sábado, 30 de novembro de 2013

Colunista da Tribuna Independente, Barolomeu Dresch receberá Medalha Denis Agra, hoje


(Foto: Divulgação)

Olívia de Cássia – Repórter

O jornalista Bartolomeu Dresch, colunista político da Tribuna Independente, será homenageado neste sábado, 30, com a Medalha Denis Agra, na entrega do Prêmio Braskem de Jornalismo, que acontece na casa de eventos Pierre Chalita.

 A solenidade, terá início às 21 horas e vai reunir cerca de 700 convidados, entre profissionais da imprensa, estudantes de jornalismo, empresários da comunicação e autoridades.

A homenagem ao jornalista da Tribuna é um reconhecimento da categoria à vida profissional, à retidão de caráter e ao esforço pessoal dedicado por ele à luta e à organização da categoria.

Com 35 anos de jornalismo no Estado e tendo participado de pelo menos quatro diretorias do Sindicato dos Jornalistas (Sindjornal), o jornalista gaúcho radicado na Terra dos Marechais conta que é uma honra receber a homenagem.

“Para mim é uma honra receber esta homenagem; tive a oportunidade de trabalhar com Denis Agra, de participar da diretoria da entidade na sua gestão, e de ver a luta dele pelo jornalismo ético e democrático”, observa.

Com tantos anos de batente e tendo na bagagem matérias que foram destaque e que repercutiram muito no Estado, Dresch avalia que é um privilegiado. Entre os trabalhos mais relevantes ele aponta duas séries de textos de sua autoria, sobre a questão do petróleo, que foram publicadas na imprensa alagoana: uma na década de 70, no Jornal de Alagoas e outra série, na década de 80, na antiga Tribuna de Alagoas.

“Sou um privilegiado; tive a oportunidade de trabalhar quando o jornalismo ainda era a chumbo e linotipo e hoje, onde a tecnologia está avançada: essa mudança é uma coisa que vai ficar marcada na minha geração”, pontua.

O jornalista avalia que a categoria teve, durante esses anos, ganhos significativos: “Vivi  uma fase de censura, numa ditadura, onde lutávamos por mais liberdade e melhores salários. Hoje temos isso, mas não significa que não tem nada mais para fazer: os meios de comunicação estão nas mãos de políticos, que ganham concessão; temos um sindicato forte, uma categoria unida, e temos muito o que fazer”, ressalta.

Mesmo não estando mais na diretoria do Sindicato, Dresch é membro da Comissão de Ética e explica que nunca deixou de participar das lutas dos jornalistas alagoanos, nem de frequentar a Casa da Comunicação: “Isso me coloca numa posição de participação”, conta o gaúcho.

Prêmio teve 228 trabalhos inscritos

Mais de 80 jornalistas de Alagoas aguardam com ansiedade o resultado do Prêmio Braskem de Jornalismo, neste sábado. Realizado pelo Sindicato dos Jornalistas e a Braskem, o prêmio voltou a contar este ano com uma comissão julgadora de renomados profissionais, de Alagoas e de outros estados.

Esta é a 24ª edição do Prêmio Braskem de Jornalismo. Criado em 1989, com o patrocínio da Salgema Indústrias Químicas – atual Braskem, ele é considerado o “Oscar” do jornalismo alagoano. Na edição deste ano participam mais de 80 jornalistas, ligados a 15 veículos de comunicação e a algumas instituições que possuem assessoria de imprensa. Ao todo foram inscritos 228 trabalhos.

O Prêmio Braskem de Jornalismo 2013 premiará os autores das melhores reportagens produzidas em Alagoas entre outubro de 2012 e novembro de 2013, além de trabalhos estudantis e de assessoria de imprensa.

Participam repórteres, editores, produtores, diagramadores e outros profissionais da área do jornalismo. Eles atuam na TV Gazeta, Tribuna Independente, TV Pajuçara e Gazeta de Alagoas, entre outros veículos. A empresa com mais trabalhos inscritos será agraciada com um troféu.

Os jornalistas concorrem em onze categorias: Reportagem de TV, Reportagem Impressa, Fotografia, Diagramação, Webjornalismo, Informação Esportiva, Informação Econômica/Política, Informação Cultural/Turística, Radiojornalismo, Reportagem Cinematográfica e Assessoria de Imprensa. Estudantes de jornalismo concorrem na categoria especial Prêmio Freitas Neto.


O vencedor de cada categoria receberá troféu e uma premiação em dinheiro. Serão distribuídos R$ 39.500 com os ganhadores, incluindo o vencedor da categoria principal, que é o Grande Prêmio Braskem de Jornalismo.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Falta de interesse e questão financeira podem gerar desinteresse por seguro residencial

Foto: Adailson Calheiros 
Olívia de Cássia – Repórter

Por falta de interesse, não ter o hábito ou por questão financeira, muitos alagoanos ainda não têm o seguro residencial e deixa de usufruir as vantagens de sua cobertura. Segundo Adalmo  de Medeiros Júnior, proprietário da corretora de Seguros Discreta, em Alagoas pouca gente procura o seguro residencial, porque, segundo ele, em Maceió não tem esse hábito.  “Apenas nos condomínios fechados isso acontece com alguma frequência. Em dois anos o aumento foi de 15%, não cresceu mais do que isso”, informa.
Adalmo de Medeiros destaca que tem 28 anos de mercado nesse ramo e durante esse tempo no Estado, se ele fez 100 clientes foi muito. “Não teve sinistros de roubos em residência de algum segurado cliente meu: não temos estatísticas, porque não é todo mundo que tem o hábito de seguro residencial em Alagoas, diferente do Sul”, ressalta.
O corretor disse à reportagem que o que aumentou no Estado foi a procura pelo seguro de automóveis, por conta dos altos índices de roubos e arrombamentos e também o seguro empresarial, que é obrigatório.  “Em Maceió rouba-se cerca de 350 carros por mês, o maior índice do Nordeste”, avalia.
Ele destaca que a Rua Gonçalves Dias, no Farol, onde fica sua empresa, todos os prédios já foram arrombados. “Muita gente não sabe, mas um seguro residencial cobre problema de encanamento na residência, danos causados por incêndios, queda de raios e explosão causada por gás empregado no uso doméstico e suas consequências, tais como desmoronamento, impossibilidade de proteção ou remoção de salvados, despesas com combate ao fogo, salvamento e desentulho do local”, explica.
O empresário observa ainda que no seguro residencial pode haver outras coberturas, como, por exemplo, “as que indenizam danos decorrentes de incêndios provocados por explosão de aparelhos ou de substâncias de qualquer natureza ou decorrentes de outras causas como terremoto, queimadas em zona rural, vendaval, impacto de veículos, queda de aeronave, danos elétricos”, dentre outros itens.
O corretor  pontua que para o seguro cobrir qualquer problema apresentado, o segurado tem que provar, por meio de um Boletim de Ocorrência e levantamento de todos os objetos que possui, por meio de notas fiscais. “Se alguém entra na minha empresa e leva um computador ou outro objeto, tem que ter a nota fiscal para o seguro cobrir; da mesma forma é em uma residência”, descreve.
Sindesg pensa diferente e diz que seguro residencial tem crescido em Maceió
O presidente do Sindicato das Seguradoras de Alagoas (Sindesg), Armando Carvalho, quando entrevistado pela reportagem mostrou que tem outra visão sobre o assunto: disse  que a  procura pelo seguro residencial tem crescido em Maceió e que os alagoanos estão se precavendo mais.
Esse crescimento, segundo ele, no último ano, foi de cerca de 60%. “O fator custo torna mais evidente as vantagens em se contratar um seguro residencial, pois podemos considerar que seu custo varia de cinco a nove vezes menor em relação ao seguro de automóvel, proporcional ao bem segurado”, observa.
Segundo Armando Carvalho, esse resultado se dá: primeiro pela maior informação por parte das seguradoras e corretoras aos seus clientes e a natural comparação de custo-beneficio feita por eles. “Comparando com o que se paga por um seguro de veiculo, o risco nesse segmento é  muito menor”, destaca.
O presidente do Sindesg ressalta que o seguro residencial é essencial,  “principalmente, pelo alto número no crescimento de assaltos a residências e por conta da insegurança que assola a nossa sociedade”.  Segundo ele, as coberturas principais contratadas são: a básica Incêndio;  explosão e fumaça;  danos elétricos;  impacto de veículos; quebra de vidros; subtração de bens, vendaval, queda de granizo, responsabilidade civil familiar, perda de aluguel e desmoronamento.
“Muita gente não sabe, mas as seguradoras também oferecem assistência 24h à residência segurada: para chaveiro, encanador, eletricista, concerto de fogão, geladeira, microondas, e tem até consulta a Pet Shop para os cães”, pontua.
Segundo a Superintendência de Seguros Privados, vinculada ao Ministério da Fazenda, houve um aumento do seguro residencial de 57%, de janeiro de 2012 a agosto de 2013. “Em Alagoas foi pago em seguro residencial, em janeiro de 2012, R$ 416,051 e em agosto de 2013, R$ 645.835”, diz a superintendência.
Roubos e arrombamentos de residências de classe média aumentaram no Estado
A reportagem conversou com o delegado Alcides Andrade, da Delegacia de Roubos e Furtos e ele disse que apesar de a polícia ter intensificado as operações e prendido muitos arrombadores de residências, ainda há muitos soltos no Estado. “Estamos numa guerra urbana, prendemos nesses quinze dias diversas quadrilhas, houve uma diminuição nessa modalidade, mas ainda tem muitos bandidos soltos. Eles procuram nas residências objetos de valor como joias; dinheiro e atuam mais em bairros de classe média como a Gruta, Pinheiro e Sanatório”, conta o delegado.
Alcides Andrade avalia que a maioria dos alagoanos não tem o seguro residencial porque não conhece os benefícios que ele proporciona.  “Os ladrões têm a cultura de que a casa é o lugar mais adequado para encontrar o objeto que estão procurando e é por isso que as pessoas devem ficar mais atentas quando forem sair de casa e na volta: ficar observando se a rua é pouco movimentada, não guardar objetos de valor em casa, como joias e grande quantia em dinheiro e, se a pessoa tiver condições financeiras, colocar câmeras de filmagens”, ressalta o delegado.
SDS
A reportagem tentou por duas semanas obter a estatística da Secretaria de Defesa Social do Estado (SDS) sobre os números de roubos e arrombamentos a residências em Maceió e no Estado, mas, por telefone, a assessoria informou que “os dados não estão consolidados de roubos e furtos a residências, porque o setor de estatística da instituição está sendo reestruturado” e que “não tem  números que possa divulgar”.

Pragas urbanas afetam a saúde e causam prejuízos à população

Olívia de Cássia – Repórter

As pragas urbanas afetam a saúde das populações e podem causar muitos prejuízos financeiros. Ultimamente algumas cidades estão sendo invadidas por algumas delas  e  segundo alguns especialistas procurados pela reportagem do blog, o fato se dá pelo desequilíbrio ambiental.
Luis Cláudio e Cícero da Silva são sócios em uma empresa de dedetização em Maceió e observam que as pragas mais comuns no verão nas cidades pela ordem, são: cupins, baratas, formigas, pombos (em qualquer época do ano), pixilingas, carrapatos, escorpião, pulga e morcegos.
Para fazer o tratamento para matar os cupins, por exemplo, que se proliferam muito mais no verão, eles contam que fazem uma barreira química e que cada praga é um procedimento específico.  Eles observam que os cupins não causam mal à saúde, mas causam transtornos sérios.  “O desequilíbrio do meio ambiente é o que causa o aumento das pragas. No caso do cupim, o habitat dele é o solo e eles criam uma subcolônia (em árvores) e fazem o intercâmbio para se reproduzirem. Uma fêmea coloca de sete mil a 25 mil ovos por dia”, explica.
 “Além das formas jovens de cupins, existem duas categorias de indivíduos adultos: a primeira constituída por reprodutores alados (machos e fêmeas), conhecidos como siriris ou aleluias, que voam para se acasalar (principalmente na primavera, clima quente e úmido) e são responsáveis pela formação dos cupinzeiros. A segunda categoria compreende as formas ápteras (sem asas), de ambos os sexos, porém estéreis (operários e soldados)”, destaca Luís Cláudio.
Segundo o técnico, a alimentação dos cupins consiste basicamente de celulose, encontrada em papéis e madeiras e para obtê-la eles atravessam materiais como: borracha, alvenaria, concreto, fios elétricos e telefônicos, plástico, gesso, causando incêndios e danos em geral, que muitas vezes poderiam ser  evitados quando  detectados a tempo e utilizando-se uma profilaxia específica.
 Ratos são ameaças e perigo ao ser humano

Os ratos, apesar de se manifestarem em qualquer época do ano devido ao acúmulo de alimentos e de sujeira, no inverno se proliferam mais. Segundo os técnicos entrevistados pela reportagem, a utilização de produtos com efeitos letais imediatos, além de ser letal trazendo riscos para o ser humano, “não propicia a diminuição de roedores em uma área, e sim, inverte o efeito desejado aumentando a população existente, visto que uma colônia de ratos procura sempre manter um número limite de indivíduos”.
Segundo Luis Cláudio, os ratos possuem neofobia (fobia ao novo) e enviam os indivíduos doentes mais idosos ou mais novos para testar um alimento novo introduzido em seu ambiente. “A morte instantânea de um deles avisa aos demais do perigo daquele alimento, fazendo com que os outros o evitem e com que as fêmeas gerem novas crias para restabelecer o equilíbrio do número de indivíduos na colônia”, ensina.
 As novas crias, segundo o técnico, em número maior ao de indivíduos permitidos, disputam o lugar vago, onde os perdedores que conseguem escapar da morte, fogem daquele território e vão habitar as áreas vizinhas, estabelecendo novas colônias.
“Por isso uma intervenção humana em áreas infestadas por roedores, tem necessariamente que ser decisiva e completa. Uma intervenção errônea pode ter efeitos desastrosos, assim o combate aos roedores deve ser feito de forma racional, técnica e completa, pois uma falha nesse trabalho pode conduzir a situações futuras de solução difícil e onerosa”, reforça.  
MANIPULAÇÃO E USO
Luís Cláudio conta que para fazer o trabalho de controle de pragas eles usam produtos sem cheiro e antialérgicos: todos liberados pela Vigilância Sanitária e pelo Ministério da Saúde, para não causar nenhum transtorno.
 “A manipulação de produtos químicos são de alta importância para nossos serviços, com registro no Conselho Regional de Química obtemos equipe especializada no combate a pragas urbanas com resultados no controle de baratas, cupins, brocas, formigas, escorpião, carrapatos, moscas, pulgas e ratos”, descreve.
Para o controle da praga de morcegos, Luís Cláudio observa que é proibido colocar produto para matá-los, senão serão processados. Segundo ele, esses animais procuram sempre os locais mais escuros da casa, entre a laje o telhado. “A gente não pode matar os morcegos, orientamos os proprietários dos imóveis que os locais onde eles costumam frequentar sejam iluminados, para espantá-los”, conta.
 Os técnicos consultados pela reportagem destacam que em todos os bairros de Maceió há problemas de pragas urbanas. “Locais com resto de construção são propícios para juntar escorpiões, que podem causar a morte de uma criança de zero a três anos de idade, porque possui pouca massa cefálica e têm menos imunidade”, observa José Cícero.
O serviço de um técnico de dedetização para controle de pragas, em residências, custa de 160 a 180 reais. Nas empresas esse custo é maior. “A gente faz o orçamento sem compromisso no local, depende do tamanho, que tipo de serviço vamos fazer e dependendo do problema detectado nós damos o preço”, conta

Pombos são considerados  ratos de asas
Foto: Olívia de Cássia
 Dorival Filho faz treinamentos com gaviões
para captura de pombos e pardais
Os sócios e técnicos da empresa de dedetização entrevistados pela reportagem contam que são chamados também para fazerem a limpeza em caixas de ar-condicionado de apartamentos, devido à sujeira deixada pelos  pombos, que ficam alojados nesses locais e transmitem doenças pelas fezes e pelas pulgas (as chamadas pixilingas).
“Os pombos são considerados pelo Ministério da Saúde como ratos de asas e podem transmitir várias doenças às populações urbanas”, explica Luís Cláudio. Para combater a população de pombos no Estado, tem  aumentado a procura de algumas empresas pela falcoaria, que é o treinamento de gaviões, para capturar essas aves.
A falcoaria ou cetraria é a arte de criar, treinar e cuidar de falcões e outras aves de rapina para a caça. Em outra oportunidade, conversamos com Dorival Filho, treinador e proprietário de uma empresa em Maceió que faz treinamentos dessas aves para captura de pombos e pardais.
Na empresa de Dorival Filho, os gaviões são treinados para o controle de fauna nociva (pombos) no Porto de Maceió, na Santa Casa de Misericórdia e no Moinho Motrisa. Segundo o treinador, os gaviões capturam pombos e pardais e qualquer outro animal que sejam treinados para caçar.
 “Cada animal que o gavião caça é resgatado pelo treinador, que dá uma recompensa ao animal (comida). “Os animais capturados pelos gaviões são entregues ao Ibama (Instituto Brasileiro do meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) para que dê o destino final.
Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica no Estado, a instituição não trabalha com pragas de verão. Cleide Moreira observa que “são consideradas pragas urbanas também as mariposas, grilos, pulgas, mas nós não trabalhamos com esse tipo de vetor”, observa.
 Praga de grilos incomodou várias cidades do Sertão
No mês de setembro, em vários municípios do Estado, principalmente no Sertão, os grilos invadiram as cidades. Em Arapiraca, segundo o gerente de vendas de caminhões  Jaime Calheiros, eles infernizaram a vida da população, por vários dias.
Jaime conta que os grilos incomodavam tanto nos banheiros das casas, nas paredes da fachada das casas e a única saída para os moradores era fechar as portas. O morador  informou que até o novo shopping de Arapiraca foi infestado pelos grilos, mas observou que no seu caso não procurou o setor de vigilância sanitária para resolver o problema.
Segundo os técnicos consultados pela reportagem, nesse período a demanda pelos serviços de dedetização na capital aumentam.  

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Meu irmão

Foto: Olívia de Cássia 

Olívia de Cássia - jornalista

Às vezes a gente fica pensando e querendo entender os desígnios de Deus na nossa vida. Esse agravamento na doença do meu irmão, problema hereditário que acomete a nossa família, me faz ficar pensando o que leva uma das pessoas melhores do mundo a passar por isso.

Meu irmão Petrônio José, o segundo da prole lá de casa, é o melhor de nós, eu sempre digo isso. Um irmão dedicado, que sempre está pronto para me ajudar, na medida do que ele podia, que tivesse ao seu alcance, fosse financeiramente, ou dando uma palavra de conforto, quando podíamos escutar o que dizia.

Petrônio, como nós dizíamos quando éramos jovens, era o ‘filhinho da mamãe’, O mais obediente de nós quatro, o que ajudava dona Antônia nas tarefas domésticas e aquele que não respondia com malcriação  à nossa mãe.

Ver o meu irmão debilitado e agora em uma UTI hospitalar nos leva a pensar muitas histórias da nossa infância e da juventude e em tudo o que ele significa para todos nós que o amamos muito.

Teve o infortúnio de desenvolver muito cedo os problemas da Doença de Machado Joseph (ataxia spinocerebelar) um mal que acomete e já acometeu vários membros da nossa família e herdamos ela do nosso pai, que passou 14 anos de sua vida em cima de uma cama, para se dizer no popular.

Segundo a chefe da área de genética do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e pesquisadora da doença há 15 anos, Laura Bannach Jardim, não existe predileção por sexo e a doença surge, geralmente, na vida adulta. "No sul do Brasil, 50% dos pacientes manifestaram Machado-Joseph por volta dos 34 anos", disse ela.  A doença é degenerativa e ainda não existe tratamento para interromper a progressão da doença.

O ator Guilherme Karan, afastado da profissão desde 2005, agora está em cadeira de rodas e vive isolado em casa. Ele sofre da doença Machado-Joseph. Ela é hereditária e, quando ocorre, necessariamente, um dos pais da pessoa também tem o problema e foi o que aconteceu conosco.

Hoje meu irmão deu entrada na UTI  do Hospital do Sanatório, com complicações por conta da doença. Tenho pedido a Deus para aliviar as dores do meu irmão e que faça o que for melhor para ele, apesar da nossa dor.

IV EPA terá baile na Palmarina, em União

Montagem de fotos dos
 I, II e III  EPAs
O IV EPA (Encontro com Palmarinos Ausentes será comemorado em União dos Palmares no  dias 7 de dezembro, às 22 horas, na Associação Atlética Palmarina (AAP), com a orquestra Contágio Tropical e artistas locais.

Segundo Ladorvane Cabral, organizador do evento, o traje será a rigor: “Para matar as saudades, uma festa à moda antiga”. O evento marcará também a reabertura do clube mais tradicional da cidade, a Palmarina.


Contato e reserva de mesas pelos telefones: 9932. 4522 (Tim), 9311. 8081 (Claro), 8806 7152 (Oi) e 8109.3405 (Vivo). A mesa dará  direito a quatro cadeiras;  R$ 120. Individual; 30. 

Cineasta carioca lança filme em União dos Palmares

Blogue do JMarcelo Fotos

O cineasta carioca Clementino Junior está lançando este mês o filme ANJO DE CHOCOLATE em algumas cidades brasileirasNa semana passada em comemoração ao Dia da Consciência Negra, ele reuniu um grupo de amigos em União dos Palmares para prestigiar o filme que retrata a vida de Sonya Silva.

  
Sonya Silva é cobradora de ônibus no Rio de Janeiro e já foi destaque em vários veículos de comunicação por sua luta em sobreviver de sua arte. Segundo o professor de vídeo Clementino Junior "Conheci Sonya Silva há oito anos e desde a Bienal do Livro de 2005 venho registrando suas conquistas e derrotas na batalha para se firmar como escritora de livros infantis".

A sessão especial do filme no Auditório da Prefeitura Municipal de União não estava lotada como os demais eventos culturais que acontecem na cidade, no bate papo com os presentes o cineasta disse "Esta cobradora de ônibus da linha 125 (Central/Gen.Osório) que escondeu da empresa o primeiro lançamento de seu livro para não perder o emprego, e ao ter matéria publicada no RJTV viu sua história crescer na mídia, a empresa entender e apoiar sua iniciativa, e ela seguir para vários eventos, programas de TV, mas ainda na batalha de vender seus livros praticamente de mão em mão, eventuais crises com editoras, criar o filho, ser apoiada pelo filho, enfim… Quase uma década da vida de uma escritora cujo talento progrediu e que acredita que a leitura salva vidas, mas que até agora batalha para modificar a própria através do seu sonho com os livros". Finaliza.

Após a exibição do filme Clementino Junior respondeu algumas perguntas dos interessados. No Facebook Lua Tavares e Zulu Fernando já se articulam para uma nova exibição do filme já que muitos querem assistir.


O cineasta é responsável pelo Cineclube Atlântico Negro esteve em União dos Palmares para fazer um documentário "Águas no Muquém - sobreviventes de uma enchente". O filme retrata, a partir dos depoimentos dos moradores, os momentos vividos na enchente de 2010, onde muitos passaram a noite em uma jaqueira. Veja AQUI

sábado, 23 de novembro de 2013

Reconhecimento de terras quilombolas esbarra na especulação e grilagem

Foto: José Marcelo Pereira
Agência Brasil

União dos Palmares (AL) - Disputas, construções de grandes empreendimentos e especulação imobiliária ameaçam a herança ancestral mantida viva pelas comunidades quilombolas. Das 2.408 comunidades certificadas pela Fundação Cultural Palmares (FCP), apenas 207 têm o título da terra e, em uma parte delas, os ocupantes não quilombolas ainda não foram retirados ou indenizados.

“A posse da terra é a maior dificuldade enfrentada atualmente pelas comunidades quilombolas. A titulação é um direito fundamental prevista na Constituição Federal”, defende o diretor do departamento de proteção ao patrimônio afro-brasileiro da FCP, Alexandro Reis. “Esse é o grande gargalo da questão quilombola nos dias de hoje”.

O Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias é claro quanto ao assunto: “Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos”.

“À medida que isso não ocorre, a gente acaba prejudicando a comunidade porque outras pessoas acabam ocupando a terra quilombola. Vamos ter problemas de expulsão, violência no campo, violência contra essas famílias, atuação de grileiros a atravessadores até na atividade produtiva da comunidade”, explica Alexandro Reis. “Titular a terra é algo fundamental para a comunidade quilombola no Brasil e é o grande desafio que temos hoje”, acrescentou.

Há todo um processo pela posse da terra. As comunidades que já foram reconhecidas como quilombolas pela Fundação Palmares precisam fazer o pedido para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que é o responsável pela titulação. Então, são feitas análises da área e de possíveis contestações que possam aparecer no processo.

A fase seguinte é a regularização fundiária, com a retirada de ocupantes não quilombolas por desapropriação ou pagamento de indenização. Mas o processo, que também pode ser feito via estados e municípios, é demorado. De acordo com informações do site do Incra, há processos abertos em 2003 que ainda não foram concluídos.


O secretário da Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal, Viridiano Custódio, explica que a principal razão para a demora de alguns processos são disputas envolvendo a terra. “Disputa política, de território. Alguns setores, principalmente do meio agrário, são contra essa legalização porque os territórios, muitas vezes, ficam dentro ou perto de alguma terra que está em litígio”, destacou. “Esse é um processo que acaba emperrando o trâmite”.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

MinC destina R$ 4 milhões para reformar parque em União dos Palmares

Foto de Olívia de Cássia



Por Jornal do Brasil

O Ministério da Cultura destinou R$ 4 milhões, do Fundo Nacional de Cultura, para a Fundação Cultural Palmares com o objetivo de incentivar as comemorações do Dia da Consciência Negra, celebrado neste 20 de novembro. Metade dos recursos deve ser usado para reformas e melhorias na estrutura do Parque Memorial Quilombo dos Palmares, no município.

De acordo com o presidente da fundação, Hilton Cobra, a ministra da Cultura Marta Suplicy telefonou para ele de manhã, informando sobre a disponibilização dos recursos. “É mais do que necessário, mais do que urgente essa atualização constante dos equipamentos do parque”, destacou.

Com o dinheiro, ele acredita que será possível reformar as construções do local, que simulam como eram as casas no local, no século 16. Parte dos recursos serão utilizadas, também, para asfaltar os 9 quilômetros de estrada de terra que levam à fundação.

Cobra também quer transformar uma estação de trem desativada de União dos Palmares em um museu e criar uma linha de trem que leve as pessoas ao pé do Morro da Serra da Barriga, que conta com o memorial em seu topo e que fazia parte do histórico Quilombo dos Palmares.

“Se a gente conseguir emplacar isso até 2014, vamos mostrar que, realmente, o Poder Público abriu seus recursos, seus cofres e suas cabeças para a necessidade de manutenção da cultura mais rica do Brasil, que é a cultura de matriz africana”, destacou.

O Parque Memorial Quilombo dos Palmares, implantado em 2007 pelo Ministério da Cultura, por meio da Fundação Palmares, reconstitui o cenário do quilombo no século 16. Desde 1981, no Dia da Consciência Negra, representantes do movimento, de religiões de matriz africana, além de admiradores da história de Zumbi, sobem a serra – a maioria a pé – para reverenciar o herói nacional e os habitantes de Palmares.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Martinho da Vila canta sucessos em data especial para Zumbi dos Palmares

Fotos: José Marcelo
Por: Natally Tenório – Secom/PMUP

Ao som de muito samba, e com muita alegria, centenas de palmarinos e visitantes lotaram a Praça Basiliano Sarmento na noite desta quarta-feira (20), no encerramento aos festejos em comemoração aos 318 anos da morte de Zumbi dos Palmares. 

Por volta das 22h30, o cantor Martinho da Vila, atração principal da noite, animou o público presente. Algumas canções conhecidas nacionalmente, entre elas Madalena e Mulheres, embalaram os que prestigiaram o sambista.

Martinho, que mostrou ter muito samba no pé, também esbanjou simpatia ao atender a multidão que o esperava na expectativa de conseguir tirar uma foto com o cantor. 

Janaína Martins também foi uma das atrações da noite, ela resgatou as canções afros contagiando a multidão. Outro artista que também colocou o público pra dançar com seu samba de gafieira foi o cantor Igbonan Rocha. Nel do Reggae e a banda Raízes de Zumbi e a banda Afro Zumba, atrativos culturais de cidade, comandaram o encerramento da festa que varou madrugada a fora.  

Na oportunidade, estiveram presente além do público e da imprensa, a equipe coordenadora da Fundação Cultural Palmares, o Prefeito Beto Baía, o vice Eduardo Pedrosa,os Deputados João Henrique Caldas e Paulão, a secretária de Cultura, Genisete Lucena, O secretário de Comunicação, Hermes Marques, a secretária de Saúde, Carla Theresa,o secretário da Infância e da Juventude, Sergio Rogério, e a Coordenadora da Defesa Civil, Nádia Seabra.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Homenagens ao herói negro Zumbi em União lembram 318 anos da morte do líder

Fotos de Olívia de Cássia
Olívia de Cássia – Repórter

Cerca de cinco mil pessoas estavam sendo esperadas na Serra da Barriga, em União dos Palmares, no Dia da Consciência Negra, para reverenciar os 318 anos da morte de Zumbi e homenagear o herói negro, segundo a representante do Escritório da Fundação Palmares, em Alagoas, Maria José da Silva.

Na subida da Serra, logo cedo, as equipes de reportagens e vários carros foram bloqueados para prosseguir o caminho, com argumentação, segundo os motoristas que foram barrados, de que seria pago um pedágio e não subiriam todos.

Depois de algumas negociações a passagens de carros pequenos foi liberada até determinado ponto e subiram até o platô apenas os carros de apoio, de reportagens, ambulâncias e Corpo de Bombeiros.

Segundo Maria José, da FCP, estavam sendo esperados 40 vans com grupos culturais e religiosos; 500 capoeiristas estavam inscritos para fazerem apresentações, entre outros grupos culturais da cidade e de municípios vizinhos.

Sobre a reforma no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, Maria José explicou que já estão adiantadas em 90%.  Segundo ela, os banheiros ficaram fechados por conta da questão da água que está sendo resolvida no parque, mas foram disponibilizados vários banheiros químicos na serra, para quem precisasse utilizar.

“O dia hoje é importante para a gente fazer uma reflexão sobre a data e as conquistas que já tivemos; reverenciar Zumbi, apesar da situação preocupante da violência no Estado, que acomete não só jovens negros, mas mulheres também; celebrar Zumbi, mas não esquecer o presente”, observou Maria.

Várias homenagens foram e estão sendo realizadas durante todo o mês no município e hoje à noite na Praça Basiliano Sarmento, no Centro da cidade, haverá show de Igbonan Rocha e de Martinho da Vila.

A chuva que caiu intensa no local não impediu a realização da festa, no platô da Serra da Barriga e muita gente lembrou a epopeia de Zumbi dos Palmares.

Depois do cortejo afro, com a aposição de flores na estátua de Zumbi, houve uma salva de tiros, seguida da posse do Comitê Gestor, que terá a participação de grupos religiosos e a Ialorixá Mãe Neide como representante.

Mãe Neide disse que estava emocionada e também cansada pela série de atividades da semana, sem dormir direito, mas pediu a Zumbi cada dia mais força e consciência. “Agradeço a todos pela confiança e prometo cumprir pelo menos um pouquinho da missão que me foi dada. Quando sento na cadeira, não estou sozinha”, disse ela, encerrando a fala com uma música da líder espiritual e atriz Xica da Silva, sobre Zumbi e foi bastante aplaudida.

Além do Comitê, houve a assinatura simbólica de um Termo de Cooperação, que facilitará as negociações das demandas do povo negro com os gestores. Segundo Mãe Neide, o Comitê gestor terá um papel importante para o povo negro. As atividades comemorativas na Serra da Barriga começaram na madrugada, com o tradicional canto e rezas dos religiosos de matriz africana.

Nas falas das autoridades no palanque também foram anunciados para a região vários projetos e a ministra Marta Suplicy mandou como representante Márcia Holemberg, que anunciou a destinação de verbas para as artesãs Irinéia Nunes, Marinalva, e Julieta, artesãs do barro do Muquém, além de editais que foram e serão publicados com a destinação de recursos.

Márcia Holemberg informou que os editais serão parte do programa do Governo Federal Cultura Viva e que de 350 grupos e pessoas foram contempladas; 24 serão de Alagoas. Também foi anunciado que a previsão para a conclusão das obras de reforma no parque serão daqui a um mês.

A secretária de Cultura do município,  Genisete de Lucena Sarmento, disse que a Serra da Barriga até hoje inspira muitas lideranças no País. “Esse é um momento de continuar refletindo sobre a condição de vida de milhares de brasileiros e lutando, fazendo com que as condições de vida dessas pessoas não seja precária”, ressaltou.

O prefeito Beto Baía (PSD) disse que esse é um grande momento de homenagear Zumbi e o espírito de liberdade que ele inspira nas pessoas “e isso começa a mudar a história, provocando avanços contra a desigualdade, por uma sociedade mais justa”, observou o prefeito. Beto destacou que a Serra da Barriga recebe cerca de mil visitantes por mês e que precisa oferecer condições para que os visitantes sejam bem-recebidos.

PRESERVAÇÃO DA CULTURA

 A artista popular Dona Zeza do Coco disse que já é tradição na sua família a preservação da cultura e dos folguedos.  Além de participar do coco, dona Zeza compõe as músicas para o grupo e disse que foi testemunha do tombamento da Serra da Barriga, fato que a deixa emocionada.  

“Na época não tinha nada aqui, só mato; agora está uma maravilha. O que precisa é as autoridades darem mais atenção aos grupos culturais da terra”, destaca. Ela conta que também faz literatura de cordel e também é artesã.

Além do prefeito Beto Baía (PSD), vários secretários do município também estavam presentes.  A secretária das Minorias, Kátia Born, representou o governador Teotonio Vilela (PSDB); o presidente da Fundação Palmares, o ator Hilton Cobra, o reitor da Uneal , Jairo Campos, o secretário de Estado da Cultura, Osvaldo Viègas, fizeram falas no evento.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Clínicas populares são alternativas à população de baixa renda

Foto: Sandro Lima
Olívia de Cássia – Repórter
 As clínicas populares aparecem no País como uma terceira via ao atendimento de saúde à população que não tem um plano de saúde e quer fugir da desassistência no Sistema Único de Saúde (SUS) e também por oferecer preços mais acessíveis à população. 
O sucesso dessas unidades de saúde, que também estão espalhadas por toda Maceió, principalmente em bairros da periferia, deve-se à alta taxa de retorno e aos bons serviços oferecidos à população, segundo médicos e pacientes.
Devido à lacuna gerada pelo SUS, e com o advento da ascendência das classes sociais C e D, as clínicas seguem, diariamente, lotadas. Celeridade nos atendimentos e no resultado dos exames são exemplos de benefícios apontados pelos clientes. Com preços que variam de R$ 60 a R$ 100, o atendimento nas clínicas populares em Maceió geralmente é feito de segunda a sexta-feira e a maioria delas se propõe a oferecer atendimento nas áreas mais diversas como:  ginecologia, clínico geral, psicologia, pediatria, gastro, geriatria e algumas até de odontologia.
Uma clínica médica popular dá um bom retorno para quem administra: na Clínica Alerta Médico,  uma consulta custa R$ 60, mas algumas especialidades como neurologista,  angiologista  e pneumologista  (que é terceirizado) a consulta  aumenta para R$ 80, devido a escassez desses profissionais no Estado, segundo Cristina Calheiros,  diretora da unidade.
A clínica estava de mudança para outro prédio na Avenida da Paz, no dia da visita da reportagem, mas segundo Cristina Calheiros, em breve estará com todos os atendimentos em dia. O Alerta Médico atende de 200 a 300 pacientes ao dia e a margem de movimento é mais pela manhã. As especialidades oferecidas são as mais diversas.
SERVIÇOS
 “Temos serviços de exames laboratoriais, ultrassom, eletrocardiograma, Raio X, ginecologista, entre outros.  São mais de 50 médicos que temos disponíveis. Os exames de ultrassom  os preços são variáveis, dependendo da solicitação:”, observa. A clínica também terceirizou um plano de saúde que custa ao associado R$ 68 com idade de zero a 18 anos, que é a primeira faixa; conforme a idade vai aumentando o valor também.
Maria José Oliveira dos Santos tem 29 anos e é paciente do Alerta Médico:  disse que procura o serviço para fugir da demora do atendimento do SUS e também porque não pode pagar um plano de saúde. Ela conta que foi à procura de uma ginecologista e em outra oportunidade já se consultou com um clínico geral e foi bem atendida.
“Já tem um dois anos que sou paciente daqui: trabalho em uma papelaria no comércio e ganho pouco mais que o salário mínimo, com as comissões que recebo. Eu não posso pagar um plano de saúde; o atendimento pelo SUS demora demais e por isso procurei a clínica e estou satisfeita com o atendimento”, disse Cristina.
Médico Ronaldo Luz. Foto: Adailson Calheiros
Além do preço, qualidade no atendimento  é um atrativo a mais
O médico Ronaldo Luz administra um centro de reabilitação na Avenida Maceió, no bairro do Tabuleiro do Martins, e aparece na comunidade como uma alternativa positiva. A clínica, visitada em uma quarta-feira pela reportagem da Tribuna Independente, estava lotada e as atendentes disseram que tem dias que a frequência é muito maior.
 Renata Pereira dos Santos era uma das pessoas que estavam no local aguardando  atendimento pelo médico Ronaldo Luz.  Um pouco envergonhada para dar entrevista e  apressada para sair do local, ela  confirmou que sempre procura os serviços da clínica popular porque lá é bem atendida e que está satisfeita com os serviços oferecidos.  “Sempre venho aqui e gosto do atendimento”, destacou.
Uma consulta na clínica do médico Ronaldo Luz custa R$ 100 e lá são oferecidas especialidades em várias áreas médicas como: cardiologia, ginecologia, obstetrícia, ortopedia, nutricionista, fonoaudiologia, psicologia e a fisioterapia, que tem convênio com o SUS, às quartas-feiras. O médico conta que na terça-feira ele dedica o atendimento à comunidade carente da região, “com atendimento gratuito”, e também faz pequenas cirurgias “a preços bem baratos com relação ao que é cobrado em hospitais e clínicas particulares”, reforça.
Segundo Ronaldo Luz, os preços das pequenas cirurgias para a população carente no Centro de Reabilitação Médica são acessíveis e variam de R$ 100 até R$ 300. O médico, que é o técnico responsável pela clínica, destaca que de quinze em quinze dias também faz um trabalho de responsabilidade social, no bairro de Fernão Velho, e presta atendimento gratuito no Sindicato dos Trabalhadores da extinta fábrica Carmen.  
TRATAMENTO  HUMANIZADO
Foto: Sandro Lima
Petrúcio Oliveira é dono de Clínica de Radiologia Popular
“Aqui na clínica não sai ninguém sem ser atendido: eu atendo todos os pacientes; também atendo no Hospital Santo Antônio e no Alerta Médico, onde uma consulta varia de R$ 60 a R$ 80 e uma cirurgia de histerectomia ou de vesícula custa mil reais. Em hospitais de maior porte uma cirurgia desse tipo custa R$ 3 mil”, explica.
Ele observa que as clínicas populares oferecem um tratamento humanizado e que o médico   tem que estar registrado no Conselho de Medicina para exercer a profissão. “O Conselho Federal de Medicina (CRM) fiscaliza o bom desempenho do médico para que exerça sua função e capacitação; a única observação que faço é que existe ainda deficiência nos exames de ultrassonografia e eles devem melhorar a qualidade”, destaca Ronaldo Luz.
Acompanhando a tendência desse mercado, no bairro do Jacintinho existem várias clínicas no estilo popular: umas mais simples e outras com mais recursos. Na clínica de Radiologia Popular, de propriedade de José Petrúcio de Oliveira, só tem clínica médica, a consulta custa R$ 60 e a maior parte dos serviços oferecidos é de imagem. O exame de mamografia na clínica de seu Petrúcio Oliveira custa R$ 70 e a ultrassonografia com alta resolução tem o preço variado: “de 50 a 70 reais, dependendo da solicitação do médico”, explica.
“Nossa clínica oferece preços populares, para quem não tem poder aquisito alto; estamos ampliando os serviços: atualmente oferecemos exames de Raio  X, mamografia de alta resolução, ultrassonografia e o atendimento de um clínico geral”, explica seu Petrúcio Oliveira, que não é médico mas tem um técnico responsável. Segundo o proprietário da Clínica Radiológica, diariamente a unidade de saúde atende de 15 a 20 pessoas. “Já fiz alguns convênios e estou tentando fazer com o Sistema Único de Saúde (SUS). Nosso movimento é mais pela manhã e na segunda-feira é sempre lotado”, ressalta.
Em outra clínica popular que fica no bairro da Santa Amélia, por telefone,  a atendente não quis se identificar,  mas disse que uma consulta custa R$ 60 e que a unidade de saúde oferece serviços médicos de clínico geral, pediatra, gastro, ginecologista, geriatra, dentista e outras especialidades. Além de consultas médicas, a clínica tem laboratório, ultrassonografia, eletrocardiograma, eletroencefalograma, colposcopia, entre outros, a preços populares. Uma  ultrassom nessa clínica do bairro da Santa Lúcia custa R$ 70 e com cartão de fidelidade baixa para R$ 50.  Exames laboratoriais têm preços de R$ 5 a  R$ 15, variáveis. A clínica atende os dois horários, até as 18h.
RESOLUÇÃO
As clínicas populares não necessitam obrigatoriamente de registro no Conselho Regional de Medicina, porque atuam com pessoas físicas, segundo o presidente da entidade, Fernando Pedrosa. Ele ressalta que o governo federal está alterando a resolução que normatiza as clínicas populares, até o final do ano, “e quando isso acontecer o CRM vai fiscalizar, mas isso não quer dizer que estejam irregulares”, pontuou.  
Segundo Pedrosa, quando a fiscalização for normatizada e se alguma clínica tiver irregular terá seis meses para se reajustar à lei, “mas não há nada contra as clínicas populares: elas prestam um bom serviço, importante à população e têm que ter alvará de funcionamento”, explica. A fiscalização das clínicas populares é feita pela Vigilância Sanitária Municipal, que expede o Alvará de Funcionamento, depois de verificar as condições de cada local funcionar, segundo o diretor  Paulo Bezerra .
 “Para uma clínica popular funcionar a contento tem que ter as mínimas condições de higiene, ter um técnico responsável, estar em dia com as obrigações (com o CRM); ter licença de localização e tirar a inspeção da Vigilância Sanitária”, finaliza.

domingo, 17 de novembro de 2013

Cavalgada da Liberdade refaz a trilha dos negros

Por João Paulo Farias – Texto e Fotos

A II Cavalgada da Liberdade reuniu na manhã deste domingo, 17, dezenas de cavaleiros e amazonas que percorreram 54 km de União dos Palmares ao município de Viçosa, refazendo a rota de fuga do líder negro Zumbi dos Palmares.

O evento é realizado pelo ministério dos Esportes, com o apoio dos governos estadual e do município. A concentração foi às 5 horas, na Estação Ferroviária da cidade, onde foi servido um café da manhã aos participantes e logo após a benção do padre Marconi Nunes, da paróquia local, o cortejo seguiu em direção ao Sítio Recanto na Serra da Barriga, onde receberam a benção da Ialorixá Mãe Neide.

Na primeira parada no distrito do Timbó, a 15 km de União dos Palmares, foram entregues cestas básicas, arrecadadas pelos participantes da cavalgada e kits com material esportivo doado pelo Ministério dos Esportes.

Segundo a organização do evento, ocorrerão três paradas, as chamadas ‘bate-celas’ até o destino final, em Viçosa. Para o ministro Aldo Rebelo o momento é muito especial, “é com muito prazer que coordeno essa segunda cavalgada, agradeço o apoio do Governo do Estado e do prefeito de União. Um forte abraço a todos”, disse o ministro.

O prefeito de União dos Palmares, o médico Beto Baía (PSD) agradeceu a vinda do ministro ao município e ressaltou que a cidade precisa de espaços para a prática de esportes, com o objetivo de proporcionar aos jovens uma vida saudável e longe das drogas. “Agradeço a presença de todos vocês que nos ajudaram a fazer essa grande festa”, disse.

PRESENÇAS
A II Cavalgada da Liberdade reuniu dezenas de autoridades doo município: o prefeito de União dos Palmares, Beto Baía, (PSD), a primeira dama Conceição Baía, o vice prefeito, Eduardo Pedrosa (PMN), os secretários de Cultura, Genisete Sarmento; Saúde, Carla Theresa; Meio Ambiente, Macário Rodrigues, Comunicação, Hermes Marques, Educação, Ricardo Praxedes, Indústria e Comércio, Rosangela Barros e Finanças, Roberto Carnaúba. Além da coordenadora da Defesa Civil municipal, Nádia Seabra.

O Governo do Estado foi representado pelo secretário-adjunto da Educação e Esportes, Jorge VI, a secretária de estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Kátia Born, e o secretário estadual da Articulação Social, Claudionor Araújo.


Representantes da Fundação Cultural Palmares, também participaram da cavalgada: o diretor da FCP/BR, Alexandro Reis e Maria José, representante em Alagoas. O deputado federal, Francisco Tenório (PMN) também marcou presença, além do prefeito da cidade de Murici, Remi Calheiros (PMDB).








Todas as fotos AQUI

Bom domingo!

Fotos de Ldorvane Cabral
Olívia de Cássia - jornalista


Um domingo com cheiro de saudade começa o meu. Saudade de tudo: vejo fotos da terrinha, atividades culturais referentes à Semana da Consciência Negra e sinto um apertinho no peito, vontade de estar por lá, dividida.

Queria estar em União dos Palmares, vontade de estar no hospital com meu irmão. Amanheci alérgica ainda, espirrando muito e nessas condições, durante a semana fui muito pouco ao hospital, além da enxaqueca que me atormenta o juízo.

Vejo a bandeira da minha terra nas fotos e dá um orgulho danado de ter nascido palmarina, apesar dos pesares. Vejo também nas fotos de Ladorvane Cabral amigos que não via tem um tempinho e a vontade de estar lá só aumenta a adrenalina.

O ministro Aldo Rebelo sempre presente nessa cavalgada, que sai de União e vai até sua terra natal, Viçosa; uma linda cidade do interior alagoano que preserva sua história e sua cultura. Nessas horas avalio que o que se tem que fazer é participar e valorizar a cultura da terra, esquecendo as divergências políticas e as encrencas provocadas pela diversidade de opiniões.

A 2ª Cavalgada da Liberdade é uma iniciativa do Governo de Alagoas, por meio da Secretaria da Educação e do Esporte, e do Ministério dos Esportes, com o apoio do Ministério da Cultura, Fundação Palmares, Prefeituras de União dos Palmares, Capela, Cajueiro e Viçosa, além da Adeal e Secretaria da Mulher e Direitos Humanos/Procon.

O percurso tem aproximadamente 50km e nesse trajeto, a Secretaria Adjunta do Esporte coordena a apresentação e implanta modalidades esportivas nos povoados e comunidades quilombolas, doando o material esportivo e cestas básicas aos mais carentes.

 Quem preferir fazer um percurso menor, de 24 quilômetros, pode optar por entrar na cavalgada no povoado Santa Efigênia, no município de Capela, segundo o que foi divulgado pela Secretaria de Comunicação do Estado.

Pelas fotos, lá vão os cavaleiros para sua aventura e que tenham boa sorte, que haja mais consciência nos homens e mulheres de bem e que o preconceito se torne apenas uma página da história que a gente tenha que ler apenas para lembrar que não se deve discriminar ninguém pela sua cor e pela sua maneira de ver a vida. Bom dia!

sábado, 16 de novembro de 2013

Dia de rotina

Olívia de Cássia - jornalista

Estou tão acostumada a sair de casa para trabalhar, que estranho o feriado, mas aproveitei ontem e hoje para ler e dormir muito. Logo cedo algumas ideias para um texto me surgiram à cabeça, baseadas em algumas leituras que venho fazendo.

Mas depois veio o  plantão e eu esqueci a respeito do que queria escrever naquele instante; lembrei que eram ideias interessantes para um texto, mas não anotei o que estava pensando e depois esqueci. Passei o dia assim, ora lendo, depois trabalhando e o tempo foi atropelando tudo.

Além de uma obrigação, ler para mim é uma diversão e um hobby, uma atividade querida. Agora à noite, depois de um banho e um cochilo no sofá, pensei novamente em exercitar a mente e escrever alguma coisa que me fizesse bem, embora aquilo que eu pensei pela manhã tenha me fugido totalmente; não lembro mais a respeito do que eu queria dizer.

Talvez sejam apenas invenções da minha mente para preencher o espaço. Passei o feriado de ontem sem sair de casa, impedida pela questão financeira e pelo cansaço. Num primeiro momento cheguei a me animar a sair; ir ao cinema, mas depois lembrei que estou sem capital para financiar uma pequena saída sequer.

Hoje de manhã dei prosseguimento à minha leitura e à tarde trabalhei. Não fui ao hospital visitar meu irmão; estou um pouco resfriada e não é indicado arriscar. Fico sabendo das notícias diariamente ligando e acompanhando o estado de saúde dele, que está estável.

Tenho postado quase que diariamente no Facebook as informações a respeito do quadro dele, o passo a passo, para que os amigos acompanhem e saibam notícias: tenho recebido muitas mensagens de otimismo e perseverança com relação a isso e agradeço a todos pelo carinho.

Sempre brinco dizendo a meu irmão que ele tem quem cuide dele, diferente de mim. Mas eu também não quero ficar pensando nisso: ainda tenho muita lucidez, vontade de lutar e alguma força nas pernas para me locomover, apesar dos tombos.

Lá fora as crianças fazem algazarra, desde cedo. Têm uma energia incalculável e aqui na rua brincam em liberdade, sem impedimentos. O barulho que fazem é tanto que a gente precisa aumentar o volume da televisão para ouvir o noticiário.

Coisas dessa fase tão bonita que é a infância e a liberdade. São tantas as brincadeiras e os sonhos, que me fazem lembrar de tudo o que vivi nessa fase. Malu e Oto se agitam com o barulho que as crianças fazem, estranham e começam a latir, inconformados.

 Vai dar trabalho para silenciá-los novamente. Os gatos me rodeiam na mesa: Aurora está com um barrigão e daqui a pouco me dará netinhos lindos. Bruce Wayne se inquieta também com o barulho e tento acalmá-los, mas Oto continua a latir inconformado com o barulho.  Agora as crianças diminuíram um pouco o volume e a intensidade das brincadeiras; acho que se aquietaram.

Tem situações engraçadas na vida que depois de madura é que a gente vai percebendo: quando somos jovens determinadas coisas têm uma supervalorização; com o tempo a gente vai percebendo e aprendendo a dar valor ao que realmente importa. Boa noite e bom fim de semana!

Ainda tenho esperança

Por Olívia de Cássia Cerqueira O dia amanheceu com mais uma promessa de vida. É sexta-feira, dia de alegria, como todos devem ser: de agr...