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Mostrando postagens de Julho, 2014

Um crime inafiançável

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Olívia de Cássia - jornalista
A violência cometida contra a mulher é um crime que vem se perpetuando na história da humanidade há muitos séculos. Parece que quanto mais as sociedades avançam no que diz respeito a estrutura, melhoria de vida e aprimoramento do saber, mais essa prática hedionda se avoluma.
Nem as campanhas que são feitas de conscientização contra esse tipo de crime parece que tem adiantado. É só dar uma percorrida no noticiário diariamente para perceber o quanto o ser humano tem sido cruel. Ao longo dos séculos as mulheres e os movimentos sociais protestaram: nos ambientes de trabalho e na luta diária pela sobrevivência têm reclamado contra o atraso e a brutalidade de ações violentas cometidas contra elas.
Muitas mulheres foram mortas por lutarem por dias melhores e mais justos e outras conseguiram seu lugar na sociedade, mas nos dias atuais, cotidianamente, é comum o noticiário expressar toda a brutalidade dos companheiros contra as suas mulheres, numa demonstração de…

Premiação do 4º Anuário Destaque Empresarial acontece nesta quinta, 31

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Foto: Olívia de Cássia
Evento vai homenagear empresários e gestores que se destacaram no Estado em 2013
Olívia de Cássia – Repórter
 Nesta quinta-feira, 31, no pátio do Museu Théo Brandão, na Avenida da Paz, no Centro de Maceió, acontece a cerimônia de premiação do 4º Anuário Destaque Empresarial, promovida pelo jornal Tribuna Independente, em homenagem aos empresários e gestores que se destacaram no ano de 2013. Mais de 30 empresas serão homenageadas no evento e também haverá algumas surpresas, segundo os organizadores do evento.
As áreas de atuação que vão ser agraciadas com o troféu Anuário Destaque Empresarial Alagoano 2014 são os segmentos: do comércio, indústria, imobiliário, agropecuário, moda, educação, saúde, esporte, cultura, gestão pública, gastronomia, entre outros.
Segundo Antonio Pereira, diretor-presidente da Jorgraf (Cooperativa de Jornalistas e Gráficos de Alagoas), a quarta edição do Anuário Destaque Empresarial é uma celebração da Tribuna Independente com o setor pr…

Alagoano chega ao cargo de secretário de governo de Massachusetts

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Graduado em jornalismo ele foi aperfeiçoar o inglês e resolveu ficar
Olívia de Cássia – Repórter
O alagoano Marcony Alex de Almeida Barros ou Marcony Almeida é graduado em jornalismo desde 1998, formado pela Universidade Católica de Pernambuco e foi para os Estados Unidos para melhorar o inglês. Natural de Maceió e com 38 anos, atualmente ocupa o cargo de secretário de governo em Massachusetts, nos Estados Unidos.
Quando ainda era estudante de Comunicação Social no Brasil, Marcony Almeida conta que recebeu uma premiação como Talento Universitário (em 1988), promovido pelo extinto jornal Tribuna de Alagoas. “A Tribuna lançou um prêmio de monografia onde estudantes ganhariam uma poupança da CAIXA (os três primeiros lugares) para a monografia com o título, O Papel Social da Imprensa em Alagoas. Eu participei com outras centenas de estudantes e ganhei o primeiro lugar”, observa.
O jornalista conta que ingressou na carreira acadêmica de jornalismo em Recife, e lá ganhou outros prêmios universi…

Meus animais de estimação

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Olívia de Cássia - jornalista Quando éramos crianças tínhamos lá em casa um cão de nome Navan, cachorro que meus pais trouxeram do sítio. Ele era um cão enorme, branco com umas manchas pretas na pelagem e quase morre numa das enchentes do Rio Mundaú. Foi tentar entrar na água e quase foi tragado pela correnteza. Ficamos todos aflitos.
Depois de Navan, nós possuímos o Dob, que era muito parecido com um bassê. Dob foi um presente de tio Antônio Paes, porque comia os ovos das galinhas do sítio. Mas deu um trabalho danado para ele se acostumar conosco, e quando menos esperávamos, ele fugia de volta à Barriguda. 
Dob ficou conosco até morrer, com quase quinze anos, sem dentes, cego e muito gordo. Foi nossa companhia das brincadeiras da infância, por muitos anos. Ficava deitado no calçamento da Rua da Ponte, sem ligar para os carros que podiam atropelá-lo. Ele era muito dócil e se dava bem como todos, principalmente as crianças.
Eu gostava de levar os gatos que pegava na rua para casa, mas…

Sindicato não acredita na regulamentação da PEC das Domésticas em agosto

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Olívia de Cássia – Repórter
O presidente do Sindicato dos Empregados Domésticos do Estado de Alagoas, José Ronaldo dos Santos, não acredita na regularização no próximo mês de agosto da Proposta de Emenda Constitucional 72/13 (a chamada PEC das Domésticas), que está parada na Câmara dos Deputados, há pouco mais de um ano. 
A lei que muda os benefícios desses trabalhadores foi assinada em abril de 2013 e estabelece regras para assegurar direitos trabalhistas a essa categoria, como FGTS, férias e adicional noturno.  Os principais pontos a serem retomados são o pagamento do FGTS (8%) e o direito ao seguro-desemprego para o trabalhador doméstico (de até cinco meses) no mesmo percentual dos demais trabalhadores e a manutenção da contribuição sindical.
Segundo José Ronaldo, esse é um benefício que já deveria ter sido dado a esses trabalhadores há muito tempo. “O empregado doméstico torna-se responsável não só por bens materiais do local onde trabalha, mas também dos filhos e de todo o patr…

Será uma guerra?

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Olívia de Cássia - jornalista
Nesse tempo em que se avizinha o processo eleitoral, com a campanha chegando às ruas e às mídias sociais, já deu para se ter um extrato de como serão os dias daqui para frente até chegar o 5 de outubro.
As pesquisas de intenção de voto oscilam, mas mesmo assim dão a vitória à presidente Dilma ou a levam para o segundo turno em primeiro lugar, causando revolta aos opositores de plantão.

Alguém comentava comigo outro dia que estamos numa guerra, ‘uma guerra pelo poder e pela permanência de quem está nele’. Será uma campanha eleitoral de muita ‘sujeira’ diria um analista político.

Nas redes sociais, principalmente no Facebook, as agressões pessoais já dão a mostra de como tudo será; tem gente até desejando a morte da presidente e do ex-presidente Lula, numa demostração de ódio e intolerância; mas é bom que essas pessoas fiquem atentas, porque a Justiça eleitoral está de olho nas ofensas pessoais e quem pensa que as páginas do Face ou de outra rede são par…

Inquietações da minha alma

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Olívia de Cássia – jornalista
Tento afastar a agonia da falta de respiração com uma caneca quente de chá de limão e várias especiarias, neste fim de noite. É sufocante essa sensação de aperto, espirros e tais.  Hoje o dia foi de expectativa, um pouco de angústia e sentimento pesado em meu coração.
Aquele aperto no peito que às vezes faz  uma lágrima escorregar, descuidadamente e você de repente se sente perdida na multidão, sozinha e sem direção, desequilibradamente. Estranhamentos que fazem parte da minha vida tão dividida.
Ninguém sabe quanto tempo vai ficar nesse plano e nem de que forma, mas quando a gente sabe que terá mais limitações que outras pessoas,  isso nos deixa um pouco inseguros diante do que virá pela frente. Nessas horas é muito mais presente a lembrança do meu pai e do meu irmão; a gente começa a se colocar no lugar deles e em como devem ter sofrido durante o tempo da invalidez, de introspecções e inquietações.  No caso do meu pai 14 anos e do meu irmão cerca de oi…

Perdoa-me...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira
Perdoa-me, se eu te perdoo. Não me culpo se eu sou assim, Cheia de afeto e de bem querer... Querendo ser justa se amo demais Ou injusta se amo de menos. Tu não mereces que eu te ame. Não preciso me perdoar, Eu sou assim de vez em quando. Sem nexo, sem fim... Complexos de mim... Eu não quero o teu perdão, Eu não fiz nada para pedir perdão.   É o fim; adeus.

Os valores se modificaram

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Olívia de Cássia - Jornalista
Numa das redações dos  vestibulares que prestei durante meu tempo de secundarista o tema se reportava basicamente ao seguinte argumento: que “os heróis que adotamos, tudo aquilo que construímos e amamos fazem parte daquilo que somos”. 
Esses conhecimentos que nos foram passados, que adquirimos e que carregamos desde o nascimento são fundamentais para a construção da personalidade e do bom caráter do ser humano. Era mais ou menos esse o mote da redação.
Tenho observado que esses valores que tanto preservamos e que carregamos conosco estão se modificando conforme o tempo vai avançando. Os pais já não têm mais controle sobre seus filhos, não têm autoridade como antigamente. A cada dia o que se observa é que o ter vale mais do que o ser: ter um carro importado ou de alto valor, ter muito dinheiro e esbanjar futilidades valem mais do que ser boa gente e ter uma formação humanista. Isso é muito triste.
Não fui educada com luxo, ostentação e nem com muita etiq…

Eu já tive um grande amor...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira
Eu já tive um grande amor, Não pense que na minha idade eu não tive um grande amor, que ele não existiu... Amor de verdade, aquele sentimento único, profundo, mesmo inventado, sofrido, sonhado,  com gosto de quero mais,
eu tive poucos, mas eu já tive  um grande amor...

Eu tenho lado e quero respeito

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Olívia de Cássia - jornalista
Eu até que no começo simpatizava com a candidatura de Eduardo Campos à presidência do País, mas com o passar dos dias tenho observado que ele está perdido no caminho do tempo. Está cuspindo no prato que comeu durante anos e não tem sido coerente com isso. 
Em sabatina realizada pelo site Uol e Folha de São Paulo, declaradamente partidários de Aécio Neves, ele não convenceu em vários argumentos, entre eles, "quando tentou explicar — e não explicou — a frenética campanha que fez para que sua mãe, Ana Arraes, integrasse o TCU. E ele estava no comando de um governo de Pernambuco.  É, na verdade, uma prática muito velha", diz o jornalista Reinaldo Azevedo, em artigo na tendenciosa e escabrosa revista Veja.
Segundo o jornalista, ele teve a sorte de ter pouco tempo na TV porque não terá o que dizer. "Não deixa de ser uma sorte o presidenciável do PSB ter tão pouco tempo na TV. Terá menos trabalho para achar o que dizer. Até agora, não entendi qu…

Balanço ...

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Olívia de Cássia - jornalista
O domingo vai terminando e com ele a certeza de que estou tranquila com a minha consciência, apesar de um sentimento saudoso no coração e vontade de ter alguém para abraçar e falar das minhas dores. Tarde de plantão e a vida vai seguindo, mas devo ter deixado de fazer um ‘zilhão’ de coisas que deveria ter feito na vida, mas não deu, não foi possível, não tive aporte para isso.
 Às vezes a gente tem momentos de introspecção e reflexão sobre a vida e isso tem acontecido muito comigo, principalmente agora, pela falta de saúde e de outros itens essenciais à vida. Quando a gente chega à idade que eu cheguei, começa a fazer balanços do que viveu e do que deixou de viver.
Não sei mensurar se isso é bom ou prejudicial, mas acontece comigo. Parece que foi ontem que tudo começou e já se perdeu no tempo: a infância, a juventude, os amigos; muitos já se foram e outros se distanciaram. A vida vai levando a gente por caminhos diversos e hoje eu dizia isso para uma ami…

Violência e drogas...

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Olívia de Cássia - Jornalista “Bertolt Brecht lamentava: ‘pobre do país que precisa de heróis’. O nosso precisa de democracia substantiva e desarmamento, justiça social e paz. Menos racismo, exclusão e desigualdade, mais cidadania e tolerância”, diz Luiz Eduardo Soares, em resenha sobre o tema da violência no jornal Folha de São Paulo.

Esse tema é inesgotável. Muito já se falou sobre ela e suas causas, mas a cada dia que passa ela aumenta e preocupa. A causa maior da violência  é a certeza da impunidade; não precisa ir muito longe para se perceber isso. Os nossos direitos não são respeitados, a intolerância faz parte das ruas.
Nosso país precisa da presença pública e eticamente inspiradora, “transitando entre diásporas políticas” e convivendo harmonicamente na sociedade. É preciso paz, é preciso respeito pelos idosos, pelos animais e pelo meio ambiente que pede socorro. 
O tema da violência não se esgota, por mais que se fale sobre isso, ela se alastra não só em Maceió, está em to…

Ainda a infância...

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Olívia de Cássia - Jornalista
Minha mãe se preocupava com a quantidade de piolhos que eu adquiria na escola, pois, da mesma forma que meu cabelo era muito grande, abaixo da cintura, ficava difícil dizimar aquelas criaturas. Eu morria de vergonha quando sentava em algum lugar que caía um piolho. Mamãe colocava Baygon, álcool e amarrava minha cabeça com um pano branco, para matar os miseráveis.
Depois fazia uma verdadeira sessão de catação, com o pente fino, para tirar aquelas criaturas nojentas, que estavam mortas. Eu não entendia o motivo de eu pegar tanto piolho, já que tomava tanto banho e mamãe tinha tanto cuidado com a nossa higiene, mas com tanto aglomerado e sentando com outros coleguinhas nas bancas escolares ficava fácil a transmissão.
Nas passeatas comemorativas à Emancipação Política de União dos Palmares, fui escalada para sair de baliza, por quatro vezes, representando a escola, o que me rendeu de Antônio Matias a alcunha de “Baliza”. E toda vez que eu passava em frente a…

Lixo interno...

Olívia de Cássia – jornalista
Não é só o lixo material que a gente acumula em casa que deva ser jogado fora. Todo aquele sentimento que não constrói e que não nos faz evoluir também deve ser sacudido. Passei muito tempo acumulando ‘lixos interiores’, sentimentos profundos, mas não correspondidos e isso me fez muito mal.
Durante a minha adolescência acumulei problemas os mais variados e seria um exemplar indicado para os terapeutas. Dos conflitos existências; problemas da adolescência até os familiares que se acentuavam a cada dia, era um prato cheio para quem quisesse estudar o ‘fenômeno’.
Eu era uma adolescente complicada e problemática; cheia de vontade e desejos de mudar o mundo, com uma ânsia profunda de aprender, viajar e lutar para que meus amigos fossem felizes.  Acreditava que as minhas amizades, meus livros e meus discos eram a  maior riqueza que eu tinha, além de alguns familiares.
Nunca tive ânsia de acumular bens materiais; era uma jovem muito sonhadora: gostava de faze…

Em busca de mim mesmo (*)

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Olívia de Cássia - Jornalista
Com o meu afastamento de Franklin (nome fictício), passei a me refugiar na leitura e a escrever com mais freqüência; apesar de amar a minha mãe, eu não entendia  por que ela sempre agia comigo com agressividade, sempre se colocando contrária a tudo o que eu gostava de fazer, e a tudo o que eu pensava. Poucas vezes me procurava calmamente para conversar e quando o fazia, eu já estava tão angustiada e nervosa que terminávamos sempre brigando, tornando a nossa convivência difícil a cada dia. 
Acredito que não fosse por maldade, mas ela se vingava de mim, quando tinha raiva de algo que eu fazia, me tirando o que eu mais gostava, a exemplo de meus animais, ou cortando a minha mesada, porque ela sabia como me atingir, de alguma forma. Era como se tivesse medo de que algo viesse a me acontecer, mas não sabia se expressar, nem explicar, no sentido de que eu compreendesse a sua preocupação. 
Às vezes mamãe agia comigo como se em algum lugar do passado eu a tivesse fe…

Meus sonhos

Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira
Vão ficando mais distantes a cada dia...
Me desespero porque vejo que eles estão se dissipando... feito areia do mar em minhas mãos...
E me questiono E me desespero E espero E quero viver...
Viver cada minuto que me resta, cada segundo que se apaga como fagulha de fogueira

Inquietude

Por Olívia de Cássia Correia de Cerqueira
Essa minha inquietude vem da minha alma insatisfeita e confusa...
Essa minha rebeldia vem da minha inquietação da minha inconformação...
Sou um ser errante. Penso que posso melhorar o mundo e me aprofundo em meus pensamentos e lamentos incompreendidos...