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Mostrando postagens de Agosto, 2014

Marcas do tempo

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Olívia de Cássia – jornalista
Olho-me no espelho e vejo as marcas do tempo no meu rosto: mais uma ruga me apareceu, olhar modificado por conta da questão de saúde: estou diferente. A Doença de Machado Joseph (DMJ) vai modificando o olhar da gente, o semblante.
Eu me policio frequentemente, com medo de ficar com aquele jeito espantado, meio alienado, como meu irmão e meu pai. Já não tenho a meiguice da meninice e nem olhar matreiro da juventude e da adolescência.
Não posso dizer que não vivi aventuras na minha vida, mas olhando agora, bem de longe do meu passado, no alto dos meus 54 anos, e percebo que queria ter vivido mais, com mais intensidade.
Minhas experiências daquela fase foram  inocentes e desprovidas de malícia e às vezes fico comparando com o que vivem os  jovens de agora. Tive minhas vivências próprias de cada fase da idade, mas sinto ainda como se faltasse muito para viver.
Quero viajar, conhecer mundos, pessoas, viver outros momentos da idade de agora. Acho que se eu t…

Doces lembranças da infância

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Olívia de Cássia - jornalista
Faltava água potável na Rua da Ponte nos anos 1960 e sendo assim, os moradores se valiam de favores e iam buscam água em uma cacimba na Fazenda Jurema, de propriedade de dr. Antônio Gomes de Barros ou no Rio Mundaú; mas para beber era a da cacimba da Jurema, que de tão transparente era azulada e ficava no pé da serra.
Era uma verdadeira romaria de mulheres e meninos com latas d’água na cabeça e a gente aproveitava para pegar manga e observar o gado da fazenda. Para nossa visão de criança era tudo encantado e eu ficava entre curiosa e deslumbrada ao mesmo tempo com aquilo tudo.
Na outra casa nossa, vizinha ao armazém de compras e cereais, tinha um poço muito fundo, mas a água era salobra e só prestava para tomar banho e lavar roupa. Quando nos mudamos de lá e papai vendeu o imóvel, os novos proprietários mandaram aterrar.
Papai chegou a ter umas seis ou sete casas na Rua da Ponte, que ele alugava para ajudar no orçamento doméstico, além da mercearia e …

Me desculpem alguns amigos

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Olívia de Cássia – jornalista
Me desculpem alguns amigos, mas falar de fidelidade partidária quando se está  do lado do que há de pior na política é uma grande contradição. Eu posso até estar equivocada nas minhas escolhas, mas jamais as faço por interesse financeiro ou por conveniência política.
Hoje em dia eu não voto mais em partidos, eu voto em pessoas e em projetos. Lá se foi o tempo em que eu vestia camisas partidárias e que me sacrificava de alguma forma para defende-los. Passei, ao longo desse tempo, por um processo de ‘salgamento’ e diante de tanta coisa irregular eu já não acredito nas pessoas que antes defendiam ideologias a ferro e fogo.
Continuo com meus princípios, respeito muito as opiniões contrárias à minha, mas quero que respeitem os meus argumentos, mesmo que eles não sejam do agrado de quem pensa ao contrário de mim. Tem pessoas que são contra as políticas sociais do governo Dilma, porque melhoraram a vida de quem vivia em situação de miséria absoluta; hoje em d…

Daquilo que eu vivi ...

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Olívia de Cássia - jornalista
Sempre que meus tios chegavam do Rio de Janeiro do fim para começo de ano era uma festa para nós e tudo era uma grande novidade: saber notícias dos parentes e familiares distantes e um pouco sobre aquela terra maravilhosa, além do quê, a gente sabia que não ia apanhar dos nossos pais quando fizesse algo que não fosse do agrado deles, com visitas em casa.
Meus avós Olivia e Manoel ficavam numa alegria só ao verem a filha mais velha de volta, com os netos cariocas, quebrando um pouco aquela vidinha deles de ficarem todos os dias na porta da casa da Rua da Ponte olhando o movimento e o tempo passar; missa aos domingos da minha avó, ou pequenas visitas à casa dos meus pais.  
Eu ficava tão curiosa vendo meus primos se arrumarem para irem aos bailes de carnaval, quando eu era bem pequena, que dava uma vontade danada de participar de tudo aquilo. Desde pequena aprendi a gostar muito de festas com minha saudosa tia Ozória que era muito animada e não perdia um …

Meus compadres e as boas lembranças ...

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Olívia de Cássia – jornalista
Eles começaram a namorar nos anos de 1960, na Rua da Ponte, em União os Palmares. Ambos tinham muitos irmãos e irmãs. Ela era de família humilde, pai agricultor que com muito sacrifício veio para a cidade em busca de dias melhores. Essas eram as informações que eu tinha e guardo até hoje deles.
A família dele tinha mais posses: o pai era proprietário de terras no Muquém, povoado constituído de famílias em sua maioria quilombolas. Ele tinha  muitos irmãos, mas não tinha emprego definido.
Com o avançar do namoro ela engravidou e eles resolveram fugir de casa para morarem juntos, prática de muitos casais apaixonados de antigamente. Foram morar em uma casa alugada na Rua da Ponte, de propriedade dos meus pais.
Da mesma forma que ele não tinha emprego e nem profissão definida, passaram muitos apertos, mas o amor que sentiam um pelo outro era imenso e tiveram quatro filhos, dos quais eu e meus pais fomos padrinhos, mesmo eu sendo criança ainda e muito miúda.

Notícias falsas nas redes sociais ...

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Olívia de Cássia – jornalista
Em tempos de mídias sociais  mudou a maneira de se fazer política no mundo. A internet é uma nova ferramenta na troca e agilidade das informações exigida hoje nos  tempos modernos. Seguindo essa tendência, uma pesquisa feita pelo Ibope Inteligência aponta os jovens e também os adultos estão antenados com a modernidade da tecnologia e seguindo a nova onda, estão conectados o dia inteiro.
Essa conexão, na maioria das vezes, é utilizada para a diversão, aumentar o ciclo de amizades e trocar ideias. Mas a ferramenta também está sendo usada, indiscriminadamente, para se espalhar notícias falsas contra os adversários políticos nessa campanha eleitoral.
Todos os candidatos à Presidência estão sendo alvo disso, principalmente a presidente Dilma Roussef que, da mesma forma que lidera as pesquisas, tem sido o principal foco de seus adversários, acentuada essa prática por pessoas conservadoras, reacionárias que disseminam as informações só por se tratar da presid…

Ensaio da solidão...

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Olívia de Cássia - jornalista
Os  gatos e os cães me fazem companhia, para me lembrar nesta manhã de domingo de agosto, que apesar de tudo eu não estou só, não obstante aquela sensação estranha estar me perseguindo desde a quinta-feira. “Angústia e solidão um triste adeus em cada mão”.
É como se eu tivesse levado uma paulada na cabeça, tivesse ficado desacordada por muito tempo e  ainda não tivesse me situado por qual motivo estava sendo repreendida.  Ter boas ideias e querer contribuir para o melhoramento do produto do seu trabalho, parece que é uma infâmia, injúria e difamação, apesar de estarmos em pleno século 21.
É assim que estou me sentindo desde então e tento me refazer e não lembrar daquelas palavras que insinuavam que eu não teria autoridade para pensar, em tomar iniciativas, fazer matérias fossem elas quais fossem, ‘sem autorização’ como se eu fosse uma escrava da modernidade que não tivesse livre arbítrio para pensar e elaborar minhas próprias ideias.
Escolhi fazer jorna…

A fé e o fanatismo político do meu pai

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Olívia de Cássia - jornalista
 Papai teve tuberculose nos ossos e já estava desenganado dos médicos, quando eu ainda era criança. Ele fazia consultas com o doutor Ib Gatto  Falcão que, segundo meu pai, já àquela época tinha fama de ser muito bom no que fazia. Doutor Ib atestou que a tuberculose nos ossos que tinha acometido meu pai não tinha cura. Meu pai fumava nessa época e deixou por esse motivo. 
Ele foi ao Recife consultar outros médicos, viagem que sempre fazia, fosse para médico ou compras; era mais fácil viajar para Recife do que para Maceió, pois as estradas eram de barro e perigosas. Dessa vez ele foi de avião. Os médicos de Pernambuco desenganaram meu pai que ficou, por alguns meses, andando agachado. Foi quando, segundo ele contava, fez uma promessa à santa Maria Madalena e ficou curado. Desde então sua fé na santa aumentou e nunca mais deixou de ir à igreja, todo o final de semana. Passou a ser integrante da comunidade Vicentina da Igreja Católica de União dos Palmares.�…

Usar o celular é a segunda maior infração cometida pelos condutores em Maceió

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Irregularidade ficou atrás de estacionar em lugar e horário proibidos  pela sinalização   
Olívia de Cássia – Repórter
Dirigir o veículo utilizando fones de ouvidos conectados à aparelhagem sonora ou de telefone celular foi a segunda maior infração cometida pelos motoristas de Maceió, sendo que  5.324 pessoas foram autuadas e pagaram uma multa de natureza média no valor de R$ 85, 13, ficando atrás de estacionar em local/horário proibido especificamente pela sinalização (1º lugar, com 14.268 multas no mesmo valor).
Os dados são da Superintendência Municipal de Transportes (SMTT) e se referem ao período de 1º de janeiro a 11 de julho deste ano. Avançar o sinal vermelho ou de parada obrigatória, segundo a instituição, custa para o bolso do maceioense  R$ 191,54, multa considerada de natureza gravíssima e ficou em terceiro lugar, no ranking das infrações cometidas por 3.666 condutores maceioenses.
A quarta infração, de natureza média cometida pelos motoristas de Maceió foi deixar de usar …

Os novos amigos ...

Olívia de Cássia - Jornalista
Na época em que o primeiro homem pisou na lua, papai comprou uma casa na Rua Tavares Bastos, número 35, junto com um terreno, que eram de propriedade de Hamilton Baia, filho de dona Helena Baía, proprietária da Fazenda Anhumas, local onde foi rodado, na década de 70, o filme “Joana Francesa”, com a atriz Jeanne Moreau.
A casa da Tavares Bastos tinha um corredor enorme, com três quartos, sala de janta e cozinha também amplas. Quando fomos morar no imóvel, mamãe mandou fazer algumas reformas: o terreno ao lado transformou-se num jardim, a garagem num quarto com suíte para ela e meu pai; outro nos fundos para as visitas e o quarto da frente foi  adaptado para ser  a  sala de visitas.
Quando nos mudamos da Rua da Ponte para a Tavares Bastos, eu estudava no Colégio Mário Gomes de Barros e pedi à mamãe que me colocasse no colégio Santa Maria Madalena, pois era lá que estudavam meus novos amigos. Fui estudar o hoje equivalente à sexta série do ensino fundamenta…

Doação de cabelos para pessoas com câncer melhora autoestima de alagoanos

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Projeto de estudante de Direito beneficia pessoas que passam por tratamento quimioterápico 
Olívia de Cássia - Repórter
Um projeto de responsabilidade social beneficia pessoas que estão passando por tratamento quimioterápico e estão tendo a oportunidade de melhorar a autoestima de alagoanos e de pessoas de outros estados. É o projeto de doação de cabelos para perucas que em Maceió é de autoria da estudante de Direito Marcella Lessa Santos, 25, e foi encampado pela Apala (Associação dos Pais dos Leucêmicos de Alagoas). 
Atualmente o projeto tem um salão de beleza  conveniado (localizado em frente ao antigo Shopping Iguatemi) que corta os cabelos de graça sem receber nenhum benefício, tudo como  forma de doação. Segundo Marcella Lessa, o projeto não tem data de validade e todas as doações podem ser entregues em sua residência, no bairro da Jatiúca.
O projeto, segundo ela,  nasceu no dia 12 de março deste ano, quando sem nenhum motivo especial ela decidiu que cortaria o cabelo para dar …

Novo aplicativo na internet causa polêmica entre usuários

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Alagoanos dizem que ferramenta está servindo para espalhar fofocas
Olívia de Cássia – Repórter
 Em tempos de novas tecnologias em que a internet é usada para facilitar a vida de profissionais, de quem quer trocar informações e fazer amizades no mundo virtual, um novo aplicativo está causando polêmicas entre usuários de internet no Brasil e gerando ação na Justiça por conta do mau uso. Trata-se do Secrett, que permite comentários anônimos de quem o está utilizando.
Segundo informações de internautas consultados pela reportagem da Tribuna Independente, o Secrett é um app que permite compartilhar segredos de forma anônima com todos os seus amigos do Facebook. 
“Ele não é exatamente um lançamento, já que está disponível desde maio deste ano. Porém, tem ganhado popularidade por causa de uma série de acontecimentos recentes”, observa Mário Eduardo dos Santos, estudante universitário e usuário do aplicativo.
Mário Eduardo destaca que o aplicativo não é complicado para quem já usa alguns ser…

Assembleia debaterá maus tratos aos animais nesta segunda, 11

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Sessão pública é de autoria do deputado Ronaldo Medeiros, também autor da autor da Lei 7.427, de 13 de novembro de 2012, que dispõe sobre a proteção e defesa dos animais e controle de reprodução e regulamentação da vida de cães e gatos encontrados nas ruas 
Olívia de Cássia – Ascom
Na tarde desta segunda-feira, 11, a partir das 15h, a Assembleia Legislativa Estadual realiza uma sessão especial para debater  o abandono e os maus tratos contra os animais. A audiência atende um requerimento do deputado Ronaldo Medeiros, autor de um projeto que pune quem comete esse tipo de crime.
O parlamentar é autor da Lei 7.427, de 13 de novembro de 2012, que dispõe sobre a proteção e defesa dos animais e controle de reprodução e regulamentação da vida de cães e gatos encontrados nas ruas.  Para que a lei seja colocada em prática, segundo Ronaldo Medeiros,  é necessário que sejam realizadas campanhas de educação ambiental a fim de reeducar algumas pessoas que ainda insistem em maltratar animais.
“O …

Esperança...

Olívia de Cássia - jornalista
A gente nunca sabe com o que vai se deparar na vida. Às vezes acreditamos que podemos mais do que somos capazes de executar e de repente a vida dá uma rasteira tão grande que é capaz de açoitar tudo o que a gente acha que tem de melhor.
Leva embora a expectativa, a esperança e a vontade de continuar.  E nessas horas ficamos sem rumo, sem chão, sem prumo. Se não formos fortes o suficiente para respirar, colocar um sorriso no rosto e seguir em frente, podemos chegar ao fundo do poço.
E nessas horas temos que buscar o que ainda nos resta de força para que a gente renasça das cinzas, feito a fênix da mitologia grega. Eu sempre me lembro disso quando me vejo em alguma situação inusitada.
É sempre bom a gente ter fé na vida e acreditar nos bons princípios, procurar semear o bem,  porque se assim não for, tudo se torna mais difícil e indigesto. Dizem os espiritualizados que tudo o que vai tem retorno; o que se planta colhe. Eu também acredito nisso.

Depois de oito anos ...

Olívia de Cássia – jornalista
Oito anos se passaram desde a criação da Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei n. 11.340 ganhou esse nome em homenagem à farmacêutica cearense cujo marido tentou matar duas vezes e que desde então se dedica à causa do combate à violência contra as mulheres.
De lá para cá as denúncias têm aumentado consideravelmente. Segundo o Mapa da Violência, a cada quatro minutos uma mulher é vitima de violência no Brasil, mas quando ela denuncia o agressor, a vida dela costuma mudar para melhor.
Segundo os especialistas, em oito anos de existência, a Lei Maria da Penha deu mais garantias às mulheres contra a violência doméstica, os serviços de proteção foram ampliados em todo o país e elas tomaram coragem de denunciar seus agressores.
A secretária executiva da Secretaria Nacional de Política para mulheres, Lourdes Maria Bandeira, explicou na imprensa que depois da criação da lei houve a emissão de 370 mil mandados de medidas protetivas. A Maria da P…

Empregador que não registrar doméstica a partir desta quinta-feira, 7, será multado

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Para a Justiça do Trabalho, o vínculo de emprego doméstico é caracterizado quando o trabalho é exercido pelo menos três vezes por semana
Olívia de Cássia - Repórter
A partir desta quinta-feira, 7 de agosto, independente da regulamentação da PEC das Domésticas, empregadores de todo o País que deixarem de assinar a carteira de trabalho de seus empregados domésticos estarão sujeitos a uma multa de R$ 805. O valor pode aumentar em caso de omissão do empregador, idade do empregado e tempo de serviço.
Esta é mais uma das medidas que passam a valer após a aprovação da PEC das Domésticas, assim como a jornada de trabalho de oito horas e o pagamento de horas extras. Alguns direitos previstos pela lei ainda dependem de regulamentação. A nova legislação previa 120 dias para os empregadores regularizarem a situação dos domésticos.
De acordo com entendimento da Justiça do Trabalho, o vínculo de emprego doméstico é caracterizado quando o trabalho é exercido pelo menos três vezes por semana. A norma…

Contratos de energia de indústrias do Nordeste estão chegando ao fim

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Abrace diz que renovação depende da aprovação de emendas que tramitam no Congresso 
Olívia de Cássia – Repórter
 Os antigos contratos de energia das principais indústrias de base do Nordeste acabam em julho de 2015 e as discussões em torno do abastecimento de curto prazo do setor elétrico estão dominando os debates sobre o tema. Preocupada com a questão, a Abrace - Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres,  tem feito gestões junto a lideranças alagoanas no Congresso Nacional e ao governo federal, para que as emendas que tramitam na Casa sejam votadas com a maior brevidade possível.
“Esses contratos decorrem de uma política industrial que começou há 70 anos e fazia com que a Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco) tivesse contratos de longo prazo com as indústrias; se não forem renovados no próximo ano, essas indústrias não conseguirão contratar energia de forma competitiva”, observa  Paulo Pedrosa, presidente da Abrace. 

O tempo é curto...

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira
Eu tenho pouco tempo.  Eu sei que não terei mais o viço da juventude. Ainda há pouco tempo Eu não esperava que o tempo passasse tão rapidamente e levasse meus dias mais bonitos. A gente ‘se achava’ na mocidade, acreditava que podia tudo, Mas o tudo que a gente podia não passou de um sonho. Os meus sonhos se foram e agora a realidade se faz presente. É tarde: já não sinto tantas dores, já se foram os amores. Meu tempo é curto, eu sei. Procuro viver do que ainda posso Do que ainda me é permitido Meu tempo é curto...

Infeções por HIV aumentam 30% em Alagoas, mas caem no mundo

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Foto: Sandro LimaEstudo aponta que em todo o Brasil o aumento foi de 11% entre 2005 e 2013
Olívia de Cássia - Repórter
Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que o índice de novos infectados por HIVAids no Brasil subiu 11% entre 2005 e 2013, em contramão aos dados do mundo que vêm diminuindo. Em Alagoas o número de infectados é bem pior, segundo Mardjane Lemos, médica infectologista, coordenadora de Serviços para os portadores de HIV do Hospital Helvio Auto (Hospital de Doenças Tropicais). Segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado (Sesau), em Alagoas, a epidemia da Aids vem com tendência crescente, com registro de 4.349 casos notificados (Dados do Sinan - Sistema de Informação de Agravos de Notificação - 1986 a dezembro 2012). O sexo masculino é onde houve maior notificação, com 2.864 casos, contra 1.485 do sexo feminino. Atualmente a epidemia de Aids em Alagoas cresce em todas as faixas etárias com maior predomínio na faixa etária de 30 a 39 anos, segundo os mesmos …