quarta-feira, 31 de julho de 2013

O que fazer?

Olívia de Cássia - jornalista

Fazia tempo que eu não me sentia assim, para baixo, aperreada e incrédula, sem saber como vou passar o mês se as despesas não vão poder ser cobertas por conta da falta de aporte financeiro. Sou uma empresa falida, sem capital de giro, sem crédito na praça, mas com muita esperança.

 Não costumo mais usar os termos negativos de antes para classificar minhas incertezas, para não atrair energia ruim: mas confesso que me senti entristecida hoje e chorei. De repente, uma sensação de inabilidade diante das coisas práticas, de não saber como administrar o caos financeiro que é a minha vida se abateu sobre mim.

Tento me acercar de todas as minhas teorias positivas que aprendi com meus estudos e estímulos de autoajuda diante da nova postura que adotei para minha vida, mas nessas horas de quase descontrole emocional a gente se perde um pouco e fui me socorrer com quem sempre me alegra e está mais perto de mim: meus bebês de quatro patas.

São eles que dão razão à minha vontade de não fraquejar diante da vida; tenho responsabilidades com eles e são essas responsabilidades que me chamam a atenção para a vida. Preciso reagir para não deixá-los tristes.

Malu logo advinha que não estou bem e corre para me consolar, sofregamente, da mesma forma que o Oto. Eles me dão gostosas lambidas na cara para me dizer que eu não estou sozinha na vida, que ainda os tenho para preenchê-la e que vai aparecer uma maneira de eu melhorar de vida.

Os gatos também têm um sexto sentido e se colocam em alerta: Bruce Wayne mia e me chama, correndo atrás de mim o tempo todo; Janis Joplin quer me acompanhar até para o trabalho e fica na rua até eu voltar: só entra quando eu chego.  Aurora me olha com aquele olhar pidão dela, na maior calmaria.

Eles me dão o amor incondicional, sem pedir muito em troca, a não ser um pouco de atenção e carinho e nos devolvem isso com muito amor e agradecimento.

Tudo vai se resolver, com força de vontade, pensamento positivo e muita fé, se Deus quiser, digo a mim mesma e tomara que essa situação se abrande um pouco, porque não quero ficar pensando nisso, de jeito nenhum. Boa noite e fiquem com Deus.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Alagoas tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil


Carências na saúde, como falta de médicos, é um dos problemas que reduzem o IDHM em Alagoas

Foto de Adailson Calheiros



IDHM de Inhapi é considerado muito baixo, o que a deixou na última posição no estado


Olívia de Cássia - Repórter

Com 17.898 habitantes, o município de Inhapi, no Sertão de Alagoas, tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal do Estado, com média de 0,484, considerada muito baixa, conforme divulgou ontem o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013.Inhapi, assim como Olivença com média de 0,493, Olho d’Água Grande (0,503), Mata Grande (0,504), e Roteiro (0,505) estão entre os 50 municípios brasileiros com os piores IDHM.

O índice é composto por três indicadores de desenvolvimento humano: vida longa e saudável, acesso ao conhecimento e padrão de vida. O Atlas é fruto de estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, da ONU, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

Para entender o porquê de Alagoas ter cinco cidades entre as 50 com os pires índices, a Tribuna Independente ouviu um dos gestores dessas localidades, o prefeito Wladimir Brito, de Roteiro. Problemas como a falta de estrutura nas escolas, falta de médicos e carência de vagas de emprego justificam o resultado.

Wladimir Brito afirmou que já tinha noção do problema e que está tentando, por meio de políticas públicas, melhorar os índices. “Para isso, inauguramos recentemente uma escola em tempo integral, com capacidade para 250 alunos. Já estão matriculadas 2.722 crianças e em dezembro deste ano vamos entregar outra escola, informatizada e bem estruturada”, afirmou.

O prefeito também disse que está tentando melhorar no município o índice negativo na saúde. Segundo ele, quando assumiu a administração, em janeiro, não tinha médico nos postos de saúde. “Agora já tem. Melhoramos o sistema de transporte do setor com aquisição de ambulância e mais outro automóvel. Roteiro depende só do Fundo de Participação dos Municípios, pois a única usina que tinha fechou”, pontua.

Wladimir Brito observa ainda que está apostando no Estaleiro Eisa (que será instalado em Coruripe) para viabilizar economicamente o município.O cientista político Júlio Cézar Gaudêncio disse que o resultado do Atlas para Alagoas reflete a necessidade de repensar a maneira como estão sendo estruturadas e geridas as políticas públicas que incidem diretamente sobre tais questões.

“É preciso que haja cada vez mais investimentos e atuação estratégica no campo da educação e saúde, de modo a permitir um maior acesso das populações de baixa renda a esses serviços, bem como a qualidade desses serviços”, disse.

Segundo Júlio Cézar, outro aspecto importante refere-se à concentração de renda que ainda é uma das principais características do Estado. “Assim, é preciso investir em política de redistribuição”, analisa.

O cientista político observa que tais considerações não podem desprezar as diferenças de cada município. “A capital, por exemplo, tem mantido índices razoáveis”, diz. Maceió apresentou IDHM de 0,721, considerado alto.


domingo, 28 de julho de 2013

Placa em homenagens a sobreviventes da cheia é roubada

Foto: João Paulo Farias\arquivo
Por João Paulo Farias – texto e foto

             Uma placa feita para homenagear as vítimas das enchentes de 2010, colocadas na comunidade quilombola Muquém, em União dos Palmares, desapareceu na madrugada deste sábado, 27.

            Segundo o presidente da Associação dos Remanescentes Quilombolas do Muquém, Aldo Delmiro, na manhã deste domingo, moradores sentiram a falta da placa, que ficava ao lado da jaqueira que salvou mais de 50 pessoas na noite de 18 de junho, durante a enchente do Rio Mundaú.

            Aldo informou que irá fazer um Boletim de Ocorrência nesta segunda-feira, na delegacia regional de União dos Palmares.

            A placa para homenagear cerca de 50 sobreviventes das enchentes de 2010 que se abrigaram em cima de uma jaqueira foi colocada em cerimônia no dia 18 de junho deste ano. O evento realizado pela Secretaria de Cultura reuniu dezenas de autoridades e emocionou os moradores do Muquém que puderam relembrar aquele momento triste.

          


            

Veterinária alagoana aplica fisioterapia para cuidar de cavalos atletas

Fotos Sandro Lima

Olívia de Cássia – Repórter

A médica veterinária alagoana Lidyane Kristine da Silva Lima, especializada em fisioterapia e ortopedia animal, há dois anos utiliza esse tipo de tratamento para cuidar de cavalos que são atletas, com problemas de tendinite e outras lesões graves. Ela também desenvolve seu trabalho com cães e gatos em domicílio quando é solicitada.

Segundo os especialistas na área, a fisioterapia tem se revelado uma ótima ferramenta a ser utilizada na prevenção, no tratamento e na reabilitação de lesões comumente desenvolvidas pelos animais atletas. A fisioterapia equina é fundamentada no conhecimento das estruturas anatômicas do cavalo e sua biomecânica.

Nos cavalos atletas o tratamento começou a ser utilizado devido aos excelentes resultados; os avanços crescem e é cada vez maior o número de pesquisas na área, assim como o de equipamentos e profissionais especializados.

A reportagem da Tribuna Independente foi até a faculdade de Veterinária do Cesmac, campus da Praia do Francês, para verificar o trabalho desenvolvido por Lidyane Kristine. No local, a veterinária fez uma demonstração do seu trabalho e explicou como é feito o tratamento.

Segundo Lidyane, a cura do animal pode ser feita por meio de calor, quando é produzido com aparelhos eletrônicos; “com a aplicação de compressas: banhos de imersão e outros; por meio do frio - aplicação de jatos de água fria e ou gelo”, explica.

Outro tratamento utilizado é a hidroterapia, em piscinas ou rios; com luz - laser (inclusive laser-acupunctura), infra-vermelho, corrente eléctrica, entre outras técnicas. O tratamento também é feito por meio de exercícios terapêuticos - alongamentos, fortalecimento muscular, mobilização articular, como as caminhadas.

Lidyane Kristine utilizou a égua Princesa Roxa para explicar como desenvolve o seu trabalho. O animal é da raça quarto-de-milha, tem um ano e meio de idade, custou ao proprietário a bagatela de R$ 120 mil reais. 

A veterinária pontuou um caso em equino que ela tratou, por meio da fisioterapia, em que um cavalo teve várias fraturas e com a fisioterapia foi possível curar. “Foram dez sessões e felizmente o animal ficou bem”, argumenta. Ela acrescenta que levou esse caso para seu trabalho de pós-graduação e todos ficaram admirados com o desempenho do tratamento.

“Dependendo do caso e do organismo, o animal reage”, ela conta. O tratamento de fisioterapia é feito para tratar vários problemas ósseos nos animais, da mesma forma que é feito com os humanos.

OBJETIVOS

Segundo o site Fisioterapia Equina, os objetivos a serem alcançados no tratamento variam de acordo com a patologia que o profissional está tratando; pode ser a recuperação das capacidades do corpo ou de um segmento qualquer do cavalo, para a realização de movimentos normais.

 “Dentre os principais objetivos encontramos: promover a analgesia; ganhar amplitude articular; redução de espasmos musculares; evitar a formação de contraturas musculares e deformidades; combater edemas e processos inflamatórios locais; fortalecer e manter força muscular; reduzir alterações de marcha”, entre outros.

“Independentemente das técnicas de tratamento escolhidas, se administradas por um profissional capacitado e adaptadas de acordo com o quadro clínico de cada animal, poupará o cavalo de dor e sofrimento muitas vezes desnecessários”, explica.

Além disso, a fisioterapia permitirá que o animal realize seu trabalho com total desempenho e, em caso de um cavalo atleta, evitará o encerramento precoce de sua carreira, que muitas vezes ocorre devido a lesões simples, que se diagnosticadas precocemente não deixariam sequelas. “Faço meu trabalho em haras, em fazendas também”. O contato para quem quiser conhecer o trabalho de Lidyane é: 9958-5816.

Falhas no sistema prisional contribuem para reincidência de presos

Fotos: Divulgação
Olívia de Cássia - Repórter 
As falhas no sistema prisional alagoano, como o fato de não ter um local para abrigar os presos que vão para o regime semiaberto, contribuem para que 90 por cento ou mais da população carcerária que sai volte a transgredir e retorne para o presídio, segundo o juiz de Execuções Penais, José Braga Neto. Ele  destaca o fato de no Estado não ter política pública para os apenados e defende a  redução da população carcerária, no País e no Estado.
“A desocupação dos presídios é importantíssima, a redução da população carcerária, também, mas isso só pode ser feito com políticas públicas, para evitar que o jovem venha a delinquir, ou que volte a delinquir”, pontua. Braga Neto reforça que não é só tirar o preso do sistema prisional como está acontecendo em Alagoas.
 “O juiz de Execuções Penais é obrigado a colocar em liberdade muitos jovens apenados que ainda não estão preparados para a liberdade. Nesse caso os presos teriam que ficar ainda mais um tempo num regime semiaberto, mas encarcerados e com saídas autorizadas; aqui nós não temos essa opção: acredito que, como o Governo do Estado está se prontificando, junto ao governo federal, a edificar algumas novas unidades, isso vai melhorar nosso sistema prisional e a gente pode falar em ressocialização”, avalia.
REGIME SEMIABERTO
Segundo José Braga Neto, ao contrário dos demais estados, apesar de o regime ser único em todo o Brasil, Alagoas não tem uma Unidade Prisional para abrigar os presos que vão para o regime semiaberto, porque desde 2007 o prédio foi interditado e até então não foi edificada uma nova unidade. Esse fato, segundo Braga Neto, dificulta ainda mais a vida daqueles que são apenados.
A saída temporária de presos é um direito previsto em lei e depende de autorização judicial para ser concedida. Também conhecida como visita periódica ao lar e muitas vezes chamada de indulto, o benefício está previsto nos artigos 122, 123 e 124 da Lei de Execução Penal e garante aos condenados, que cumprem pena em regime semiaberto, a possibilidade de saírem temporariamente da unidade prisional.
Segundo o juiz José Braga Neto, no caso de Alagoas, que tem quase 3.000 presos, a situação é outra. “Nossos presos quando saem do regime fechado e vão para o regime semiaberto eles ficam em prisão domiciliar, trabalhando; muitos usam a tornozeleira, independente do crime que praticaram. O que nos resta aqui é o regime fechado dos presos provisórios”, reclama.
O juiz observa que mesmo um preso bem-comportado e em regime fechado, ele não tem autorização para a saída temporária.  “A lei não faculta esse tipo de benefício, mas a saída dele do regime fechado pode ser feita a serviço: para trabalhar em atividades de limpeza ou tarefas afins, no serviço público”, observa.  Braga Neto acrescenta que autoriza vários presos a saírem para trabalhar: “Isso é completamente diferente do indulto, nessa situação eu não tenho competência para conceder a liberação, a lei não me faculta”, pontua.

Estado tem como fiscalizar uso da tornozeleira
O juiz José Braga Neto conta que a Justiça alagoana tem como acompanhar e fiscalizar o preso que esteja usando a tornozeleira eletrônica. “Para onde ele for se sabe exatamente o trajeto que ele fez, mesmo que seja flagrado fora da área autorizada, quando vier o relatório vai acusar que ele saiu tal dia e tal hora da área de inclusão dele; ele é chamado e se não justificar a pena regride”.  O que está acontecendo,  segundo José Braga Neto, é que os presos que usam tornozeleira, em sua maioria, “continuam com a mesma prática, o mesmo convívio, o mesmo meio e morrem, lamentavelmente”.
Segundo ele, o sistema penitenciário no Brasil é perverso e não é só em Alagoas: “Nós não temos como socializar; há uma superpopulação carcerária, que não é fácil trabalhar nessa condição. É preciso o apenado querer ser ressocializado. Às vezes numa cela que cabe cinco tem 12 presos. Como é que eles vão dormir, ou passar a maior parte do tempo nessa situação?”, questiona.

Socióloga defende restrição de benefícios para presos que não cumprem a lei
Embora em Alagoas não haja o regime semiaberto, que garanta a saída temporária para os presos, a socióloga Luciana Farias Santana, professora de Ciência Política e coordenadora do Curso de Ciências Sociais – Licenciatura da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) explica que o benefício é um direito garantido na Lei de Execuções Penais, que prevê, ainda, a saída temporária do preso que se encontra nas condições mencionadas para frequentar curso supletivo profissionalizante, ensino médio ou faculdade que pertença à comarca onde o sentenciado cumpre pena.
“É um direito importante, uma premiação e incentivo para que o preso cumpra, o quanto antes, sua sentença e possa voltar ao convívio social. Entretanto, é preocupante o fato de que em todas as saídas concedidas, uma porcentagem de presos não retorna ao presídio e podem estar no meio social cometendo novos crimes. Uma forma de amenizar essas situações é endurecer a concessão do benefício e/ou restringi-los a presos primários”, observa.
Luciana Farias avalia que apesar de a saída temporária ser um direito garantido por lei, não é certeza total que os presos que têm a oportunidade de usufruí-lo o façam corretamente. Ela ressalta que se o preso já cumpriu parte considerável da pena e tem apresentado bom comportamento, “acredita-se que ele queira voltar ao convívio social e que está arrependido do crime que praticou; nesse sentindo, espera-se que este indivíduo aproveite a saída apenas para ter contato com seus familiares e um pouco de convívio social e retorne à prisão para cumprir o restante da pena”, destaca.
A socióloga avalia que a sociedade corre risco tanto com presos quanto com não presos. “A não volta de presos que recebem este direito é um problema porque agrava a sensação de insegurança e aumenta os riscos. Nenhum indivíduo tem o atestado de boa conduta estampado na cara, infelizmente. Apenas olhando os altos índices de violência no Brasil e de forma mais expressiva em algumas capitais ou estados brasileiros, podemos notar que a sociedade corre riscos a todo instante, seja por indivíduos que nunca foram presos, sejam os que aproveitaram do direito de sair para cometer novos crimes”, destaca.

Saída temporária não é compreendida pelos presos
O secretário da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), Mirabel Alves Rocha, disse à reportagem da Tribuna Independente que é comum as comissões de direitos humanos defenderem o direito à saída temporária de presos em datas comemorativas, mas que esse benefício não é compreendido pelos presos.
“A saída temporária nada mais é do um período curto anual no qual os presos podem estar com seus familiares, longe da cela. Infelizmente, há uma incompreensão do benefício pelos próprios presos, haja vista que o não retorno para a prisão significa o bloqueio do benefício e até mudanças nas diretrizes que norteiam as execuções penais”, explica.
Segundo Mirabel Rocha, as cadeias brasileiras, infelizmente, não cumprem o papel de ressocializar, “cumpre apenas o de punir e em condições as mais insalubres e desumanas, o que torna o indulto o sonho de qualquer detento”, destaca.
O advogado entende que esse benefício deveria ser mais bem aplicado, o que inclui a conscientização do preso acerca da natureza do benefício e da quebra desse benefício por ele. “Apesar de ser uma medida por alguns questionada, entendemos que é uma das medidas garantidoras dos direitos humanos da pessoa que se encontra reclusa”, avalia.


sábado, 27 de julho de 2013

Renan Calheiros diz que o Senado está vivendo um ano rico da sua história

Senador Renan Claheiros e o suplente Fábio Farias
Fotos de Olívia de Cássia

Olívia de Cássia – Repórter

O senador Renan Calheiros (PMDB), disse ontem, 26, em um café da manhã oferecido à imprensa alagoana, no salão Djavan do Hotel Hitz Lagoa da Anta, no bairro da Cruz das Almas, que ouvindo as vozes das ruas o Senado está vivendo um ano rico de sua história.

Segundo, o presidente da Casa, que aproveitou o recesso de dez dias para visitar suas bases no Estado, o Senado está fazendo uma reforma administrativa, cortando custos, acabando com redundâncias e com privilégios, com esses novos tempos.

Renan destacou o trabalho do Senado, após diversas rodadas de conversas com os representantes das manifestações no Brasil. “É preciso interpretar as vozes das ruas”, disse ele.

“Aprovamos diversos projetos, proposições e discutimos bastante a situação do país. Aprovamos a distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE); aprovamos a corrupção como crime hediondo; a ficha limpa para os servidores públicos; aprovamos os royalties para ser investido em educação e saúde; e o fim do voto secreto em julgamento de deputados e senadores”, explicou o senador.

Calheiros observou que com as medidas adotadas depois das manifestações acontecidas em todo o País, ao final de dois anos o Senado terá uma economia de mais 300 milhões de reais.

“Nós implantamos um conselho de transparência e controle social, contamos no conselho com a presença da sociedade civil, por meio do Instituto Ethos, do Portal da transparência Brasil e da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e com base na  Lei de Acesso a Informação foram dadas quase 30 mil respostas à população. O  Senado ouviu as vozes da rua”, reforçou.

PMDB terá candidato ao Governo do Estado

Respondendo às indagações da imprensa sobre as próximas eleições, o senador disse que o PMDB precisa reavaliar sua postura de um passado recente, quando foi derrotado nas últimas duas eleições para governo e a Prefeitura de Maceió, respectivamente.

“O PMDB tem bons nomes para disputar o governo do Estado, mas tudo tem seu tempo e a política também”, disse ele.

Diante da ventilação de seu nome para disputar o Governo do Estado, Renan lembrou que a definição de candidaturas não deve ser precipitada, e acrescentou: “Eu sinceramente tenho dúvidas sobre onde posso ser mais útil a Alagoas, se na presidência do Senado ou no governo do Estado. Por isso, acho que ainda é muito cedo para assumir isso. Na minha opinião, o tempo correto para essa definição será março ou abril do ano que vem”, disse.

Renan Calheiros citou o ex-prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, o deputado federal e ex-prefeito de Murici, Renan Filho e o ex-vice-governador José Wanderley. “São alguns bons nomes que o partido dispõe para a disputa eleitoral do próximo ano”, segundo o senador.

“O ex-prefeito Luciano Barbosa teve um índice de aceitação de 80% durante os dois mandatos frente à Prefeitura de Arapiraca. Renan Filho também foi um excelente gestor à frente do município de Murici e o ex-vice-governador José Wanderley até seria indicado para assumir a pasta do Ministério da Saúde, isso só demonstra que temos bons nomes para disputar o Palácio do Governo”, observou.

ALIANÇAS

sobre uma possível aliança entre PT e PMDB no Estado, a exemplo do que acontece em âmbito nacional, o senador Renan Calheiro disse que os dois partidos podem ter projetos conflitantes no primeiro turno.

“Essa aliança pode ocorrer no segundo turno, de acordo com os desdobramentos, mas no primeiro turno os projetos podem conflitar”, explica, reforçando a boa relação que tem com o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), o senador Fernando Collor (PTB), o senador Benedito de Lira (PP), o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), o ex-prefeito Cícero Almeida e a prefeita de Arapiraca, Célia Rocha (PTB).

“Prometi quando assumi a presidência do Congresso Nacional que as eleições não iam ser antecipadas, que iria trabalhar pelos projetos com os quais me comprometi”, reforçou Renan Calheiros.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

'Prefeitura de União dos Palmares está falida', diz procurador

Foto de João Paulo Farias
 Beto Baía se reúne com integrantes do governo e vereadores 
Bloqueio em 39 contas da prefeitura inviabiliza funcionamento do município. Serviços básicos estão comprometidos

Por João Paulo Farias – Secom/UP

O município de União dos Palmares começa a passar por um momento crítico. O bloqueio nas contas da prefeitura, devido a uma dívida de R$ 1 milhão e 600 mil com a empresa Telemar, começa a preocupar gestor e funcionários públicos, já que a tendência, caso o Tribunal de Justiça não reveja a decisão é a paralisação dos serviços básicos.

Na manhã desta quinta-feira, 25, o prefeito Beto Baía (PSD) reuniu vereadores, sindicato dos trabalhadores públicos, secretários, sociedade civil e a imprensa e junto com o procurador de Justiça do município, Dr. Mário Jorge Uchoa, relataram a situação em que se encontra a administração municipal.

Segundo Beto, é necessário juntar forças para reverter essa situação: “O bloqueio das contas nos pegou de surpresa, estamos procurando soluções para desbloquear as contas e tentar negociar a dívida com a empresa”, disse o prefeito.

O procurador Mário Jorge mostrou a real situação e teme que o município entre em falência: “Não podemos movimentar um centavo nas contas”, observa o procurador, acrescentando que a dívida tem que ser paga de uma só vez.

Até o Poder Legislativo será afetado, pois o repasse do duodécimo não pode ocorrer com as contas bloqueadas.

Mário Jorge disse que já entrou com um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça de Alagoas e levou ao presidente do TJ uma reclamação mostrando que o juiz Antônio Rafael Wanderley Casado da Silva, substituto da 1ª Vara Cível da cidade, não podia bloquear dinheiro federal. “A decisão é desigual, pois afeta serviços básicos na saúde, educação, assistência social e outros”, disse.

ENTENDA O CASO

Segundo o procurador, em 2007, a prefeitura entrou com uma ação contra a Telemar, cobrando cerca de R$ 1,2 milhão referente ao não recolhimento de Imposto Sobre Serviços (ISS).  O juiz, à época, atendeu ao pedido do município, antes do julgamento definitivo da ação, sem que houvesse prestação de qualquer garantia pelo município.

“O dinheiro estava sob guarda da Justiça, que autorizou a liberação, e ela é tão culpada quanto quem sacou”, disse Mário Jorge.

E o pior é que o dinheiro não está contabilizado nas contas da prefeitura: “Foi sacado por alguém e não sabemos quem e qual banco”, ressaltou o procurador, complementando que o Ministério Público (MP) tem que apurar essa situação.

APOIO

Após a reunião, o prefeito Beto Baía esteve junto com os funcionários, secretários e vereadores, onde recebeu apoio para enfrentar o difícil momento. Emocionado, Beto desabafou: “Agradeço o apoio, a crise está grande, vou dormir e acordo pensando como vou pagar meu povo não quero ver meu povo sofrer”, disse.

Ainda na tarde desta quinta, o prefeito continua em reunião com seu secretariado e assessores.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Tempo de plantar

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Os campos se preparam: é tempo de plantar.
Preparar a terra, adubar, deixá-la pronta.
O homem e a terra, uma relação secular, divina.
Há um processo de transformação,
Que se confunde e se funde.
O homem e a natureza, uma união.
A natureza se despe e se renova a cada dia.
Uma necessidade constante de renovação.
Quando a chuva cai lá fora, ela serve
Não só para irrigar a lavoura e os campos,
Ela lava nossa alma. É como se viesse para limpar tudo,
Lavar e levar tudo aquilo que não serve mais
E dar nova vida ao que é produtivo, ao que é bom.
Transformação. O velho se renova,
A natureza se veste de beleza.
Tempo de plantar...

União dos Palmares realiza II Conferência de Cultura

Por João Paulo Farias – Secom/UP
O município de União dos Palmares discutiu nesta quarta-feira, 24, as políticas públicas de cultura, para a implementação e consolidação do Sistema Municipal de Cultura, envolvendo seus respectivos componentes.

O evento reuniu dezenas de pessoas, entre autoridades, representantes de grupos culturais, artesãos da comunidade quilombola do Muquém e religiosos de matriz africana do município.

Segundo a secretária de Cultura, Genisete Sarmento, a conferência tem como objetivo ouvir os produtores de cultura e a população, e dessa forma contribuir com a efetivação das ações.

A secretária destacou que apesar das dificuldades que o município está passando devido ao bloqueio das contas da prefeitura, “não há dúvidas que com perseverança enfrentaremos esses problemas e vamos colocar em prática o plano de governo do prefeito Beto Baía”, disse Genisete.

Preocupada com o desenvolvimento cultural de União dos Palmares, Genisete Sarmento, esteve em Brasília, onde conseguiu, por intermédio do deputado federal Paulo Fernando dos Santos (Paulão-PT), um recurso de 500 mil reais, que segundo ela, será investido na construção da biblioteca municipal e arquivo público. “O município saindo do Cauc e receberemos o recurso”, anuncia.

O prefeito Beto Baía destacou os vultos culturais de União, (Jorge de Lima, Maria Mariá, Povina Cavalcante e o líder negro Zumbi). Segundo Baía, “é necessário explorar a cultura do município e colocá-lo no calendário nacional da cultura”, disse.

A conferência teve como homenageado o mestre Caboclo Lino, grande produtor cultural da cidade , falecido a pouco mais de um ano. Na escola, imagens dos artesãos do Muquém e do Mestre, decoravam o ambiente.

O grande momento do evento foi a palestra do diretor de Políticas Culturais da Fundação Municipal de Cultura de Maceió, Marcos César Sampaio, que falou sobre Cultura e Desenvolvimento: Economia Criativa como uma estratégia de desenvolvimento sustentável.

Segundo Sampaio, “economia e desenvolvimento cultural pode contribuir como elemento gerador de renda”, disse. O diretor falou das possibilidades de produção de serviços culturais para movimentar a economia local, num município que tem um a história regada de cultura.

A II Conferência de Cultura tem quatro pontos de discussão: Implementação do Sistema Municipal de Cultura; Produção Simbólica e Diversidade Cultural; Cidadania e Direitos Culturais e Cultura e Desenvolvimento. As propostas serão discutidas nos grupos de trabalho, onde serão votadas e encaminhadas para a etapa estadual, junto com os delegados.

PRESENÇAS

Várias autoridades participaram da conferência: as secretárias de Turismo, Jacineide Maia; de Saúde, Carla Theresa; do Meio Ambiente, Macário Rodrigues; o diretor do Saae, Marcos Pedroza; representantes da secretaria de educação; a representante da Fundação Palmares, em Alagoas, Maria José e da Secretaria de Estado da Cultura, Claudia Puentes.

 

Projeto de Medeiros determina a obrigatoriedade de ciclovias em rodoviárias estaduais

Camila Ferraz-assessoria

O deputado Ronaldo Medeiros protocolou na última terça-feira (23), um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa que obriga o Estado a construir ciclovias em todas as obras rodoviárias realizadas em Alagoas.

“Atualmente enfrentamos um grande desafio que é a mobilidade urbana. Todas as cidades, através de seus gestores públicos, precisam enfrentá-lo. O crescimento da população, a necessidade de um transporte público eficiente e o aumento excessivo dos veículos nas ruas acarretam uma série de problemas para o deslocamento das pessoas, por essa razão, as ciclovias tendem a ser uma saída imediata para ao menos minimizar as frequentes mortes e acidentes envolvendo principalmente os ciclistas”, observou Medeiros.

O parlamentar alerta a necessidade de se dar a devida importância a essa modalidade de transporte que é a bicicleta, usada não apenas para o laser ou a prática de esportes, mas fundamentalmente pelos trabalhadores que se deslocam diariamente para os seus empregos.

“O que acontece é o descaso oficial com essas pessoas que estão sujeitas à insegurança diariamente por não contarem com vias apropriadas e seguras para conduzir suas bicicletas, ou seja, as ciclovias. Segundo a Associação dos Ciclistas de Alagoas apenas neste ano de 2013 na AL-101 Sul houve oito acidentes envolvendo ciclistas, com quatro mortes, o que é lamentável e precisa ser revisto urgentemente”, salientou o parlamentar.

De acordo com o deputado caso já dispuséssemos de ciclovias, muitas vidas teriam sido poupadas, isso porque a bicicleta ao contrário dos demais meios de transporte, não mata, não polui, muito pelo contrário é um transporte eficiente, limpo e barato.


No projeto há previsão de adequação de contratos de concessão vigentes, bem como dos que estão em andamento, com a determinação de prazo, além do que, a Lei prevê penalidades, inclusive determina que seja tido como improbidade administrativa os agentes públicos que a descumprirem.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Indiferença ...


Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Meu corpo já não se importa,
Se eu sinto a tua falta, ou se te ignoro.
Não mereces um segundo sequer
Da minha atenção. És uma página virada, eu sei.
Às vezes eu penso que sinto teu cheiro,
Mas isso é só impressão da minha memória
Já desgastada pelo tempo: tempo que se vai.
Já não reclamo mais a sua presença,
Aprendi a viver sem ela; eu já te esqueci.
Procuro aproveitar o tempo que ainda me resta
Com boas lembranças,
Preenchendo a minha memória
Com ações positivas, inclusivas.
Sou parte de um todo que se completa.
É um ciclo que vai se fechando...
Indiferença...




segunda-feira, 22 de julho de 2013

Aprendizado

Olívia de Cássia – jornalista

Uma caneca quente de chá de laranja, hortelã e menta pode me aliviar a dificuldade de respirar nesse fim de noite: são problemas de quem sofre de alergia e tem que passar por isso quase sempre. Um pensamento me interrompe o raciocínio da tentativa de dormir, já que agora há pouco eu dava cochilos no sofá da sala, com a televisão ligada para o nada.

Me deu frio e tento me livrar da sensação ruim que é a gente não respirar direito e do pensamento de não acolhimento de uma ideia que passei o dia com ela na cabeça, embora que isso não me pertença, não faça parte do meu mundo e nem seja da minha conta: isso não é da minha seara, digo aos meus botões.

Cheguei cedo do jornal, mas não me atrevi a ligar o notebook. Estava com uma sensação de cansaço tão grande que nem a continuação da minha leitura eu dei conta agora à noite. Como se algo estivesse pesando em meus ombros.

Várias tentativas frustradas de marcação de entrevistas para minha matéria especial de domingo me deixaram um pouco apreensiva: não tem problema, amanhã eu consigo, mas não era isso que me agoniava o dia todo.

A gente pensa que conhece as pessoas e passa o tempo todo com a convicção de que algumas que nos são próximas ou que avaliamos são do nosso convívio, têm o caráter leve, despojado. Passamos a acreditar no caráter do bem que essas pessoas possam ter e nos frustramos quando percebemos o contrário.

Achamos que esses possíveis amigos pensam um pouco de acordo com nossa linha de pensamentos,  que têm verdades baseadas no bom caráter, nos princípios que fomos criados; isso se dá apenas porque na nossa rotina elas aparentam concordar um pouco com  nossa avaliação e com nossa maneira de ver o mundo.

Com o passar do tempo vamos percebemos que não é assim que a banda toca e que é de bom tom  ficar alerta, ser um pouco cautelosa com aquilo.

 Vamos percebendo algum desvio de caráter ou de comportamento, falo de desvio como uma forma diferente de pensar a vida, contrário aos ideais e aos dogmas e conceitos que fomos aprendendo durante a nossa vida e a nossa formação. E nos decepcionamos quando descobrimos isso.

Mas não estou aqui para julgar ninguém e determinadas constatações e percepções são até salutares para o nosso amadurecimento, para que a gente perceba o nosso grau de ingenuidade e crença nos outros. Isso também não significa que aquela pessoa seja do mal.

Pode ser apenas uma forma diferente de ver a vida, não tão meiga e nem tão dócil como a gente vai aprendendo.  O chá já fez efeito e agora deu calor e consigo respirar melhor. Boa madrugada!

Turistas de quinze países visitaram o Parque Memorial Quilombos dos Palmares

Foto de Olívia de Cássia
Por Olívia de Cássia, com informações da assessoria
No primeiro semestre deste ano, visitantes de quinze países e turistas das várias regiões do Brasil estiveram no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga, local onde Zumbi comandou  um exército com mais de 30 mil homens.
Segundo a secretária de Turismo do município, Jacineide Maia, só no primeiro semestre deste ano 2.174 visitantes compareceram à Serra da Barriga. A pesquisa  foi realizada pelos técnicos Carlos Ito, Cleiton Santana e Natally Tenório.
A secretária avalia que a demanda turística de União dos Palmares já existe “e com forte presença tanto de origem nacional quanto internacional”. Segundo ela, turistas da Alemanha, Argentina, Angola, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Eslováquia, Espanha, França, Holanda, Itália, Japão, Peru, Suíça e Uruguai, incluindo visitantes das diversas regiões do país foram conhecer o local onde foi construído o mais importante quilombo do Pais.
Jacineide Maia observa que houve uma presença quase que constante desses turistas no local, além de pessoas de Pernambuco, Sergipe e Bahia. “Da região Centro-Oeste, visitantes de Goiás e Brasília marcaram presença na Terra de Zumbi em cinco meses e da região Sul, Rio Grande do Sul foi o Estado que mais visitou o Memorial, também em todos dos meses do semestre”, destaca.
Segundo a pesquisa feita pela Setur de União, os turistas visitaram o Parque Memorial Quilombo dos Palmares por vários motivos: turismo, pesquisa, passeio, projetos e visita normal. A pesquisa também classificou as visitas por estados pelo maior número de visitas.
“Pela ordem, em primeiro lugar: Alagoas, seguido de Pernambuco, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia,   Minas Gerais Rio Grande do Sul, sendo que o Estado de São Paulo, no primeiro trimestre, ocupou o segundo lugar nas visitas. Isto revela que paulista não vem para o Nordeste só ver praias”, pontua a secretária.

Jacineide destaca o grande potencial de atrativo turístico que o Memorial Parque Quilombo dos Palmares tem, “além de ser um importante polo comercial, cultural e turístico é um local indutor para o desenvolvimento sustentável da indústria do turismo como atividade econômica do destino Região dos Quilombos”, assegurou. 

domingo, 21 de julho de 2013

Não sei o que faria...


Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Não sei o que eu faria ...
Se de repente eu te encontrasse
E ficasse frente a frente com você.
Talvez não me importasse,
Talvez eu me importasse e corresse
Para te abraçar e dizer que eu te amei...
Talvez aproveitasse para falar
Do que não foi dito...
Do que eu não te falei
Naquele instante de emoção.
Não sei o que faria...
Se eu te visse pela primeira vez
E falasse de sentimentos
Que eu pensei que sentisse
Sentimentos que povoaram minha mente,
Num instante de carência,
Num instante de emoção.
Talvez eu dissesse que eu te amei
Mas que você matou
Todo sentimento que existia....

Eu não sei o que faria...

sábado, 20 de julho de 2013

Setor hoteleiro de Alagoas se prepara para a Copa de 2014

Fotos: Sandro Lima

Olívia de Cássia – Repórter


O setor hoteleiro de Alagoas já se prepara para a Copa do Mundo de Futebol, que acontece no país em 2014. A Copa é um dos maiores eventos esportivos do planeta e acontecerá no Brasil pela segunda vez na história: a primeira foi em 1950.  A Tribuna Independente foi ouvir o setor hoteleiro do Estado para saber como estão os preparativos para o evento, que trará para Alagoas centenas de turistas de várias partes do mundo, porque Maceió tem tudo para ser um Centro de Treinamento das seleções e ainda porque os turistas que estão no Nordeste tendem a visitar outros pontos turísticos próximos.
A diretora executiva do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares, e Similares de Alagoas (SHRBS-AL), Eliete Morais, disse que há uma expectativa do setor para a Copa do Mundo, pois a ocupação dos hotéis do litoral de Alagoas (Norte e Sul), na Copa das Confederações, não teve baixa temporada. “A ocupação esteve em torno de 80 a 85% em junho e consideramos muito boa”, destaca.
Eliete Morais observou que os hotéis do Estado têm capacidade para a demanda que deve vir no ano que vem, principalmente porque está havendo implantação de novos hotéis e ampliação de vários outros já existentes como preparativo para o evento. Dados da entidade, atualizados em 5 de março deste ano, indicam que, juntos, em Maceió, Japaratinga e  Maragogi, há  87 estabelecimentos filiados ao Sindicato, entre hotéis, motéis, restaurantes, pousadas e afins.
Segundo ela, o setor vem se preparando desde o segundo semestre de 2012, com treinamentos da mão de obra, ampliação do número de leitos, modernização dos equipamentos hoteleiros, parcerias com o setor público para melhorias na segurança pública do governo, segundo ela, a climatização do Centro de Convenções e melhorias da infraestrutura das cidades.
Eliete destaca que o número de turistas esperados para 2014 é de um acréscimo de 80% a mais da ocupação do que em junho deste ano. Comparando esse número com os números de outro ano em que não houve evento tão grande no Brasil, por exemplo, 2012, ela avalia que será um crescimento de 90 a 95% o número de turistas em junho e julho de 2014.
O setor hoteleiro também está treinando pessoal desde 2012, segundo Eliete, por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e em agosto próximo terão início vários cursos pelo Pronatec Copa, “inclusive de idiomas, em Maceió e Maragogi, que serão gratuitos”, informa.
Esses treinamentos serão nos hotéis e estão sob a coordenação da Secretaria de Turismo do Estado (Setur) e outros pela Secretaria Municipal de turismo de Maceió (Semptur). A diretora executiva do Sindhotéis explica que a maioria do pessoal que já trabalha em hotéis e com turismo já tem domínio de línguas estrangeiras, principalmente pessoal de recepção e eventos.
“Em se tratando de gerência, eles são bem preparados. Para os demais, o Pronatec iniciará várias turmas de inglês e espanhol para todas as funções e dentro dos estabelecimentos”, destaca. Eliete também ressalta que os funcionários do setor hoteleiro estão fazendo cursos de qualificação como de atendimento, idiomas e de formação.
INVESTIMENTO EM TECNOLOGIA
Alfredo Rebelo, diretor executivo do Maceió Atlantic Suítes, disse que o setor hoteleiro de Alagoas, não só vem se preparando para a Copa de 2104, mas também para eventos diversos, como as próximas Olimpíadas, que serão realizadas em 2016, no Rio de Janeiro, entre outras atividades.
Segundo Alfredo Rebelo, o hotel está preparado para qualquer evento: seja ele a Copa, as Olimpíadas ou outro qualquer, pois vem se modernizando ao longo dos anos. “Há muito tempo o setor hoteleiro alagoano vem investindo na qualidade dos produtos oferecidos a seus hóspedes: investimentos em equipamentos, modernização tecnológica, que propicia um conforto maior”, explica.
 Segundo o diretor executivo, o sistema de segurança da empresa, hoje, é um dos mais modernos, tem tecnologia de ponta. Ele observa que há uma melhoria contínua na empresa e que o hotel implantou há sete anos a ISO em 100% dos apartamentos. “Fomos o primeiro hotel do Nordeste a ter ISO em 100% dos apartamentos; não é fácil ter um empreendimento desse vulto: isso significa o compromisso com a qualidade”, avalia. 
Secretaria de Turismo está  otimista
A secretária do estado de Turismo, Danielle Novis, disse que a expectativa para o turismo alagoano com vistas a eventos como a Copa é a melhor possível. Segundo Novis, em janeiro de 2012, o Ministério do Turismo chancelou nove municípios alagoanos como destinos turísticos próximos as 12  cidades-sedes e que têm potencial para receber um grande fluxo de turistas. “A ideia do MTur é incentivar o visitante a conhecer os atrativos turísticos localizados no entorno das sedes, aumentando o fluxo turístico, a distribuição de renda e a geração de emprego”, destacou.
Foto de Olívia de Cássia
São 88 produtos e 184 destinos brasileiros em municípios distantes até três horas (via terrestre) ou até duas horas (via aérea) dos palcos da Copa. Em Alagoas, além de Maceió e Maragogi, as outras cidades alagoanas escolhidas pelo Ministério do Turismo são: Japaratinga, Porto de Pedras, São Miguel dos Milagres, Barra de Santo Antônio e Paripueira, no Litoral Norte, e Marechal Deodoro e Barra de São Miguel, no Litoral Sul.
Segundo a secretária, depois da determinação federal, a Setur-AL vem trabalhando a campanha “Alagoas: As Praias da Copa” em feiras do setor turístico. Mesmo não atuando como sede, Maceió, está listada pelo Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 (COL) da Fifa como uma das possíveis cidades que podem atuar como Centro de Treinamento para Seleções. Outra estratégia do governo foi criar o Comitê da Copa do Mundo, por meio do Decreto nº 14.090, de 10 de junho de 2011, pelo governador do Estado, Teotonio Vilela Filho, com o objetivo de construir uma “força-tarefa” para transformar Alagoas em Centro de Treinamento. ”, explicou.
CONHECIMENTO
Essa semana, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-AL) promoveu a Semana  do Conhecimento, com oficinas e palestras e em agosto o Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Similares de Alagoas (SHRBS-AL) estará promovendo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) um Curso de Gestão de Estoques e outro de Gestão de Pessoas e equipes na medida, dentre outros que estão programados para este segundo semestre/2013. Todos esses cursos e capacitações, segundo Eliete Morais, são em vista de eventos como a Copa 2014.

(Reportagem para a Tribuna Independente edição deste domingo, 21-7-2013)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Chapa 1 vence eleições da Fenaj em Alagoas, com 80% dos votos

 A Chapa 1 - Sou jornalista, sou Fenaj - foi a grande vencedora em Alagoas da eleição para a nova diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas, realizada ontem (18/07), durante todo o dia. A Chapa obteve 152 votos (80%), contra 38 votos (20%) da Chapa 2 – Luta Fenaj. Apenas um voto foi nulo e não houve votos em branco.

A vitória da Chapa 1, que traz em sua composição a presidente do Sindjornal, Valdice Gomes, e o vice-presidente, Flávio Miguel, também foi extensiva aos candidatos da Comissão Nacional de Ética.
Alagoas tinha um colégio eleitoral (jornalistas adimplentes, aposentados, e desempregados regularmente cadastrados) de 343 votantes. Destes, 191 (78,5%) compareceram às urnas.
O resultado nacional e definitivo das eleições da Fenaj  será divulgado nas próximas horas, após a Comissão Eleitoral Nacional totalizar os votos de cada estado. Os números parciais indicam a vitória da Chapa 1.
Veja abaixo o resultado da eleição em Alagoas por urna:
TV GAZETAChapa 1 = 32 votos
Chapa 2 = 6 votos
APOSENTADOS E DESEMPREGADOS
Chapa 1 = 29 votos
Chapa 2 = 1 voto
SINDICATOChapa 1 = 22 votos
Chapa 2 = 6 votos
Nulo = 1
TV PAJUÇARAChapa 1 = 16 votos
Chapa 2 = 5 votos
GAZETA DE ALAGOASChapa 1 = 15 votos
Chapa 2 = 7 votos
TRIBUNA INDEPENDENTEChapa 1 = 10 votos
Chapa 2 = 0 votos
VOLANTE 1 (Assessorias)Chapa 1 = 9 votos
Chapa 2 = 6 votos
ARAPIRACAChapa 1 = 5 votos
Chapa 2 = 1 voto
VOLANTE 2 (Pequenos veículos)Chapa 1 = 4 votos
Chapa 2 = 2 votos

IZP – TV E RÁDIOSChapa 1 = 4 votos
Chapa 2 = 4 votos

Fonte: Sindjornal
 

Semed reúne palmarinos numa conversa sobre a “Festa da Padroeira”

Com assessoria \Prefeitura de União dos Palmares

Foto: Antonio Aragão
A Secretaria Municipal de Educação de União dos Palmares (Semed) reuniu centenas palmarinos, na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), num evento intitulado “Chá com Memória”, na quarta-feira (17), com o objetivo de “contar histórias e retratar a história da tradicional festa da padroeira”, Santa Maria Madalena. 
Um vídeo com fotos históricas e recentes dos principais eventos da Festa abriu o evento, regado a  muito chá e biscoitos. O encontro reuniu pessoas que fizeram parte da história da festa como o percursor na comunicação palmarina, Maurino Veras, que durante 22 anos participou dos festejos de Santa Maria Madalena.
Também participaram da ‘Mesa de Honra’ do evento o desembargador Otávio Leão Praxedes, que destacou a importância da festa na história da sua família; a secretária de Cultura, Genisete Sarmento; o comerciant aposentado Orlando Baía, que já foi juiz da festa; a primeira-dama do município, Conceição Baía;o ex-secretário de Cultura, Paulinho Sarmento e a radialista e locutora Yolanda Alves, que por muitos anos foi locutora da festa, entre outros.
Para o desembargador Otávio Leão Praxedes, "esse projeto que retrata a história religiosa de União dos Palmares, do ponto de vista de sua criação até os dias atuais. vai servir de referência para a comunidade estudantil do  município que é extremamente atuante no tocante às pesquisas palmarinas que edificarão o saber de cada aluno da minha querida União dos Palmares", disse o desembargador.
Praxedes lembrou de momentos de sua infância na cidade, quando chegou a trabalhar na feira-livre de União dos Palmares como vendedor de jornal e sabão ao lado de suas duas irmãs até se transformar num jogador de futebol vitorioso pelo Centro Sportivo Alagoano, o CSA.
Para o fotógrafo Ladorvane Cabral, "esse encontro resgata um legado religioso que se tornou referência na Zona da Mata alagoana. A iniciativa do secretário municipal de Educação, Ricardo Praxedes, contempla a história de União dos Palmares que se tornou grandiosa pela sua importância cultural. Nesse contexto, temos a vaga sensação que praticamente tudo isto está desaparecendo", disse Ladorvane.
Presenças
Estiveram presentes ao evento, além do secretário de Educação, Ricardo Praxedes, o secretário de Administração, Edemir Moraes, o secretário de Meio Ambiente, Macário Rodrigues e o vereador Bruno Praxedes.

No Sertão é só bordado

Projeto ‘Tecendo a Manhã’, que virá para Maceió em agosto, inspira artesãs de Pão de Açúcar e Piranhas e já movimenta o comércio de bordados



Por Jorge Barboza - Assessoria


A artista visual Maria Amélia Vieira se mostra animada com os primeiros resultados dos trabalhos que estão sendo realizados pelas bordadeiras das cooperativas dos povoados Ilha do Ferro, que fica em Pão de Açúcar (a 227 km de Maceió), e Entremontes, em Piranhas (a 282 km da capital), para o projeto “Tecendo a Manhã”, levado a cabo pelo museu Coleção Karandash de Arte Popular e Contemporânea. 

O evento, que acontece nesses dois municípios do sertão alagoano, com patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Sebrae-AL, segue até o mês de agosto e inclui o lançamento de dois livros-bordados, editados por Maria Amélia, e uma exposição em Maceió em local a ser definido.

“Para esse trabalho, usei como tema o projeto ‘Tecendo a Manhã’, criando dois objetos, que são livros com fotografias que indicam amorosamente os povoados Ilha do Ferro e Entremontes. Esse obras definem bem o cotidiano das bordadeiras e a poética da arquitetura e paisagem ribeirinha”, explica a artista, que fez as fotos, juntamente com o parceiro de vida e de arte, o também artista visual Dalton Costa.

 “Em cada ‘página’ desse livro-objeto, há uma interferência do bordado de cada uma das bordadeiras. Esses livros irão compor a exposição ‘Tecendo a Manhã’ no próximo mês de agosto”, diz Amélia.

Os produtos – que receberam a prestimosa consultoria da artista, que nos últimos seis anos tornou-se parceira dessas incríveis mulheres bordadeiras – já estão fazendo sucesso mesmo antes da exposição.

 “Os modelos desenvolvidos recebem muitos elogios e estão sendo encomendados por turistas e apreciadores da cultura e artesanato brasileiro, nas sedes das duas cooperativas”, informa a coordenadora do projeto “Tecendo a Manhã”. 

Essa parceria com bordadeiras, e com os escultores e designers populares da região, começou em 2008, com o projeto “O Museu no Balanço das Águas” – este patrocinado pelo Banco do Nordeste dentro do chamado “Programa BNB de Cultura”. "Trabalhar com esse material humano, é incrivelmente bom. Alimenta a minha paixão pela memória afetiva”, atesta Amélia.

Segundo ela, o convívio com as artesãs da Ilha do Ferro e de Entremontes, é enriquecedor. “As conversas durante os nossos encontros, a comunicação entre os dois povoados, a textura leve e maravilhosa do tecido de linho, a delicadeza das linhas, a autoestima nas alturas dessas bravas mulheres, o maravilhoso gesto de ser através de um ofício primoroso, são elementos que me fazem crescer como designer e artista.”

Viagens ao Sertão

Com um pé em na Galeria Karandash – que originou o museu Coleção Karandash em Maceió, que por sua vez se estendeu até o Sertão por meio de um barco, batizado O Museu No Balanço das Águas – e outro pé na estrada, Maria Amélia e o maridão, Dalton Costa, viajam novamente na semana que vem, no sábado (27), até Pão de Açúcar e Piranhas, para os arremates dos bordados, dos livros artesanais e das próximas jornadas do barco-museu, este formidável instrumento dos projetos sertanejos do casal a navegar diligentemente pelas águas do rio São Francisco, levando arte e conhecimento a esses peculiares povoados ribeirinhos de forte tradição cultural.

“Durante o projeto, senti necessidade de incluir os bordados ‘boa noite’ e ‘redendê’ nos meus livros-objetos. Pontos que definem o bordado boa noite e o redendê emolduram fotos de paisagens, habitações e mãos femininas tecendo o bordado, fotos que retratam o convívio entre essas pessoas e a própria vida, impressas no linho, tomando a forma de paninhos de mesa, jogos de jantar e diversos outros utensílios", revela Maria Amélia. 

Sobre as fotos, Dalton diz que, ao tempo em que fotografa, também exercita o olhar. “Gosto de fotografar o incomum. Neste trabalho do projeto ‘Tecendo a Manhã’, procuro registrar as singelas fachadas, os encontros, os lugares, a luz.”

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Reflexões de hoje


Olívia de Cássia - jornalista

Tenho pensado muito nos últimos tempos que a gente pode melhorar o nosso desempenho na vida quando acredita que tudo pode ser diferente e mais positivo quando estamos de bem conosco e com a vida.

Essa constatação se deu desde o momento em que eu resolvi adotar em minha vida outro comportamento, outra conduta, procurando melhorar a minha autoestima. Percebi que apesar das dificuldades que surgem na minha rotina atrapalhada, eu tenho conseguido superá-las com mais firmeza, com discernimento.  

Mas chegar até esse estágio não é fácil. Cansei de ter pena de mim, cansei de me ver como alguém que quase não dava certo e que tudo era muito  atrapalhado e visto de forma dificultosa.

Não quero mais me sentir como se eu fosse um estorvo e isso eu já sei. São passos que às vezes podem parecer difíceis de dar, mas que a gente vai conseguindo quando se percebe de outra forma, sem autopiedade e sem comiseração.

Essa fala pode até parecer uma mensagem de autoajuda; que seja, mas tenho me tornado um ser humano melhor, sou hoje mais positiva, sem medos bobos e sem a renúncia de meus melhores sentimentos.

Todos nós queremos ter uma vida feliz e sabemos que se adotamos uma atitude positiva o retorno será melhor do que teríamos com uma atitude ao contrário. 

Às vezes, por diversas situações na nossa vida, seja por conta de um amor perdido, de uma dispensa no emprego ou da perda de um ente querido, somos afetados de alguma forma, impiedosamente.

Nessas horas, se não mantivermos um pouco de dignidade e afeição por nós mesmos,  se não tivermos afeto nossa qualidade de vida vai abaixo e podemos nos tornar pessoas amargas, até agressivas, às vezes atropelando todo mundo.

Percebi, ao longo dessa minha trajetória que esse comportamento adverso não nos leva a lugares muito salutares e muito menos perfeitos. Com isso nos tornamos pessoas sem muita graça e indesejáveis até, por conta do nosso pessimismo e da forma negativa com que vemos o mundo.

Depois de muitas idas e vindas eu resolvi me amar e deixar de ter pena de mim, deixar de ficar lamentando a perda de um amor que já não me acrescentava nada e que só queria me tirar o que eu tinha de melhor, deixar que a minha coragem superasse meus medos.

Mas a gente só percebe isso muitas vezes quando  apanha muito da vida e chega quase ao fundo do poço para poder se reerguer feito uma fênix, o pássaro da mitologia grega que ressurgiu das cinzas.

Tenho pensado muito em algumas situações que vivi e cada vez eu me convenço de que saí fortalecida disso tudo.  Em muitas ocasiões, a vida exige que a gente jogue a toalha e peça arrego; em outras a vida pede que você arregace as mangas e vá à luta, que busque conquistar seus sonhos e que não se deixe dominar. Fica a reflexão para esta noite.

Ainda tenho esperança

Por Olívia de Cássia Cerqueira O dia amanheceu com mais uma promessa de vida. É sexta-feira, dia de alegria, como todos devem ser: de agr...