sábado, 31 de março de 2012

O Golpe Militar no Brasil

Olívia de Cássia – jornalista

Neste domingo, 1º de abril, completa 48 anos da instauração do golpe militar no Brasil, fato que para mim não merece comemoração nenhuma e sim desprezo. Um regime que o país viveu durante 20 anos e que desestruturou muitas famílias, com a morte de muita gente inocente, que só queria ver o país liberto.

O Golpe Militar de 1964 culminou com um conjunto de eventos ocorridos em 31 de março de 1964 no Brasil, e que explodiu no dia 1º de abril, com um golpe de estado que encerrou o governo do presidente João Goulart, também conhecido como Jango.

Entre os militares brasileiros, o evento é designado como Revolução de 1964 ou Contrarrevolução de 1964. Passei muitos anos ouvindo esse termo ‘revolução’ e não entendia como esse episódio podia ser chamado de revolucionário, se o que se defendia era o atraso, o cerceamento da liberdade e do direito de ir e vir.

Naquela época, Jango havia sido democraticamente eleito vice-presidente pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) – na mesma eleição que conduziu Jânio Quadros do Partido Trabalhista Nacional (PTN) à Presidência, apoiado pela União Democrática Nacional (UDN).

“O golpe estabeleceu um regime alinhado politicamente aos Estados Unidos da América e acarretou profundas modificações na organização política do país, bem como na vida econômica e social”.

Todos os cinco presidentes militares que se sucederam deram continuidade a tal Revolução ou ao golpe, melhor dizendo. O regime militar durou até 1985, quando Tancredo Neves foi eleito, indiretamente, o primeiro presidente civil desde 1960.

Quando se instalou o Golpe Militar no Brasil eu tinha apenas quatro aninhos; nossa família passou um tempo morando vizinha a dona Nova , irmã de Lala da farmácia, onde hoje tem a AABB de União dos Palmares.

Se a memória não me falha, minha mãe dizia que nessa época tínhamos ido para lá por conta de uma das enchentes do Rio Mundaú. Meu pai, muito temeroso, não queria que a gente saísse de casa e passei minha infância, adolescência e juventude com o país vivendo nesse regime.

Fui crescendo e absorvendo os conhecimentos, lendo, me inteirando da história. Aquela falta de liberdade me incomodava, mas na adolescência a gente não se importava muito com o mundo lá fora.

Nosso mundinho particular e único falava mais alto. Naquele tempo, não parávamos para refletir sobre a gravidade da situação e do que estava acontecendo no país e procurávamos viver de forma que era como se as proibições não existissem para aquela época, no que se tratasse de nossos sonhos, do imaginário coletivo da juventude da época.

O que importava para nós era ser feliz, eram nossos amigos, as leituras, os estudos, a diversão e o lazer. Com o tempo fui lendo muitos livros a respeito do que era aquele regime e comecei a sentir muita raiva. Eu ficava tão revoltada quando lia aquilo, que a minha raiva e desejo de liberdade iam crescendo dentro de mim.

Não entendia isso: para mim, já naquela época tão jovem, o que tinha ocorrido no país quando eu era criança não era revolução, era golpe baixo mesmo. Mas isso eu só vim entender bem mais tarde, quando li, aos 14 anos, livros como ‘O Diário de Anne Frank’, que contava a história daquela menina judia tão sofrida e pude perceber o que essas questões políticas poderiam acarretar a uma pessoa.

Nunca simpatizei com a ideia do golpe, mesmo que quando menina não soubesse do que se tratava e naquela época o que a gente aprendia na escola era o que rezava na cartilha dos milicos.

Quando comecei a faculdade, em 1983, o país ainda estava vivendo sob o manto da ditadura e comecei a participar das passeatas e movimentos de libertação, porque de pronto entendi que aquele era o meu mundo e que aquelas pessoas tinham ideais parecidos com os meus.

União em cena

Olívia de Cássia - Jornalista


Numa esquina chamada 90 graus, numa noite de vaquejada em União dos Palmares, o movimento na cidade era intenso. Gente nova e descontraída circulava pelo local. Todos os meninos de carro do ano de marca ou de moto. Filhos de classe média do local. A minha cidade já não é a mesma de tempos atrás. Mudou a paisagem, mudaram as pessoas. O cotidiano da vida mudou tudo.

Tem festa no interior, festa de vaquejada. Os jovens se articulam, rapaziada animada que não pensa na vida, que não pensa em nada. Já fiz parte dessa rapaziada que aproveita a vida sem muitas preocupações. Mas mudaram os costumes da gente simples do interior. Cadê o meu povo? Cadê os amigos de antes? Para onde foram todos? Não encontro os amigos de antes. Cadê você? Todo mundo que eu via ali era diferente. Não tinha vínculo nenhum.

Devo admitir que quando eu era jovem sentia falta quando não havia movimentação na cidade. Ficava na porta da minha casa, na Rua Tavares Bastos, 35, pensando em amores ausentes, esperando a volta sem volta. Hoje as meninas são espertas, quase todas o são. Não ligam muito para as tolices que a gente alimentava na minha época de adolescente.

As meninas não pensam mais em amores platônicos, impossíveis, nem em amores de romances clássicos da literatura, encaram a vida. Estão certas. Perdi tanto tempo com esses assuntos bobos. A vida é tão bela, o tempo passa tão rápido e quando passa, queremos voltar atrás. E aí o nosso tempo já foi.

Saí para espairecer um pouco, beber uma cervejinha. Estava com a cabeça cheia, tinha ido para União para fazer duas entrevistas para minhas matérias da Tribuna Independente. De repente, na esquina da frente, três meninas da classe média se colocaram esperando alguém. Apareceram dois rapazes num carro cinza e combinaram algum programa. Soube que os rapazes do carro são casados...

Fiquei pensando como mudaram os costumes da minha cidade. Na minha época de adolescente, mulheres que faziam isso eram chamadas de prostitutas, com todas as letras da palavra. Mulheres que faziam programa com homens casados sempre foram vistas como “de vida fácil”, numa alusão preconceituosa àquelas que sobrevivem dessa profissão que de fácil não tem nada.

Posso estar sendo conservadora e preconceituosa apesar de ter lutado tanto tempo em frentes e movimentos pela libertação da mulher, mas as mocinhas de hoje já não se comportam como tal.

A revolução dos costumes entrou de cheio na sociedade interiorana e eu nem sei se essa mudança trouxe, nesse sentido, algum benefício para elas. Não sabem diferenciar luta feminina por direitos de participação igual na sociedade, por liberalidade, por permissibilidade e vulgaridade. Perderam elas.

Desde adolescente pensei em viver num mundo melhor, numa sociedade mais justa para todos: homens e mulheres. Numa sociedade onde não houvesse tantos desiguais, onde os homens fossem mais parceiros das mulheres, mais companheiros. Sempre fui contra a sociedade machista que dá ao homem toda a permissão de erros e às mulheres a condenação.

Apoiei os movimentos femininos, fui pra rua lutar contra a carestia, pedir eleições diretas para presidente e outras questões políticas mais. No entanto, hoje avalio que houve um descontrole social, um descontrole das famílias, os vínculos são outros, as famílias muitas se desfizeram e os lares já não são os mesmos.

Muitas mulheres ainda não sabem o que fazer com a liberdade conquistada e metem os pés pelas mãos. Não sabem o sentido da luta feminina ao longo dos séculos. Deturparam a luta e se vulgarizaram se expondo como uma mercadoria à venda num balcão de negócios. Elas confundem ou se deixaram levar pelo apelo machista da vulgarização e da superexposição.

Obtive informações indicando que algumas meninas da classe média de União dos Palmares vão para os programas em troca de quase nada: uma bolsa da moda, uma calça jeans cara, um jantar mais sofisticado. Pela luxúria e o consumismo desesperado se entregam como se fossem um quilo de carne no açougue.


(Esse texto publiquei pela primeira vez em meu primeiro blog em 13/04/2008, mas ele está tão atual que resolvi republicar. no link http://oc-cerqueira.zip.net/arch2008-04-01_2008-04-15.html

quinta-feira, 29 de março de 2012

Redação da Tribuna Independente recebe visita de integrantes da Cojira

Foto de Olívia de Cássia-29-3-2012
Por Olívia de Cássia

A redação da Tribuna Independente recebeu na tarde de hoje, 29, a visita na Redação da representante da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-RJ), Angélica Basthi, acompanhada da presidente do Sindjornal, Valdice Gomes, Helciane Angélica e Emanuelle Wanderley, que vieram divulgar o 2º Prêmio Jornalista Abdias Nascimento, que contemplará diversas categorias do jornalismo.

Lançado em 2011, o Prêmio é uma iniciativa da Cojira-Rio, vinculada ao Sindicato dos Jornalistas do Rio e conta com o apoio da Fenaj. Segundo Angélia Bsthi, o objetivo é reconhecer a produção de conteúdos jornalísticos alinhados ao propósito de prevenção, combate e eliminação de todas as formas de manifestação do racismo e discriminação racial e incentivar a discussão de medidas de combate às desigualdades raciais no Brasil.

As inscrições para o prêmio começam no mês de maio, em data ainda a ser divulgada, e serão premiadas reportagens que tenham sido publicadas ou veiculadas no período de 1/5/2011 até 30/4/2012 na mídia impressa, televisão, rádio, mídia alternativa, fotografia, internet, dentre outras categorias. Para acompanhar as novidades consulte o site WWW.premioabdiasnascimento.org.br.

Para não perder o vício...

Olívia de Cássia – jornalista

Terminei a leitura de “Ponto de Impacto”, de Dan Brown; 440 páginas de puro suspense e emoções. Um livro bom, como os outros que já li do autor: todos. Sou fã de Dan. Ponto de Impacto foi um presente de aniversário do meu amigo Breno Airan, da Tribuna Independente, com a dedicatória: “Olívia, para você não perder o vício”.

A história desenvolvida pelo autor é uma excelente trama que leva o leitor ao capítulo seguinte, do começo ao fim, sem querer abandonar a leitura. Uma lição de como um escritor pode construir um enredo de suspense e atrair seu leitor numa cumplicidade única. A gente começa e não quer mais parar de ler. Adoro livros assim. Valeu Breno.

Uma pena que, ultimamente, eu só disponha de mais tempo para desfrutar da delícia que é a leitura no ônibus, a caminho da Tribuna Independente, todos os dias, que é quando eu costumo ler agora. Demorei um pouco a concluir a leitura, diferente de antigamente que eu não consumia mais de três dias para ler um livro bom.

Cultivo o hábito de ler desde a pré-adolescência. Aprendi isso com meus bons professores que tive em União dos Palmares. Tive bons incentivadores, como as mães das minhas amigas e com os amigos e amigas também. Sempre que terminávamos um romance ou uma leitura gostávamos de comentar e saborear cada passagem da trama.

Era um exercício delicioso e esse é o meu vício, além da escrita, como disse Breno Airan, em sua carinhosa dedicatória. Realmente, Breno, não quero deixar nunca esse maravilhoso vício, que contraí tão cedo em minha vida. Os livros nos proporcionam doses cavalares de viagens, conhecimentos, diversão, boas gargalhadas e muito aprendizado; eu percebi isso muito precocemente em minha vida.

É um exercício salutar para a mente e a alma da gente. Os livros são meus parceiros, eu gastava a metade da mesada que recebia do meu pai, depois de ajuda-lo na mercearia da Rua da Ponte, na aquisição deles, assinatura do Círculo do Livro, comprava muitos livros de palavras cruzadas, e gastava muito com revelação de fotos. Nunca me arrependi disso; pelo contrário.

Meus pais não entendiam e minha mãe às vezes questionava o motivo de eu gostar tanto de viver às voltas com livros, de andar com eles sempre debaixo do braço, me achavam muito estranha. Mas foram as minhas leituras que me incentivaram a seguir a carreira de jornalista, a escrever o que chamo de poesias e a ter um coração amolecido.

E cá estou eu, de volta da Tribuna Independente, depois de um dia cansativo de trabalho, de dupla jornada, mas feliz. Às vezes eu brinco com os amigos pelo fato de não ter uma renda maior e digo: “Quem mandou não seguir os conselhos da minha mãe e ter ido fazer jornalismo¿

Nós duas estávamos sempre em conflito de opiniões e um deles era esse: eu ter escolhido fazer vestibular para jornalismo, contrariando a vontade dela de ter uma filha médica, advogada, dentista ou engenheira.

Amo a profissão que escolhi, amo o que faço e digo isso todos os dias, porque o faço com amor e dedicação e agradeço aos meus pais em pensamentos todos os dias por terem lutado para que a gente estudasse e tivesse uma vida digna.

Claro que eu deveria ter feito outras faculdades, paralelo ao jornalismo. Até comecei a estudar no curso de Letras, por equivalência, mas o meu radicalismo era maior e abandonei o curso.

Sou um ser humano cheio de defeitos, mas que tenta dar o melhor de si no seu trabalho. A segurança e a determinação que tenho hoje, eu gostaria de ter adquirido no começo da profissão, mas a minha baixa autoestima era maior que eu e não deixava que eu crescesse e me desenvolvesse como deveria ter sido.

Com a ajuda de outras pessoas eu consegui me libertar, pelo menos eu acho que sim, agora, depois de tanto aprendizado. Aquele medo que eu sentia da vida acabou. Embora não seja tarde ainda eu lamento que eu já esteja na meia idade e tenho a convicção de que não terei mais tanto tempo de vida útil para desfrutar desse novo momento.

Tenho dificuldades como qualquer pessoa, mas elas só me incentivam a persistir e lutar ainda mais pela minha sobrevivência. ‘Eu insisto e não desisto’. Os problemas a gente vai tentando administrar. O que não tem remédio, como diz um amigo meu, remediado está; não é mais problema, é passado. Tenho dito e repetido que lutarei sempre pela minha vida, até quando Deus permitir. Obrigado, meu Deus, até logo mais!

quarta-feira, 28 de março de 2012

'No Rumo do Uçá'

O Ministério Público Federal (MPF) e Ibama em Alagoas acabam de produzir, em parceria, o documentário 'No Rumo do Uçá', que aborda a importância da
preservação dos manguezais frente às ameaças trazidas pelo desenvolvimento urbano.

O material, produzido pela Assessoria de comunicação do Ministério Público Federal (MPF) e Núcleo de Biodiversidade do Ibama/AL,está previsto para ser lançado em DVD em abril, na semana em que se comemora o Dia do Planeta Terra.

Com 23 minutos de duração, o vídeo retrata o cotidiano de uma família de um catador de caranguejo, e seus relatos de dificuldade para sobreviver diante da devastação dos mangues.

Também são mostrados exemplos de ribeirinhos que estão aprendendo a lidar com o lixo que encontram nos rios e mangues, transformando-os em artesanato e garantindo renda extra, e a riqueza ainda oculta nos manguezais de Alagoas.

Uma delas é o própolis vermelho, substância de alto valor comercial, já utilizada
com sucesso no tratamento do câncer.

NO RUMO DO UÇÁ II

Hoje, a construção civil é o principal vilão para esse ecossistema, berçário para
as espécies marinhas, e responsável pela produção de 1/3 da proteína animal consumida no Brasil.

O vídeo é fruto de uma compensação ambiental pelo aterro de área de manguezal, numa ação proposta pela procuradora da República Niedja Kaspary, que resultou num Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no qual uma construtora ficou responsável, entre outras coisas pelas cópias em DVD do material, que será distribuídos em escolas, órgãos públicos e associações comunitárias nas regiões dos manguezais.

NO RUMO DO UÇÁ tem produção executiva de Nazir Salman (engenheiro ambiental do Ibama, direção, roteiro e montagem de Wladymir Lima (jornalista do MPF) e Fotografia de Dickson Pimentel.

O Trailer do documentário está disponível no you tube: http://www.youtube.com/watch?v=RNHuifHUksI

O catador de caranguejo Antônio Carlos é um dos personagens de NO RUMO DO UÇÁ.

Sessão ordinária da ALE foi interrompida, mas não foi definido o motivo

Fotos de Olívia de Cássia
Deputados permaneceram no plenário conversando e outros concedendo entrevistas

Olívia de Cássia – Repórter

A primeira sessão da semana da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), realizada na tarde desta terça, 27, gerou uma grande expectativa para a imprensa que cobre a Casa de Tavares Bastos todos os dias. A sessão foi interrompida por mais de uma hora, assim que o deputado Dudu Holanda fez a chamada e registrou 20 deputados em plenário.

Três assuntos rondavam o ambiente: a repercussão da exibição do programa Custe o Que Custar (CQC), exibido ontem pela Rede Bandeirantes, o pedido de afastamento do deputado Antonio Albuquerque (PTdoB), feito pelo juiz Helestron Costa, juiz da 17ª Vara da Fazenda Estadual, alegando que o vice-presidente da ALE fosse afastado do mandato, por participar da Operação Taturana da Polícia Federal e o projeto do Código de Ética dos Militares, que é uma matéria polêmica e que levou a categoria à Casa, também na tarde de ontem.

O primeiro deputado a chegar ao plenário foi Dudu Holanda (PSD), autor do requerimento que prestou homenagem ontem ao professor José Romero Nobre de Carvalho. Em seguida outros parlamentares foram chegando pouco a pouco.

A surpresa da tarde ficou por conta do aparecimento do deputado Antonio Albuqerque no plenário, pois foi a primeira vez, desde o atentado que sofreu seu filho mais velho, Nivaldo Neto, que ele veio à ALE.

Mas quando o deputado Sérgio Toledo (PDT) abriu a sessão por conta do atraso do presidente Fernando Toledo (PSDB), o deputado Maurício Tavares (PTB) pediu a suspensão da sessão por uma hora. O intervalo durou mais que isso, como sempre acontece nessas suspensões.

Os deputados não se retiraram do plenário e permaneceram no local por mais de uma hora, conversando uns com os outros e com a imprensa. Enquanto os jornalistas questionavam o motivo da suspensão da sessão, o deputado Temóteo tentava se explicar para alguns jornalistas (leia matéria abaixo).

Mais cedo, à imprensa, Temóteo teria dito que o deputado Olavo fez certo. “Eu agi como um amador e deveria ter contratado alguém com um porrete”.

A sessão recomeçou por volta das 16h37 ainda com o deputado Sérgio Toledo (PDT) no comando, mas na hora da verificação de quórum foram registrados apenas 12 deputados no plenário Tarcísio de Jesus.

Quem chegou ao local para participar de uma sessão especial para entrega do título de cidadão ao professor Romero Nobre foi o ex-governador Divaldo Suruagy, que ficou conversando com os colegas no plenário aguardando a outra sessão.

Quando o deputado Jeferson Morais (DEM) estava no meio da leitura da ata da sessão anterior, o deputado Fernando Toledo (PSDB) chegou, seguido do deputado Marcelo Vitor (PTB).

Entrevistado pela imprensa, quando estava de saída, Albuquerque disse que ainda não foi notificado a respeito da decisão judicial do juiz Helestron Costa, da 17ª Vara da Capital e observou que quando o for consultará seus advogados sobre a questão.

Também o deputado Fernando Toledo (PSDB), questionado a respeito da decisão do juiz Helestron Costa, disse que a Casa também não foi notificada e quando o for, consultará o setor jurídico para opinar sobre isso.

Durante a rápida sessão, nove matérias foram lidas na Ordem do Dia, alguns deputados fizeram questão de dar boas-vindas ao ex-governador Divaldo Suruagy e lembrar sua atuação política ao longo de muitos anos no Estado.

terça-feira, 27 de março de 2012

Temóteo Correia afirma que vai fazer discurso amanhã respondendo a imprensa

Foto de Olívia de Cássia - 27-3-2012
Um dia após exibição de programa CQC, sessão na ALE foi movimentada

Olívia de Cássia – Repórter

O deputado Temóteo Correia (DEM) não usou a tribuna da Casa de Tavares Bastos na tarde desta terça-feira, 27, como era esperado, mas concedeu entrevista aos jornalistas que estavam na Assembleia Legislativa, um dia após a exibição do programa Custe o Que Custar, mais conhecido como CQC, exibido pela Rede Bandeirantes.

Na hora da suspensão da sessão para entendimento de lideranças na Casa, Correia disse que foi mal interpretado pelo pessoal do programa (jornalista Ronald Rios) e disse que na sessão desta quarta-feira, 28, vai fazer um pronunciamento, desmentindo o que foi exibido no programa. Ele também disse aos jornalistas que ficou magoado com a imprensa alagoana, principalmente, porque, segundo ele, interpretou de maneira errada o que disse.

“Queria observar que o que foi colocado na imprensa não condiz com a verdade, são fatos estranhos. Me vejo na obrigação de esclarecer. Gostaria que me inscrevesse amanhã como o primeiro a falar nas explicações pessoais para fazer um arrazoado, dentro da lógica e da coerência”, disse ele.

Temóteo foi entrevistado na quarta-feira da semana passada pelo CQC juntamente com os deputados João Henrique Caldas (JHC), Joãozinho Pereira (PSDB), Marquinhos Madeira (PT), Marcelo Vitor (PTB) e Olavo Calheiros (PMDB), que tentou agredir Rios. O programa teve grande audiência na noite de ontem, em Alagoas e é um dos vídeos mais acessados desde ontem na internet.

Correia, pressionado pelo repórter, disse que comprou voto e que no Nordeste se compra votos, depois tentou emendar o que disse, mas a emenda foi pior que o soneto. Diante das declarações do deputado, o Ministério Público afirmou que vai convocá-lo para esclarecer o que disse. O parlamentar ganhou o troféu de “deputado do ano”, no programa humorístico.

Jornalista Aldo Ivo faz 80 anos de vida hoje e comemora trabalhando

Fotos de Olívia de Cássia-arquivo
Olívia de Cássia – Repórter

Botafoguense de coração, o jornalista Aldo Ivo completa 80 anos de idade nesta terça-feira, 27 e foi comemorar a data com a família no final de semana, numa praia do Litoral Norte do Estado. “Vou tomar vinho, uísque e cerveja com a família no fim de semana, embora que moderadamente por causa da idade”, diz ele sorrindo. Ele acrescenta que está torcendo pelo CSE, porque Túlio Maravilha está no time e já jogou no Botafogo.

Quando Aldo Ivo nasceu, o Brasil passava por grandes transformações; pela primeira vez a mulher conquistava o direito de ir às urnas e as lutas pela liberdade no País se acirravam. Foi também em 1932 que aconteceu a Revolução Constitucionalista, Revolução de 1932 ou Guerra Paulista, que foi um movimento armado ocorrido no Estado de São Paulo, entre os meses de julho e outubro do mesmo ano, que tinha por objetivo a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova Constituição para o Brasil.

Oficialmente, foi no dia 1º de março de 1949 que o jornalista Aldo Ivo teve sua efetivação na primeira empresa onde foi trabalhar, mas no final de 1948 já andava pela redação do extinto Jornal de Alagoas fazendo algum trabalho jornalístico. Na empresa dos Diários Associados de Assis Chateaubriand Aldo Ivo trabalhou durante 44 anos ininterruptos e só saiu de lá quando o jornal fechou as portas.

Foi na gestão de Aldo Ivo, como presidente do Sindicato dos Jornalistas, que o curso de Comunicação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) foi criado, no final da década de 1970 do século XX. Aldo Ivo diz que apesar da idade não sente dificuldades para exercer a profissão, para escrever no jornal. “Tenho carta branca”, observa.

O veterano jornalista diz que é a favor da legalização do diploma, Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que está para ser votada no Senado Federal este ano. “Não tenho diploma, como outros da minha geração, mas sou a favor, porque, com o diploma, há mais preparo do profissional. Os jornalistas da velha guarda aprendiam nas redações”, explica.

Para que o foca (iniciante) permanecesse na profissão, Aldo diz que existia uma avaliação por parte dos editores. “Admiro os novos talentos que estão saindo da faculdade. O que não me acostumei ainda é com o jornal de domingo circular no sábado de tarde. Na nossa época trabalhávamos até na madrugada”, lembra.

O jornalista octagenário, que ainda está no batente, há 63 anos, não tem carro, não tem computador, não tem celular, anda de ônibus e de táxi e continua exercendo as suas atividades profissionais no semanário Tribuna do Sertão, de Palmeira dos Índios, onde faz a editoria de Turismo, e na assessoria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea). Quem quiser entrar em contato com ele tem que ser por telefone convencional.

Como editor da área de turismo, avalia que o setor está crescendo cada vez mais no Estado, mas observa que o que está faltando é o governo e as entidades ligadas ao setor investirem no turismo de interior. “Acho que tanto o governo quanto as entidades do turismo deveriam procurar o interior”, observa.

Como exemplo de local para ser explorado, Aldo cita o município de Mar Vermelho, distante 119 km de Maceió. “O frio de Mar Vermelho é melhor do que Garanhuns. O município passou 50 anos esperando uma estrada e até hoje não tem nenhuma ação para que se desenvolva”, reclama.

Aldo conta que quando era conselheiro do Serviço Social do Comércio (Sesc), representando o Ministério do Trabalho, apresentou a sugestão para que a instituição construísse uma colônia de férias, em Mar Vermelho. “O Sesc argumentou que não tinha estrada e tinha que ter uma doação do terreno para construir”.

Na sua tentativa de implantar o turismo no município, Aldo explica que conversou com empresários hoteleiros para que Mar Vermelho começasse a ter o desenvolvimento. Segundo ele, também tem outras regiões no Estado que precisam disso.

VIDA PESSOAL

Irmão do escritor, jornalista, poeta e ensaísta Lêdo Ivo, ele diz que nunca explorou o fato de ser irmão de Lêdo. Aldo Ivo é um jornalista realizado, diz que os filhos estão encaminhados, é bisavô e diz que como profissional fez tudo o que chegou às suas mãos. Seu maior orgulho, segundo sempre conta, é ter uma filha que seguiu a carreira de jornalista também.

Alda Beatriz Ivo é coordenadora do departamento de turismo do SBT Nordeste e foi estagiária do governo Miguel Arraes, de Pernambuco. “Tenho muito orgulho de a minha filha ter seguido a minha profissão”, ressalta.

Outras pessoas que ele faz questão que conste na matéria são: a primeira mulher, Beatriz Nascimento Ivo, com quem teve cinco filhos, falecida aos 48 anos e que segundo ele conta lhe deu muito incentivo na profissão. Com 25 anos de casado Beatriz faleceu e depois de cinco anos sozinho voltou a casar com dona Maria Madalena Costa, com quem convive desde 1988.

Para se manter bem, Aldo Ivo diz que anda muito a pé, frequenta médicos e toma sete tipos de remédios ao dia. “Caminho muito, ando de ônibus ou de táxi e tenho meu lazer”.

Além disso, ele conta que participa das atividades da categoria. “Vou às festas do sindicato, participarei do 38º Congresso da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace)”, explica. Embora esteja afastado da cobertura nessa área, diz que está sempre inteirado dos assuntos discutidos.

CONTRIBUIÇÃO AO JORNALISMO


Homenageado em várias ocasiões de sua vida profissional, o jornalista Aldo Ivo é membro da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet) de onde já foi presidente. Ele destaca que começou na profissão como cronista esportivo e depois foi trabalhar na reportagem de Geral.

A jornalista Fátima Almeida, ex-presidente do sindicato da categoria, disse que conheceu Aldo Ivo quando iniciou na profissão e observa que ele deu uma grande contribuição ao jornalismo alagoano. Ela observa que Aldo Ivo nunca deixou de participar das atividades do Sindjornal.

“Conheci Aldo Ivo quando iniciei na profissão. Ele era militante sindical e um profissional competente, trabalhando no Jornal de Alagoas e nunca, em todo esse período, ele deixou de participar das atividades do sindicato e de exercer o jornalismo. Acho que é o profissional mais antigo em atividade em Alagoas e tem acumulada uma imensa contribuição ao jornalismo alagoano”, disse ela.

Fátima observa que o jornalista mais antigo na atividade em Alagoas teve um grande destaque na organização da categoria, como a criação do Sindicato dos Jornalistas, as lutas pela democracia e liberdade de expressão e pela implantação do curso de Comunicação da Universidade Federal de Alagoas. “Parabéns, Aldo”, finaliza.

“Convivo com José Aldo Ivo há quase 40 anos e posso dizer que se trata de alguém que ama, como poucos, a sua profissão. Se não valesse o seu trabalho como presidente do Sindicado dos Jornalistas e da Associação dos Cronistas Desportivos de Alagoas bastaria o empenho para a implantação do Curso de Comunicação em Alagoas para simplificar o seu apego às causas da categoria”, ressalta o jornalista Flávio Gomes de Barros.

Flávio Gomes observa que Aldo tem um mérito, pouco comum, hoje em dia, em qualquer atividade: “Nunca se deixou envaidecer pelos espaços profissionais ocupados. Duas características suas são a simplicidade e a fidelidade às amizades adquiridas. O respeito que tenho para com ele me torna até suspeito para falar mais sobre José Aldo Ivo”, resume Flávio. (Reportagem publicada no jornal Tribuna Independente desta terça-feira, 27-03-2012)

Projeto de Medeiros quer ampliar licença-maternidade para mães de bebês prematuros

Olívia de Cássia – assessoria

Foi protocolado no dia 13 de março último, na Assembleia Legislativa, projeto de lei do deputado Ronaldo Medeiros (PT) que prevê a ampliação da licença-maternidade para mães de bebês prematuros ou de criança portadora de enfermidade ou malformação grave.

Segundo a proposta do deputado do PT, as gestantes que trabalham em empresas localizadas no Estado de Alagoas terão o período de licença-maternidade aumentando em 60 dias (atualmente é de 120 dias), que forem contempladas no projeto de lei.

“A ideia é que a carteirinha de vacinação do bebê prematuro deverá ser diferenciada, contendo as orientações adequadas a esta situação diferenciada”, explica o deputado.

Medeiros observa que, pelo projeto, o Poder Executivo determinará o prazo exato para a implementação do programa, observando a Lei das Diretrizes Orçamentárias e prévia análise de estimativa do impacto no orçamento do Estado, o qual não poderá ultrapassar o limite de dois anos da publicação desta lei.

O petista justifica sua proposta, argumentando que os casos em que se propõe o prolongamento da licença demandam tratamento especial e, neste sentido, a presença materna torna-se ainda mais indispensável do que em circunstâncias normais de gestação ou nascimento.

“Apresento esse projeto, pela importância que representa não somente para a mãe, mas principalmente para as crianças alagoanas, que poderão contar com a atenção integral de sua mãe nos primeiros meses de vida”, destaca.

Ele acrescenta que deve-se observar, nesses casos, a recomendação médica do aleitamento materno exclusivo, pelo período de seis meses, como forma de assegurar mais saúde às crianças.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Maceió recebe catálogo sobre prêmio nacional de jornalismo com recorte racial

Fonte: Sindjornal

Na próxima quinta-feira, dia 29 de março, na sede do Sindicato dos Corretores de Seguros (Sincor/AL), localizado na rua Goiás (Farol), em Maceió, a partir das 8h30, o Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal) vai oferecer um café da manhã à imprensa para anunciar o lançamento do catálogo da 1ª Edição do Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento.

O evento contará com a presença da coordenadora do prêmio, jornalista Angélica Basthi. Na ocasião, será apresentado o vídeo-documentário com os melhores momentos de 2011. Além de Maceió, o catálogo está sendo lançado em outras cinco cidades brasileiras: Brasília, João Pessoa, Salvador, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

O Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento é uma iniciativa da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-Rio), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, e é promovido em parceria com as Cojiras de Alagoas, Paraíba, São Paulo, Distrito Federal e o Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros do Rio Grande do Sul, vinculados aos respectivos sindicatos de jornalistas locais. O projeto conta com o patrocínio da Fundação Ford e da Fundação W. K. Kellogg.

O objetivo da premiação é estimular uma cobertura jornalística mais expressiva sobre a população negra brasileira. Lançado em 2011, a primeira edição mobilizou as redações do país. Foram mais de 150 trabalhos inscritos divididos em sete categorias: Mídia Impressa, Televisão, Rádio, Mídia Alternativa ou Comunitária, Internet, Fotografia e Especial de Gênero.

Breve perfil de Abdias Nascimento: O ex-senador Abdias Nascimento foi um ícone no combate ao racismo no país. Nascido em 1914, desenvolveu vasta produção intelectual como ativista, político, pintor, escritor, poeta, dramaturgo. Natural de São Paulo, participou dos primeiros congressos de negros no país. Já no Rio de Janeiro, criou o Teatro Experimental do Negro (TEN) na década de 1940.

Como jornalista, foi repórter do Jornal Diário, além de ter trabalhado em vários periódicos. Fundou o Jornal Quilombo e também é filiado no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro desde 1947. Pressionado pela ditadura, se exilou nos Estados Unidos durante 13 anos.

De volta ao Brasil, ocupou os cargos de Deputado Federal e Senador da República. Foi professor emérito da Universidade de Nova York e Doutor Honoris Causa por várias instituições de ensino superior, entre elas, a Universidade de Brasília e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Faleceu aos 97 anos na noite de 23 de maio de 2011.

Inscrições

As inscrições para concorrer na segunda edição do Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento começam a partir de maio deste ano. Estarão aptas a concorrer as reportagens publicadas e/ou veiculadas no período de 01 de maio de 2011 até 30 de abril de 2012.
Acompanhe as novidades no site: www.premioabdiasnascimento.org.br

domingo, 25 de março de 2012

Prêmio Personalidade Palmarina escolherá os melhores de 2011

Com informações da assessoria

Na próxima quinta-feira, 29, a partir das 20 horas, na Praça Basiliano Sarmento, em União dos palmares, acontece a entrega do Prêmio Personalidade Palmarina, que é a maior e única (atualmente) premiação no município destinado às personalidades do ano, como empresários, artistas, mestres em educação, políticos, personalidades que se destacaram na área médica, social, cultural, política, e muito mais, segundo Clezivaldo Mizael, organizador do evento. "Será um encontro de celebridades e estrelas palmarinas", diz ele.

O evento é realizado pelo Instituto Vozes, é uma promoção da Prefeitura Municipal de União dos Palmares e tem a produção da C3 Produtora que realizou, em 10 de setembro do ano passado, o Prêmio Imprensa Maria Mariá.

A Escolha

Segundo Clezivaldo, o Instituto Vozes fez uma pesquisa entre o mês de fevereiro e março, "mediante a escolha da população conheceremos então as Personalidades Palmarinas 2011, em diversas áreas de atuação, durante a exibição do Projeto Som na Praça, no Centro da cidade.

O troféu dos vencedores será uma réplica da Estátua de Zumbi dos Palmares, "visto que nosso maior herói representa claramente a garra a força e a coragem de cada palmarino e palmarina", observa Clezivaldo Mizael um dos produtores do evento.

O prefeito Areski Freitas confirma a realização do evento e garante que a premiação é isenta de participação ou apelo político. Segundo ele, "a pesquisa foi realizada por uma empresa séria que está no mercado há mais de dez anos fazendo pesquisas de grande relevância no âmbito estadual e regional, o que deixa ainda mais seguro e convicto do resultado a ser apresentado no dia do evento", explica.

AS CATEGORIAS

1 - PERSONALIDADE EMPRESARIAL
2 - PERSONALIDADE NA EDUCAÇÃO
3 - PERSONALIDADE NA CULTURA
4 - PERSONALIDADE NO ESPORTE
5 - PERSONALIDADE LEGISLATIVA
6 - PERSONALIDADE SECRETÁRIO MUNICIPAL
7 - PERSONALIDADE NA ÁREA SOCIAL
8 - PERSONALIDADE FUNCIONALISMO PÚBLICO
9 - PERSONALIDADE NA COMUNICAÇÃO
10 - PERSONALIDADE NA ÁREA DE SAÚDE
11 - PERSONALIDADE NA AGRICULTURA
12 - PERSONALIDADE NA ÁREA AMBIENTAL
13 - PERSONALIDADE POLÍTICA
14 - PERSONALIDADE DO ANO
Para maiores informações
Twitter: @PremioPP
E-mail: personalidadepalmarina@hotmail.com

sábado, 24 de março de 2012

Combate à violência contra as mulheres

Foto de Nádia Seabra
Olívia de Cássia-jornalista

O combate à violência contra as mulheres é um tema recorrente nos fóruns de discussão feminina e dos movimentos sociais e precisa ser encarado, não como um caso de polícia, mas como um caso de saúde. Combater a violência precisa fazer parte da agenda de gestores públicos e das instituições competentes, como forma de se ter uma sociedade saudável e com qualidade de vida e bem-estar.

Uma mulher que passa por uma situação de violência carrega dentro de si um saldo negativo, de ranços e doenças psicológicas diversas. Não se pode combater a violência de uma forma isolada; é preciso que haja parcerias: entre o poder público, a escola e os meios de comunicação, entre outros setores.

No “I Seminário Lei Maria da Penha – Violência contra a mulher – Reflexões em Busca de Soluções”, realizado em Cuiabá, ocorrido na sexta-feira, 23, o tema foi discutido amplamente e as lideranças participantes chegaram à conclusão de que, além da união das instituições no combate para a erradicação da violência doméstica, são necessários trabalhos de resgate da autoestima das mulheres e crianças vítimas de violência.

O resultado do seminário foi divulgado ontem. Apesar de a Lei Maria da Penha ter sido sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em agosto de 2006 e ter entrado em vigor em setembro daquele ano, ainda é preciso muito para que a mulher se conscientize que precisa denunciar seus agressores.

Para o combate à violência contra a mulher, desde a década de 1980, o movimento de mulheres discutia a questão das casas de passagem. Hoje, em alguns estados esses locais estão instalados, mas é preciso que exista uma publicização disso e estrutura que acolha essas pessoas vítimas de abuso e de violência.

Uma estrutura que seja dada pelo poder público com psicólogos preparados para ouvir e atender os casos e todo o aparato possível. A mulher custa a entender, e esse é um aprendizado difícil quando se tem baixa autoestima, que é preciso que ela se ame primeiro para depois amar o outro.

Passei minha vida inteira sofrendo por amor; desde menina tive esse sentimento exagerado e muitas vezes, ou na maioria delas, eu permiti , mesmo de forma inconsciente, que eu fosse mutilada espiritualmente.

Sempre tive a tendência de ter amores platônicos, doloridos, arrasadores, feito os amores dos poetas de séculos passados e isso me machucou muito na vida. Meus amigos que me conhecem desde a infância sabem disso.

Passei por situações que posso dizer hoje, na maturidade, que foram de certa forma constrangedores e vexatórios, em União dos Palmares, para uma menina e uma adolescente em formação, que pensava diferente e via o mundo de uma outra forma, que queria mudar o mundo com seus ideais e suas poesias...

Não tive a devida compressão educativa de meus familiares, que não tiveram grandes formações acadêmicas e não sabiam como me ajudar. Meus pais não tiveram formação educacional, mas me ensinaram a ter caráter e a ser a pessoa que sou hoje, mas no campo dos sentimentos eu sempre fui uma pessoa frágil e isso me fez sofrer muito de alguma forma.

Nunca passei por violência física, doméstica, em momento algum, por parte de meu companheiro, mas a minha baixa autoestima era tão profunda, que quando veio a separação, foi a gota d’água para que eu não entendesse aquela situação e desencadeasse um processo depressivo que quase me levou à ruína.

É preciso que a gente entenda que não somos únicos, que ninguém é dono de ninguém e isso eu aprendi com muita dor e sofrimento e espero que muitas mulheres que fazem parte da minha família, como minhas sobrinhas e parentes, não venham a passar por isso. Que cada uma seja firme, na sua maneira de ser e entenda que nós mulheres somos guerreiras e não sobreviventes.

Na última quinta-feira recebi uma linda homenagem do Sindicato dos Jornalistas, programada pela Comissão de Mulheres da entidade. Recebemos a homenagem eu e minhas colegas jornalistas Bleine Oliveira e Raquel Rocha. A honraria é dedicada às mulheres jornalistas que lutam, por igualdade no trabalho, na vida e no movimento sindical. Muito grata a todos e lutemos pela vida!

Bem precioso

Olívia de Cássia- Jornalista

Embora a gente viva num planeta que tenha a sua maior parte constituída de água, esse bem precioso corre sérios riscos de secar. O Dia Mundial da Água, comemorado no último dia 22 de março, trouxe mais um alerta a respeito da escassez para a humanidade. A data celebrou o fim da estiagem e o começo do outono, embora na nossa região as estações não sejam bem definidas.

Durante toda a semana que antecedeu o 22 de março, várias discussões foram feitas pelo mundo afora, sobre os diversos temas relacionados a este importante bem natural que precisa de muitos cuidados. Constantemente, os ambientalistas alertam que corremos o risco de morrer de sede se não houver uma dedicação maior e um zelo pelas nossas nascentes, florestas, rios lagoas e todo o ecossistema do planeta.

O professor universitário Jorge Rio Cardoso, em artigo no site Negócios, lembra que o Fórum Mundial da Água, organizado pelo Conselho Mundial da Água (cuja sede é em Marselha), é o maior evento internacional sobre gestão da água e realiza-se de três em três anos, reunindo cerca de 20.000 especialistas de mais de 140 países.

Ele observa que embora suas conclusões não sejam deliberativas, o evento tem servido para “sensibilizar os grandes líderes mundiais no sentido de encontrar consensos alargados sobre o tema e, por maioria de razão, de colocar a Água na Agenda Política Internacional”.

Os temas discutidos no Fórum evidenciam que a causa da escassez de água é urgente. Segundo Jorge Rio, os governos devem assumir um papel de compromisso com as políticas públicas para o setor, tornando-as cada vez mais claras.

O acesso à água e ao saneamento básico é consagrado como Direito Humano por parte das Nações Unidas. “É preciso ter presente que a água é um elemento que, para além de ser essencial à vida humana, dita de forma clara a melhor ou pior qualidade de vida de uma população”, diz o professor.

No Distrito Federal, foi preparada uma vasta programação para celebrar a data. A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) celebrou convênio com a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) para o repasse de R$ 2 milhões a serem aplicados no programa Produtor de Água, nos próximos cinco anos.

O programa tem como foco o estímulo à Política de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) voltados à proteção hídrica no país. O Produtor de Água apoia, orienta e certifica projetos para redução da erosão e do assoreamento de mananciais no meio rural.

Em Alagoas a programação do Dia Mundial da Água foi chocha, pífia e raquítica. Precisamos abrir os olhos para o fato de que as nossas nascentes, mananciais e afluentes dos rios estão correndo perigo de secar. É preciso redobrar o trabalho de preservação, é preciso que as escolas públicas façam uma grande campanha, desenvolvam trabalhos com os alunos, no sentido de incutir a ideia do não desperdício da água, do cuidado com a natureza e com o ecossistema. O meio ambiente agradeceria.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Deputados aprovam projeto de Medeiros que torna Instituto Biota de utilidade pública

Olívia de Cássia - Assessoria

Foi aprovado, por unanimidade, na sessão desta quarta-feira, 21, na Assembleia Legislativa, o projeto de lei que torna o Instituto Biota de Conservação de utilidade pública. O Biota, que tem sede em Maceió, é uma entidade da sociedade civil sem fins lucrativos e presta serviços de acolhimento e tratamento a animais marinhos mutilados.

O projeto é de autoria do deputado petista Ronaldo Medeiros e segundo ele, objetiva “contribuir com a entidade que realiza seus projetos com o intuito de contribuir na preservação do meio ambiente”.

“Fui procurado pela direção da entidade e tomei conhecimento do trabalho que o Instituto Biota presta aos alagoanos, levantando dados científicos e informando à sociedade, tendo como objetivo despertar na população o desejo de preservação do meio ambientes”, argumenta Ronaldo Medeiros.

Ele observa que entre as principais diretrizes do Instituto Biota pode-se destacar o monitoramento de encalhes de baleias, o monitoramento de desovas e encalhes de tartarugas marinhas, a realização de cursos de educação ambiental nas escolas, ações de limpeza de praias, entre outras ações.

Além disso, o parlamentar explica que a ONG interage intensamente com os alunos da Universidade Federal de Alagoas, polos de Maceió, Penedo e Viçosa. “Tal interação resulta na catalogação e análise científica de dados referentes ao meio ambiente, à fauna e à flora”, disse ele.

AÇÕES COMPLEMENTARES

O Instituto Biota de Conservação atualiza biólogos, veterinários, estudantes, bombeiros, policiais do Batalhão Ambiental, entre outros, por meio de cursos que tratam sobre biologia e conservação de animais marinhos.

Segundo Bruno Stefanis, diretor-executivo da entidade, “dessa forma, eles são capacitados para atuar em encalhes e outras ações, o que amplia o número de pessoas aliadas e que podem contribuir com os projetos da entidade”.

O deputado Ronaldo Medeiros disse que o presente projeto “é de extrema importância, pois estará conferindo a utilidade pública a uma entidade que muito tem a contribuir, não somente no plano prático, como no teórico no que se refere à educação ambiental, desenvolvimento sustentável e preservação das espécies”.

quarta-feira, 21 de março de 2012

PTN pede suspensão de serviços da TIM em Alagoas

Foto de Olívia de Cássia
JHC ingressou com pedido de intervenção; ação conjunta com OAB/AL e Procon/AL quer melhorias na prestação de serviços no Estado


Por Charlene Araújo - assessoria


O presidente do Partido Trabalhista Nacional (PTN) em Alagoas, deputado estadual João Henrique Caldas, ingressou com pedido de intervenção na qualidade de “Amigo da Corte” nos autos da Ação Civil Pública nº 0704714-11.2012.8.02.0001, em trâmite perante a 18ª Vara da Fazenda Estadual da Capital – AL, e que tem por Ré a empresa TIM Nordeste.

A Ação Civil Pública tem por objetivo impedir que a empresa TIM – alvo de Comissão Parlamentar de Inquérito na ALE – continue prestando serviços de péssima qualidade no Estado de Alagoas. O processo tem como autores a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas e o PROCON.

O PTN fundamentou o pedido em seu programa de governo, que dispõe ser “Inadmissível o capital selvagem, explorador, especulativo. O capital há de ser produtivo e se reproduzir nos frutos dos lucros e da produção.

O “Amigo da Corte”, ou amicus curiae, é um termo jurídico que traduz aquele que intervém no processo na qualidade de terceiro para ajudar na instrução da ação, ou seja, ajudar o juiz a formar o melhor convencimento possível.

O PTN – e seu Presidente – aguarda agora a decisão do Juiz Substituto, Dr. Helestron Silva da Costa, para que possa intervir no processo auxiliando o magistrado.

Petista apela por solução para a falta de água no Sertão alagoano

Foto de Olívia de Cássia
Olivia de Cássia, com assessoria

Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (21), na sessão que antecede as comemorações do Dia Mundial da Água, o deputado Ronaldo Medeiros (PT), apelou por uma solução urgente para com a situação da falta de água no Estado, mas precisamente no Sertão alagoano.

No plenário da Casa de Tavares Bastos, o parlamentar citou como exemplo o município de Major Isidoro, pois, segundo ele, recebeu a denúncia de que há mais de 20 dias não tem água canalizada no município.

Ronaldo apelou para a Casal, para desenvolver ações que resolvam o problema da falta de aágua. “Faço aqui um apelo à Casal por uma solução urgente. Um dia sem água já gera prejuízos e insatisfação, imagine um mês ou mais. Já que consegue recursos (o governo) para construir viadutos, novas vias, por que não para as pessoas que estão sofrendo com a falta de água?”, indagou o petista.

De acordo com Medeiros, o Estado tem que adotar um plano B para que, em uma situação como esta de Major Isidoro, a população não seja penalizada. “Temos duas grandes obras no Estado que visam acabar com a seca e, consequentemente com a falta de água, mas, até hoje nada”, observou.

O deputado ressaltou que todos os meses os cidadãos alagoanos são obrigados a pagar as contas de água, caso contrário a casal corta o fornecimento. “Me intriga é que numa situação como a que acontece no Sertão alagoano, pessoas que passam meses sem água, recebem a cobrança no fim do mês. É um absurdo!”, argumentou.

VIOLÊNCIA

Ainda em seu pronunciamento na tribuna da Casa de Tavares Bastos, o deputado Ronaldo Medeiros ressaltou que duas famílias conhecidas entraram em contato na noite anterior relatando atos de violência.

Em um dos casos, os bandidos invadiram a casa do cidadão, prenderam todos em casa e levaram todos os pertences. O detalhe é que tinha um caminhão na porta da casa onde os assaltantes transportaram todos os bens dos moradores. O outro caso foi um seqüestro- relâmpago relatado pelo deputado.

“Sei que o tema violência está sendo bastante discutido aqui na Casa, mas não tenho como não falar desses casos. É o crime tomando conta do Estado. Isso é lamentável”, finalizou Ronaldo Medeiros.

Temóteo Correia diz ao programa CQC que comprou voto

Foto de Olívia de Cássia - arquivo
Olívia de Cássia, com informações de agências

Na tarde desta quarta-feira, 21, na Assembleia, o deputado Temoteo Correia (DEM) se superou e serviu de piada para quem estava na ALE. Com a presença de integrantes do programa Custe o Que Custar (CQC) da Rede Bandeirantes, ele disse que compra voto e que, em São Paulo, político rouba mais que em Alagoas. Mais uma vez ele atacou a imprensa e disse que a corrupção é generalizada.Em vezes anteriores ele chegou a dizer que foi Deus quem inventou a corrupção.

Segundo informações do jornalista Nigel Santana, da Tribuna Independente, o humorista entrevistava normalmente o parlamentar, até que foi questionado se em Alagoas os deputados praticavam crimes eleitorais para se eleger. “Aqui se compra voto, sim. Em Alagoas, no Nordeste, o povo pena com a barriga. Eu mesmo já comprei votos. Não é uma compra de votos definidamente. É a doação de botijão de gás, ajuda de custo para os eleitores”, justificou.

Não é que o deputado tenha dito uma novidade, mas parece que Temóteo Correia (DEM) está com problemas de comportamento. Já algum tempo usa a tribuna da Casa de Tavares Bastos para falar de assuntos desconexos, mistura as estações e critica a imprensa porque não publica as besteiras que diz.

A única instituição que Correia defende, com muita convicção, é o Governo do Estado, mesmo quando o governo é criticado por conta da violência desenfreada e pela falta de políticas públicas na área de segurança. Dá a entender que ele quer assumir a liderança do governo na Casa, mas não consegue.

Temóteo já chegou até a destratar jornalistas que em seus textos criticam sua postura e reclama quando o que diz não é publicado em manchete nos jornais, quer interferir até na disposição das matérias.

Na terça-feira, 20, na tribuna da Casa, fez um discurso longo, ultrapassou o horário regimental, atropelou as normas da Casa e criticou o ministro Aloizio Mercadante (PT), pelas suas declarações sobre os índices negativos da educação de Alagoas, fez várias ironias ao governo federal, às vezes cita o Código de Amurabi e ninguém consegue acompanhar o raciocínio dele.

Segundo os jornalistas que cobriam a Assembleia na tarde de hoje, a entrevista concedida por Correia ficará para a história. Depois de perder a paciência com as provocações feitas pelo jornalista, Temóteo Correia acusou a imprensa de ‘roubar’ dinheiro dos cofres do Estado e afirmou que as grandes metrópoles brasileiras costumam menosprezar os alagoanos.

Em outra situação, Correia foi indagado sobre seu indiciamento na Operação Taturana, da Polícia Federal, que descobriu em 2007, um susposto desvio de R$ 300 milhões dos cofres da ALE. Em resposta, o deputado garantiu que foi colocado como suspeito no esquema porque o delegado, Janderlyer Gomes, ‘acordou de mau humor’.

“Você [repórter do CQC] deve roubar mais que qualquer pessoa. Você trabalha para uma pessoa poderosa e corrupta. O seu patrão explora a miséria do povo, assim como a imprensa. Se você estivesse aqui [na Assembleia], roubaria mais do que os que estão aqui. Esse indiciamento na Operação Taturana foi em decorrência do mau humor do delegado da Polícia Federal”, destacava Temóteo em sua maneira de falar.

O deputado disse ao repórter do CQC que em São Paulo, os políticos roubam mais que em Alagoas. Para ele, onde há mais recursos, existe ainda mais desonestidade e corrupção. “É uma questão de análise”. (Com informações de Nigel Santana e agências)

Sindjornal homenageia mulheres jornalistas

Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal), por meio da Comissão de Mulheres, realizará nesta quinta-feira (22/03), a partir das 19h, no Espaço Cultural do Sindicato dos Bancários (Centro), o II Happy Hour em Homenagem às Mulheres Jornalistas, com apresentação da cantora Vânia Garcia, acompanhada pelo violonista Zailton Sarmento.

Na oportunidade, o sindicato prestará homenagem a três mulheres jornalistas que se destacam em seus espaços de atuação profissional. Este ano as indicadas são a vice-reitora da Ufal, Rachel Rocha, a repórter do jornal Gazeta de Alagoas, Bleine Oliveira, e Olívia de Cássia, assessora de imprensa do deputado estadual Ronaldo Medeiros, revisora e blogueira da Tribuna Independente. Na programação consta ainda um bate-papo com a policial civil Eulina Neta, presidenta do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim).

A atividade do Sindjornal integra a programação da CUT Alagoas para o mês de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, e tem como objetivo promover a integração da categoria, com foco na reflexão sobre o papel da mulher jornalista frente às questões de gênero que afetam a formação da sociedade.

Segundo a presidente do Sindjornal, Valdice Gomes, as dificuldades enfrentadas pelas jornalistas no mercado de trabalho são as mesmas das demais mulheres, por isso o sindicato se une às entidades da sociedade civil que lutam pela igualdade de oportunidade, respeito aos direitos de cidadania e contra a violência que atinge as mulheres.

No esforço de contribuir para um jornalismo de respeito aos direitos da mulher, o Sindjornal realizou em 2011 o Curso sobre Gênero, Raça e Etnia para jornalistas, resultado de uma parceria entre a Fenaj e a ONU Mulheres, que aconteceu em oito Capitais, incluindo Maceió. O objetivo foi melhorar a qualidade da abordagem de temas relacionados ao universo feminino no jornalismo.

Fonte: Sindjornal


Sindjornal homenageia mulheres jornalistas

Deputado Marcos Madeira faz primeiro discurso como líder do PT na ALE

Foto de Olívia de Cássia - 20-3-2012
Bancada do PT na ALE

Por Olívia de Cássia, com Camila Ferraz

O deputado Marquinho Madeira (PT) usou a tribuna da Casa de Tavares Bastos, na sessão desta terça-feira 20, para falar da violência no Litoral Norte. Em seu primeiro discurso como líder do Partido dos Trabalhadores na Assembleia, Madeira criticou os índices de violência no Estado, principalmente em sua região.

O deputado elencou vários assaltos em Maragogi e em seu entorno e disse que até ele teve seu carro roubado, com alguns pertences. Segundo o deputado, a situação é mais grave do que se pensa e as pessoas estão com medo de perderem o que têm.

Em aparte ao deputado Madeira, o também petista Ronaldo Medeiros disse que pode constatar o medo das pessoas da cidade no último fim de semana em que esteve em Maragogi.

“As pessoas estão com receio de caminhar na praia, um ato saudável, com medo de sair de suas casas, estão se privando de atividades diárias por conta da violência, faço um apelo mais uma vez ao Governo do Estado, para equipar melhor nossos policiais, para dar mais prioridade à segurança pública que está um caos”, destacou Medeiros.

Segundo ele, os estados de Pernambuco e Sergipe vêm planejando uma série de atividades contra a violência e Alagoas, não. “O governo federal vai fazer concurso e só envia recursos em cima de projetos. Não temos projetos para a segurança. É preciso colocar barreiras e polícia que não tem em Maragogi”, disse Medeiros.

O deputado lembrou que na região estão sendo construídos hotéis e que Maragogi vai se tornar mais viável para o turismo. “É preciso que algo seja feito, o Governo do Estado tem que tomar uma medida enérgica”, reforçou.

Retomando sua fala, o deputado Marquinho Madeira encerrou seu pronunciamento fazendo um apelo ao governo para incrementar a segurança pública na região Norte do Estado.

Já o deputado Judson Cabral, o terceiro deputado da bancada petista a falar, usou a tribuna da Casa para cobrar responsabilidade sobre as prestações de contas do governo e da mesa diretora da ALE, que segundo Cabral estaria descumprindo os prazos legais, mais uma vez.

“Quero chamar a atenção e cobrar responsabilidade sobre a prestação de contas, pois está havendo um descumprimento de prazos do governo e da mesa diretora, mais uma vez”, disse Judson, acrescentando que é preciso agilizar para que “a gente possa ainda nesse semestre apresentar uma ficha limpa, pois não estamos cumprindo com o nosso dever”, disse ele.

CCJ

O presidente da Casa, deputado Fernando Toledo (PSDB), antes de se retirar para um compromisso, leu o ofício enviado pelo novo líder da bancada do PT, deputado Marquinhos Madeira, onde ele designa o também petista Ronaldo Medeiros para compor, em substituição ao seu nome, a Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

terça-feira, 20 de março de 2012

Sessão da ALE teve posse e licença instantâneas

Foto de Olívia de Cássia-20-3-2012
Marcos Ferreira deverá assumir mandato na Casa de Tavares Bastos

Olívia de Cássia, com informações de assessorias

Na sessão da tarde desta terça-feira, 20, na Assembleia Legislativa alagoana, com a presença de 18 deputados no plenário, aconteceu um fato curioso: por questões burocráticas devido ao afastamento do líder do governo, Edval Gaia (PSDB) e para não perder a suplência do mandato, o primeiro suplente da coligação, Alberto Sextafeira (PSB), tomou posse assumindo a vaga de Gaia, mas em menos de um minuto, pediu licença do cargo.

A atitude de Sextafeira é justificada por conta de acordo com a sua coligação. Ao tomar posse, de imediato, anunciou, num rápido discurso, que não assumiria a cadeira deixada por seu colega de coligação cumprindo o acordo feito para que a vaga possa ser ocupada pelo terceiro suplente Marcos Ferreira (PSDB), que não conseguiu se eleger na última eleição.

Sextafeira informou que vai permanecer no cargo de secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Renda, apoiando o governo de Vilela e que, para isso, terá que ficar afastado da função parlamentar.

Já Marcos Ferreira deverá assumir o mandato na Casa de Tavares Bastos no lugar do também colega Edval Gaia Filho (PSDB), que pediu licença de 130 dias do cargo parlamentar, na semana passada. Gaia estava assumindo a liderança da bancada do governo Teotonio Vilela Filho (PSDB) e por conta de seu afastamento ainda não se sabe quem vai ser o líder do governo na Casa de Tavares Bastos.

O motivo de Sextafeira ter assumido o mandato na ALE e pedido afastamento no mesmo instante segue uma orientação do Palácio República dos Palmares. Segundo o que se comenta nos bastidores da política alagoana, a intenção é dar visibilidade a Ferreira para que ele possa concorrer às eleições municipais deste ano.

Marcos Ferreira deverá disputar a Prefeitura de Santana do Ipanema com o candidato que será apoiado pela família Bulhões, ligada ao PTB.

Com o afastamento de Sextafeira, assumiria a vaga o segundo suplente, pastor João Luiz (PSDB). Mas, da mesma forma que ele ocupa o mandato de vereador na Câmara Municipal de Maceió, deverá abrir mão da vaga e, assim, deixar espaço para Marcos Ferreira. A posse de João Luiz está prevista para acontecer na tarde desta quarta-feira. Após a renúncia dele, Ferreira deve assinar o seu termo de posse.

Assembleia pode arquivar CPI da Pisotolagem

Foto de Olívia de Cássia - arquivo
Por Olívia de Cássia

Por insuficiência de nomes, no prazo regimental, a Assembleia Legislativa Estadual (ALE) pode arquivar o requerimento com 13 assinaturas de adesão, de autoria do deputado João Henrique Caldas (PTN) solicitando a criação da CPI da Pistolagem em Alagoas.

A informação do arquivamento foi do presidente da Casa de Tavares Bastos, deputado Fernando Toledo (PSDB) na tarde de hoje, 20. Toledo disse aos jornalistas que cobrem as sessões diárias que os partidos não indicaram os integrantes, em tempo hábil, e por isso a CPI deverá ser arquivada.

“Só o PTN e o PMDB indicaram seus nomes”, informou Toledo. O PMDB indicou o deputado Olavo Calheiros e o PTN, o líder do partido, único deputado na Casa e proponente da CPI, deputado JHC, que precisou se ausentar da sessão hoje, por motivo de agenda, e encaminhou requerimento informando sua falta.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Fundação Palmares em Alagoas realiza a terceira edição do Projeto Quintal Cultural

Segundo Quintal Cultural em fevereiro - foto de arquivo

Por João Paulo Farias- Texto e Fotos (O Relâmpago)

A terceira edição do Projeto Quintal Cultural, realizado pela representação da Fundação Cultural Palmares em Alagoas, traz na próxima quarta-feira, 21, a poesia no varal. O projeto acontece no escritório da Fundação, na Rua Antônio Honorato da Silva, 236, centro de União dos Palmares – AL, a partir das 20 horas.

Segundo Genisete de Lucena Sarmento, representante do escritório da Fundação em Alagoas, o projeto tem como objetivo a promoção e a disseminação da cultura palmarina. “O espaço tem que ser utilizado como uma opção para a comunidade conhecer alternativas culturais”, explica.

Pela segunda vez o evento traz a poesia para amantes e admiradores dela. “Quem participar pode ouvir e também recitar versos de obras pessoais e de outros autores”, conta. Genisete explica que quando terminar o evento, os participantes levam as obras que estiveram penduradas em um varal.

“Quem trouxer a sua obra, pode compartilhar com o outro. Além da poesia, também haverá a apresentação cultural do Grupo de Estudos Culturais ‘Vixe Maria’ e do músico Ednaldo Severiano”, finaliza.

Sessão especial na ALE discute Campanha da Fraternidade

Foto: Camila Ferraz
Por Olívia de Cássia, com assessorias

Com o plenário lotado, a Assembleia Legislativa Estadual (ALE) realizou na tarde desta segunda-feira, 19, uma sessão especial conjunta de autoria dos deputados Judson Cabral e Ronaldo Medeiros ( do PT), em parceria com os vereadores de Maceió, Fátima Santiago (PP) e Sílvio Camelo (PV). O tema da sessão foi a Campanha da Fraternidade deste ano, que tem o lema: “Que a saúde se difunda sobre a terra”.

Durante a sessão, o deputado Ronaldo Medeiros (PT) parabenizou a Igreja Católica pela escolha do tema e ressaltou a importância de debater sobre saúde pública.

“A saúde pública, não pode, de maneira alguma, servir de bandeira para políticos e partidos, essa causa é única, e de extrema importância, temos que lutar por uma saúde digna para todos e todas, precisamos realizar uma ação conjunta, visto que, o cidadão que não tem nem o que comer em sua casa, como terá uma boa saúde? Precisamos analisar a questão em sua totalidade”, salientou Medeiros.

O deputado afirmou que não concorda com os cortes feitos pelo Governo Federal nos recursos destinados à saúde. “Não podemos cortar recursos da saúde; falo isso com muita propriedade, pois sou do partido da presidente Dilma Roussef e sei reconhecer quando algo não está correto”, disse Medeiros.

O petista observou que é preciso mudar a forma como se faz saúde pública no Brasil, visto que hoje é feita de forma curativa, ou seja, para tratar quem já está doente. “O ideal, o correto, seria a saúde preventiva, que, como o próprio nome já diz previne, antecede a doença para que ela se quer atinja o cidadão”, argumentou.

O deputado Judson Cabral (também do PT) destacou a importância do tema escolhido pela Igreja Católica, “pois a questão da saúde é um tema recorrente e está na ordem do dia, principalmente quando voltado à realidade do nosso Estado”.

O parlamentar observou que a sessão especial tem por objetivo não apenas discutir, mas encontrar “um eixo de providências e encaminhamentos”. Segundo Judson, o Poder Legislativo “tem a obrigação e o compromisso de encaminhar as propostas que a população nos traga. E a questão da saúde é prioritária”, observou.

UNIÃO DOS LEGISLATIVOS

O vereador por Maceió, Sílvio Camelo (PV) destacou a importância da união dos legislativos estadual e municipal na discussão do tema para que, de forma conjunta, possam somar esforços no sentido de encontrar solução para o problema.

“A CNBB e a Arquidiocese de Maceió estão de parabéns pela escolha do tema, que é uma questão que aflige a todos. Temos o SUS que é uma forma de saúde universal, que na teoria atende dessa forma, mas na prática vemos que até hoje não se conseguiu fazer isso”, disse Camelo.

Para o arcebispo Dom Antonio Muniz , o parlamento alagoano é o fórum ideal para debater um tema tão importante como a saúde pública. “Aqui é como se fosse um alto falante para todo o Estado e cidade de Maceió. Para nós é uma alegria estar e participar desse momento convocado pela Assembleia e pela Câmara para tratar deste assunto de estrema necessidade e gravidade”, declarou.

Na sessão de hoje, fizeram parte da Mesa o arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz, os secretários de estado e do município da saúde, Alexandre Toledo e Adeilson Loureiro, o provedor da Santa Casa de Misericórdia de Maceió, Humberto Gomes de Melo, a representante do conselho estadual da saúde, Maria Borges, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AL, Gilberto Irineu, o presidente do sindicato dos médicos, Welington Galvão, os deputados Ronaldo Medeiros e Judson Cabral, além do presidente da Casa, deputado Fernando Toledo.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Polêmicas do Código Florestal

Olívia de Cássia - jornalista

Após dezenas de discussões em comissões e emendas, o novo Código Florestal que está para ser aprovado pela Câmara Federal ainda está cercado de polêmicas e discordâncias entre ambientalistas e instituições ligadas ao meio ambiente. Se for aprovado do jeito que está, será motivo de muitas discórdias pelo País a fora.

A mudança no comando das lideranças do governo na Câmara e no Senado adiou, mais uma vez, a votação do (PL 1876/99), que estava prevista para esta semana. A reforma foi aprovada pelos deputados em maio de 2011, seguiu para o Senado, e agora a Câmara precisa avaliar as alterações feitas pelos senadores. A nova data de votação da reforma ainda não foi definida.

O presidente da Câmara, Marco Maia, afirmou que o motivo do cancelamento das votações no Plenário nesta terça-feira, 13, foi dar tempo ao novo líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), de “tomar pé” dos projetos que estão na pauta de votação. Por determinação da presidente Dilma Rousseff, Chinaglia substituiu o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) na liderança.

O relator do novo Código Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), já concluiu seu parecer. Entre as mudanças que fez no texto vindo do Senado, ele pretende retirar o artigo que prevê um percentual mínimo de área verde nas novas expansões urbanas. O relator avalia que as regras para as áreas de preservação permanente (APPs) que foram ocupadas ilegalmente por atividades como a pecuária são o ponto mais difícil para um acordo.

As propostas de mudança no Código Florestal, que é de 1965, tramitam na Câmara há mais de dez anos e ainda não chegou a um consenso. As lideranças ambientais estão acompanhando atentas às discussões no Congresso Nacional. Na semana passada, entidades como a da Mulheres da Via Campesina enviaram cartas e e-mails à presidente Dilma Rousseff para pedir o veto das mudanças no Código.

Os ambientalistas e agricultores avaliam que a matéria que está para ser aprovada vai acabar com as reservas de florestas brasileiras e pediram à presidente que intercedesse no sentido de que, do jeito que está, não fosse aprovada. Na mesma mensagem, as mulheres resgatam o compromisso assumido em 2010 pela então candidata Dilma, durante as eleições, de impedir a aprovação de leis que criem condições para a ampliação do desmatamento.

Segundo a matéria em discussão, a nova lei determina como será a exploração das terras e a preservação das áreas verdes do país. A Câmara Federal discute as mudanças aprovadas pelo Senado no ano passado com base em texto votado pela Câmara. Nesta segunda votação, os deputados não podem mais fazer mudanças de mérito, apenas decidir qual texto vai prevalecer – se o aprovado pelo Senado ou o da Câmara.

Também é possível retirar pontos da proposta. Há muitas polêmicas ainda a respeito da matéria, não haveria acordo sobre a parte inicial do texto, que trata de princípios. Há deputados que acham não ser adequado o documento ter princípios que não poderão ser reproduzidos em lei e ‘ficarão vagando e criando dificuldades de interpretação’.

A respeito das florestas com áreas de proteção em margens de rio e nascentes também há discordâncias. A definição das áreas de proteção ainda causa reboliço, principalmente entre os ambientalistas. O líder do PV e futuro presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Sarney Filho (MA), disse que o projeto vai anistiar desmatadores, condenar de vez a Mata Atlântica e favorecer o grande latifundiário. Pelo visto, se for aprovado como está, os destruidores do meio ambiente vão fazer a festa.

Dependentes que passam por tratamento podem ser beneficiados com projeto de Medeiros

Foto de Olívia de Cássia
"Programa Vida Nova objetiva promover reinserção no mercado de trabalho para quem passa por tratamento de dependência de drogas", observa Ronaldo Medeiros

Olívia de Cássia – assessoria

Está tramitando na Assembleia Legislativa, desde o dia 23 de novembro do ano passado, um projeto de lei do deputado Ronaldo Medeiros (PT) intitulado Programa Vida Nova, que objetiva promover a reinserção no mercado de trabalho de pessoas que passam por tratamento de dependência de drogas em comunidades terapêuticas ou outros estabelecimentos de saúde.

Segundo o deputado, pelo projeto, estarão habilitadas a receber os benefícios desta lei as pessoas que concluírem seu tratamento, conforme atestado fornecido pelas instituições competentes, que deverão estar cadastradas junto à Secretaria de Estado de Saúde.

“As inscrições para o Programa serão efetuadas nas unidades do Sistema Nacional de Emprego - Sine - e, onde estas não existirem, nas prefeituras municipais. O trabalho a ser desenvolvido pela pessoa beneficiada não pode envolver o contato com substâncias psicoativas ou que possam levar à retomada do consumo de drogas”, explicou o deputado.

O Programa Vida Nova, segundo o Projeto do deputado Ronaldo Medeiros, será coordenado pelo governo do Estado, que poderá contar com a colaboração de associações, sindicatos e outras entidades e organizações sem fins lucrativos que se dedicam à causa.
O deputado Ronaldo Medeiros observa que os municípios poderão participar do Programa mediante o desenvolvimento de ações complementares, no âmbito de sua competência.

“Se a matéria for aprovada, fica o Poder Executivo autorizado a repassar à empresa participante do Programa instituído por esta lei o valor mensal equivalente ao piso salarial da categoria profissional em que o beneficiado esteja ingressando, fixado em convenção ou acordo coletivo de trabalho, decisão normativa ou lei, até o limite máximo de dois salários mínimos por pessoa contratada, pelo período mínimo de seis meses”, disse ele.

Ronaldo observa que não havendo piso salarial estabelecido, o valor repassado à empresa será equivalente a um salário mínimo por pessoa contratada. Para terem acesso ao benefício, as empresas devem se comprometer a garantir a vaga à pessoa beneficiada por no mínimo um ano.

O projeto do petista prevê que será dada preferência às vagas oferecidas pelo Programa Vida Nova, para pessoas com deficiência. Poderão habilitar-se a participar do Programa instituído por esta lei, mediante a assinatura de termo de adesão com o Estado, as cooperativas, as empresas, os proprietários de áreas rurais, as entidades sem fins lucrativos, os profissionais liberais e os autônomos, assim definidos em regulamento.

“A empresa que reduzir o número de postos de trabalho ou desrespeitar os direitos previstos nesta lei, durante sua participação no Programa, além de inabilitar-se para participação futura deverá devolver ao Estado, na forma de regulamento, os valores recebidos. Estou confiante que a matéria em breve vá ao plenário e que seja aprovada pelos colegas deputados”, disse o deputado.

Polêmica marca sessão para abertura de propostas de preços para concurso público

Por João Paulo Farias – Texto e Fotos (site O Relâmpago)

Uma sessão pública realizada nesta quinta-feira,15, no auditório da Prefeitura de União dos Palmares, marcou a abertura dos envelopes com as propostas de preços das empresas que concorrem à licitação para realização do Concurso Público Municipal. Durante a reunião, uma informação desencontrada gerou polêmica a respeito da licitação.

Das quatro empresas que participam do certame, só o representante da AOCP – Assessoria em Organização de Concursos Públicos, Claudionor Araújo, esteve presente no local. As demais empresas, Master Consultoria de Negócios Ltda, Seprod – Serviço de Processamento de Dados, Exame Auditores e Consultores Ltda, não mandaram representantes à sessão.

Antes da abertura dos envelopes, a presidente da Comissão de Licitação (CPL), Edjane Alves, informou aos presentes que só restavam apenas três concorrentes disputando a licitação: a AOCP, a Master e a Exame. Quando iniciou-se a abertura dos envelopes, o telefone do vereador Edvan Correia tocou e, na linha, um dos diretores da empresa Seprod pergunta ao parlamentar como anda o processo de licitação.

A ligação foi repassada para Mário Bispo, presidente da Comissão de Fiscalização, que repassou a informação para Edjane Alves, da CPL. Edjane havia informado que a empresa Seprod foi desclassificada e se recusou a atender o telefonema do diretor, dizendo que ele ligue para ela depois.

O diretor da Seprod, via telefone, informou que sua empresa não foi desclassificada, pois havia impetrado recurso na Justiça, que foi provido pela Comissão de Licitação. Depois de conversar com o diretor da empresa Seprod, Edjane reconheceu a falha e abriu o envelope da empresa, apresentando aos presentes à sessão, os preços apresentados para os valores que serão cobrados para a inscrição no concurso.

A empresa AOCP cobrou: R$ 20 para nível fundamental; R$ 40 para nível médio e R$ 60 para superior. A Exame cobrou R$ 29; R$ 43 e R$ 58, respectivamente. A Master cobrou R$ 20 para inscrição no nível fundamental, R$ 35 para o médio e R$ 58 para o superior. A Seprod cobrou os preços mais baixos: R$ 15; R$ 25 e R$ 25.

Mesmo apresentando o menor valor, a Seprod ficou em segundo lugar, pois obteve 70 pontos na avaliação técnica. A Master foi a única empresa que não teve pontos impugnados pela Comissão de Licitação, obtendo 100 pontos. O resultado oficial da licitação sairá nos próximos oito dias, segundo Edjane Alves. Esses resultados serão analisados pela Comissão de Licitação e posteriormente a empresa vencedora será publicada no Diário Oficial do Estado.

Estiveram presentes à sessão, a presidente da Comissão de Licitação, Edjane Alves, o presidente da Comissão Fiscalizadora do concurso, Mário Bispo, junto ao advogado Eriberto Lins e o vereador Manoel Feliciano.

Além desses nomes, participaram também o representante do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais (Sintpmup), Olivano Dias, os vereadores, Edvan Correia (Bobo), Biu Crente, Fabian Holanda, Julio Paulinho, Elvinho e integrantes da imprensa local e sociedade palmarina.

Bate-boca encerra sessão

Após a abertura dos envelopes começam as discussões na reunião sobre a redação da Ata, pois o vereador Edvan Correia pediu que constasse em ata o equívoco cometido, quando a empresa Seprod teria sido desclassificada na licitação. Irritada com argumentação do vereador, Edjane Alves diz que reconhece o equívoco, mas que não iria constar o assunto em ata.

O vereador Edvan Correia voltou a insistir solicitando que a presidente da Comissão de Licitação colocasse a questão em ata, mas Edjane Alves, descontrolada, expulsou o vereador do local. O parlamentar disse que não sairia e pediu que Edjane fizesse as alterações solicitadas, pois ninguém assinaria o documento sem as devidas correções.

O presidente da Comissão de Fiscalização do concurso, Mário Bispo, pediu que Edjane discrimine na ata da licitação os preços propostos pelas empresas, mas ela se negou a fazer. Exaltada, perguntou aos presentes se a estariam fazendo de “palhaça”. Foi quando Mário Bispo pediu respeito por parte dela e a polêmica não parou por aí.

Após quatro horas de sessão, a ata de análise e julgamento da fase de propostas de preços foi fechada, com as alterações solicitadas pelo vereador Edvan Correia e o presidente da Comissão de Fiscalização do concurso, Mário Bispo. Pelo visto o concurso público de União dos Palmares, já nasce com problemas.

JHC cobra de ministro conclusão de trecho da BR-416

Foto de Olívia de Cássia
Por Charlene Araújo - assessoria

Obra foi iniciada em 2006 e está paralisada, o que prejudica moradores da região de Ibateguara e Colônia Leopoldina

O deputado estadual João Henrique Holanda Caldas (PTN) acompanhou a visita dos ministros Paulo Sérgio Passos (Transportes) e Miriam Belchior (Planejamento) a Alagoas, onde foi observado o andamento das obras de duplicação da BR 101. Cerca de R$ 1 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2) foi investido na duplicação dos 248,5 quilômetros da rodovia.

A obra trará avanços aos moradores de vários municípios, como Colônia de Leopoldina, Flexeiras, Maceió, Messias, Novo Lino, São Miguel dos Campos e Teotônio Vilela. Além de gerar centenas de empregos, a duplicação da BR 101 facilitará o acesso a diversos destinos turísticos de Alagoas.

Aproveitando a ocasião, JHC conversou com o ministro Paulo Passos e solicitou atenção para a conclusão das obras de um trecho da BR 416, que interliga as BR’s 104 e 101. Essa obra foi iniciada em 2006, mas até então não foi terminada, além do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) não ter dado previsão oficial para o término do serviço.

A rodovia liga os municípios de Ibateguara e Colônia Leopoldina, mas a interrupção das obras faz com que muitos motoristas precisem percorrer um trecho de 127 km, desviando pela BR 101, quando poderiam percorrer apenas 65 km. Na época chuvosa a situação se agrava por conta da lama que se acumula na rodovia, além da falta de segurança no local, o que facilita a ação de bandidos.

JHC pediu que a obra fosse retomada o quanto antes para que possa trazer tranquilidade aos motoristas e habitantes da região.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Segunda sessão da semana na ALE foi curta

Fotos de Olívia de Cássia
Por Olívia de Cássia – Com Sessão Pública e Assessoria

Nos meses que antecedem as eleições municipais deste ano, as sessões da Assembleia Legislativa têm sido, nesses primeiros dias, curtas e com poucos projetos em pauta. Parece que os deputados estão empenhados em ajudar seus correligionários às eleições municipais e a tarde foi apenas de debates.

Na sessão desta quarta-feira, 14, dezenove deputados compareceram à sessão da Casa de Tavares Bastos, um número razoável, que pode deliberar votações de projetos, mas apenas uma matéria foi lida na Ordem do Dia para ser apreciada pelos parlamentares alagoanos.

A matéria foi uma indicação do deputado Joãozinho Pereira (PSDB), para que o governo do Estado faça a recuperação da Ponte Gunga, sobre o Rio São Miguel, no Litoral Sul.

O deputado Fernando Toledo (PSDB), presidente da Casa, após a abertura da sessão, como a leitura da ata da reunião plenária anterior e a verificação de quórum, pediu aos parlamentares inscritos para fazerem uso da tribuna da Casa, para que o fizesse no Expediente Final, por ele ter a necessidade de acompanhar o sepultamento de um parente.

Medeiros reclama de caos na saúde



O primeiro parlamentar a fazer uso da fala foi o deputado Ronaldo Medeiros (PT) que discorreu sobre a situação caótica da saúde no Estado. Medeiros criticou a saúde pública em Alagoas e disse que os alagoanos não aguentam mais sofrer com seus parentes agonizando nas filas à espera de um atendimento.

O petista fez um apelo ao Governo do Estado e ao prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), para resolver, em caráter de urgência, a situação da saúde pública. “Hoje, mais de 100 anestesistas pararam as atividades e os hospitais que realizam cirurgias por meio de convênios com o SUS estão preocupados com as consequências dessa paralisação”, ressaltou o deputado.

Ele pontuou o seu discurso dizendo que os alagoanos estão passando momentos difíceis e destacou a paralisação dos médicos anestesistas do Estado.

“Vivemos momentos difíceis com a saúde em Alagoas, e, para agravar ainda mais a situação, vemos os anestesistas suspendendo o atendimento pelo SUS, hoje, no HGE.

Existe uma carência de 35 profissionais desta área; são vagas abertas e ninguém para preenchê-las, isso porque, os profissionais estão deixando de trabalhar em Alagoas, e procurando emprego em outros estados, pois aqui se paga R$ 45 para um anestesista realizar um parto, enquanto que em outros estados do Nordeste esse valor chega a R$ 380”, observou Medeiros.

O deputado do Partido dos Trabalhadores lamentou ainda o fato de que os profissionais que hoje paralisaram as atividades estão tentando uma negociação a contento desde setembro do ano passado e até o momento nada foi realizado.

“Gostaria de pedir encarecidamente, que pelo menos fosse resolvida em parte essa situação. Os médicos passam em média oito anos estudando para conseguir um emprego e depois disso para receber um salário digno têm que trabalhar em até sete lugares distintos, recebendo até R$ 3,80 por consulta, um absurdo!”, reclamou o petista.

Deputado Joãozinho Pereira defende fecularia

Foto de Olívia de Cássia
Por Olívia de Cássia, com Sessão Pública

Depois da fala do deputado Ronaldo Medeiros, quem fez uso da tribuna da ALE foi o deputado tucano Joãozinho Pereira. Segundo o site Sessão Pública, ele demonstrou sua preocupação com a falta de escoamento da produção de mandioca em Alagoas. "Uma fecularia foi inaugurada em Arapiraca e essa importante indústria ainda não está cumprindo seu importante papel", afirma Pereira.

Ainda na tribuna da Casa de Tavares Bastos, o deputado propôs a realização de uma sessão pública na Assembleia, para discutir a reabertura da fecularia de Arapiraca e chamou todos os parlamentares da região Agreste do Estado para fortalecer sua proposta.

Em aparte ao pronunciamento do deputado Joãozinho Pereira, o deputado Gilvan Barros (PSDB), mesmo partido do parlamentar, defendeu a diversificação da agricultura. "Temos várias formas de diversificar a produção agrícola de Alagoas. E a inatividade da fecularia está gerando críticas", afirma Barros.

Já o deputado Judson Cabral (PT), em outro aparte, argumentou que o projeto da fecularia de mandioca em Alagoas existe há cinco anos, mas só se materializou com a visita da presidente Dilma ao Estado, no ano passado. O parlamentar lembrou que contribuiu para o andamento da fecularia, ao apresentar um projeto de lei que estabelece a inclusão de mandioca na merenda escolar.

CIDADES PRODUTORAS

Em aparte, o deputado Ricardo Nezinho (PMDB) afirmou que 14 municípios alagoanos produzem mandioca e os gestores de tais cidades deveriam se unir em defesa da agricultura. O deputado Joãozinho Pereira encerrou seu pronunciamento reforçando a importância da mandioca para a alimentação pobre do Estado, bem como para a economia de municípios alagoanos.

Ainda tenho esperança

Por Olívia de Cássia Cerqueira O dia amanheceu com mais uma promessa de vida. É sexta-feira, dia de alegria, como todos devem ser: de agr...