma repensada.

terça-feira, 29 de março de 2011

Deputado propõe que cargos de chefia no governo sejam ocupados por servidores

Olívia de Cássia – jornalista
Foto assessoria Ronaldo Medeiros


O deputado Ronaldo Medeiros (PT) usou a tribuna da Casa de Tavares Bastos na tarde de hoje, 29, para informar que “protocolizou um projeto de lei propondo que os cargos de chefia, direção e assessoramento no governo, tenham sessenta por cento de suas vagas destinados para servidores públicos efetivos do quadro da Administração Pública do Estado de Alagoas, assim valorizando o serviço público e o servidor alagoano”.

Segundo Medeiros, o projeto ainda delimita que os quarenta por cento restantes das vagas “sejam preenchidos pelas demais pessoas devidamente qualificadas para tal fim e que não pertençam ao quadro efetivo dos servidores públicos estaduais”.

O parlamentar observou que com a aprovação desse projeto, “pretende valorizar o servidor público estadual e estimular que o mesmo busque uma melhor qualificação profissional, dessa forma além de se qualificar o funcionário vai melhorar seus vencimentos salariais, podendo ter uma melhor qualidade de vida tanto para ele como para sua família”.

O projeto do petista também prevê que as pessoas consideradas “fichas sujas” não assumam cargos no Estado de Alagoas. Ontem, 28, o petista protocolizou outro projeto de lei que visa a regulamentar a jornada escolar em tempo integral no ensino fundamental e médio em Instituição Estadual de Ensino propondo um cronograma de implementação.

Na justificativa da proposta ele considera que, da mesa forma que “trabalha na área de educação, sabe da importância dessa integração entre as aulas previstas no currículo escolar e a profissionalização bem como noções de cidadania, direitos humanos e meio ambiente, esporte, informática para os estudantes alagoanos”.

Ele argumenta que com a apresentação desse projeto “pretende diminuir os índices catastróficos que Alagoas exibe a cada pesquisa relacionada à educação envergonhando o nosso Estado, já que, como se sabe, a escola em tempo integral é uma ferramenta eficaz na busca de melhores níveis para a educação alagoana”.

Outro requerimento apresentado e lido na hoje na hora do expediente, de autoria de Medeiros, se refere à solicitação da assinatura de um jornal de circulação diária em Alagoas para cada uma das unidades educacionais da rede Estadual de Ensino. “A indicação tem a finalidade de promover a informação junto aos alunos, bem como promover o debate acerca dos temas veiculados nos jornais”, justificou. (Com informações da assessoria)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Homenagem à mulher jornalista

Foto de Olívia de Cássia
Valdice Gomes, presidente do Sindjornal


Olívia de Cássia – jornalista

No próximo dia 30, a partir das 19 horas, no Espaço Cultural dos Bancários, haverá um happy hour em homenagem à mulher jornalista. O evento é organizado pelo Sindicato dos Jornalistas (Sindjornal), para marcar o lançamento da Comissão de Mulheres Jornalistas pela Igualdade de Gênero.

Segundo release do Sindjornal, a atividade encerra a Agenda Mulher 2011, programação conjunta de entidades sindicais e dos movimentos sociais em comemoração ao Dia da Mulher (8 de Março). Durante o happy hour, que terá a participação da jornalista e cantora Gal Monteiro.

“A comissão de Mulheres do Sindjornal surge em atendimento à decisão do 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, realizado no ano passado, em Porto Alegre (RS), que aprovou a instituição da Comissão de Mulheres da Fenaj. O objetivo é lutar pela construção de políticas públicas nas áreas da comunicação e direitos humanos”, segundo a presidente do Sindjornal, Valdice Gomes.

“Também defendemos o estabelecimento de políticas e ações que garantam o respeito à diversidade e aos direitos das mulheres e que coíbam a violência de gênero”, Observou.
Segundo Valdice, as mulheres nas redações e assessorias já são maioria, assim, a comissão defende o estímulo à difusão de imagens não discriminatórias e não estereotipadas da mulher, bem como a promoção de relações trabalhistas não-discriminatórias com equidade de gênero, raça e etnia nos locais de trabalho.

A Comissão de Mulheres da Fenaj tem como meta a montagem de uma rede e um grupo de discussão sobre o tema para as mulheres jornalistas; produzir estudos, pesquisas e orientações para a cobertura jornalística, além de ampliar o debate sobre a garantia e o aumento dos direitos das mulheres nos acordos e convenções coletivas.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Noite de quarta-feira...

Olívia de Cássia - jornalista

É noite de quarta-feira, 23 de março. O mês já vai indo embora e continuo lutando, diário, não é fácil, mas eu sou persistente nisso. Os problemas são os mesmos de sempre. Começo a escrevinhar esse pequeno desabafo ainda no final da noite desta quarta-feira. Não desisto fácil, muito embora seja tão frágil às vezes diante de situações adversas.

Acordei tarde e enquanto eu não tiver trabalhando de manhã de novo, aproveitarei para dormir mais um pouco. Fui à sessão da Assembleia Legislativa, mas saí assim que o primeiro orador começou a discursar na tribuna da Casa, pois precisava chegarcedo na Tribuna Independente.

Lá no jornal eu tive alguns aborrecimentos, situação desagradável que a gente muitas vezes não pode evitar que aconteçam. Tento relevar a falta de consideração e de solidariedade de alguns colegas de trabalho; os jovens de hoje já não têm esse tipo de sentimento com os colegas mais velhos, consideram isso coisas do passado.

Acho que estou ficando velha, como eles dizem por lá. Às vezes me foge à compreensão, como é que moças e rapazes tão novos, tão instruídos na vida, são tão brutos, preconceituosos com gente mais velha.

Tento relevar e aceitar a situação na brincadeira, não entendo os foras que levo diariamente, muitas vezes eu não entenda muito esse comportamento deles. Os jovens intolerantes não percebem que muitas das vezes as perguntas que eu faço são uma forma de carinho, para entabular uma conversa e não falta de conhecimento de causa.

Tento levar por menos, mas a intolerância da moçada de hoje em dia é muitas vezes incompreensível. O certo é que me magoa muito isso, essa falta de fraternidade, essa tolerância zero, muitas vezes quando a gente está frágil, com problemas diversos.

Não sou uma sabe-tudo, nem enciclopédia ambulante, mas tento atender àqueles que me procuram e que me interrogam para dirimir dúvidas a respeito de alguma situação. Procuro responder sempre com prazer e carinho; nunca me neguei a isso, muito embora não tenha essa obrigação profissional.

Ser procurada para tirar dúvidas não é ruim, pelo contrário. Sinto-me bem até gosto quando sou inquirida sobre assuntos que tenho domínio ou que procuro acompanhar como a política alagoana e outros assuntos que tenho mais conhecimentos. Prova que meu cérebro ainda funciona, graças a Deus; está em plena atividade.

O que eu não gosto é da grosseria, falsidade e falta de solidariedade para com o outro. Se alguém me pergunta sobre um assunto e eu respondo até mais do que o que me foi indagado, é uma prova que estou bem informada e não de arrogância ou de exageros. E é isso que não entendo.

Se eu procuro responder ao que me foi formulado, a obrigação de quem fez a pergunta é agradecer e não devolver o favor com grosserias, desaforos e gritos. Acho que cobrar um pouco de respeito não é rabugice ou velhice: é o mínimo que a gente pode esperar, seguindo as regras da boa educação. Estou magoada e triste com isso.

Na noite anterior eu tive sonhos muito confusos, talvez fossem eles para me indicar que o meu dia teria esses desencontros de outono. São muito difíceis as relações profissionais hoje em dia, principalmente numa profissão como a minha, onde os egos são inflamados.

Espero me acalmar o suficiente para ter um dia de atividades produtivas e que nesta quinta-feira eu possa afirmar que não ficou marcas, nem mágoas desse pequeno desentendimento vivido. Até mais tarde.

terça-feira, 22 de março de 2011

Ronaldo Medeiros faz discurso na ALE e solidariza-se com Paulão

Foto: Assessoria
Olívia de Cássia – jornalista

Na sessão da tarde desta terça-feira, 22, o líder do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa, deputado Ronaldo Medeiros, fez discurso prestando solidariedade ao ex-deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, seu colega de partido, sobre a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de inocentar Paulão a respeito das acusações de estar envolvido no processo do mensalão.

Em sua fala, o petista disse que “é com muita alegria que hoje venho aqui nesta tribuna, informar que a justiça foi feita. No dia 14 deste mês, por unanimidade, os juízes do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas arquivaram o processo que acusava o ex-deputado Paulão de receber recursos do PT nacional e que tais valores não tinham sido declarados na prestação de contas”, observou.

Medeiros explicou que este processo surgiu na mesma época “do que a mídia chamou de ‘mensalão’. Paulão era presidente do PT Alagoas e se colocou à disposição da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para qualquer esclarecimento que fosse solicitado, porém, nunca, repito, nunca foi procurado pela CPI”, destacou.

O deputado do PT foi aparteado por quatro deputados: Judson Cabral, Temóteo Correia (DEM), Gilvan Barros (PSDB) e Jeferson Morais (DEM). O primeiro foi o colega de partido Judson Cabral. Ele se associou ao que disse Medeiros e afirmou que setores da imprensa, à época, ‘buscaram a todo custo’ acusar Paulão.

“Pagamos um preço por uma série de erros e inverdades. Presto solidariedade ao PT e a Paulão e todos aqueles que foram atingidos de forma injusta”, disse Judson.

Já o deputado Temóteo Correia (DEM) congratulou-se e parabenizou Medeiros pelo discurso e disse que “a justiça foi feita apesar de tardia. Se o resultado viesse antes da eleição, a votação de Paulão teria sido diferente. A mídia transformou a fenda em janela e a janela em portão. O companheiro Paulão é combativo, honesto, isento de qualquer prática ilegal nesta casa e ele voltará vitorioso”, destacou Correia.

Outro deputado a fazer uso da palavra e a elogiar o resultado inocentando o ex-deputado Paulão foi o tucano Gilvan Barros (PSDB), que elogiou o discurso de Ronaldo Medeiros e confirmou o que disse Temóteo.

O quarto deputado a prestar solidariedade a Paulão foi o Democratas Jeferson Morais. Ele disse que durante os dois anos de convivência na ALE com o petista, “aprendi muito com Paulão pela postura que ele sempre teve na Casa é um reparo o que a Justiça fez”.

O deputado Ronaldo Medeiros, ao terminar seu discurso de duas laudas, disse que “quando o cidadão for denunciado não quer dizer que é culpado; serei prudente quando se tratar de acusações. Como membro do Partido dos Trabalhadores nesta Casa, reafirmo com muita satisfação que a justiça foi feita neste caso”, finalizou.

A informação da inocência do ex-deputado Paulão foi divulgada em matéria de domingo do jornal Tribuna Independente, pela jornalista Patrícia Machado, que entrevistou Paulão sobre o tema. Na entrevista, o ex-deputado confessou que é pré-candidato a prefeito de Maceió.

VIOLÊNCIA

Também na sessão de hoje o tema violência foi abordado, pelo deputado Olavo Calheiros (PMDB), que usou a tribuna da Casa, na hora do expediente, para dizer que Alagoas vive a maior epidemia já registrada e destacou os casos divulgados na imprensa. Calheiros disse que Alagoas é o estado mais violento do País e fez um discurso longo.

Já o tucano Inácio Loiola usou a tribuna para falar do Dia Mundial da Água, comemorado hoje.

O colapso da água...


Olívia de Cássia – jornalista

Vivemos num planeta onde a maior parte é constituída de água. Um bem que está se tornando escasso e que a cada dia corre o risco de secar. Antigamente, não existia tanta preocupação com essa questão, mas o desenvolvimento das grandes cidades e a corrida desenfreada pelo consumo está pondo em risco esse bem que já foi considerado durável.

Seguindo um modelo português, as cidades, principalmente no interior de Alagoas, foram construídas às margens dos córregos e rios. Era ali, sem água encanada, que as populações se serviam: para o consumo próprio, o banho, para as tarefas domésticas ou para outra serventia.

Dessa forma, foram sendo construídos nas casas as instalações sanitárias e os esgotos, que passaram a ser canalizados em direção aos rios e córregos, causando poluição e degradação das suas águas. Além disso os desmatamentos das encostas e retirada de areia dos rios também foram prejudicando todo o curso.

Foi assim também que aconteceu na cidade de União dos Palmares: as residências das ruas da Ponte, Jatobá, Cachoeira, Taquari e adjacências passaram a jogar dejetos humanos e das pocilgas no Mundaú. Em outras cidades ribeirinhas como Santana do Mundaú, Branquinha, Murici e Rio Largo, entre outras, aconteceu o mesmo.

Em junho do ano passado uma grande enchente provocada por uma tromba d’água e pelo grande volume de chuva que caiu em Pernambuco e em Alagoas destruiu e levou tudo o que encontrava pela frente e não sobrou nada ou quase nada.

Nesse Dia Mundial da Água vale um pensamento de como o ser humano está conduzindo e maltratando os seus mananciais, principalmente em Alagoas, em troca do desenvolvimento. Toda essa destruição está causando a escassez de um bem que é tão precioso para a humanidade.

Precisamos da água para tudo: para garantir nosso sustento e a nossa sobrevivência aqui na terra; isso não é falácia, os estudos compravam as teorias. Ultimamente, tem havido campanhas educativas de conscientização do uso moderado e inteligente da água e esse já é um passo importante.

Há alguns anos, numa cidade do interior de Alagoas, houve denúncias de que um fazendeiro e político da região teria queimado e destruído parte da reserva da Mata Atlântica, espécies nativas e mananciais, para o seu uso próprio e a criação do gado.

Denúncias essas que foram publicadas fartamente na imprensa, mas a pessoa que fez o relato foi perseguida e marginalizada; no final das contas, quem ficou de vilão foi o denunciante, que à época das informações apresentou farta documentação comprovando o que estava dizendo.

O político, ‘no frigir dos ovos’, como diria minha saudosa mãe, foi contemplado com milhares de votos na eleição passada, passando a impressão de que não adianta a gente se expor muito diante de tais questões. E eu pergunto às nossas autoridades: o que fazer diante de uma situação dessas?

sábado, 19 de março de 2011

Encontro que ficará na história

Olívia de Cássia – jornalista

No Dia Internacional contra o Preconceito Racial e Dia Internacional da poesia, o encontro de hoje entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e a presidenta do Brasil, Dilma Roussef, fica na história dos dois países como um dos mais importantes já registrados pela imprensa dos dois países.

O presidente Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos e Dilma a primeira mulher presidente de um país latinoamericano, como o Brasil, o último a dar fim á escravidão, oficialmente.

Os negros americanos, assim como em muitos outros países, sofreram todo o tipo de humilhação com o regime de exclusão daquele País. A luta contra o preconceito racial teve homens que se destacaram contra o tirano regime de exclusão social como Mandela, que sofreu 20 anos numa prisão, Steven Biko, entre outros tão importantes quanto eles.

No livro Biko, de Donald Woods, a história do líder negro sul-africano que deu origem ao filme ‘Um grito de liberdade’, o autor relata com primor e dá um depoimento que emocionou milhões de pessoas em todo o mundo, e também conta a história da amizade entre dois homens- um branco e um negro-, que transcende todas as barreiras de raça e classe social.

Pessoas que foram submetidas a todo o tipo de humilhação numa sociedade onde os negros eram vistos como animais ou como seres inferiores. O racismo, assim como todo o tipo de preconceito, é a pior doença que pode existir em uma sociedade, principalmente em uma sociedade moderna, pós-contemporânea.

No Brasil, várias lideranças se destacaram e vale lembrar que aqui tudo começou com o grito de liberdade dado por Zumbi, nosso ‘comandante guerreiro’, que liderou na Serra da Barriga, em União dos Palmares um exército de milhares de negros que se insurgiram contra o que tinha de pior nas senzalas e nas cozinhas dos senhores de engenhos coloniais do pais.

Vindo para o momento de agora, para nós, a presidenta Dilma representa o grito de vitória de todas as mulheres oprimidas, que lutaram e lutam por um país livre, por um Brasil democrático e livre dos preconceitos e das inferioridades.

Dilma incomoda a muitos setores ainda, mas tem domostrado sua capacidade e competência para gerenciar um país machista como o nosso. Machismo enraizado na sociedade e que ainda faltam muitas etapas para ser dizimado e não só de homens, mas infelizmente, de mulheres também.

Mulheres que foram criadas e treinadas para viver num mundo liderado e administrado por homens intransigentes e que carregam dentro de si esse ranço lamentável que é o preconceito.

O encontro entre o presidente americano Obama e a nossa Dilma fica marcado, sim, na história dos dois países, que têm interesses econômicos. Vale salientar que essa não foi só uma agenda de cortesia, sabemos que com Obama vieram empresários americanos, que em crise, tentam vender seus produtos para o Brasil, o sétimo na economia mundial.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Comissão das enchentes (CEEN) viaja para o interior

Foto de Olívia de Cássia
Olívia de Cássia – jornalista

A comissão formada para acompanhar as obras de construção de casas para os desabrigados das enchentes, que tem como presidente o deputado João Henrique Caldas (PSC) viajou hoje para a cidade de São José da Laje, para verificar como andam os trabalhos naquela cidade.

O deputado Joãozinho Pereira (PSDB), que faz parte da comissão e viajou com os demais deputados, apresentou requerimento justificando a sua ausência na sessão de hoje. Ontem, os deputados estiveram reunidos no horário da manhã, no plenário da Casa, com o superintendente da Caixa Econômica Federal em Alagoas, Gilberto Occhi.

Na oportunidade, Occi prestou esclarecimentos aos deputados que integram a Comissão Especial das Enchentes (CEENC) sobre o andamento das obras nos municípios alagoanos que foram atingidos pelas cheias dos rios Mundaú e Paraíba em de junho do ano passado.

Segundo o site da Assembleia Legislativa, Occhi levou informações a respeito da construção das casas para os desabrigados. De acordo com o superintendente, serão construídas mais de 17.300 residências nos municípios. O investimento é de R$ 713 milhões.

Ainda de acordo com o site da ALE, o superintendente salientou que não existe risco dos municípios perderem os recursos, pois todos os contratos para a execução das obras já foram assinados. “São 28 projetos em todos os municípios atingidos. Desses, 26 já foram iniciados”, informou Gilberto Occhi.

Além dos deputados JHC e Joãozinho Pereira também os deputados Olavo Calheiros (PMDB), Nelito Gomes de Barros (PSDB) e Sérgio Toledo (PDT) fazem parte da comissão.

Informação de sabotagem no elevador da ALE causou estranheza durante a sessão



Presidente Fernando Toledo anunciou que o gabinete militar estava tomando providências e prolema foi resolvido


Olívia de Cássia – jornalista

(Texto e foto)

Uma informação de que o elevador da Assembleia teria sido sabotado causou surpresa na sessão desta quinta-feira, 17. A deputada Thaíse Guedes (PSC) postou em seu microblog no Twitter que não poderia ter acesso ao plenário porque o elevador não estava funcionando pelo motivo de ter sido sabotado.

A deputada entrou em contato com o presidente da Casa, Fernando Toledo (PSDB) e ele informou o problema no plenário da ALE, justificando a ausência da deputada e dizendo que o primeiro secretário, Inácio Loiola (PSDB) já estava tomando providências no sentido de que fosse descoberto o culpado e o problema fosse resolvido.

Minutos depois, no próprio Twiter e em seu site a deputada informou que as providências foram tomadas e que estava se dirigindo ao plenário da Casa. A notícia causou estranheza na sala da imprensa. Dezessete deputados compareceram à sessão na tarde desta quinta-feira que teve poucos assuntos para serem debatidos.

Dois projetos de origem governamental foram aprovados em segunda votação e tratam do Plano Plurianual. O deputado Judson Cabral (PT), que já tinha votado contra na primeira votação, justificou novamente o voto contrário à matéria e foi acompanhado do deputado Ronaldo Medeiros (PT).

O veto do governador Teotonio Vilela ao projeto do deputado Judson que prevê a contratação de jornalistas no serviço público estadual foi lido na hora do expediente. Diretores do Sindjornal compareceram à Casa para entregar documento aos deputados solicitando a derrubada do veto.

Outra notícia na tarde de hoje na sala da imprensa foi do habeas corpus conseguido pelos advogados do ex-deputado Cícero Ferro e que foi concedido pela juíza Maria Tereza de Assis. Com o HC o deputado fica livre para aguardar a tramitação do processo em liberdade e não mias é considerado foragido.

Os primeiros deputados a chegarem na tarde de hoje ao plenário, muito antes do horário, foram Dudu Holanda e Isnaldo Bulhões. Dudu ficou acessando o seu computador particular e Isnaldinho falava ao celular o tempo inteiro.

A publicação pelo presidente da ALE, Fernando Toledo, das comissões permanentes da Casa e seus respectivos componentes também foi motivo de debate.

Em seu pronunciamento o deputado Judson Cabral questionou a proporcionalidade dos deputados e seus partidos nas comissões, mas o presidente da Casa explicou que a divisão das comissões foi devidamente pensada e que todos os partidos foram contemplados.

Difícil lidar com as perdas ...

Olívia de Cássia – jornalista

É difícil lidar com as perdas que a gente tem na vida. Durante todo esse tempo, nos meus 51 anos de vida, elas têm me machucado bastante e têm sido uma constante no decorrer desses longos anos de minha existência atrapalhada. São amores e amigos que se foram, aos montes.

São perdas não só materiais; são muito mais sentimentais e valorativas. Sempre as tive mais do que ganhos, como quase todos os trabalhadores, sei que isso faz parte do crescimento interior e até já me acostumei com esse detalhe: ninguém se fortalece sem que não tenha alguma perda na vida, no entanto, ultimamente, eu as tenho com mais intensidade.

Perdi muitos amigos que já não estão mais nesse plano: amigos da adolescência e da juventude, amores que não consegui segurar e muitos animais de estimação que são para mim os filhos que não tive.

Só para citar os mais recentes, em 2010 perdi três gatos de estimação. Dia 15 de março, dez dias depois de ter perdido a minha gata Sophia Loren, em pleno Carnaval, que também foi envenenada, assim como os três que perdi em 2010, perdi a Lolita, que foi um lindo presente, ainda quando era um bebê, da minha amiga Ana Rita Moura . Presente que eu gostava muito.

Lolita não resistiu à infecção na cirurgia, para a retirada do útero e dos ovários e morreu. Eu já tinha percebido que ela não estava bem por esses dias. Quando eu saí de casa para ir à sessão na Assembleia Legislativa, na terça-feira, ela estava com os olhinhos perdidos, deitada pelos cantos da casa, sem querer comer.

Quando cheguei à noite, ela estava morta, o corpo rígido, parecia um animal empalhado, prova de que morreu logo depois que eu saí de casa. Minha primeira providência foi envolvê-la num saco plástico e entregar ao vigia da rua para providenciar o que fosse necessário. Depois entrei e chorei.

Dos oito gatos que eu tinha até o começo do ano passado, só me resta a Janis Joplin e daqui a alguns dias terei de volta os cinco filhotes órfãos da Sophia Loren que estão mamando na mãe adotiva e vão ser desmamados. Terei que arrumar donos pra eles.

Minha ligação com os animais de estimação é muito forte, muita gente não entende isso. Meus gatos e cães são filhotes que não tive. Minha prima Rita, meio que para me consolar, me disse que foi melhor que tenha sido com os gatos do que comigo.

Os japoneses têm a crença de que os gatos são amuletos que os protegem do mal e passei a acreditar nisso também. Depois que fui criando meus bichinhos, gatos e cachorros, fui me apegando cada dia mais a eles e passei a acreditar na teoria de que eles são anjos que nos protegem.

Tenho tido iltimamente momentos difíceis, sei que fazem parte do processo; não quero dar uma de vítima,não é isso. Faço parte de um grupo de pessoas que outros chamam de tolas e infantis, por gostar e respeitar a natureza e os animais. Converso com eles quando estou me sentindo sozinha e eles de alguma forma me entendem e me consolam.

Quando a gente mora só, assim como eu, essa relação se torna mais forte. A gente vai ficando mais velha e vai ficando mais mole, sensível ou, se apegando mais a eles. Se tornam como nossos filhos e isso de uma forma ou de outra vai mudando ou influenciando nossa maneira de ser.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Formatura de Agentes Sociais Idosos da Facima é destacada por Medeiros


Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e foto)

O deputado Ronaldo Medeiros (PT) usou a tribuna da Casa de Tavares Bastos, na tarde de hoje, para tornar público a formatura da primeira turma de Agentes Sociais da Facima – Faculdade de Maceió.

Segundo o petista, o curso foi criado pelo professor Francisco Silvestre dos Anjos e tem duração de 320 horas divididas em quatro semestres.

“O que mais chama a atenção é que só podem se matricular alunos com mais de 50 anos. Essa iniciativa, pioneira em Alagoas, colocará 39 agentes sociais da melhor idade no mercado de trabalho, aptos a desenvolver a ação comunitária e a assistência social dentro de três linhas: o governo, o terceiro setor e a sociedade”, destacou.

Medeiros observou que teve uma conversa com os formandos “e eles relataram que esse retorno à sala de aula e ao mercado de trabalho transformou a vida deles, alguns tinham problemas de saúde: pressão alta, doenças vasculares e crises depressivas, se sentima inúteis e dependentes de outros familiares. Hoje, fazem um trabalho assistencial nas comunidades de Alagoas, ajudando pessoas carentes”, disse o petista.

Deputado Marcos Barbosa faz discurso inflamado e detona prefeito

Foto de Olívia de Cássia

Olívia de Cássia – jornalista


A sessão da tarde desta quarta-feira, 16 de março, foi marcada por um discurso inflamado do deputado Marcos Barbosa (PPS), contra o prefeito de Maceió, Cícero Almeida. Barbosa chamou o prefeito de preguiçoso quando disse que ele não vai trabalhar e que quer ser Deus.

“O prefeito me acusa de ser dono do jornal A Semana e desafio ele a renunciar ao seu mandato se provar o que disse. Eu estou muito doce na boca do prefeito e sou muito bem casado”, disse Barbosa, em seguida mostrando uma foto de uma fazenda no município de Maribondo, onde disse que o prefeito vive pescando com um chapéu na cabeça.

Barbosa engrossou a sua fala e disse que Almeida fosse tomar conta de uma máquina que custou sete milhões de reais para a questão do lixo e disse que ele fosse tratar os assuntos com os vereadores e não com o deputado Marcos Barbosa.

O deputado disse ainda que o prefeito nunca devolveu dinheiro da Câmara quando foi vice-presidente e a sessão foi encerrada por falta de projetos para serem apreciados na tarde de hoje.

Sessão de ontem teve presença de 26 deputados

Como sempre faz, Temóteo fez criticas ao governao federal

Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e foto)

A primeira sessão da semana na Assembleia Legislativa foi a que teve o maior número de deputados presentes 26 ao todo compareceram, faltou apenas o deputado Marcelo Vitor (PTB), que segundo comenta-se está nos Estados Unidos, mas a interrupção para a divulgação e discussão das comissões na Casa, não aconteceu, como estava sendo esperado.

O presidente Fernando Toledo (PSDB) havia se comprometido em nomear os representantes das comissões temáticas ainda na segunda-feira (14), mas nada foi feito.

O deputado Inácio Loiola usou a tribuna para fazer um discurso sobre o turismo no Estado e reclamou que a próxima novela da Globo terá parte filmada em território alagoano, no, mas o Estado de Sergipe está divulgando como parte de seu território as filmagens.

Disse que Alagoas tem um potencial muito maior a ser explorado e criticou a Secretaria de Turismo dizendo que ela ‘não foi capaz de vender o potencial do Estado’.

Já o deputado Temóteo Correia fez críticas ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, alegando que “não foi a postura aguardada pelo povo alagoano. Logicamente que se faz necessário a construção e elaboração de um projeto pra combater a violência em Alagoas”, observou o deputado, destacando ainda que ninguém do Estado de Alagoas irá a Brasília com um ‘sacola’ pedindo ajuda pra combater o crime.

Na sua vinda a Alagoas, o Ministro da Justiça defendeu que o Governo Federal só irá realizar o repasse dos recursos mediante projetos que mostrem vontade e disponibilidade do governo Téo em combater o crime, no que foi duramente criticado por Temóteo, que também aproveitou a oportunidade para atacar a presidenta Dilma Roussef.

Ele afirmou que Dilma foi a Bahia e agradeceu a votação que teve, mas nunca veio a Alagoas em nome dos votos que obteve. "A Dilma liberou mais de R$ 1 bilhão para obras naquele estado, e os alagoanos?", indagou Correia.

Correia destacou também que o ministro deveria ter dito, durante sua passagem por Alagoas, que veio para "pagar um débito" pela expressiva votação obtida por Dilma. "O ministro disse ora, embora, no entanto, quando deveria ter afirmado que a Dilma tem uma dívida com Alagoas".

O deputado Ronaldo Medeiros, líder do PT na Casa, aparteou o deputado do Democratas e lembrou que o Governo do Estado tem dito em suas falas, inclusive na ALE, que o governo federal enviou recursos para o Estado e que Alagoas está sendo privilegiada.

“Precisamos é de projetos. A onda de violência não é uma causa e não uma conseqüência da falta de políticas públicas.

O deputado Judson Cabral (PT) criticou o presidente Fernando Toledo por ter deixado que o deputado Jerferson Morais (DEM) falasse por 35 minutos, sendo interrompido apenas pelos apartes dos deputados.

Judson disse que foi um ato de covardia o presidente ter saído sem ouvir as críticas que tinha a fazer. Judson falou também das alterações no Plano Plurianual (PPA) que entrou na ordem do dia.

"Percebo que aprovar a modificação do PPA é aprovar também uma suplementação de crédito embutida pelo governo do Estado. Então nós, deputados, estaremos suplementando mais créditos de um projeto que entrou nessa Casa no Orçamento passado. O tema é complexo e merece mais esclarecimento. Ou então aprovaremos uma mensagem para servir de outra forma", disse Cabral.

terça-feira, 15 de março de 2011

Ainda tenho esperança ...


Olívia de Cássia – jornalista

Dia 15 de março e ainda não consegui colocação em outra assessoria. Daqui a pouco o mês finda e as contas já se amontoam na pastinha verde. Minha gata Lolita não está bem, o corte da cirurgia não cicatrizou. Peguei uma solução para passar no corte, mas ela está arisca, não quer que eu coloque o remédio. Ela se estressa e me arranha, esperneia...

Fico nervosa, uso meus parcos conhecimentos de enfermagem e a coloco perto do potinho da água. Felizmente ela bebeu quase tudo; tem remédio anti-inflamatório lá, mas ela não está bem. Está triste, olhar vago, se deitando nos cantos da casa. Parece que tudo vem junto, num pacote só.

Mas eu ainda tenho esperança, sou persistente, não desisto. Quem sabe hoje o meu dia seja mais produtivo e eu tenha a notícia boa que tanto espero: um emprego para melhorar minha renda.

Tento aproveitar o horário da manhã que agora, por enquanto, estou sem ir para o trabalho e procuro me concentrar nas leituras. Muitas leituras. Não sou dona-de-casa, decididamente. Tanta coisa para arrumar na sala dos livros; arrumações e limpeza que a faxineira não faz, alegando não saber como colocar os livros na prateleira.

Eu não tenho voz ativa e de comando mesmo, minha mãe dizia isso. Não nasci para administrar essas coisas práticas da vida. Dona Antônia tinha razão. Mas por que eu não me interessei, como a maioria das mulheres, para aprender a gostar de tarefas domésticas?

Fiz o contrário na vida. Evitei ao máximo esse contato com o mundo real da casa e das panelas e fui me refugiar nos livros, nas palavras cruzadas, na escrita e na fotografia. Eu quis viver uma vida diferente daquela que eu via a minha mãe viver: cuidar da casa, dos filhos, administrar uma família, bens e ajudar meu pai no que fosse preciso.

Eu acreditava que tudo aquilo fosse um desperdício de tempo. Sempre absorvi em meu jeito de ser e na alimentação dos meus sonhos, que eu queria outro tipo de vida, com mais tempo para viver e aproveitar o que a vida tivesse de melhor.

Mas eu poderia ter sido mais organizada e ter aprendido as duas coisas: as prendas domésticas aliadas ao meu enriquecimento cultural e intelectual. E pelo contrário, me tornei uma nulidade doméstica e a intelectualidade ainda faltam anos- luz para que me sinta preparada. A gente se engana muito na vida.

Acho que a minha Lolita não vai sobreviver: ela está muito molinha e o pior é que não tenho um centavo para levá-la na emergência do veterinário. Tento animá-la, mas ela não quer saber de conversa. Removo-a do lugar que está e ela se esconde debaixo do móvel da sala.

Procuro abstrair, não posso me impressionar; ligo a Tv para me distrair um pouco. Daqui a alguns minutos eu vou pegar a quentinha no restaurante. Hoje não vou fazer comida, é muito chato cozinhar para uma pessoa apenas.

À tarde tem sessão na Assembleia Legislativa e vou lá para ver se tenho alguma resposta da assessoria e para pescar alguma informação para o blog. Até outra hora.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Lembrando a Rua da Ponte

Olívia de Cássia - jornalista

A Rua da Ponte foi onde tudo teve início, em União dos Palmares, por onde tudo passava. Era a entrada da cidade, antes de ser construída a BR-104, na década de 70. Nossa querida rua foi devastada e tragada pelas águas do Mundáu, ficou apenas na memória das muitas pessoas que por ali passaram e residiram.

Tenho saudade de um tempo bom, quando morei lá, da vizinhança querida, dos amigos que fizemos por lá. Ali não tinha violência, quando eu era menina, e a vida era saudável, apesar das carências materiais.

Saudade da casinha dos meus avós Olívia e Manoel Paes, onde eu costumava passar meus dias da infância, das brincadeiras da meninice e de tanta coisa vivida. Na Rua da Ponte eu nasci, na casinha vizinha ao hotel de dona Lia e seu José Otacílio. Naquela rua eu morei até meus nove anos, fiz as primeiras amizades, vivi os melhores momentos da vida na infância.

Rua da Ponte das traquinagens da meninice, dos banhos no Mundaú, da goiabeira atrás do armazém, onde passava tantas horas dos meus dias de menina. Do tanque onde eu tomava banho sem que mamãe soubesse. . .

Rua da Ponte das brincadeiras de faroeste imitando os filmes do Zorro e Durango Kid, da Escolinha do Bangu, da Fábrica de Doces, da Fabriqueta de colchões do Seu Chico, onde a gente espalhava tudo pulando feito cabritos.

Rua da Ponte do armazém, onde brincávamos nas sacas de algodão, da mercearia onde meu pai tirou todo o sustento da família. Rua da Ponte do seu Damásio e sua fábrica de pólvoras, Rua da Ponte das rezadeiras, que nos curavam dos maus-olhados.

Rua da Ponte das festinhas com os barquinhos de seu Zé Lopes, dos paneleiros e peneleiras de barro. Um dia, o meu querido Rio Mundaú se revoltou, a natureza não suportou mais tantos maus-tratos, tanta sujeira jogada nas encostas, desmatamentos e poluição e levou tudo o que encontrou pela frente.

A Rua da Ponte não vai ser esquecida e será sempre lembrada por todos nós que aprendemos a amá-la, a nossa querida Ponte...

domingo, 13 de março de 2011

Ao som da família Caymi

Olívia de Cássia – jornalista

Ao som da família Caymi comecei a manhã do meu domingo. Vi um DVD extraordinário de comemoração aos 90 anos de um dos maiores compositores da Música Popular Brasileira. DVD que ganhei do meu amigo e vizinho Eudes. Nana, Dori e Danilo cantam lindamente a obra do pai, que retrata a Bahia de Todos os Santos, com toda a sua magia e encanto. É um mergulho na cultura e na vida baiana, no que ela tem de melhor.

Sambas maravilhosos imortalizados por cantoras e cantores brasileiros de autoria do mestre Dorival Caymi. Ouvindo essas músicas a gente associa logo à obra de Jorge Amado, não tem como fugir disso. Sou fã de Nana Caymi; Danilo é um encanto, uma explosão de simpatia. Êita família abençoada pelos deuses e pela música, um celeiro de talentos.

De repente tive uma ideia e resolvi enviar os originais de ‘Mosaicos do Tempo’ para um professor, historiador e escritor alagoano e pedi que fizesse um comentário sobre meus escritos. Quem sabe ele me ajuda nessa questão da publicação. Seria um dos melhores presentes esse ano.

Volto à leitura, passo o dia assim: passeio um pouco com Malu e Oto no horário da manhã, na volta ligo a TV, mas nada de interessante; coloco o DVD de novo. De repente me veio um aperto no peito, uma saudade repentina no coração e lágrimas escorrem incontidas pelo meu rosto.

Malu e Oto se apressam para me consolar e ‘enxugam’ sofregamente minha s lágrimas, como quem dizem: ‘estamos aqui, não fique triste’. Não tendo com quem conversar, desabafo com eles, ainda que não me entendam da mesma forma que os humanos. Procuro me acalmar para não deixá-los assim, aflitos.

Mas esse sentimento, essa saudade repentina, que invade meu peito, sem ao menos avisar, vem me rondando há uma semana, querendo me contagiar, me esmorecer. Saudade é uma palavra que só se conjuga na língua portuguesa, é um sentimento que não se explica, é único, não temos como evitar.

A gente não pode mudar o curso da vida. Estou me sentindo aflita, preciso encontrar uma solução para todo esse emaranhado de coisas. A vida não é feita de ‘se eu tivesse feito isso ou aquilo’. Já foi, não podemos mudar a história, tinha que acontecer. Daqui a pouco é noite, a tarde cai. Venta um pouco lá fora, mas aqui dentro de casa o abafado é insuportável.

A música lava a alma. Uma letra de Dorival diz que ‘pobre de quem acredita na glória e no dinheiro para ser feliz’. Eu não preciso de muito para ser feliz, Deus sabe. Preciso de pão e poesia também e agradeço todos os dias pela dádiva divina de ainda pensar, andar e escrever, com lógica. Peço ao bom Pai que me conceda essa graça por muitos anos ainda. Amém!

sábado, 12 de março de 2011

Será o fim?


Olívia de Cássia – jornalista

É madrugada de sábado, são 2h30 da matina. Meu corpo arde em febre,a garganta inflamada incomoda. O calor está insuportável. Levanto e vou ao banheiro, em seguida tomo um analgésico associado a um comprimido de amoxilina.

Quando tenho crise respiratória é com que me valho, mas é o último da cartela, se não melhorar não sei o que vou fazer. Será mais um fim de semana sem muitas novidades. O suor escorre da testa. Ligo o aparelho de ar-condicionado para refrescar um pouco o quarto.

Não dá para aguentar temperatura tão alta, mas quando esfriar o ambiente vou desligar, senão vou começar uma sessão múltipla de espirros. O suor continua intenso, os olhos ardem.

Lolita dorme aos meus pés. A cirurgia dela está um pouco inflamada, minha sobrinha a levou hoje ao veterinário que fez o procedimento cirúrgico, mas ele disse que é assim mesmo, que eu colocasse açúcar e pomada. Ela magoou o corte num avanço que o Gregório Luís deu sobre ela.

Lavei o corte com soro fisiológico e já tinha colocado o açúcar e a pomada. Aprendi esse procedimento há 26 anos, quando precisei cuidar da minha mãe que contraiu uma infecção hospitalar e precisou ficar internada por um mês no Hospital dos Usineiros.

Aprendi a fazer os curativos e quando ela teve alta do hospital, era eu que fazia o que precisava. Nessa época precisou serrar costelas e tudo e o corte ficava aberto. Aprendi na marra a cuidar dela e a cuidar dos curativos.

Uma lembrança traumática que me veio à memória agora e que não me traz pensamentos felizes. Deleta. Voltando ao presente, sinto-me agoniada com esse suor intenso. Pode ser efeito da febre; daqui a pouco vai passar.

Reparo mais uma vez no corte da barriga de Lolita. Tomara que não precise de novo abrir para fazer nova cirurgia. Meus gatos sempre passam por essas situações. Hoje acho que vou visitar os filhotes de Sophia Loren, que foram adotados pela Nina, a gata persa da Isabel. Já estou sentindo falta deles, parece até que escuto o miado deles na casa.

Queria dormir para espantar a dor de cabeça, a ardência nos olhos. Sensação esquisita essa. Será que se eu apagar a luz, eu melhoro? Também não quero que o quarto esfrie demais. Passo o dorso da mão no pescoço para sentir a temperatura do corpo, mas ainda não voltou ao normal.

Os olhos ardem. Nessas horas eu me preocupo por morar e estar sozinha. É o único momento em que isso me incomoda um pouco e lamento não ter uma filha, uma companhia para me socorrer na hora da precisão. Paciência.

Já fiz os procedimentos que aprendi no meu curso rápido e intensivo de enfermagem, quando cuidei de mamãe. Vai ficar tudo bem. Vou tomar mais um copo de água. Tomar líquido é sempre bom.

Lolita me olha da ponta dos meus pés, onde está deitada. Já lambeu e tirou toda a pomada que coloquei no corte da sua barriga. Estou impaciente, o suor volta a escorrer da minha face e do pescoço.

O rádio do celular está ligado para que eu saiba o que se passa no mundo, já que estou sem internet em casa. Foi por meio dele, que escutei a notícia do terremoto seguido do tusunami que aconteceu no Japão.

Penso em pessoas que nem conheço e que moram naquele país tão distante de nós. Quantas dificuldades devem estar passando aquele povo, que apensar da riqueza sofre com essa questão geológica. Essa é uma verdadeira catástrofe.

As coisas que acontecem em minha vida são grãos de areia ou de mostarda de comparadas com tudo isso.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Deputados comparecem ao plenário da ALE, mas não votam projetos



O deputado Judson Cabral (PT) reclamou que não sabia o que votaria e solicitou esclarecimentos à Mesa Diretora acerca da mensagem governamental

Olívia de Cássia – jornalista
(Texto e foto)

Ao contrário do que se pensava, houve sim sessão na Assembleia Legislativa nesta quinta-feira, pós feriadão de Carnaval. Ao todo 15 deputados compareceram ao plenário da Casa, mas na hora da verificação de quorum para votar os requerimentos da Ordem do Dia, apenas 13 estavam presentes e o presidente Fernando Toledo (PSDB) deu por encerrada a sessão, porque não havia quórum para deliberação das matérias.

O deputado Judson Cabral usou a tribuna da Casa para falar sobre o Dia Internacional da Mulher, comemorado dia 8 de março e chamou seus colegas para uma reflexão. Disse que houve avanços, abertura de mercado de trabalho, mas falou também da questão da violência que aumenta a cada dia no Estado.

O petista aproveitou para lembrar da morte do arquiteto Flavius Lessa, ocorrido na última sexta-feira e disse que é necessário providências e que é mais um crime que a polícia não pode deixar impune.

“A segurança não se faz do dia para a noite; não podemos atribuir toda a violência ao governo do Estado, mas precisamos saber desse projeto da Lei Delegada. Já temos 23 dias da posse e o Regimento Interno da Casa prevê um prazo de 15 dias para a formação das comissões”, disse Judson, que foi aparteado pelo colega de bancada Ronaldo Medeiros.

Medeiros também aproveitou a oportunidade para cobrar da presidência da Casa o reparo no elevador e lembrou que a colega Thaíse Guedes (PSC) não está comparecendo às sessões porque não tem como ter acesso ao plenário.

Ainda na sessão da tarde desta quinta-feira, a única da semana por conta do feriadão de Carnaval, na Ordem do Dia constavam duas mensagens do Executivo: uma que altera a Lei nº 6.923, de fevereiro de 2008, que trata sobre o Plano Plurianual (PPA). O PPA estabelece diretrizes para a execução orçamentária, pelo Governo do Estado, no período compreendido entre 2008 e 2011.

O deputado Judson Cabral (PT) reclamou que não sabia o que votaria e solicitou esclarecimentos à Mesa Diretora acerca da mensagem governamental. Após as explicações do presidente Fernando Toledo (PSDB), Cabral se mostrou insatisfeito, lembrando ainda que não havia quórum para a votação da matéria em primeira discussão.

“Precisamos saber quem foi o relator especial e qual foi o teor do parecer que o mesmo emitiu”, questionou o deputado. Em resposta, Toledo informou que o relator foi o deputado Marcelo Vitor (PTB), que, no entanto, não se encontrava presente à sessão. A votação da mensagem do governo só deverá ocorrer na sessão da próxima terça-feira (15), já que amanhã não tem sessão na Casa.

E depois do Carnaval ...

Olívia de Cássia – jornalista

Terminou o período carnavalesco e o saldo de violência do período já é avaliado como um dos maiores dos últimos tempos. Mais de 30 pessoas foram assassinadas no Estado e Maceió lidera esse ranking. Um resultado assustador e que merece uma reflexão por parte das autoridades responsáveis pelo setor de segurança em Alagoas.

Ontem foram encontrados dois corpos de duas moças (uma de 14 e outra de 19 anos) num terreno da cidade universitária. Jovens que estavam desaparecidas há cerca de 26 dias, segundo o que foi divulgado, o que vai dificultar ainda mais o exame de necropsia. Violência que apavora, contra mulheres, jovens e crianças e que se alastra como um câncer.

Os relatos feitos nos últimos tempos revelam que a maior parte desses atos de violência e assassinatos é por conta de dívidas com o tráfico de drogas, consumo exagerado de substâncias entorpecentes, taras sexuais, alcoolismo, crimes passionais e violência no trânsito. Males da sociedade moderna que precisam ser detidos de alguma forma.

Podemos dizer que na prática o novo ano começa agora no País, vida que segue. É chegada a hora da retomada das atividades, dos projetos e ações no Estado e uma dessas atitudes a serem tomadas é um plano para a segurança, imediatamente, creio eu. É urgente que alguma coisa seja feita para contornar esses problemas que só elevam nossa Alagoas aos patamares mais negativos das estatísticas policiais.

Na Assembleia Legislativa, a partir desta quinta-feira, começa a disputa dos deputados pela lideranças das comissões permanentes da Casa. Na prática a briga já começou tem um tempinho, é só ter observado as últimas sessões na ALE. A briga maior dos parlamentares agora é pelas principais comissões , aquelas que dão mais poder de mando, influência ou mexem com finanças.

O governo, por seu lado, ainda não indicou um líder na Casa de Tavares Bastos e deve fazê-lo nos próximos dias. Deve indicar algum deputado da sua base aliada para alguma secretaria, para, segundo o que se comenta, devolver o mandato a Alberto Sextafeira (PSB), que ficou na suplência na última eleição e que exerceu esse papel na legislatura passada.

Afinal de contas, com um líder no parlamento o Executivo terá mais facilidade de barganha e convencimento nas votações de seus projetos. Mas enquanto não aponta o seu líder, a oposição se fortalece. Já deu para perceber, nas primeiras sessões do ano, que os deputados oposicionistas (PT, PMDB e parte do PDT) estão com toda a vontade de mostrar serviço, principalmente os novatos na Casa.

E por falar em novatos, mesmo os da situação querem mostrar que não estão ali só para assistir as sessões e complementarem o quorum mínimo. Todo dia tem pronunciamento, requerimentos e proposições a serem apresentados na hora do expediente ou das explicações pessoais.

Alguns aproveitam para fazer discursos longos, propostas inusitadas, falas que provocam apartes e intervenções que se prolongam por quase toda a sessão. Desses novos parlamentares, ainda não fizeram o uso da fala os deputados Marquinhos Madeira (PT), Arnon Amélio e Severino Pessoa (PPS).

Não deu para avaliar ainda se por inexperiência ou por falta de propostas mesmo. A deputadas Thaíse Guedes (PSC)não tem comparecido ao plenário da ALE porque o elevador para portadores de necessidades especiais ainda não foi feita a manuteção e está quebrado.

quarta-feira, 9 de março de 2011

A ordem da superação ...

Olívia de Cássia – jornalista

A palavra que eu mais ouvi durante a transmissão desse Carnaval foi o termo superação. Foi o mais usado por comentaristas, jornalistas e componentes das escolas de samba, nos desfiles de São Paulo e do Rio de Janeiro. A primeira foi a do maestro que ficou impossibilitado de usar a batuta por um problema de saúde e foi homenageado pela escola que foi a vencedora em Sampa.

Vi a superação das escolas que tiveram o barracão incendiado e que fizeram desfiles belíssimos como a minha Portela, a Grande Rio e a União da Ilha. Exemplos de que com amor e dedicação pela causa, seja ela qual for, é possível a gente sobreviver além das dificuldades e tragédias.

Assisti a uma homenagem belíssima da Beija Flor de Nilópolis ao nosso Rei, Roberto Carlos, que me levou às lágrimas. Aprendi nesse Carnaval de tantos acontecimentos, que superação é quando a gente consegue ultrapassar as limitações do corpo e da mente e apesar delas conseguir realizar alguma coisa boa e positiva, para nós e para os outros.

Aprendi que passar por cima das adversidades é a ordem do dia. Que é preciso ter muita dignidade, disposição e foco para que a gente consiga minimizar os problemas. Passei essa terça-feira de Carnaval pensando nessa moça (que vou chamar de Melina) que foi violentada, estuprada, cuja dignidade foi totalmente destruída.

Ela vai precisar de muito amor e compreensão da família e dos amigos para conseguir neutralizar os efeitos dessa brutalidade sofrida. Ontem foi um dia de reflexão para todos os moradores da minha rua, que se sentiram chocados com essa violência sofrida por ela, na Barra de São Miguel, quando brincava os festejos de Momo com familiares e amigos.

Estamos todos abismados e solidários ao mesmo tempo. E tudo fica mais triste ainda, quando essa semana foi comemorado o Dia Internacional da Mulher, que completa o centenário da data também este ano. Sabemos que apesar dos avanços que os movimentos feministas e femininos conseguiram na lei e na vida, ainda falta muito para que a gente tenha a igualdade de direitos reconhecida na sociedade.

Ainda há muita exploração da nossa mão-de-obra, salários desiguais, apesar de, às vezes, as mulheres exercerem a mesma função que os homens. O representante da FAO disse no noticiário da Rede Globo, nesta terça-feira, que “se se resolveram as desigualdades, a fome pode diminuir no mundo”.

Uma declaração belíssima e que se for colocada em prática talvez o mundo se torne melhor, menos violento e com mais cidadania. Avalio que o que vale na vida é a gente ser feliz. Aproveitar as oportunidades, fazer o que gosta; respeitar o nosso próximo e procurar ser solidário, pelo menos um pouco. Se todo mundo praticasse a solidariedade pelo menos uma vez, de vez em quando, a marcha da superação seria bem mais acelerada.

terça-feira, 8 de março de 2011

O que temos a comemorar no 8 de março ...


Olívia de Cássia – jornalista

Hoje, 8 de março, terça-feira de Carnaval, comemora-se em todo o mundo o Dia Internacional da Mulher. Uma data que foi institucionalizada depois de muitas lutas, sofrimentos e mortes de mulheres trabalhadoras e que deve ser comemorada por todos nós que lutamos por liberdade, por uma sociedade mais justa, mais fraterna e por dias melhores.

Nos dias atuais além da conquista da data, as mulheres e os homens também têm a comemorar a aprovação da Lei Maria da Penha, que objetiva penas mais duras para seus agressores. Antes dessa lei as penas para os agressores eram mais brandas e até tolas como a doação de cestas básicas.

A violência contra a mulher, na maioria das vezes, acontece dentro da própria casa, cometida pelos companheiros, familiares e até pelos pais. Ainda hoje tem muito assassino impune pelas ruas ou escondidos em fazendas de nosso Estado e isso precisa acabar.

A Lei Maria da Penha foi sancionada pelo ex-presidente Lula e é uma homenagem justa a essa mulher que deu o nome à lei e que só conseguiu justiça por ter ficado paraplégica depois de um tiro que levou do marido, quando conseguir escrever um livro contando sua própria história.

O ex-marido de Maria da Penha negou que tivesse sido ele o autor do disparo, foi condenado à prisão por dez anos, mas só cumpriu dois deles. Inconformada com a atitude do juiz que deu liberdade a seu agressor, ela começou uma luta incansável que foi terminar no Congresso Nacional e que culminou com a aprovação da lei que tem o seu nome.

Uma mulher que merece todo o nosso respeito e toda a nossa admiração. Mas infelizmente, nem todas as mulheres têm a comemorar no dia de hoje. Nesse Carnaval, na Barra de São Miguel, pelo menos uma jovem que não vamos revelar o nome para preservá-la do constrangimento, foi estuprada por um animal que, além de violentá-la mordeu todo o seu corpo.

O crime aconteceu entre a noite de ontem e a madrugada de hoje e felizmente o agressor está preso. É preciso que a Justiça não dê liberdade a esse animal e a tantos outros espalhados nesse País e em nosso Estado. É preciso punir severamente, é importante que os fatos sejam denunciados e não fiquem escondidos no silêncio de suas vítimas, por medo ou por vergonha.

Um homem que se comporta dessa forma com uma mulher não merece viver em sociedade, é um perigo para todos. Quem tem filha, sobrinhas ou parentes sabe da importância da Lei Maria da Penha para a sociedade. A Justiça não pode facilitar dando flexibilidade a essas bestas humanas, para que elas tenham liberdade e tornem a fazer tudo de novo.

Está provado por A mais B que quem comete violência contra a mulher uma vez, torna a repetir e não é de bom alvitre que a Justiça conceda com tanta benevolência, a pedido de advogados, a soltura desses miseráveis.

Que a lei sancionada pelo ex-presidente Lula seja uma arma de defesa para todos nós e que seja aplicada com severidade, sempre que for necessário. Salve o 8 de Março e viva Maria da Penha!

Terça-feira de Carnaval...

Olívia de Cássia – Jornalista

De domingo à tarde para cá minha rotina tem sido sem festa; começo a escrever às 4h43 desta terça-feira de Carnaval; acordei às 3h30 da manhã para dar leite aos gatinhos órfãos. Ligo a televisão e está passando o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Faço um café para me distrair um pouco. Por um instante tive saudade da Cidade Maravilhosa.

Faz muito tempo que não visito o Rio; era uma viagem que me encantava na juventude e que fazia no fim do ano. Às vezes penso que nem sei mais como é a cidade. Daqui a pouco sai a Beija-Flor de Nilópolis que vai homenagear o Rei Roberto Carlos. As escolas estão bonitas, mas não tenho paciência de ficar sentada para ver o desfile até o fim. O sono já foi embora.

Os gatinhos se acomodaram depois de barriga cheia, acho que vou gripar mesmo. A garganta está começando a ficar inflamada, tenho crises de espirros e o nariz começa a fungar. Ainda continuo sem net em casa e estou postando os textos no blog na casa dos vizinhos nesse feriado de Carnaval.

Pego o livro e vou ler um pouco, mas a vista já está ruim e essa hora da manhã, nem a lâmpada acesa ajuda, as letras tremem, fica quase impossível ler alguma coisa, mas insisto. Releio agora ‘Caminhos Cruzados’, de Erico Verissimo, estou dando continuidade às minhas releituras, depois de ter azedado meu Carnaval.

Paciência, ano que vem tem mais e espero ainda estar disposta e com saúde para brincar e aproveitar por muito tempo. Se fosse em outras épocas que esse imprevisto tivesse acontecido, não sei como seria a minha reação. A maturidade nos traz um pouco de bom senso e compreensão. Isso pelo menos é um lado positivo da velhice, tinha que ter alguma coisa boa, pelo menos.

Penso na possibilidade de que terminado o Carnaval eu posso receber uma boa notícia de emprego; isso me deixa mais conformada com essa situação. Quem sabe eu tenha a resposta positiva a partir da semana que vem, no máximo. Estou realmente necessitada e preciso recuperar minhas perdas materiais, já que as espirituais a gente não pode mais recuperar.

As espirituais a gente procura compensar com outras substituições que possam nos preencher, se não de maneira igual, mas de forma um pouco ou menos intensa, da maneira que for possível. Na minha idade a gente não pode esperar muito da vida: o que vier será lucro.

Sonhos eu os tenho e muitos; ainda bem que sonhar não paga aluguel e por enquanto ainda é de graça, como diríamos há algum tempo; não tem limites de idade. Sonhar faz bem, mas os sonhos de hoje tem uma outra conotação, não são mais aqueles sonhos impossíveis da infância e os idílicos da juventude. Os da maturidade são mais palpáveis e possíveis de ser realizados, apesar dos empecilhos que a situação financeira nos traz.

Quem sabe esse ano eu possa publicar meus escritos, conseguir aumentar minha renda para me munir de uma boa máquina fotográfica, fazer a reforma tão sonhada da minha casa, viajar para conhecer cidades que não conheço, inclusive de Alagoas, ter uma vida mais saudável, tranqüila e de muitos contatos profissionais e amigos.

Esses são os meus sonhos da maturidade, propostas que para muitas pessoas são fáceis de ser realizadas e que nem podem ser consideradas de sonhos como os são para mim. Espero poder este ano que se inicia pós-carnaval, poder realizar estes e muitos outros mais. Um bom Ano-Novo pós-Carnaval para todos, a vida segue em frente.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Estou tentando...

Olívia de Cássia – jornalista

Estou tentando ser uma boa mãe para os filhotes órfãos da Sophia Loren. Sou um pouco desajeitada para cuidar dos bebês, mas com carinho e paciência, passei a tarde e a noite de domingo, 6 de março, cuidando deles. Estou revoltada e triste com tudo isso, como falei no fim do texto anterior. Nesses dias de Carnaval vou assim aprendendo mais lições da vida. Lições que vão me tornando mais experiente e aprendendo com a vida.

Tranquei as portas e janelas, assim que coloquei Janis Joplin e Lolita para dentro de casa. Não deixei uma brecha sequer para que elas fujam à rua e agora me rondam aqui no quarto. Janis com ciúmes, reclama. Ela também tem ciúmes dos gatinhos-bebês e quando estou dando leite na colher para eles, ela estranha e sai de perto.

Sei que não posso prendê-las em casa por muito tempo, da mesma forma que o faço com a Malu e Oto, mas eu ajo assim, porque temo que também cometam alguma violência com elas, como fizeram com Sophia Loren. Foi melhor que eu não tenha visto ela morta, como vi o Benjamim e o John Lenon, meus gatos que também foram envenenados.

Lolita está operada recente e não deixa que eu lhe dê os demais comprimidos que o veterinário ministrou. Meu Oto está com uma infecção no ouvido esquerdo. Ontem à noite eu coloquei pomada para otite e lhe dei um dos comprimidos anti-inflamatório que o veterinário passou, pós-operatório, para a Lolita.

Sem internet em casa fica mais difícil viver nos dias de hoje. As contas começaram a chegar novamente; se eu não conseguir outra assessoria de imprensa, terei que deixar no fim do mês atrasar algumas contas como a de energia e de telefone fixo que são as maiores.

Estou tentando, mas como diz o poeta, viver não é difícil, difícil é a vida. Dizem que são as pessoas que dificultam e aumentam esses entraves. Não sou filósofa, mas estou tentando não ser pessimista diante de tanta coisa indigesta que tem acontecido por aqui.

Quero acreditar que tudo vai melhorar, mas às vezes a gente se impacienta diante de tanto empecilho que aparece para que a gente seja feliz. Mas quero acreditar que há uma luz no fim do túnel e que conseguirei. Estou tentando...

domingo, 6 de março de 2011

O Sábado de Zé Pereira e o desfile das Fragas da Madrugada

Olívia de Cássia – jornalista

No sábado de Zé Pereira, 5 de março, teve concurso e desfile do bloco A Franga da Madrugada. Vesti uma roupa ‘a caráter’ para o desfile e lá fomos nós para a Quadra Municipal de União dos Palamres. Novamente fui convidada para fazer parte do jurado que escolheu ‘A Franga mais bonita’; os candidatos deram show nas categorias Transformista e Gay.

Encontrei muita gente querida por lá e estava muito feliz, com a alegria e colorido do Carnaval. Meu amigo Silvio Sarmento, mais uma vez, no comando de tudo. Foi muito engraçado o concurso, mas o desfile do bloco demorou muito, da mesma forma que no ano passado.

Muita gente reclamou da demora e fica aqui uma sugestão fraterna ao amigo Silvio e a todos os que organizam o evento, para que encontrem uma forma de agilizar mais o concurso e a gente possa participar e ver o desfile dos outros blocos na rua e na Praça Basiliano Sarmento, no dia do evento.

O desfile da Franga, quando saiu, já passava das três horas da manhã, pelas ruas de União dos Palmares e muita gente que estava na quadra foi embora, por conta do adiantado da hora.

Fomos terminar na praça, no QG do frevo. Saímos quando terminou a folia, estava exausta; tivemos que arrastar a pé do Centro de União para a fazenda Frios, para a casa da minha amiga Genisete, onde formos dormir, pois não tinha um Telecarro disponível para nos levar até lá.

Resolvi que quando acordasse viajaria para Maceió para ver meus filhotes de quatro patas, mesmo que eu tivesse deixado a chave da casa e muitas recomendações aos vizinhos. À tarde voltaria para União; alguma coisa estava me preocupando.

Chegamos mais de meio dia lá no Tabuleiro e quando consegui pegar um ônibus e chegar em casa, no Centro, tive uma triste surpresa: minha gata Sophia Loren foi envenenada. Mais um assassinato misterioso de animal na Vieira Perdigão.

A minha gata pariu não tem nem um mês e estava amamentando e os gatinhos ainda. Acabou meu Carnaval, pois não tenho quem deixar para alimentá-los e sou eu quem tem que fazer isso. Agora eles ficaram órfãos e não sei se vão conseguir sobreviver.

Novamente o mesmo crime se repete aqui: o assassino ou assassina dos meus gatos aproveita sempre quando estou fora de casa para colocar o veneno justamente onde ele ou ela sabe que eles vão comer.

Eu não consigo entender isso. Como é que um ser humano pode ser tão ruim, tão mal, ao ponto de tirar vidas de criaturas que não fazem nada de ruim para ninguém, pelo contrário, só nos dá alegria e companhia.

Estou tentando fazer com que aquelas criaturinhas não sintam tanta falta da mãe, mas é difícil, pois eles ainda são pequeninos. Acabou meu Carnaval. Eu que estava tão animada para aproveitar um pouco a folia e esquecer os problemas da vida.

Eu sei que isso faz parte desse jogo da vida, paciência, foi mais uma perda para mim e isso me deixa triste. Dizem que os gatos protegem seus donos. Já perdi tantos filhotes de quatro patas e cada vez que isso acontece me sinto mais decepcionada com o ser humano e amo cada dia mais os animais.

sexta-feira, 4 de março de 2011

É Carnaval!

Olívia de Cássia – jornalista

Sexta-feira que antecede o sábado de Zé Pereira. Muita gente já viajou, outras pessoas já estão fazendo as malas para aproveitarem o feriadão de Carnaval. Eu, daqui a pouco, vou para a Tribuna Independente trabalhar. Ontem cheguei mais de uma hora da manhã e quando fui dormir já passava das duas. Muito sono e cansaço.

Só vou poder ir para União dos Palmares amanhã, para ver o concurso da Franga e depois desfilar no bloco pelas ruas da cidade. A programação do Carnaval de União já coloquei aí em baixo. Inventei minha fantasia, a gente tem que usar a criatividade e o que dispõe de acessório, quando não há muita grana; eu já providenciei a minha fantasia, tomara que dê certo.

É muito divertido aquilo tudo: A Franga da Madrugada este ano completa seus dez aninhos, já é uma mocinha e no último domingo foi ‘batizada’ pelo ‘primo’, o Pinto da Madrugada. Seu criador, meu amigo Silvio Sarmento, teve uma ideia brilhante ao fazer esse resgate da irreverência dos carnavais. O concurso é muito engraçado e ano passado eu tive o prazer de fazer parte do corpo de jurados.

Estamos precisando disso: desse resgate da fantasia, da alegria, das cores. Sinto-me confiante e feliz quando vejo iniciativas daqui e dali para que a gente possa reviver aquele brilho e alegria de antes, com muita folia, frevo, responsabilidade e sem violência.

No Rio de Janeiro os bailes de Carnaval estão voltando também; hoje passou uma reportagem no programa da Ana Maria Braga do desfile de fantasias, que foi apresentado por Milele e que antigamente teve seu auge com o carnavalesco Clovis Bornai.

Muita gente não dormia, só para ver na televisão aqueles desfiles, os bailes e alegria da moçada. O Carnaval do Rio de Janeiro não é só de escolas de samba e já teve muito glamour antes que as escolas dominassem a Marquês de Sapucaí.

Recife já tem tradição de frevo no pé, maracatus, cirandas e outras manifestações folclóricas. Dá até um arrepio quando vejo tudo aquilo. Em Maceió, o Clube Fênix vai fazer bailes, numa tentativa de reviver os grandes carnavais de clube que teve seu auge no século XX. A AABB, no Sítio Pescaria, em Ipioca, também fará baile de Carnaval este ano. Vejo essas iniciativas com muita animação.

Precisamos fazer isso também em União dos Palmares; fica aqui a minha sugestão para o Ladorvane, Silvio Sarmento e outras pessoas abnegadas que queiram e podem contribuir para que a gente reviva os bons carnavais da nossa Associação Atlética Palmarina, embora que fisicamente no momento isso não seja mais possível.

Que todos brinquem um Carnaval com alegria, fantasia, esperança e responsabilidade. Muito frevo no pé, álcool com moderação e não esqueçam da camisinha quando precisar. E viva o Zé Pereira!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Deputados aprovam verba para o Lifal

Olívia de Cássia – jornalista

Na sessão desta quinta-feira, 3, a Assembleia Legislativa aprovou, em segunda votação, dois projetos do Governo do Estado: um que dá aporte de seis milhões ao Lifal (Laboratório Industrial Farmacêutico Alagoano) e outro da inclusão das parcelas da dívida pública de Alagoas no Orçamento de 2011.

Com os R$ 6 milhões, o Lifal deverá pagar os dois meses de salários atrasados dos funcionários, que entraram em férias coletivas na última semana. Na sessão de ontem o deputado Ronaldo Medeiros falou das dificuldades que os funcionários estão enfrentando.
Segundo o que foi informado na imprensa, a situação caótica do Lifal é por causa de uma dívida de R$ 80 milhões, dos quais, R$ 35 milhões são referentes a tributos não pagos por gestões anteriores.

Segundo o portal Tudo na Hora, em 2009 o Lifal foi desabilitado e deixou de produzir o remédio Clozapina, que é indicado para o tratamento de transtornos psiquiátricos e o Tacrolimus, indicado para transplantados renais. Esses medicamentos respondiam por 90% da receita corrente líquida do órgão, segundo informou ao Tudo na Hora.

O deputado Judson Cabral (PT) também cobrou que o diretor presidente do Lifal, Keylle Lima, seja convocado para prestar esclarecimentos sobre os R$ 3 milhões que já foram repassados ao órgão em 2010. “Sabemos que ele [o Lifal] está passando por dificuldades financeiras e necessita de recursos para se reestruturar, mas é necessário que seja apresentada uma prestação de contas, evidenciando a forma como os recursos foram investidos”, observou.

Já o segundo projeto aprovado nesta quinta trata da execução orçamentária de Alagoas, no que se refere à dívida pública do Estado. Isso porque, atualmente, o Executivo tem mais de 15% da receita corrente líquida e isso representa mais R$ 40 milhões por mês.

Parece que essa nova legislatura vai dar muito o que falar. Os deputados começaram o ano com todo o entusiasmo para discutir e aprovar matérias. A oposição aproveita o espaço de não ter ainda um líder do governo na Casa e vem se destacando no plenário, apontando falhas do Executivo e da Mesa Dirtora da ALE.

Outros deputados, principalmente os novatos, sentem necessidade de fazer uso da palavra e apresentar requerimentos, uns até inusitados, como o deputado João Henrique Caldas (PTC), que propôs a vida do presidente americano Barak Obama à Serra da Barriga, em União dos Palmares. Avalio que os deputados novatos estã agindo assim até para mostrarem atuação, mesmo que inexperientes nas suas propostas.

Também, os deputados Joãozinho Pereira (PSDB), Ronaldo Medeiros, líder do PT na Casa, que tem se sobressaído em sua bancada, além dos deputados Judson Cabral (PT), que está em seu segundo mandato, Jeferson Morais (DEM), Temóteo Correia (DEM) fazem uso da palavra nas sessões. O deputado Dudu Albuquerque sempre tem um eleogio para fazer a alguém, seus discursos são pautados pelos elogios a seus pares.

Mas o que está chamando a atenção na bancada do PT, até agora, é o deputado Marquinhos Madeira, que até agora não deu uma palavra e votou nos projetos que a bancada estava votando contra. Infelizmente ainda não deu para entender afinal a que veio.

O deputado Isnaldo Bulhões Júnior (PDT) se retirou do plenário, na tarde de hoje, em protesto, porque não foi atendido quando solicitou a palavra à Mesa Diretora. Ontem ele se retirou do plenário alegando que o Regimento Interno da Casa estava sendo desrespeitado.

A última sessão da semana contou com a presença de 14 deputados; depois da saída de Isnaldinho, o deputado Jota Cavalcante chegou e deu quorum para que as mensagens do Executivo fossem votadas.

Programação do Carnaval de União dos Palmares



O carnaval em União dos Palmares promete ser um dos mais animados dos últimos anos. A abertura oficial está programada para o dia 04 de março, com o desfile com mais de 12 blocos de rua desfilando na Avenida Monsenhor Clóvis, marcando, com isso, o início do Carnaval "União Folia 2011". Segue a programação do carnaval, que acontecerá paralelamente na cidade de União dos Palmares e no Distrito de Rocha Cavalcante.



PROGRAMAÇAO - UNIÃO DOS PALMARES

04/03 (sexta-feira): Abertura Oficial do Carnaval União na Folia 2011

Desfile dos Blocos de Frevo: A Franga da Madrugada, Abalou Bangu, Bloco Futuca, Bloco da Educação (Educa Folia), Bloco da Saúde (Carnasaúde), Bloco A Gostosinha, Meninos do Morro, Bloco Filhos da Mãe, Bloco Caveirão e Bloco 8 Cilindros.
Concentração: Praça Padre Cícero
Horário: 17h

Orquestra de Frevo
Local: Praça Basiliano Sarmento (QG do Carnaval União na Folia)

PROGRAMAÇÃO DO QUARTEL DO FREVO – PRAÇA BASILIANO SARMENTO

05/03 (sábado)

Desfile da Escola de Samba Unidos da Ponte
Concentração: Rua do Jatobá
Horário: 19h

Eleição da Franga 2011
Local: Quadra de esportes
Horário: 22h

Desfile do Bloco A Franga da Madrugada
Concentração: Quadra de esportes
Horário: 01h

Local: Praça Basiliano Sarmento (QG do Frevo)
23h: Banda Nostalgia
02h: Banda Tuaregs

06/03 (domingo)

Concurso dos Blocos de Frevo
Concentração: Praça Padre Cícero
Horário: 15h

Local: Praça Basiliano Sarmento (QG do Frevo)
16h: Banda Tuaregs
21h: Banda Nostalgia
01h: Banda Tuaregs

07/03 (segunda-feira)

Desfile da Escola de Samba Unidos da Ponte
Concentração: Rua do Jatobá
Horário: 15h

Local: Praça Basiliano Sarmento (QG do Frevo)
14h: Afro Zumba
16h: Banda Contágio Tropical
20h: Banda Nostalgia
00h: Banda Tuaregs

08/03 (terça-feira)

Local: Praça Basiliano Sarmento (QG do Frevo)
14h: Afro Nação Dandara
16h: Banda Tuaregs
19h: Banda Contágio Tropical
22h: Banda Tuaregs
01h: Banda Nostalgia

DISTRITO DE ROCHA CAVALCANTE

06/03 (domingo)

16h: Bom do Swing
19h: Missinho e Banda

07/03 (segunda-feira)

16h: Bloco Tudo Verde com Missinho e Banda
19h: Djason e Banda

08/03 (terça-feira)

16h: Bom do Swing
19h: Djason e Banda

Informações: Secom/UP

Semana que antecede o Carnaval não interferiu nas sessões da ALE

Foto de Olívia de Cássia
Deputado Ronaldo Medeiros (PT) tem sido voz ativa em oposição à Mesa Diretora da Casa

Olívia de Cássia – jornalista

Embora a semana seja a que antecede os festejos de Momo em todo o País, os deputados alagoanos começaram a legislatura com vontade de debater e votar matérias que chegam à Casa de Tavares Bastos. Na sessão desta quarta-feira, 2 de março, 17 deputados compareceram ao Plenário Tarcísio de Jesus, apesar de a sessão não ter se estendido até as 18 horas.

A polêmica maior desta quarta-feira foi com relação às matérias do Executivo que estão tramitando na Casa, que gerou protestos da oposição e a saída do plenário do deputado Isnaldo Bulhões Júnior (PDT), que também questionou o presidente da Casa, Fernando Toledo (PSDB), sobre o veto do governador à matéria que trata do aumento dos salários dos deputados.

Toledo explicou que o veto governamental chegou à Casa em 23 de fevereiro e que não haveria motivo para o questionamento do deputado do PDT, devido ao recesso parlamentar e disse que com esse prazo a pauta não fica trancada, como disse o deputado Isanaldo Bulhões. Mas Bulhões não ficou convencido e afirmou que teria uma cópia do protocolo de chegada do projeto na Casa, no mês de janeiro, e disse que o Regimento da Casa estava sendo atropelado.

“Nós não tivemos recesso, porque fizemos um acordo e ficamos aguardando ser chamados para a votação, tivemos um recesso branco. Espero que vossa excelência respeite o regimento”. O Código de Ética da Casa e do Regimento Interno também foram questões levantadas durante a sessão, pelo deputado petista Judson Cabral, que cobrou encaminhamentos a respeito das matérias.

O deputado Antonio Albuquerque (PTdoB) disse que essas discussões “não me permitem calar”. “É inegável e inadmissível que os deputados não possuam o Regimento Interno da Casa. É preciso que não seja tratado como uma coisa qualquer, é preciso que siga os mesmos trâmites da Constituição Federal e Estadual; há de se fazer a atualização, colocando as mudanças ao longo dos anos. O Regimento não é um projeto de lei, mas um conjunto de leis”, ensinou.

SERVIDORES

No uso de sua fala na tribuna da Casa, o deputado Judson Cabral se solidarizou com os servidores públicos que fizeram uma manifestação em protesto, com a finalidade de restabelecer uma pauta junto ao governo do Estado, para que atenda suas reivindicações. Outra observação do petista foi com relação ao Código de Ética da Casa. Ele se manifestou em requerimento verbal sobre projeto que tramita na ALE, de sua autoria e que trata sobre o Código de Ética.

Segundo Cabral, já se esgotaram todos os prazos para a tramitação da matéria. “Já se desrespeitou todos os prazos. O tema foi amplamente debatido, mas o projeto não veio à votação ao plenário”. Dessa forma, o petista fez requerimento verbal solicitando “providências para que sejam distribuídas cópias e que se nomeie relator especial, para que possamos aprovar a matéria. Estamos numa verdadeira inércia”, disse ele.

O deputado Antônio Albuquerque (PTdoB) fez um aparte ao pronunciamento de Judson e disse que “uma matéria dessa ordem não pode ter um relator especial. Ela deve ser submetida à apreciação pela Comissão de Constituição e Justiça”, observou.

Outra questão levantada por Judson foi com relação ao Regimento Interno da Casa, que segundo o deputado, foram feitas modificações, mas até agora também não foi para votação. O deputado Sérgio Toledo (PDT), que integrou a comissão para tratar do assunto, disse que o Código de Ética está pronto, destacando, no entanto, que a reformulação do Regimento Interno da Casa ainda não foi concluído.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Inconformado com encaminhamento da Mesa, deputado se retira do plenário da ALE

Olívia de Cássia – jornalista

Depois de um desentendimento no plenário da Assembleia, na tarde de hoje, o deputado Isnaldo Bulhões Júnior (PDT) se retirou do plenário da ALE, como forma de protesto, com que a Mesa Diretora encaminhou votação de mensagens do governo no plenário. Alegando descumprimento do Regimento Interno da Casa, depois de pedir questões de ordem e apartes, o deputado se retirou do plenário protestando.

O motivo da ira de Bulhões foram dois pareceres com mensagens do governo, na hora do expediente e que também foram apresentados na Ordem do Dia. Uma das mensagens trata da inclusão das parcelas da dívida pública de Alagoas no Orçamento de 2011 e a outra sobre a concessão de R$ 6 milhões ao Lifal.

Os pareceres aprovados foram de autoria do deputado Eduardo Holanda, nomeado relator especial da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa. O deputado do PDT disse que o encaminhamento da Mesa estava ferindo o Regimento Interno da Casa e gerou apartes também dos deputados Judson Cabral e Ronaldo Medeiros.

Bulhões pediu uma questão de ordem, logo no início da leitura das mensagens e solicitou cópias das mensagens que estão tramitando na Casa, para que os deputados tomem conhecimento de seus conteúdos.

“Solicito da Mesa Diretora, senhor presidente, que sejam distribuídas cópias com os deputados das matérias que estão chegando à Casa, já que as comissões não foram formadas. A grande maioria (dos deputados) não tem conhecimento das matérias”, disse ele, argumentando que com essas cópias há a facilidade de os deputados “não votarem parecer sem saber do que se trata e sem o conhecimento das matérias, fica impossível o deputado trabalhar”, reclamou.

Outra reclamação do deputado Isanldinho foi que as matérias não foram publicadas no Diário Oficial do Estado. “Serei obrigado a votar contrário”, anunciou. O deputado votou contra a primeira mensagem, juntamente com o deputado Judson Cabral (PT). Mas na segunda votação a respeito de verbas para o Lifal, se retirou do plenário sob protesto.

O deputado Judson Cabral também reclamou da falta de cópias no plenário e com relação às mensagem solicitando seis milhões de aporte para o Lifal, disse que no ano passado foi feita uma discussão na Casa a respeito da Instituição e que foram liberados três milhões de aporte financeiro.

“Solicito que o governo apresente um relatório do que foi feito até agora no Lifal. O governo agora pede mais recursos, mas não cabe ao parlamento votar em matéria “que não temos clareza dos recursos. Sou a favor do Lifal, mas é preciso saber o que vem sendo feito”, disse o petista, que acabou votando contra o projeto.

Cabral ainda reclamou que o governo sempre tem pressa na aprovação das matérias. “Nós queremos contribuir dentro da competência que temos e da responsabilidade que nos cabe”, argumentou.

RONALDO MEDEIROS

O petista Ronaldo Medeiros, novato na Casa, disse que recebeu visita de dirigente do Lifal e que ele passou algumas informações a respeito do laboratório. Segundo o que foi passado para o deputado, o Lifal está fechado e há dois anos não paga os funcionários, que estão em férias coletivas.

Segundo Medeiros, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não deu autorização para que laboratório alagoano fabrique dois medicamentos que devem constar na farmácia popular. “Como não participei da discussão anterior é importante que a gente saiba o que foi feito até agora, mas é preciso agilidade com relação ao Lifal, pois as pessoas estão paradas”.

Ronaldo Medeiros, que no final votou a favor do projeto governamental, disse ainda que foram gastos 800 mil com consultoria paga a uma instituição de Minas Gerais para ver essa questão.

Ainda tenho esperança

Por Olívia de Cássia Cerqueira O dia amanheceu com mais uma promessa de vida. É sexta-feira, dia de alegria, como todos devem ser: de agr...