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Mostrando postagens de Maio, 2016

Com muita saudade....

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Por Olívia de Cássia

De repente dá aquele aperto no peito, aquela saudade das participações nas passeatas, das fotos dos movimentos que eu fazia e tudo me veio à tona hoje. Naquela época, enquanto eu estava na rua, nos movimentos de reivindicação, aquele que eu achava fosse meu companheiro e parceiro estava me traindo a cada esquina, mas essa é outra história.

Não me arrependo um milímetro de ter ido às ruas protestar contra a falta de liberdade, contra a ditadura, por diretas já e outras mobilizações das mulheres alagoanas. Nessa época nós também estávamos terminando o TCC e precisávamos acompanhar o movimento, já que o tema do trabalho se reportava a essa seara.

Foram tempos de aprendizado, muita leitura, conhecimento, amizades que me fizeram mais fortes do que eu era. Leituras sobre feminismo, informações sobre mulheres guerreiras que lutaram e colocaram suas vidas em perigo.

Sempre gostei muito de fotografia e desde a faculdade eu registrava os movimentos, as mobilizações e outr…

Sobre a adolescência e de outros que tais

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Por Olívia de Cássia

Quando a gente é adolescente costuma supervalorizar pessoas e coisas, como se fossem mais importantes do que são. Pelo menos comigo aconteceu assim; eu era uma pessoa de baixa autoestima e admirava nas pessoas o que eu não conseguia ser.

Segundo meu amigo rastafári Thiago Correia, eu fui a primeira mulher alternativa de União dos Palmares; isso por conta da minha rebeldia; roqueira, fui a primeira jovem a fazer vestibular para jornalismo naquela época e não costumava discriminar as pessoas de classe diferente da minha.

 Sempre gostei de rock in roll e de boa música; namorei um ex-hippie de 24 aos aos 17  e embora ele fosse pessoa conhecida da família, quase parente, fomos muito discriminados pela sociedade conservadora da época.

O namoro foi quase platônico, durou um mês apenas, mas durante seis anos sofri o pão que o diabo amassou por conta desse amor impossível. Por mais que minha mãe se colocasse contrária e tramasse alguma coisa para me fazer esquecer aquele …

O sono já se foi...

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Por Olívia de Cássia

Querido Diário, às três horas da matina o sono já se foi tem mais de horas. Fui dormir cedo; tem sido um hábito corriqueiro e fazia tempo que não escrevia durante a madrugada. Ouço o barulho do caminhão vindo recolher o lixo da rua e ao longe as conversas dos garis: trabalhadores batalhadores que merecem todo o nosso respeito.

Meus gatos e cães dormem tranquilos o sono dos anjos. Hoje recebi a visita de amigas de União e fomos ver uma comédia, para aliviar um pouco as tensões e nos desviar das notícias indigeríveis da política brasileira.

Mas não consigo me desligar do noticiário e informações que me chegam de tanta asneira, trapalhadas, rabujice e indecência do chamado governo interino que prefiro chamar de golpistas, como todos os jornais do mundo noticiaram.

Só quem não percebeu foi Rosa Weber que intimou a presidente Dilma a explicar o motivo pelo qual chamou de golpe o atual governo. Sabe de nada a inocente. Vivemos dias intranquilos onde a população já não …

Que Deus nos livre da intolerância

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Por Olívia de Cássia

Querido Diário, bom dia. Mais um tempo em que me foi permitido acordar e levantar, apesar da dificuldade. Acordei me sentindo mais disposta; hoje foi dia de fisioterapia e tenho me empenhado muito a não faltar um dia sequer, para continuar a minha luta.

Agora há pouco, quando voltada no táxi, vim observando a paisagem e o movimento dos transeuntes. Adiante uma mãe empurrava o filho adolescente na cadeira de rodas, também vindos de lá da fisio e fiquei pensando que aquela criança talvez não tenha tido nunca a oportunidade de caminhar como tive e ainda tenho.

E tal qual a Pollyana dos livros da adolescência,  me pus a procurar desculpas para minha situação e agradecer por ainda estar no atual estágio da ataxia. Não é pieguice; são formas que a gente vai encontrando na nossa mente, para contornar a situação e não se deixar levar pelo desespero.

Freud, citado pelo jornalista e escritor Roberto Drummond, em seu livro Hilda Furacão, leitura que só agora estou fazendo, …

O tempo fechou...

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Por Olívia de Cássia

O tempo fechou no Centro de Maceió e vai chover. Parece que um toró daqueles se aproxima da costa; o céu escureceu e o calor é insuportável. Malu aproveita para tirar uma sesta no degrau da escada; os gatos estão dormindo nos degraus acima.
Otto está lá no lugar dele, de gravatinha e tudo, esperando um afago meu, para tirar mais uma selfie. São meus filhotes, meus queridos amores. Me arrisco a adotar outro bebê de quatro patas miniatura que chega hoje, para preencher meus dias incertos.
Sei que vou enfrentar algumas críticas: “Pra que outro animal aí”. Não sei; me apaixonei pelo Juca. Posso não ser uma boa companhia na atual conjuntura. A rabugice da idade e as manias que eu tenho podem não fazer bem a quem quer se aproximar, mas procuro suavizar uma pouco, para não me tornar insuportável.
Não quero ser uma velha cheia de preconceitos, atrasada e caduca; procuro me reciclar, apesar das limitações financeiras e físicas. Pelo menos isso de bom a rebeldia da adole…

De uns tempos para cá...

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Por Olívia de Cássia
Querido Diário, bom dia. De uns tempos para cá ando introspectiva, pensando na vida e no tudo que ela me trouxe. Não posso dizer que eu seja uma mulher igual às que conheço, mas ninguém é obrigado a ser cópia dos outros.
Mas eu não me dobro e não me curvo às imposições. A rebeldia é e sempre foi a minha marca principal: discordar de algumas ideias do senso comum e não me conformar com a opressão, o desamor e as injustiças.
Sempre tive esse direcionamento em minha vida, desde que fui assimilando as primeiras concepções de vida e desde a infância fui percebendo as injustiças do mundo.
A luta pelos direitos das mulheres foi uma questão que sempre acompanhei de perto, desde a adolescência e nunca me conformei  com o conceito atrasado e retrógrado de que a mulher teria que ser subserviente e escrava do lar e que o casamento na igreja seria um destino selado.
Para mim deveria ter restaurantes comunitários e lavanderias da mesma forma, onde pudéssemos fazer as nossas …

Sem palavras

As estratégias ...

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Querido diário, bom dia ...

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Por que sou contra o golpe ...

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