sábado, 30 de abril de 2011

30 de abril

Petrúcio Manoel Correia de Cerqueira – bancário


Não sei se é coincidência, mas, as datas mais significativas relacionadas com minha vida, estão inseridas nos meses de Abril e Maio. No dia 16 de abril, aniversário do meu pai; dia 20 de abril, aniversário de minha mãe; dia 30 de abril, meu casamento; 1º de Maio, meu aniversário; dia 8 de maio, aniversário do meu irmão mais novo; dia 13 de maio, aniversário do meu filho mais velho e 23 de maio, aniversário do meu neto mais velho.

Destacarei aqui o 30 de abril, pois além de ser a data de aniversário do meu casamento, foi também o dia de mais um acontecimento inesperado em minha vida.
Exatamente há 34 anos, e num dia de chuva como o de hoje, que contraí matrimônio com Dona Catarina.

Comecei o namoro no Natal de 1972, num baile que houve na AABB, em União dos Palmares. Estava eu, 16 anos na época. O namoro tinha pleno apoio de minha mãe. Digo isso, porque minha mãe (naquela época era assim), quando alguma namorada não fosse do agrado d’ela, imediatamente ela se dirigia a casa da minha pretendida, e acabava o namoro sem que eu soubesse.

O pai da minha nova namorada era comerciante como também meu pai o era, só que comercio mais rentável. Era o Sr. José Simplicio de Medeiros, mais conhecido como Zé Piloto, um dos mais antigos e prósperos comerciantes de União, pense num sogro bom.

Comecei a trabalhar no Banco do Brasil em 1976 em Santana do Ipanema. Já tinha se passado comcp anos de namoro, e estava começando a trabalhar, por que não casar?
Noivamos em setembro de 1976 quando estava com apenas três meses de trabalho no banco.

Naquela época o salário do Banco era pra lá de bom, então... Mesmo trabalhando em Santana do Ipanema, marcamos o casamento para 30 DE ABRIL de 1977. Consegui a transferência para o Banco do Brasil em União um mês antes do Casamento.
Com toda correria, no 30 DE ABRIL DE 1977, subia eu ao altar da Matriz de Stª Maria Madalena de braços dados com minha mãe para casar.

A festa rolou até tarde da noite, mas, antes do término desta, arrumamos as malas para a viagem de Lua de mel. A viagem seria para Maceió, num fusca emprestado pelo meu amigo-irmão Emidio, pois ainda não tinha tido condições de comprar um.

Partimos de União umas 20 horas. Depois de Murici, começou a chover, como naquela época o movimento da estrada ainda era pouco, não seria tão perigoso seguir.
Quando estávamos chegando no entroncamento perto da cidade de Messias, detectei que o pneu do carro tinha furado. Liguei o alerta e esperei a chuva diminuir um pouco.

Quando fui pegar o estepe, eis o grande espanto, estava também furado.
A lua de mel foi adiada para o 1º de Maio, dia do meu aniversário.
Foi bom ou não foi o presente de aniversário?

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Chuvas preocupam a Defesa Civil

Desabrigados do ano passado ainda esperam conclusão das casa

Olívia de Cássia – jornalista

(Texto e foto)

Nem bem começaram as chuvas da estação, já aconteceu transbordamento de rios no Litoral Norte do Estado e em algumas cidades da Zona da Mata. Depois da tragédia do ano passado, ocorrida no mês de junho, representantes da Defesa Civil já se preocupam com as chuvas que caíram na semana.

No dia de ontem, em Maceió e algumas cidades do interior, teve muita chuva, trovão e relâmpago, amedrontando famílias que moram nas encostas da capital e as populações ribeirinhas do interior.

No município de Jundiá, cerca de 150 famílias ficaram desabrigadas, depois que o nível do rio Manguaba subiu e invadiu casas da parte baixa da cidade. De acordo com informações da Defesa Civil de Alagoas, pelo menos cincos municípios do Litoral Norte e Zona da Mata do estado estão em situação de risco.

Ontem, o coordenador geral da Defesa Civil de Alagoas, Coronel Romeiro, reuniu vários gestores dos municípios alagoanos para traçar um plano de mobilização e articulação em caso de tragédia, devido às fortes chuvas que se aproximam.

Segundo informações publicadas no site Cada Minuto, na cidade de Novo Lino, o teto de um estabelecimento comercial desabou, o muro da sede da Prefeitura caiu e o Mercado Público foi invadido pela água. Ninguém ficou ferido.

Já no Litoral Norte, em São Luís do Quitunde, o deslizamento de uma barreira provocou a morte de uma criança de oito anos. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o menino estava dentro da residência no momento do acidente. Não registro de outros feridos.

Na cidade de Matriz do Camaragibe, o transporte intermunicipal foi interrompido devido ao grande volume de água na rodovia. Ainda segundo informações, alguns moradores ficaram ilhados.

A situação mais critica nos municípios alagoanos é na cidade de Jundiá. Conforme informações da Defesa Civil do município, as famílias desabrigadas estão sendo recebendo apoio, como abrigos improvisados em escolas, espaços públicos, alimentos e roupas.

Ainda segundo o Cada Minuto, um trecho da AL-101 Norte, à altura do km 54, nas imediações da Usina Santo Antônio, na cidade de São Luís do Quitunde está interditado devido às fortes chuvas que caíram na região e causaram o transbordamento dos Rios Santo Antônio e Camaragibe. A orientação é que os motoristas evitem passar pelo local.

Barreiras que deslizaram, também em decorrência das chuvas, interromperam o trânsito em pontos da rodovia nas cidades de Porto Calvo e Passo do Camaragibe. Equipes do Departamento de Estradas e Rodagens (DRE) estão no local para desobstruir a via.

DESABRIGADOS DO ANO PASSADO

Os desabrigados da enchente de junho do a no passado estão aguardando nas barracas as casas que estão sendo construídas. Em cidades como Santana do Mundaú, as obras ainda nem começaram, segundo informações, devido à topografia da cidade.

Em Murici, União e Branquinha as obras estão em andamento, sendo que este ano tiveram uma parada. Se continuar a chover com intensidade que está sendo prevista, provavelmente o número de desabrigados no Estado vai aumentar, consideravelmente.

Às vezes, por conta da burocracia, ações que já poderiam ter sido concluídas levam uma eternidade e as pessoas que precisam continuam a sofrer, à espera de uma solução para suas vidas.

O que se sabe é que nos acampamentos que foram erguidos desde o ano passado, as condições de vida são subumanas, devido à falta de privacidade, brigas constantes e desvenças com o consumo de drogas, violência. Espera-se que essa situação seja logo regularizada e as pessoas possam tocar suas vidas com dignidade.

Renasce a esperança ...

Olívia de Cássia – jornalista

Diante de tantas notícias ruins no cenário alagoano e no meu caso pessoal, hoje eu gostaria de falar que ainda tenho esperança, apesar de estar arrasada, decepcionada e angustiada com algumas situações da minha vida. Mas sou persistente e igual àquele adágio popular ‘sou brasileiro e não desisto nunca’.

Eu não desisto nunca de lutar (apesar dos infortúnios). De lutar por uma vida melhor, mais salutar e menos atribulada.

Não desisto de querer realizar meus sonhos, desde aqueles mais pueris da infância e da juventude, lá na minha querida terra natal, quando eu acreditava que poderia mudar o mundo com minhas idéias.

É tanta coisa chata e negativa, que às vezes a gente desanima, se entristece e se revolta com a violência cometida diariamente: seja contra as mulheres, as crianças e os jovens, que estão se matando por causa de tolices, seja contra a maldade de algumas pessoas ou a falta de vergonha de algumas autoridades que deveriam dar o exemplo, se portarem como deveriam e administrarem com honestidade.

Descobri há algum tempo que apesar da minha rebeldia da adolescência, radicalismo da juventude e aparente modernidade, que sou um tanto quanto conservadora dos bons hábitos e das coisas boas.

Da mesma forma que na música ‘Como nossos pais’, “nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não”. Descobri que os ensinamentos dos meus pais não foram em vão.

Sou conservadora dos bons hábitos: procuro ser melhor a cada dia, gosto da boa música, do apreciar um pôr de sol à beira da praia ou da lagoa, de ouvir o canto dos pássaros, choro quando ouço uma música que lembra bons momentos e ainda tenho o desejo de viver confortável.

Fico muito feliz quando vejo meus familiares e amigos melhorando na vida, realizando sonhos e galgando degraus. Isso me faz acreditar que posso continuar a perseguir coisas positivas, mesmo que a vida me bata na cara diariamente e me diga que eu perdi mais uma batalha, mesmo que para mim anoiteça mais cedo, mesmo que minhas dores pessoais, às vezes eu acho, sejam maiores.

Às vezes a dor da alma é tanta que dá vontade de gritar socorro para o mundo, pois a minha falta de traquejo nas coisas práticas e pessoais, já o disse em outros momentos, é superior ao que possa parecer.

Tem dias que me sinto incapaz de realizar qualquer coisa, mas uma força interior, de repente, me faz acreditar que vou superar tudo e que minha vida vai melhorar daqui pra frente e que ainda posso acreditar nisso.

Meu amigo Marlon Rossi foi para a final do concurso “O maior imitador do Brasil”, no programa Tudo é Possível, da Rede Record. Fiquei muito contente em ver o Marlon brilhando por lá. Ele merece levar esse prêmio e muito mais. Foi entrevistado hoje num programa da TV Pajuçara, ao meio dia de hoje. Estamos aqui na torcida, boa sorte, Marlon!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Homicídio de mulheres cresce no Nordeste

Espírito Santo tem maior taxa de mortes para cada 100 mil habitantes, enquanto Roraima tem a menor

Fonte: Estadão

A taxa de mulheres assassinadas para cada 100 mil habitantes subiu 59,6% na região Nordeste entre 1998 e 2008, enquanto caiu 30,2% no Sudeste no mesmo período, segundo aponta a pesquisa Mapa da Violência, realizada pelo instituto Sangari.

De acordo com o estudo, publicado pelo Ministério da Justiça, a região Sul teve um aumento de 24,7% na taxa, enquanto o Norte teve alta de 16,9% e o Centro-Oeste, de 1%.
A taxa de mulheres assassinadas em todo o Brasil caiu um ponto percentual em dez anos, passando de 4,3 para cada 100 mil habitantes em 1998 para 4,2 em 2008.

Em números absolutos, houve um aumento nos homicídios de mulheres no Brasil neste período, passando de 3.503 em 1998 para 4.023 em 2008. Em todo este período, foram mortas 41.968 mulheres no país.

O Espírito Santo manteve a posição de Estado brasileiro com maior taxa de homicídios de mulheres para cada 100 mil habitantes: em 2008, a relação ficou em 10,9, contra 11,3 em 1998.

Em segundo lugar, fica Roraima, com 7,7 mulheres mortas para cada 100 mil habitantes em 2008 (em 1998, a taxa era de 9,5).

Roraima é o Estado com menor taxa de mulheres assassinadas, com 2,5 mulheres mortas para cada 100 mil habitantes. Mesmo assim, a taxa apresenta aumento em relação à verificada em 1998, que era de 1,4.

Segundo a pesquisa, o município de Escada (PE) é o que apresenta a maior taxa de homicídios de mulheres no Brasil, com 25,2 mulheres mortas para cada 100 mil habitantes.

O estudo aponta ainda que as armas de fogo são o principal meio utilizado nos homicídios de mulheres no Brasil, sendo usadas em 50,9% dos casos. Em seguida, aparecem os objetos cortantes ou penetrantes (24,6%). BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Vetos do Executivo poderão ser apreciados na terça-feira, afirma Inácio Loiola

Foto: Ascom/Assembleia Legislativa
Fonte: Ascom/ALE

O primeiro secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, deputado Inácio Loiola (PSDB), informou nesta quinta-feira, 28, que a Comissão de Constituição, Justiça e Redação já analisou o veto ao projeto de lei que reajusta os vencimentos dos parlamentares, bem como o projeto que estabelece a exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão no âmbito do Poder Executivo.

Os pareceres, de acordo com Loiola, poderão ser apreciados na sessão ordinária desta terça-feira, 3 de maio.

Após análise dos pareceres, os vetos deverão ser apreciados pelo plenário, o que fará com que a pauta da Casa seja desobstruída, permitindo que os trabalhos do Parlamento voltem à normalidade.

“Estamos analisando os vetos. Acredito que na terça-feira apreciaremos o parecer da Comissão de Constituição e Justiça e, posteriormente, o veto propriamente dito”, informou Loiola.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dia de festa

Olívia de Cássia – jornalista

Neste domingo é dia de festa para todos os trabalhadores: é feriado em homenagem ao Dia do Trabalhador, uma data pautada de significados e que será comemorada com diversas manifestações, na orla da Jatiúca e Ponta Verde, onde ocorrerão todos os eventos, na capital alagoana. Aqui, entidades ligadas aos trabalhadores brasileiros já se preparam para comemorar a data.

No geral, ao longo dos séculos, muitas conquistas foram conseguidas pelos trabalhadores, mas há de se reconhecer que ainda falta muito para as condições ideais de trabalho e salários dignos.

Em anos atrás esse dia era de muitas manifestações, discursos e protestos de muitas categorias e tinha um significado político marcante. A orla da Pajuçara ficava lotada e a festa só terminava à noite.

Este ano, em Maceió, segundo a Central Única dos Trabalhadores – CUT, a manifestação terá a presença de milhares de pessoas representando categorias diversas, em especial os servidores públicos estaduais, que estão em campanha salarial e decretando movimentos grevistas.

Segundo os sindicalistas, o clima entre eles é de profunda revolta, devido ao reajuste de 5,9%, parcelado em duas vezes, apresentado pelo governo, “após quatros anos de salários congelados”.

Os servidores também reclamam da postura da Justiça Alagoana de reprimir os movimentos reivindicatórios, como o do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal), que foi proibido de fazer greve sob pena de pagar uma multa de R$ 10 mil ao dia.

Para a direção da CUT, que organiza as atividades deste domingo, as manifestações podem culminar em uma greve geral dos servidores do Estado. A entidade está convocando todas as demais categorias para apoiarem o funcionalismo.

Sindicatos como o dos Bancários, Sinteal, Sindpol, Sidprev e outros devem participar das atividades com bandeiras e reivindicações específicas de cada categoria.

A concentração será no Posto Sete (Jatiúca), a partir das 9 horas e depois haverá caminhada, com trio elétrico e banda, até a praia de Ponta Verde. Em seguida será realizado um ato público em frente ao Alagoas Iate Clube (antigo Alagoinhas).

Outro evento do 1º de Maio é a V Corrida do Trabalhador. Ela acontece paralelamente às atividades de mobilização, com as pessoas que se inscreveram para a prova.

Segundo os historiadores, no Brasil, o 1º de maio é feriado desde 1925, quando o presidente Artur Bernardes baixou um decreto instituindo a data como feriado nacional, mas a primeira celebração desse dia de que se tem registro ocorreu em Santos, em 1895, por iniciativa do Centro Socialista.

Era costume no País que os governos anunciassem neste dia conquistas para os trabalhadores como o aumento do salário mínimo. Outro ponto muito importante atribuído ao Dia do Trabalhador foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, em 1º de maio de 1943.

Nos oito anos do governo Lula os trabalhadores brasileiros tiveram muito a comemorar: entre as inúmeras conquistas, enumera-se a redução do desemprego e o aumento do poder de compra do salário mínimo, acentuado agora nos primeiros meses do governo da presidenta Dilma Roussef.

Segundo os especialistas, os primeiros dias do governo Dilma foram marcados por sinais claros de mudança de atitude da presidente em relação ao governo anterior, principalmente na agência da política internacional.

Muitos setores da oposição esperavam que Dilma fosse governar na sombra do ex-presidente Lula e que não teria identidade própria. Enganaram-se e reconhecem que ela tem sua maneira de governar e vem mostrando que segue os princípios do governo Lula e de seu partido, mas que tem seu modo de comandar o País. Salve o Dia do Trabalhador!

Melhora estado de saúde do promotor Tácito Yuri

Uma notícia boa, diante de tantas coisas ruins que estão acontecendo em nosso Estado, é a melhora do estado de saúde do promotor de Justiça Tácito Yuri, da comarca de União dos Palmares. Tácito continua internado no Hospital do Coração em São Paulo, mas foi transferido da UTI para o quarto.

Segundo os médicos que o acompanham, há uma evolução favorável no seu quadro de saúde, principalmente porque conseguiu sair do coma – depois se sofrer um infarto e desenvolver uma doença grave e rara –, o que é considerado um avanço muito importante.

Tácito Yuri deverá ainda passar por um longo período de recuperação, com sessões diárias de fisioterapia, mas o prognóstico já é favorável. Nós palmarinos que acompanhamos o trabalho do doutor Tácito, sem dúvida estamos na torcida para que ele se recupere logo e volte ao batente. Saúde! (Com informações do blog do Ricardo Mota, site Tudo na Hora)

Com a pauta trancada, sessão da ALE foi só de discurso

Olívia de Cássia – jornalista
Texto e foto

Sem a Ordem do Dia e com a pauta trancada, sessão da Assembleia Legislativa desta terça-feira, 26, foi apenas de discursos. Vários deputados aproveitaram a tarde para fazer cobranças.

O deputado Dudu Hollanda (PMN) fez uso da palavra e utilizou a tribuna para falar sobre o crescimento da violência em Alagoas. Ele disse que assim que os vetos do governo forem votados, vai apresentar requerimento propondo a realização de uma sessão pública, a ser realizada no próximo mês de maio, com o objetivo de debater opções no sentido de combater a criminalidade.

Hollanda disse que em seu requerimento vai convidar o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, para que ele fale da experiência das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) e do que vem sendo aplicado naquele Estado a respeito da segurança.

Também na sessão de ontem, Dudu Holanda falou sobre sua saída do partido, observando que passou a fazer parte do recém-criado PSD.

"Recebi a visita de uma pessoa, com quem não tenho muita aproximação política, que me falou que eu seria o próximo presidente do partido. Entrei em contato com o presidente do PMN, o ex-deputado federal Francisco Tenório, que me disse que a informação não procedia. Estranhei aquilo, o que me ajudou a deixar a legenda", revelou o deputado, agradecendo o apoio que recebera durante os três anos em que esteve filiado ao PMN.

SUBDELEGACIAS

O deputado Jeferson MoraIs (DEM) sugeriu a retomada de subdelegacias nos bairros de Maceió. "Hoje, o cidadão que é roubado no Village Campestre, no Tabuleiro, precisa se deslocar até o Prado para, na Central de Polícia, prestar queixa", criticou o deputado.

Já o deputado Luiz Dantas (PMDB) requereu a instalação, em Viçosa, de uma universidade rural, com o intuito de capacitar jovens que apostam na agricultura e/ou pecuária como meio de vida. Dantas foi aparteado por vários deputados que se mostraram favoráveis à criação da UR.

JUDSON COBRA CELERIDADE DA MESA DIRETORA

O deputado Judson Cabral (PT) cobrou celeridade à Mesa Diretora com relação à votação dos governo do Estado, sobre o reajuste dos salários dos deputados, que se aprovados aumentarão em mais de 100% sobre os R$ 9,6 mil que recebem mensalmente. Para o petista, não haveria justificativa, já que o quórum da sessão desta terça foi de 20 deputados.

Judson também prestou solidariedade aos trabalhadores da Educação em Alagoas, já que a Justiça decretou ilegal, antecipadamente, a possível greve dos servidores estaduais - já que a categoria havia anunciado assembleia geral, com indicativo de paralisação, para a próxima segunda-feira (02 de maio). Ele destacou a necessidade de o governador Teotonio Vilela (PSDB) não se limitar à aplicação do piso nacional do magistério, cuja implantação é fruto de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

O deputado Ronaldo Medeiros (PT) também utilizou a tribuna para externar sua preocupação para com o Plano de Cargos e Carreira (PCC) dos servidores da Assembleia. "Tive conhecimento de que esta Casa possui mais de um mil servidores efetivos, mas somente cerca de duzentos é que de fato trabalham. Espero que, com o PCC, os que realmente frequentam a Casa sejam os únicos contemplados", comentou o deputado.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Renato Piaba em “ CARNAVERÃO 2011 ”

A festa começa dia 29 de Abril e vai até o dia 1 de Maio Em Penedo e Maceió



Depois do grande sucesso de sua aparição em Rede Nacional fazendo a transmissão do Carnaval de Salvador, o humorista Renato Piaba está de volta a Alagoas com o espetáculo “ CarnaVerão 2011 de 29 de Abril a 01 de Maio, passando por Penedo e Maceió.

Renato Piaba, como lhe é peculiar, mostrará casos e situações do cotidiano do Verão e do Carnaval da Bahia que é considerada a maior e mais badalada festa popular do planeta. Renato contará “estórias” hilárias dos frequentadores das praias, camarotes, dos ensaios e as famosas lavagens da Bahia. Piaba fará seu público “mergulhar de cabeça ” nas tendências das músicas, das danças de rua e na curtição dos turistas e gringos, que “acidentalmente ” caem nas malhas dos gozadores de plantão da Bahia.

Como não poderia deixar de ser, Renato Piaba vai usar e abusar de muita irreverência com a criação das suas personagens, como o “ Corno folião ”, “ O ciumento de plantão ”, a “ Periguete ” e muitas outras que fazem o folclore do nosso Verão Carnavalesco. Renato contracena com belíssimas bailarinas, mostrando o suingue da terra em coreografias e evoluções fantásticas.

Sem sombra de dúvidas será um avant-premiére do Carnaval da Bahia, para fazer a platéia delirar de rir, mostrando o Raio-X e o manual da mais quente, mais colorida e descontraída festa do planeta!

É só conferir mais um grande sucesso de Renato Piaba, que tem sempre à mão a fórmula certa para fazer o seu público rir e se divertir.

Está é a quarta vez que Renato Piaba se apresenta em Maceió e a primeira em Penedo.



Acesse o site: www.renatopiaba.com.br



SERVIÇO



PENEDO

Dia 29/04 – Sexta-20h30 – TEATRO SETE DE SETEMBRO

Ingresso Promocional (28/04): R$ 15,00

Informações: (82) 3551-3907 / 9309-6590 / (79) 9972-2214 / 3247-2881

Ponto de venda: Somente no teatro

350 Lugares



MACEIÓ



Dias 30 de Abril e 01 de Maio

Sábado às 21h e Domingo às 20h

Teatro DEODORO

Ingresso antecipado (até o dia 29/04):

R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira)

Meia-Entrada válida para: Estudantes, Professores, Policiais, Comerciários(SESC/SENAI/SESI/SENAC) devidamente identificados.

Informações: (82) 3315-5656 / 5665 / 3235-6950

Pontos de Venda: Stand Viva Alagoas e na Bilheteria do Teatro



Realização:

RD Produções & Eventos Ltda

Ricardo Douglas

(79) 9972-2214 / 3247-2881

rdproducoes@infonet.com.br



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Marlon é show


Promovido pela Rede Record de televisão, o concurso “O maior imitador do Brasil” teve estréia em Dezembro de 2010, e entre os finalistas Marlon Rossy que também atua como cantor e imitador.

Entre participantes de todo Brasil, o concurso consiste em eleger o artista que melhor possa representar atuar e convencer os telespectadores do seu desempenho como imitador de outros artistas já renomados. Todos os participantes terão seus trabalhos avaliados por um júri composto por humoristas.

“Participar de concursos como esse é uma grande oportunidade,” destacou Rossy. O concurso abrangeu cerca de 1.500 inscritos, foram 60 selecionados para participarem do Programa, e na fase atual, apresenta 10 finalistas. Marlon Rossy está entre os 10 maiores imitadores do Brasil.

MARLON ROSSY – atua como imitador de vários artistas do Brasil há mais de 10 anos. Iniciou sua carreira em Bandas de Baile como tecladista e acompanhando alguns cantores. Neste período desenvolveu uma técnica vocal na qual conseguia imitar as vozes de cantores como: Reginaldo Rossi e Agnaldo Timóteo, apresentando seus trejeitos e suas peculiaridades.

Em 1996, iniciou carreira solo onde nasceu um novo conceito em Show Musical, e atualmente encontra-se com espetáculo “UM SHOW COMO VOCÊ NUNCA “RIU”, viajando por todo o Brasil e levando a sua alegria e irreverência ao público.

O ontem e o hoje ...

Olívia de Cássia – jornalista

Ontem revi o meu amor. Amor que não dimensiona o valor de um sentimento profundo, antigo. O coração bateu forte de novo. Não posso me deixar levar por esse sentimento invasivo que me toma por inteira, me tira a capacidade de raciocínio, a sensatez e muitas vezes a razão.

Nesses momentos não existe bom senso dentro da gente. Nos meus doces devaneios tolos fico pensando em mil e uma possibilidades de vida, mas até em sonhos alguma coisa nos afasta, me embaça a memória, indefine essa situação. Mas que situação ? Não existe situação.

Hoje é quinta-feira santa, as famílias se preparam para almoços de confraternização. Eu estou só. Mais um ano de luta, mais um ano de dificuldades, de esperança. Não posso perder a esperança de uma vida melhor e mais amena.

Tenho muita ‘culpa no cartório’ como se diz à boca miúda. Tudo o que vivo, o que sou, o que sinto são resultados das minhas próprias escolhas. A gente é o que é e pronto. Se o mundo inteiro me critica pelas minhas tolices, deixa o mundo me criticar, há espaços para todos: os espertos, os ingênuos e puros de coração.

O mundo é muito implacável para aqueles que são mais frágeis. Cada experiência na vida é um aprendizado. Na maioria das vezes eu ajo por impulso nas minhas atitudes e como resultado dessa precipitação, eu me prejudico na vida prática.

Às vezes, eu não me porto como uma pessoa madura, mas essa maneira do meu agir, muitas vezes está provado que é para omitir ou não revelar o que me vai no coração cheio de sentimentos, mas isso é involuntário.

Eu acho que já desperdicei muito tempo, oportunidades únicas que a gente só percebe depois. A vida não se passa como uma novela, peça de ficção, é fato real. A gente não tem todas as oportunidades do mundo; muitas vezes quando tem ou não sabe aproveitar, ou não dimensiona sua importância.

Amo a fotografia porque a gente pode congelar o instante e mais tarde pode revivê-lo naquele espaço. É memória pura. Quantas memórias eu tive que guardar de mim e dos outros? A realidade é cética, não tem muito mistério, é cristalina. Não posso voltar no tempo. “O tempo é o senhor da razão”.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Noite insone


Olívia de Cássia – jornalista

Toda noite é assim: insone e de muitas lembranças; durmo tarde. Um dia alguém me disse que quem ‘vive de passado é museu’, por conta do meu jeito de ser amolecida e saudosa. Pois então, ultimamente eu tenho vivido desse passado, talvez pela falta de um presente mais consistente. Um passado cheio de pequenas histórias, de muitas e queridas lembranças.

As coisas tristes que me fizeram sofrer eu confesso que gostaria de esquecer, trancar de cadeado no baú da minha memória ou deletar de vez do meu pensamento, não quero sentir rancor de nada, nem de ninguém. Mas a gente não passa impune na vida e não dá, simplesmente para ignorar tudo o que vivemos.

Cada música que escuto; cada detalhe da minha vida, cada parte da minha história. Não dá para ignorar que sou fruto hoje desse passado vivido. Sou uma mulher que não tem medo de me revelar por inteira, que não tem vergonha do seu passado nem da sua vida.

Tudo o que eu fiz foi pensando em ser feliz, em realizar meus sonhos e expectativas. Sempre acreditei nas pessoas, fui tola, supervalorizei quem não merecia, amei mais do que deveria; detalhes que me fizeram mais carente e mais frágil.

São essas e tantas outras lembranças que povoam minha mente, todas as noites, quando chego do trabalho, com a cabeça cheia de informações e muita adrenalina no corpo. Demora muito para que eu consiga sossegar, relaxar e dormir.

É no meu travesseiro, ouvindo o rádio do celular, que penso em tanta coisa para dizer e que só consigo verbalizar na escrita. Sou travada mesmo para a palestra e o microfone, não tem jeito. As palavras fogem quando penso em ligar e dizer: ‘Peraí, temos um assunto pendente há quase dez anos’.

Mas quando estou diante do outro eu me calo. Não consigo dizer nada do que eu queria e teria planejado dizer e só escuto muito mais do que falo. Por que eu sou assim, não sei dizer.

Cada um é o que é e não adianta questionar a razão. O tempo passou, envelheci e continuo a ser a mesma pessoa de quando era adolescente e jovem, de coração tolo, cheio de ponderações diante dos erros dos outros e às vezes intransigente diante de meus próprios erros. Por que é que é que a gente é assim?

Sou um poço de contradições, de sentimentos desencontrados, ora amargurada, ora cheia de saudade, de perdão e de vontades....

A Semana Santa ...

Olívia de Cássia – jornalista

Nesta sexta-feira, 21 de abril, é Dia da Paixão de Cristo. Para a nossa família, quando éramos crianças, essa era uma data muito triste, mas em compensação tínhamos como recompensa a toda aquela tristeza, as comidas que a minha mãe fazia nessa época do ano.

Meus pais e meus avós jejuavam na Semana Santa e nos dias normais comiam carne de segunda a quinta-feira, na sexta não podia e voltava a comer no sábado. Era tradição e ainda hoje muitas pessoas católicas ainda seguem esse ritual.

Na Semana Santa, da quarta até a sexta-feira, os nossos almoços lá em casa eram regados a muita comida no coco, peixe, bacalhau, sururu e outras delícias; de sobremesa e para o café mamãe fazia bolos diversos, pés-de-moleques, cocada e tanta coisa gostosa que a gente se fartava.

Os rituais da Igreja eram sempre seguidos pela minha família e na Sexta-feira da Paixão nós acompanhávamos nossos pais na procissão do Senhor Morto, numa tristeza contrita e profunda, depois íamos à igreja beijar o Cristo.

Quando morávamos na Rua da Ponte, seu Antônio Timóteo passava a manhã inteira reproduzindo na vitrola antiga, em disco de vinil, a via crucis da Paixão de Cristo, em volume bem alto e quase toda a rua escutava.

Era a história triste do filho de Deus que veio ao mundo para salvar a humanidade. E, na minha ingenuidade de menina, já me revoltava com a maldade do mundo. Me perguntava como era que aquelas pessoas tinham feito o Cristo sofrer tanto e ele tinha sido tão bom e tão fraterno.

Aquela história era tão triste que sempre me levava às lágrimas e quando fiquei mocinha e fomos morar na Tavares Bastos ia ver a Paixão de Cristo no cinema de seu Armando, mas era filme mudo em preto-e-branco e as cenas eram apenas fotografias estáticas, com legendas.

Também lembro que tinha o filme ‘Marcelino Pão e Vinho’; que eu me lembre foi o único que o meu pai foi e levou toda a família, eu era muito criança, mas lembro que a história era um enredo religioso.

Na Sexta-feira Santa, era dia de ir pedir a bênção aos nossos padrinhos de batismo; no meu caso, padrinho Durval Vieira e madrinha Nenzinha. Ele ia me buscar todo fim de semana para andar de jipe e eu ficava feliz com aquela atitude do meu querido padrinho. Nessa época do ano o ritual se repetia.

Meu padrinho mandava represar o açude da sua fazenda Sete Léguas e eu e Luciana (sobrinha de madrinha Nenzinha) nos metíamos naquela água, para observar de perto a pescaria. Era uma festa para mim tudo aquilo, além das muitas frutas que comíamos no sítio.

Apesar da tristeza da data eu ficava eufórica porque, além das comidas gostosas, sabia que minha mãe não ia nos bater se fizéssemos algum mal feito. Segundo a crença da época, não era dia de bater nem de maltratar ninguém: nem gente nem animal, em respeito ao Cristo morto e crucificado.

Essa regra lá em casa só foi quebrada quando fiquei adolescente e adulta, quando eu já estava de namoro com meu ex-companheiro e minha mãe foi até a Avenida Monsenhor Clóvis à minha procura, com a finalidade de me pegar no flagra e me bater, inconformada com aquele relacionamento. E apanhei muito nesse dia quando cheguei em casa.

São essas as minhas pequenas lembranças da Semana Santa de tantos anos passados.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Lá vem o trem ...

Olívia de Cássia – jornalista

Da varanda de casa miro o pátio da Estação Ferroviária; daqui a pouco vai passar o trem, que já está com os dias contados. Será substituído pelo Veículo Leve sobre Trilhos o VLT ou Veletê, como o gente diz na Tribuna Independente.

O trem, da maneira como ainda vem sendo usado, já não desperta tanto o interesse da população para o deslocamento, apesar de ser um transporte barato. A estrutura é velha, sem segurança e precisa mesmo ser atualizado, com urgência.

Para quem alcançou o auge desse tipo de transporte, até a década de 70 e início dos anos 80 do século XX, em Alagoas, era o principal meio de locomoção da maior parte da população.

Pra a gente viajar de União dos Palmares até Maceió, a principal via de acesso de carro ou ônibus era pela Rua da Ponte, passando em frente da entrada da Fazenda Jurema e seguia adiante. As estradas esburacadas e de barro, as pontes eram muito perigosas e de madeira e dessa forma, andar de trem era mais seguro e vantajoso.

O percurso de trem demorava cerca de quatro horas, de Maceió a União e vice versa. Da capital até a Terra da Liberdade o trem passava por várias estações: Bebedouro, Satuba, Fernão Velho, Lourenço, Murici, Branquinha e União. De lá seguia em frente até o Estado de Pernambuco.

Andar de trem era uma saborosa aventura. Revíamos paisagens, pessoas de classes diversas e vendedores aproveitavam para vender seus produtos. Nessas aventuras das viagens de trem era quando a gente saboreava as guloseimas mais gostosas: picolé da Gut Gut, uvas passas e maças (que naquela época só vendia na festa da padroeira), tareco, pirolito em forma de cone e biscoito Weifer.

Só quem vivenciou essa época entende o sabor que as viagens de trem possuíam. Saindo de Maceió avistava-se a Lagoa Mundaú, passava-se na estação de Bebedouro, onde muitas mocinhas da época estudavam internas no Colégio Bom Conselho, e o trem seguia adiante para Fernão Velho, onde os pratos de sururu eram oferecidos aos viajantes. Um verdadeiro mix de produtos variados.

O trem seguia em frente percorrendo canaviais, passando por povoados e os passageiros aproveitavam o longo percurso para conversar ou dormir, só acordando quando passava o ‘homem das passagens’ que pegava os bilhetes e perfurava em vários locais, com uma espécie de grampeador.

No trem também tinha restaurante para os grandes percursos, além dos ambulantes que embarcavam para vender de tudo. Com a construção das estradas, acentuada no meio da década de 70 do século passado, as viagens de trem foram minguando, decaindo e tornando-se sem muita segurança, pela falta de manutenção de sua estrutura.

Espero que o percurso do VLT se amplie pelo interior e a gente possa rever paisagens tão belas quanto as que víamos antes.

Cantora com raízes palmarinas lançará disco em Brasília



A capital federal, berço da mistura cultural de um país, desperta um novo nome na Música Popular Brasileira, Ana Reis é a mais nova voz do Samba Brasiliense, ritmo musical nascido em terras cariocas, tem ramificações por todas as regiões do Brasil.

Filha do palmarino Sebastião de Lucena Sarmento e da mineira Mariângela Reis Sarmento, Ana Reis nasceu em Brasília e desde a infância é apaixonada pela música, sendo presenteada quando criança com um piano. Ana foi membro de um coral chamado Laugi, tendo uma infância e juventude despertada pelo meio artístico musical.

Em janeiro de 2007, Ana Reis veio se apresentar no Projeto Viola Enluarada em União dos Palmares-Alagoas, cidade essa escolhida por Ana para curtir suas férias.
Há anos na carreira musical a cantora e compositora formada em Farmácia pela Universidade de Brasília (UnB), irá lançar o seu primeiro disco que reúne doze músicas (maioria de sua autoria), trazendo aos amantes da boa música, um ritmo gostoso de curtir e que tem tudo a ver com a rica cultura brasileira.

Com o título “Quisera Eu”, o primeiro sonho real de Ana Reis está sendo concretizado. Com dedicatória especial à sua família, Ana expressa a forma de agradecimento a quem a apoiou ao longo destes anos.

O orgulho da família Sarmento que tem uma ascensão no meio artístico é visível nos olhos da ex-vereadora por União, Genisete de Lucena Sarmento, que como uma “tia coruja”, trouxe a esta cidade a novidade do lançamento do trabalho da sobrinha, que em suas palavras espera ser um sucesso nacional.

O lançamento oficial do disco “Quisera Eu” está marcado para o dia 30 de abril no Clube do Choro em Brasília, Distrito Federal e tem a produção e direção do músico João Ferreira e foi gravado e mixado em Brasília entre janeiro e agosto de 2010.
Quem vai? Pergunta um link de sua rede social chamada myspace, reforçando o convite numa estrofe do seu próprio disco, onde diz: “Venha nos iluminar; vem dizer quem tem razão; venha nos aconselhar; vem guiar meu coração”.

Autor: João Paulo Farias de Oliveira

O pensamento vai longe ...


Olívia de Cássia – jornalista

O pensamento leva a gente a fazer muitas viagens e também a cometer loucuras, às vezes. É em pensamento que eu posso desejar que o impossível ou o ’quase impossível’ aconteça na minha vida. Quando as coisas já não dependem de nós e da nossa vontade, só nos resta apelar para a criatividade da nossa imaginação ou então para as orações aos santos protetores, é o jeito.

Mas se determinada situação dependesse dos meus sonhos e orações, hoje talvez eu pudesse afirmar que seria uma pessoa feliz, realizada e cheia de vitalidade. A gente não domina o pensamento e quando menos esperamos, já estamos de novo viajando...

Todos nós cometemos erros na vida, mas essas falhas que a gente comete vão fazendo com que aprendamos, nos servem de lição para ocasiões futuras. Às vezes a gente nem amadurece e nem aprende, mas é preciso que saibamos reconhecer os erros dos outros e perdoá-los também.

Eu gostaria e seria muito feliz se tivesse sido perdoada pelas faltas que cometi no passado, para me redimir diante da vida. Sinto que não fui perdoada ainda, por quem eu gostaria que fosse e é isso que me incomoda; sempre que há oportunidade eu sou alertada do erro que cometi.

É difícil sufocar um sentimento. Dá vontade de gritar para si, para o mundo e para quem foi magoado: ‘ Me perdoa pelo engano, pela falha que eu cometi’. Em pensamentos a gente pode tornar uma situação mais suave ou mais séria, dependendo do nosso estado de espírito.

Às vezes nós damos ouvido demais ao que os outros dizem, às fofocas. Nós nos influenciamos e nos enredamos de tal forma nos boatos, que esquecemos de praticar o diálogo com a outra pessoa envolvida e destruímos a nossa convivência por falta de um diálogo mais sincero; as consequências vêm logo em seguida.

Passei o fim de semana pensando na minha vida pessoal, profissional, na minha saúde e em outros detalhes mais. Talvez eu pudesse ter evitado a metade da tempestade que se abateu sobre ela e pudesse ter contornado para que tudo tivesse sido apenas uma chuva forte seguida de uma calmaria, ao invés do tsunami que foi.

Mas isso tudo são águas do passado, pensamentos que me ocorrem na falta de ocupação de um fim de noite de Domingo de Ramos tão diferente de tempos atrás. Antigamente essa época do ano era seguida de muitas orações. Meus pais seguiam à risca todos os ritos da igreja, acho que foram mais felizes que eu.

Eu nem soube o que foi religiosidade nesse fim de semana. Talvez esteja me faltando um pouco disso, embora eu não esqueça as minhas orações diárias, mesmo que ao meu modo de fazê-lo. A gente se dispersa tanto diante da roda viva da vida que acaba se distanciando das obrigações da religião.

Tem gente que tem o dom da palavra, mesmo que não tenha estudado bastante para isso. Uma simples frase dita, tem a capacidade de revelar todo sentimento de revolta interior, de visão de mundo, de poder ou de fazer com que você se sinta mais culpada ou mais consciente de seu engano.

Por que acontecem tantos desencontros na vida? Descaminhos esses que poderiam ter sido evitados. Eu estou tão confusa, tão insegura e tão frágil, que todos esses pensamentos estão me levando a ter uma culpa maior do que aquela que por acaso eu tive. De vítima de uma situação já estou até me sentindo a vilã da história.

Pensamentos e palavras que levam a me imaginar assim tão fora de foco, indefesa e sem decisão. A saudade doi. Doi tanto que chega a ser uma dor física. Saudade de um tempo que talvez eu não tenha sabido conduzir com mais maturidade.

O orgulho às vezes nos torna arrogantes e nos faz acreditar que somos os donos da verdade absoluta. Cada um tem a sua verdade. Todos aqueles conceitos que adquiri sobre verdade, feminismo, liberdade, coletividade x individualismo e o politicamente correto, avalio nesse instante de devaneios meus que não me serviram de muita coisa no momento em que mais precisei. Talvez eu esteja me contradizendo agora e nem sei mais o que digo nesse momento de solidão, de vazio e de saudade.

sábado, 16 de abril de 2011

Não sei ...

Olívia de Cássia – jornalista

Não sei porquê me impaciento e me angustio se eu tenho consciência de que não posso resolver todos os meus problemas e situações adversas. Às vezes me acho incompetente para isso. Dizem que para o que não tem remédio, remediado está. Sabedoria dos antigos que a gente deveria adotar sem sofrimentos. Parece frase feita, mas não é.

Impaciento-me por conta de algo que não vou conseguir alcançar de volta. É passado, passou. Nos séculos antigos ser romântico era uma qualidade. Muitos herois e heroínas sucumbiram por causa de questões amorosas e mal resolvidas.

O tempo voou, a moda do romantismo se foi, não sei se para o bem ou para o mal, mas para os sentimentos os modismos não contam. Vivemos atualmente numa sociedade de consumo, sexista, materialista, onde os sentimentos mais delicados são encarados como fraqueza.

Tem dias que me sinto fragilizada, de outro mundo, me acho incapacitada para a praticidade da vida, não acredito mais no amor, no entanto, quando me vêm esses pensamentos quiméricos, me ponho a pensar nesse sentimento exagerado meu que tanto já me fez sofrer.

Não quero voltar a pensar nisso de novo, não quero reviver tudo aquilo. Mas quem foi que disse que para a gente amar e ser feliz um dia tem que sofrer? Isso é teoria ultrapassada, não quero pensar mais nisso.

Eu quero é me libertar de vez desse sentimento. Não tem nada melhor do que a liberdade de ser livre. Mas o que fazer com a liberdade de ser livre, se às vezes não sei o que fazer com ela? São tantas as confusões da minha mente nesse instante de agora! Cadê a minha juventude? Cadê a minha vida?

Para desfrutar desse momento livre de escolha eu precisaria do frescor da juventude, da vitalidade que os anos já levaram. São apenas desabafos esses que escrevo agora. Desabafos que escrevo nas primeiras horas desse sábado, 16, sem sono, de muito calor e de impaciência. Não sei o que fazer.

‘Cada um sabe onde o calo mais aperta’. O meu me aperta na parte mais sensível do corpo: o bolso. E assim, nessas minhas digressões, eu vou formulando pensamentos. Vejo-me viajando, conhecendo paisagens, fotografando detalhes, me deliciando com aquele instante vivido. Instantâneos , profundos, inesquecíveis como as coisas boas que a gente vive e ficam para sempre na nossa memória.

Em outro momento daminha vida eu descrevi sentimentos, conceitos e beleza para quem nunca soube entender o que se passava na minha cabeça e no meu coraçãozinho amolecido, carente de afetividade. Revelei meus sentimentos mais profundos, inconfessáveis...

Foram tantas as minhas loucas verdades, insuficientes para amolecer uma atitude agressiva e de abandono. Não sei explicar nem para mim por qual motivo certas lembranças ainda me incomodam tanto.

Relembro a infância inocente, a adolescência complicada, de incertezas e rebeldias,muitas vezes sem causas, em União dos Palmares e uma juventude cheia de vontade de vencer, de crescer, de ser alguém, de aprendizado e de muita vivência.

Diante de todo esse sentimento, existem vidas que passaram por ele. Vidas que se foram, se perderam na roda viva da vida. Cada um de nós tem uma história, mais ou menos interessante que a do outro. Mas é vida latente.

Palavras que vão e que procuram descrever um sentimento de aflição, de necessidade espiritual e física, tão vivas que chegam a doer no fundo da minha alma carente, às vezes descrente, mais com o desejo de vencer os obstáculos. Ainda há vida dentro de mim. Vida que teima, que luta e quer construir um mundo mais afetuoso e despojado de sentimentos mesquinhos.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Jornalistas votam segunda-feira contraproposta salarial das empresas

O Sindicato dos Jornalistas de Alagoas convoca todos os jornalistas de sua base para uma assembléia geral na próxima segunda-feira, dia 18/04/2011, às 20 horas, na sede da entidade, para discutir e deliberar sobre a contraproposta das empresas de comunicação à Convenção Coletiva de Trabalho 2011/2012, conforme descrita abaixo:

REAJUSTE SALARIAL: reposição da inflação acumulada (INPC-IBGE) entre maio de 2010 e abril de 2011 (doze meses)

AUMENTO REAL: negado

REAJUSTE DO AUXÍLIO CRECHE: está garantido o índice da inflação acumulada entre maio de 2010 e abril de 2011. As empresas ficaram de responder na terça-feira se concederão algo mais. A reivindicação dos jornalistas é um auxílio creche de R$ 150,00. Atualmente é R$ 112,00.

REAJUSTE DAS DIÁRIAS: será pelo índice da inflação acumulada entre maio de 2010 e abril de 2011.

CREDENCIAIS DO FUTEBOL: As empresas concordam em adquirir junto à ACDA, com pagamento da anuidade, carteiras para os jornalistas utilizarem na cobertura dos jogos.

DIREITO AUTORAL (gratificação de 60% pelo uso da produção do jornalista em mais de um veículo de comunicação do mesmo grupo): negado

OBS: ficam mantidas as demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho em vigor

A contraproposta patronal foi apresentada nesta sexta-feira (15), durante negociação na Superintendência Regional do Trabalho (SRT). O Sindicato volta a sentar com os representantes das empresas na próxima terça (19/4), também na SRT, quando apresentará o resultado da assembléia dos jornalistas.

Fonte: SINDJORNAL

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Revivendo a infância...



Na Rua da Ponte: meus irmãos Paulinho e Petrúcio, eu e Dob, nosso cão da infância...

Treze anos se passaram...

Olívia de Cássia – jornalista

No dia 12 de abril completou 13 anos da morte do meu querido pai. Treze anos se passaram; o tempo ‘anda’ muito rápido e a gente nem percebe o que vai ficando para trás. As lembranças são muitas.

Eu e meu pai tínhamos uma sintonia muito forte; interiormente éramos muito parecidos, apesar da diferença de idade. Ele era mais idealista, mais sonhador que a minha mãe. Apesar da simplicidade dele, nós nos entendíamos melhor nos nossos gostos e afinidades.

Foi em 12 de abril de 1998 que recebi a notícia do falecimento de seu João. Meu pai ficou inválido durante 14 anos, sem ir para a missa, sem fazer os seus passeios à Pracinha do Cinema, sem ir no viaduto, coisas que gostava muito de fazer.

Apesar de sabermos que ele estava muito fraquinho, por conta das complicações provocadas pela ataxia, recebi a notícia com muita tristeza. Ia embora com meu pai outra parte de mim, a parte melhor.

Com a morte do meu pai eu perdi um grande amigo, perdi o meu porto seguro, a possibilidade de uma vida melhor e mais confortável.

O mês de abril é sempre de muitas lembranças para mim. No dia 16 papai completaria 89 anos e no dia 20, minha mãe faria 86. Sinto um grande vazio com a ausência deles em minha vida. Às vezes paro para pensar em como seria bom ainda tê-los por perto, pedir uma orientação, um conselho, um apoio, mas isso não pode mais ser feito.

Nem meu pai nem minha mãe estão mais na nossa antiga casa, a 35 da Tavares Bastos, em União dos Palmares, mas ficaram os ensinamentos e os valores que eles nos passaram. Isso não vai morrer nunca.

Tudo se transformou com a morte dos meus pais. Fiquei mais desprotegida, mais frágil, mais sensível e mais vulnerável. Tudo de mais importante na minha vida eu vivi com a presença de meus pais.

A educação que deram aos filhos, os exemplos de honestidade, religiosidade e de como a gente devia proceder na vida foram os maiores tesouros que deixaram, um legado que nunca vai ser esquecido.

Tem dois meses que não vou a União dos Palmares para matar minha saudade, sinto falta de lá. Se pudesse já teria um cantinho só meu, mas hoje eu quero deixar aqui uma homenagem para meu pai, agradecer mais uma vez por tudo e desejar que esteja em paz onde estiver.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Assembleia cria Comissão Parlamentar de Inquérito

Fonte: Gazetaweb - com Bruno Soriano

A Assembleia Legislativa de Alagoas criou, nesta quinta-feira (14), mais uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), desta feita para investigar denúncias acerca de deficiências relacionadas ao serviço ofertado pela operadora de telefonia TIM.

De acordo com o vice-presidente do Legislativo e que presidiu os trabalhos desta quarta (13), deputado Antônio Albuquerque (PTdoB), os nomes dos parlamentares que terão a responsabilidade de buscar respostas às constantes reclamações de usuários serão publicados na edição desta quinta do Diário Oficial do Estado.

A comissão será formada pelos deputados Ricardo Nezinho (PTdoB), Sérgio Toledo (PDT) Gilvan Barros (PSDB), Ronaldo Medeiros (PT) e Dudu Hollanda (PMN), com Luiz Dantas (PMDB) e Jota Cavalcante (PDT) como suplentes. A iniciativa foi fruto de requerimento apresentado pelo deputado Ricardo Nezinho e aprovado à unanimidade dos votos em sessão plenária.

A semana na ALE

Olívia de Cássia - jornalista
(Texto e foto)

A semana legislativa na Casa de Tavares Bastos começou ontem sem votação e com algumas falas polêmicas. Na tarde de hoje o tema foi o prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), que ultimamente está na berlinda sendo alvo de muitas críticas na imprensa, desde que foi iniciado o debate na Câmara de Vereadores a questão do Lixão.

O deputado estadual Dudu Holanda (PMN) usou a tribuna da Assembleia hoje para fazer alguns questionamentos sobre segurança pública e aproveitou para ‘elogiar e exaltar’ Almeida.

Holanda relatou que Cícero Almeida foi o melhor prefeito que Maceió poderia desejar e por onde se olha, na capital, se observa melhoria.

“A gestão do prefeito Cícero foi a melhor para a população de Maceió, não há como questionar, desde da época da Câmara de Maceió tenho consciência deste grande feito”, observou.

Já o deputado Jeferson Moraes (DEM), que defendeu a extinção do Conselho de Segurança na sessão de ontem e tem sido um crítico sobre a questão da segurança no Estado, reforçou as declarações de Holanda e aproveitou, ainda, para relatar que o ‘momento’ difícil de Almeida irá passar.

“Ser criticado é completamente normal e o prefeito Cícero Almeida, com certeza, é um bom gestor para a cidade de Maceió. Ele fez muita coisa por Maceió”, disse Moraes.

JUDSON CABRAL

O deputado Judson Cabral (PT) usou a tribuna da Casa de Tavares Bastos na tarde desta quarta-feira, para destacar ter recebido representantes do Fórum em Defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), que lhe externaram a preocupação para com a possibilidade de privatização por meio do projeto de Organizações Sociais de Saúde (OSS).

“Trata-se de uma política de privatização disfarçada de investimento no setor”, alertou o petista, lembrando ainda a importância de projeto de sua autoria e que versa sobre a criação de programa de prevenção dos distúrbios vocais para professores da rede estadual.

MEDEIROS

Já o deputado Ronaldo Medeiros (PT) protocolou ontem um projeto de lei que vai garantir a gratuidade da passagem em ônibus intermunicipais, no âmbito de Alagoas, para idosos a partir de 60 anos de idade.

Segundo ele, o projeto de lei “vem corrigir a lacuna da Lei Federal (Estatuto do Idoso), que não garante esse direito para os usuários de transportes intermunicipais, se restringindo aos maiores de 65 anos que usam o transporte interestadual”.

Além disso, o petista argumenta que essa lei vai beneficiar mais de 300 mil pessoas já que segundo os últimos dados do IBGE, a população com idade maior de 60 anos representa 321 mil pessoas, ou seja, 10 % dos Alagoanos são idosos.

“Destes, 24,9% ganha até ½ salário mínimo, 49,76% ganha entre ½ e um salário mínimo, 15,2% ganha entre um a dois salários mínimos e apenas 8% ganham mais que dois salários mínimos”, observa o petista.

HISTÓRICO

A Lei prevê que nos ônibus intermunicipais, sejam reservados 10% dos assentos para os idosos, e se o número exceder seja concedido um desconto de 50% no valor da passagem para os demais, devidamente identificados, que deverão apresentar documentos que comprovem a idade, bem como que sua renda seja igual ou inferior a dois salários mínimos.

Veto ao diploma tem votação adiada

Jornalistas mantêm vigília na Assembléia, hoje e amanhã

Foi adiada para esta quarta ou quinta-feira a apreciação do veto ao projeto de lei 643/2010, que estabelece a exigência de diploma para a contratação de jornalistas no Estado.

O motivo, segundo a Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, é a existência de outro veto na Casa, que tem prioridade de votação e está trancando a pauta. Os deputados buscam entendimento para votar ambos em uma mesma sessão, o que deve acontecer ainda esta semana.

Diversos profissionais e estudantes de jornalismo, liderados pelo Sindicato dos Jornalistas e diretórios acadêmicos, compareceram à Assembléia nesta terça-feira para conversar mais uma vez com os parlamentares e acompanhar a votação da matéria.

Durante os contatos, deputados voltaram a defender o projeto de exigência do diploma, garantindo que vão votar contra o veto do governo. Jornalistas e estudantes ficaram de voltar ao Legislativo nesta quarta e quinta-feira, para acompanhar de perto o desfecho do processo.

Diretores do Sindjornal e outros profissionais presentes à Assembléia Legislativa foram recebidos pelo presidente da Casa, deputado Fernando Toledo, que procurou tranqüilizar a categoria.

Segundo ele, a derrubada do veto "é líquida e certa", devendo acontecer nos próximos dois dias.


Fonte: Sindjornal

segunda-feira, 11 de abril de 2011

ALE realiza sessão sobre o Dia do Índio

No próximo dia 18, segunda-feira, a Assembleia Legislativa realiza sessão especial, às 15h, para debater as questões enfrentadas pelos povos indígenas alagoanos e por conta da passagem do Dia do Índio, celebrado no dia 19 de abril. A audiência pública é de autoria do deputado estadual Judson Cabral (PT), em parceria com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Meio ambiente

Está tramitando nas comissões temáticas da Assembleia Legislativa um projeto de lei de autoria do deputado João Henrique Caldas (PTN), que dispõe sobre o uso de sacolas plásticas biodegradáveis em estabelecimentos comerciais de todo o território alagoano. JHC justifica a iniciativa alegando que as tradicionais sacolas plásticas utilizadas fartamente pelos comerciantes “são de difícil degradação pela natureza, podendo levar, aproximadamente, 500 anos para se decompor no meio ambiente”.

Resíduos sólidos

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal realiza audiência pública nesta terça-feira (12) para debater o Decreto 7.404/10, que regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10).

O projeto que deu origem à lei foi aprovado pela Câmara em março do ano passado, após 19 anos de debates. A lei foi regulamentada em dezembro pelo Poder Executivo.

A lei impõe obrigações a governos, a empresários e a cidadãos a respeito do gerenciamento do lixo e de materiais recicláveis, priorizando a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.

Os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes terão de investir para colocar no mercado artigos recicláveis e que gerem a menor quantidade possível de resíduos sólidos. O mesmo se aplica às embalagens.

Braile

Em discurso nesta segunda-feira (11) no Plenário, o senador Paulo Paim (PT-RS) destacou a passagem do Dia Nacional do Sistema Braile, comemorado na última sexta-feira (8). De manhã, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), presidida por Paim, havia feito uma sessão de homenagem, com a presença de cerca de 250 deficientes visuais.

Na oportunidade, o senador lembrou que cerca de 2,5 milhões de brasileiros têm deficiência visual, mas somente dez mil estão no mercado de trabalho. Paim pediu que o governo e as empresas privadas contratem mais pessoas deficientes. Ele disse que tem dois funcionários com deficiência visual e adiantou que há uma terceira funcionária cega em processo de contratação.

Banda Larga


A ampliação da banda larga no Brasil volta a ser o destaque do Plenário nas sessões extraordinárias por meio do Projeto de Lei 1481/07, do Executivo. Nas sessões ordinárias, trancadas por 14 medidas provisórias, destaca-se a 514/10, que detalha novas regras para a segunda etapa do programa Minha Casa, Minha Vida.

O PL 1481/07, que está pautado para esta terça-feira (12), permite o uso de recursos do Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações (Fust) para financiar serviços como a internet de banda larga, típicos do regime privado. A prioridade seria para as escolas públicas da zona rural. Atualmente, o fundo pode ser usado para financiar somente a telefonia fixa.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

NOTA DE REPÚDIO AO DEPUTADO FEDERAL JAIR BOLSONARO

A Comissão Nacional dos Jornalistas pela Igualdade Etnicorracial (Conajira) da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudia as declarações racistas e homofóbicas feitas pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), em um veículo de comunicação.

O episódio protagonizado pelo deputado, infelizmente, não é uma gota de água no meio de um oceano. Apenas por ter sido veiculado pela televisão ganhou a dimensão vista por todos/as nós. Este fato integra uma série de reações contrárias às históricas reivindicações feitas por movimentos sociais, especialmente o Movimento Negro.

O histórico de atuação deste parlamentar registra ter ele, no mínimo, transitado na fronteira do fascismo, o que compromete o estado democrático de direito reimplantado desde 1985, ano marco do processo de redemocratização do País.

Um parlamentar não pode dizer o que ele disse ao ser entrevistado em um programa de tv, mesmo discordando das posições do Movimento Negro e de outros movimentos sociais. Como deputado federal, ele tem meios de divulgar as suas posições políticas sem necessitar de ofender a ninguém.

A Conajira/FENAJ se solidariza com todos/as os/as ofendidos/as pelo citado parlamentar e apoia todas as manifestações de repúdio a este senhor, bem como as iniciativas de caráter oficial e popular que reivindicam o afastamento de Jair Bolsonaro da Câmara dos Deputados.

Vale destacar que, pelo dito por ele agora e no passado, o Congresso Nacional mostra-se um lugar inadequado para a sua atuação política.

Aos profissionais de imprensa lembramos a importância de atentarem para a cobertura sobre a temática racial não apenas em momentos de escândalo como esse. O episódio em questão mostra porque as entidades do movimento negro e todos aqueles que sonham com uma real democracia no Brasil lutam tanto por igualdade racial e justiça social; contra homofobia, intolerância e todo tipo de discriminação.

Brasília, 2 de abril de 2011

Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)

Comissão Nacional dos Jornalistas pela Igualdade Etnicorracial (Conajira)

Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de Alagoas (Cojira-AL)

Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial da Bahia (Cojira-BA)

Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira-DF)

Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial da Paraíba (Cojira-PB)

Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Rio de Janeiro (Cojira-RJ)

Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de São Paulo (Cojira-SP)

Núcleo de Jornalistas Afro brasileiros do Rio Grande do Sul

Fazia tempo ...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Fazia tempo que eu não via o meu amor...
Amor que se transformou apenas numa lembrança ...
Estava abatido o meu amor, que já não tem mais o vigor de antes...

O tempo passou para nós,
já não somos mais aqueles jovens de antes, ávidos de desejos...

O tempo leva e cura as feridas: do corpo e da alma...
Minha alma sofrida, maltratada, humilhada...
Meu corpo já não responde mais aos mesmos estímulos de antes...

Fazia tempo que eu não via o meu amor...
Amor de tantos anos, amor de juventude, amor de uma vida, vida que os poucos vai findando, tal qual vela acesa, que vai minguando, apagando ...

Fazia tempo que eu não via o meu amor...
O tempo vai levando tudo, até as ilusões, os sonhos e a juventude.
Tempo que às vezes se põe implacável, cruel...

Fazia tempo que eu não via o meu amor...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sessão marcada por críticas da oposição ao Governo do Estado

Foto assessoria do deputado Ronaldo Medeiros


Olívia de Cássia – jornalista

Sem um líder do governo na Casa de Tavares Bastos, a oposição preenche esse espaço e quase todos os dias aproveita para fazer críticas à gestão de Téo Vilela. O deputado Ronaldo Medeiros (PT) tem sido uma voz recorrente na ALE e na tarde desta terça-feira, 5, usou a tribuna para falar de setores que estão em crise no Estado, como a segurança, que tem sido alvo de muitas críticas no Legislativo.

Medeiros disse que fez uma visita ao IML (Instituto Médico Legal), semana passada, e chegando lá cerca de 100 famílias aguardavam a liberação de corpos de entes queridos, inclusive um corpo de um homem que tinha morrido vítima da superbactéria.

O deputado falou que se dirigiu a um médico que estava no local, e o profissional justificou a falta de água em Maceió para toda aquela situação. Medeiros observou que o Corpo de Bombeiros não tinha ido lá porque estava apagando incêndio numa loja de artesanato (O Pavilhão de artesanato da Pajuçara).

“O que é que custa um caminhão de água para resolver a questão das famílias que aguardavam a liberação dos corpos?”, indagou observando que comprou 30 botijões de água para o IML e quando voltou lá o Corpo de Bombeiros tinha chegado e a alegação é que estão funcionando apenas duas viaturas.

“Existem duas viaturas de 4.500 litros de água e a outra está quebrada há mais de 60 dias. O petista lembrou uma situação ocorrida no fim de semana, quando o capitão Burity, que tinha ido apagar um incêndio, foi preso ao fazer críticas na imprensa ao CB.

O colega de bancada de Medeiros, Judson Cabral, fez um aparte à fala do deputado e disse que o problema do Corpo de Bombeiros não é financeiro, pois de acordo com o orçamento aprovado pelos deputados na Casa, segundo Judson, há verba suficiente.
Cabral disse que o que está faltando na corporação é gestão e que a instituição “não tem dado resposta satisfatória à sociedade.

PACTO PELA VIDA

Outra fala do deputado Ronaldo Medeiros foi um relato de uma visita que fez , juntamente com outros deputados, ao Estado de Pernambuco onde está sendo executado o projeto “Pacto pela Vida”, para a área de segurança.

“O pacto pela vida é um conjunto de medidas que foi criado em maio de 2007, pela Secretaria de Planejamento, em conjunto com a Secretaria de Defesa Social, Ministério Público secretários de estado, representantes da sociedade civil, Poder Legislativo e Judiciário”, disse ele, detalhando em discurso a amplitude do projeto pernambucano.

Ronaldo Medeiros enfatizou que Alagoas tem que seguir os exemplos que têm aqui vizinhos e não precisa ‘inventar a roda’.

O deputado Judson Cabral disse que falta aparato de segurança no Estado. “Não podemos (os deputados) deixar de exercer as competências (do Poder Legislativo) de fiscalizar.

Vinte e um deputados compareceram ao plenário da ALE na tarde desta terça-feira. Na hora do Expediente foram lidos alguns requerimentos que chegaram à Casa. O deputado Jeferson Morais apresentou requerimento solicitando esclarecimento do Detran sobre projeto de lei aprovado na ALE, de sua autoria e que ainda não foi colocado em prática que é o aviso do Departamento quando as habilitações estiverem vencendo.

O deputado Severino Pessoa (PPS) fez hoje o seu primeiro discurso na Casa, ainda agradecendo os votos recebidos, passados dois meses da posse. Ele informou que apresentou emenda ao orçamento solicitando verba para a construção de um hospital infantil em Arapiraca.

O deputado Ricardo Nezinho (PTdoB) apresentou requerimento solicitando a criação de uma CPI da operadora TIM. O requerimento foi aprovado em primeira votação e deve ir ao plenário amanhã, para a segunda e última votação.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Bancada federal de Alagoas reafirma apoio ao diploma de jornalista

Deputados estaduais também prometem derrubar veto de Téo Vilela a exigência do diploma


Deputados da bancada federal de Alagoas se reuniram com jornalistas nesta segunda-feira, para reafirmar o apoio às PECs 386/09 e 33/09, da Câmara e do Senado, que restabelecem a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista.

O Encontro aconteceu durante café da manhã com a imprensa, organizado pelo Sindicato dos Jornalistas no Hotel Ponta Verde. Na oportunidade, os parlamentares também se congratularam com os profissionais pela passagem do Dia do Jornalista, que ocorre na quinta-feira, dia 7 de abril.

Ao reafirmarem que são favoráveis às PECs, os parlamentares prometeram se empenhar para agilizar a tramitação das matérias e colocá-las na ordem do dia da Câmara e do Senado.

Alguns deputados que não participaram da legislatura anterior, quando a PEC 386/09 foi apresentada na Câmara e aprovada na Comissão de Constituição e Justiça, também anunciaram voto favorável à Proposta, comprometendo-se a integrar a Frente Parlamentar de Defesa do Diploma de Jornalista.

Eles fizeram um apelo para que a bancada de Alagoas – deputados e senadores – vote unida em torno da matéria.

O café da manhã com a bancada federal de Alagoas também teve a participação de deputados estaduais, que aprovaram no final de 2010 um projeto de lei exigindo diploma para a contratação de jornalistas no Estado.

Diversos parlamentares, inclusive da bancada governista, prometeram derrubar o veto do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) à matéria, como aconteceu no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Alguns deputados federais, senadores e deputados estaduais não compareceram ao café da manhã em Maceió devido a outros compromissos inadiáveis, inclusive em Brasília, mas também manifestaram apoio às PECs e à luta dos jornalistas.

Entre eles estão os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Benedito de Lira (PP), que há cerca de dez dias receberam diretores do Sindicato e da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) em Brasília.

Da bancada de nove deputados federais de Alagoas, estiveram no do café da manhã nesta segunda-feira: Joaquim Beltrão (PMDB), Rosinha da Adefal (PTdoB), Givaldo Carimbão (PSB) e Rui Palmeira (PSDB).

Os deputados Arthur Lira (PP), Célia Rocha (PTB), Maurício Quintella (PR) e Renan Filho (PMDB), apesar de ausentes, já se manifestaram favoráveis às PECs.

Os deputados estaduais presentes foram Judson Cabral (PT), João Henrique Caldas (PTN), Inácio Loiola (PSDB), Marquinhos Madeira (PT) e Ronaldo Medeiros (PT). Outros que não compareceram também prometeram derrubar o veto do governador ao projeto que exige diploma na contratação de jornalistas para o Estado.

O café da manhã contou ainda com o apoio de empresários alagoanos. Um dos que se declarou favorável às PECs e ao projeto de lei da Assembléia Legislativa foi Mauro Vasconcelos, que atua na indústria hoteleira e no setor do turismo.

Mobilização semelhante a de Alagoas está ocorrendo em outros estados e na capital federal, organizada pelos sindicatos e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Manifestações foram programadas em Brasília para a próxima quinta-feira, dia 7, quando será relançada na Câmara a Frente Parlamentar em Defesa do Diploma de Jornalista.

Fonte: Sindjornal
Foto: Élida Raquel

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Lixão de União volta a queimar e gera transtornos à população

Fotos de João Paulo Farias
Olívia de Cássia - jornalista

Moradores de União dos Palmares denunciam que um incêndio no Lixão da cidade voltou a causar problemas na região da Fazenda Frios. A fumaça começou a se espalhar, em grandes proporções, na tarde de quinta-feira, 31, e se alastra há mais de 24 horas.

Segundo informações desses mesmos moradores, o incêndio teve início no local quando um veículo da Secretaria Municipal de Saúde de União despejou resíduos de laboratórios e postos de saúde. Pouco tempo depois o fogo se alastrou e tomou grande parte da região.

Para minimizar esse problema e diminuir os efeitos danosos que traz à população da cidade, a Prefeitura de União, por recomendação do Ministério Público, aprovou um projeto do professor e mestre Claudionor Oliveira, mas a execução do projeto ainda não aconteceu.

Segundo os moradores, a execução do projeto de remanejamento começaria nesta sexta-feira, mas foi adiado porque o maquinário que seria utilizado para as ações no Lixão estava em outra área da cidade, trabalhando na demolição do Matadouro Municipal que estava funcionando de forma irregular. ( @ Com informações de João Paulo Farias)

Ainda tenho esperança

Por Olívia de Cássia Cerqueira O dia amanheceu com mais uma promessa de vida. É sexta-feira, dia de alegria, como todos devem ser: de agr...