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Mostrando postagens de Junho, 2014

Perdidos no tempo...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Um poema, uma bebida quente, uma saudade, Uma lembrança, uma paisagem deslumbrante, Um horizonte imaginário, sem fim. No campo as flores se desnudam Para uma nova estação. Onde anda a juventude de outrora? Um pensamento, uma saudade. Cadê meus sonhos juvenis?


Com saneamento, Alagoas pode criar 3.896 novos empregos

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Fotos: Sandro Lima Estudo revela que R$ 45,69 milhões em renda poderiam ser gerados, principalmente nos polos turísticos
Olívia de Cássia – Repórter
O estudo 'Benefícios da Expansão do Saneamento Brasileiro', divulgado no mês de março último, realizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento (CEBDS) e o Instituto Trata Brasil, concluiu que a precariedade no setor deixa de criar 139.836 empregos no Nordeste e R$ 1.332,48 milhões em geração de renda na região. Segundo a pesquisa, especificamente no Estado do Alagoas seriam criados 3.896 postos de trabalho e gerados R$ 45,69 milhões em renda se houvesse mais cuidado com o saneamento básico das cidades, principalmente nos polos turísticos.
O objetivo do Instituto foi ter um estudo onde fosse possível conhecer a real situação da construção dos Planos Municipais de Saneamento Básico nas 100 maiores cidades. “Escolhemos as maiores cidades pelo fato de elas terem mais recursos financeiros e técnicos para atender os …

Meu tio Júlio e o mobiliário de vovó Olívia

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Olívia de Cássia - jornalista

Meu tio Júlio Paes de Siqueira, irmão mais novo de mamãe, foi muito discriminado pela nossa família. Ele não tinha o jeito carrancudo do meu avô. Suas feições eram finas, nariz afilado, bom caráter, e era muito compreensivo com as pessoas. Era um homem pacato, pálido e doente, desprovido de vaidade e de preconceitos raciais, tanto que foi morar com uma mulher negra, o que causou a rejeição de toda a nossa família.
Sem profissão definida, tio Júlio transportava carvão no lombo de um burro do sítio para União dos Palmares, nos dias de feira do município. Ele não teve instrução escolar ou, se teve, foi muito pouca, da mesma forma que meus tios e meus pais, que só aprenderam as primeiras letras e as primeiras somas da tabuada. Tio Júlio era um homem bom e compreensivo, lembro muito dele, com saudade.
 Eu percebia que a minha avó Olívia ficava desgostosa pelo fato de viver afastada do filho caçula, mas os irmãos, a minha mãe e meu avô Manoel rejeitavam a mulhe…

A política e seus meandros

Olívia de Cássia - jornalista
A política é cheia de meandros e de situações ininteligíveis muitas vezes;  tem uma face nojenta, de acordos espúrios de virada de lado, de opiniões que não se sustentam e outras características que vou aqui ocultar para não ser indelicada.
Sempre circulei nesse meio, desde criança, influenciada pelo meu pai que era um apaixonado por isso; para ele época de eleição era uma festa e se fosse vivo e lúcido agora, avalio que sua empolgação já teria acabado.
Eu não quero e nem vou entrar na discussão rasteira de difamar e enxovalhar quem quer que seja por aqui,  em época de eleição: seja de direita, de esquerda, de centro, feio, troncho, bonito de olhos azuis ou de outras qualidades e defeitos, mas causa-me espécie algumas aparições na mídia.
E vou logo dizendo que tenho meus candidatos, mas está difícil de a gente escolher o’ menos ruim’. Este senhor, que é candidato ao Senado à reeleição, eu não digo com soberba, jamais, como diria minha mãe, não teria meu vo…

Sem explicação

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Olívia de Cássia – jornalista
A gente já sabe o que vai ouvir do médico, tem a certeza e consciência do problema, mas quando escuta a informação, dá uma tristeza danada, pode acreditar, não é autopiedade, não. Fui atendida no começo da tarde por uma neurologista e ela, além de lembrar e destacar todos os inconvenientes da ataxia, me confirmou que ainda não tem remédio, depois de eu fazer um relato do que é conviver com o problema e dizer que tenho pesquisado sobre a doença.  
Em 2005 eu escrevi meu primeiro sobre a ataxia e o que é conviver com ela. O texto foi uma solicitação de Priscila Fonseca,  presidente da Associação Brasileira dos Portadores das Ataxias Hereditárias e Adquiridas, para fazer parte de um livro sobre os portadores do problema e seus familiares.  
Naquela época, meu problema ainda não tinha se agravado e os sintomas eram leves: foi logo após eu ter uma crise emocional, provocada pela minha separação, que me levou à depressão. Muita gente na minha idade, inclusive …

As festas juninas

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Olívia de Cássia - jornalista
Festa junina de antigamente tinha pamonha, canjica, brasileiras, milho assado e muita animação. Era um tempo em que a gente costumava se reunir e aproveitar o que tinha de melhor.  Este ano o São João passou e quase nem lembro que era dia. Sem fogueiras, sem chuvinhas e sem animação e no trabalho.
No interior os festejos dessa época sempre eram comemorados com muita alegria. Lá em casa minha mãe se desdobrava entre os afazeres domésticos corriqueiros e a correria para providenciar o milho e garantir as pamonhas e as outras comidas típicas, que o meu pai gostava.
Era um clima animado, mas eu fugia das responsabilidades sempre que podia. Nunca me adaptei às tarefas domésticas, reconheço,  e o pouco que fazia não era de muito gosto. Para fazer as pamonhas minha mãe se valia da ajuda do meu irmão Petrônio José para ajudá-la a amarrar.
Eu sempre tive minhas falhas também nesse campo e preferia ler, fazer palavras cruzadas, ou estar na companhia dos amigos, enqu…

Aumenta a procura por escolinhas de futebol em Maceió, por conta da Copa

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Fotos: Santos Lima

Pais e mães de alunos incentivam filhos a praticarem o esporte na esperança de vê-los se tornarem craques do futebol
Olívia de Cássia – Repórter
A procura pelas escolinhas de futebol em Maceió aumentou de 10 a 15%: o aumento se deve à  Copa do Mundo, que desperta nas crianças ainda mais a paixão pelo futebol. Na Escolinha Arena da Serraria, o professor Ibson Costa ensina sete turmas: quatro delas segunda e quarta e mais três turmas às terças e quintas e uma de preparação de goleiro às sextas-feiras.
Com a realização da Copa no Brasil ele explica que houve uma aparição maior de alunos à procura pelo esporte e dos pais também. “A procura é constante: o pai que tem um menino sempre sonha que o filho seja um jogador de futebol; a gente tem turmas a partir dos três anos, que se iniciam com a parte lúdica, brincadeiras voltadas para o futebol, pega pega com bola, que inclui a criança diretamente ao jogo”, observa.
Segundo Ibson Costa, cada turma da Arena da Serraria tem 15…

Artesãos do barro exportam cultura alagoana para o mundo

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Tradição está ameaçada, em União dos Palmares, caso não seja criado um incentivo para que haja continuação dessa arte 
Olívia de Cássia – Repórter
Uma arte que resiste às intempéries do tempo é exportada para o mundo pelas mãos de Dona  Irinéia Rosa Nunes da Silva, seu Antonio Nunes e dona Marinalva, artesãos do povoado quilombola do Muquém, em União dos Palmares. Eles sobrevivem da confecção de peças e indumentárias de barro que retratam o dia a dia da comunidade e sua religiosidade.
Dona Irinéia Nunes, aposentada,  67 anos,  é reconhecida em toda parte do País e foi reconhecida pelo Governo como patrimônio imaterial do Estado. Patrimônio Cultural Imaterial é uma concepção que abrange as expressões culturais e as tradições que um grupo de indivíduos preserva em homenagem à sua ancestralidade, para as gerações futuras.
Por ter recebido essa honraria, os artesãos do Muquém recebem uma bolsa-incentivo, mas atualmente o pagamento está em atraso de mais de três meses, segundo a reportagem…

Meus antepassados....

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Olívia de Cássia - jornalista

Segundo as minhas pesquisas para montar a árvore genealógica da minha família, que acabei abandonando por falta de mais alguns dados, nossos antepassados Francisco Vieira de Siqueira, José Vieira de Siqueira e João Vieira de Siqueira vieram da região de Jacaré dos Homens e Água Branca, região do Sertão de Alagoas, com destino à cidade de Capela, Microrregião da Mata alagoana.

Em Capela, José Vieira de Siqueira comprou terras na Serra do Periperi, naquele município. João Vieira de Siqueira instalou-se na cidade de Branquinha e Francisco Vieira de Siqueira, conhecido como Francisco Rosa, na passagem pela cidade, casou-se com Maria Francisca Viera Correia, que era portadora de uma doença até então desconhecida e que nos últimos anos tem sido alvo de estudos científicos: a ataxia spinocerebelar ou Doença de Machado Joseph (DMJ).

Essa doença tem acometido grande parte da minha família, incluindo meu pai, que faleceu em consequência dos problemas causados pel…

Não precisas me julgar

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira.

Às vezes a gente só quer 
ter um pouco de sossego.
Ou ter um amigo ou amiga
que nos escute, 
sem nos censurar 
Não precisa dizer nada:
Só ouvir já nos basta.
Não é estado de desespero
Nem de infelicidade...
Ás vezes é só uma inquietação
Ou constatação daquilo
que a gente já sabe.
Só preciso que me escutes,
não me condenes,
Não me faças
julgamentos tolos ...

Meus avós Manoel Correia Paes e Olívia Maria Siqueira Paes

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Olívia de Cássia - jornalista
Pelas informações da Certidão de Casamento dos pais da minha mãe, Manoel Correia Paes e Olívia Maria, expedida na República dos Estados Unidos do Brasil (como se chamava o País naquela época), meu avô Manoel Correia Paes e minha avó Olívia Maria de Cerqueira ou Olívia Vieira de Siqueira casaram-se em 31 de outubro de 1908, época da criação do extinto Jornal de Alagoas, criado pelo jornalista Luiz Silveira. 
Os nome e sobrenome de minha avó teriam sido modificados pelo cartório, pois constatei várias alterações nos sobrenomes dos nossos familiares. Vovô teria nascido em 1883, era agricultor, natural de Branquinha. Filho de Tibúrcio Correia de Araújo (ou Tibúrcio Vieira Correia) e Maria Paes de Oliveira (sobrenome que acredito também tenha sido modificado).
Minha avó Olívia, segundo o documento, nasceu em 1889, quando o Brasil iniciou o período conhecido como República Velha; tempo marcado pelo domínio político das elites agrárias mineiras, paulistas e carioca…