Postagens

Mostrando postagens de Setembro, 2016

Que vença o melhor

Imagem
Por Olívia de Cássia
Às vésperas do dia da eleição municipal os boatos correm soltos nas redes sociais, 'como um rastilho de pólvora', como dizia aquela personagem Altiva, da novela Indomada. Tem candidato ficha suja com medo de ser impedido; enrolado na Justiça, mas desmentindo o que foi dito.

Teve candidato que se perdeu pelas besteiras que andou dizendo por aí; e não foram poucas e em quase todos os municípios aconteceu isso: todo ano é a mesma novela enfadonha. Cada um querendo ser melhor que o outro e querendo mostrar serviços que deixaram para fazer de última hora. E 'os podres' de cada um aparecem no horário político.

Mas estranhamente, em município como São Paulo, o melhor prefeito dos últimos tempos aparece nas pesquisas lá embaixo. Fernando Haddad é o homem público que toda pessoa do bem quer ter como gestor. Mas os paulistanos nos criticam dizendo que não sabemos votar e estão apostando em candidatos da direita golpista, por ódio e preconceito.

Se bem …

E ali estava eu

Imagem
Por Olívia de Cássia
E ali estava eu: um tanto quanto incrédula diante daquela reviravolta; eu sabia que poderia ser verdade, mas fazia de conta que poderia não ser: como a gente faz quando não quer acreditar em algum fato corriqueiro da nossa convivência pessoal, ou não quer enxergar.

Às vezes damos uma de 'João sem braço', para continuar lutando por aquilo que a gente acredita. Muitos anos pensando que aquela situação fosse a 'felicidade' que eu porocurava, para não ter que dar o braço a torcer e acreditar que as outras pessoas tinham razão quando insinuavam o contrário.

Eu não queria aceitar ou fingia que não acontecia. A vida é assim: no livro O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini (2012) Amir e Hassan, dois meninos quase da mesma idade, vivem vidas muito diferentes no Afeganistão da década de 1970.

Amir é rico e bem-nascido, um pouco covarde, e sempre em busca da aprovação de
seu próprio pai. Hassan, que não sabe ler nem escrever, é conhecido por coragem e bo…

Quando o ter vale mais

Imagem
Por Olívia de Cássia

Desde que tive consciência da minha existência terrena, ou como dizem no popular, que eu me entendo por gente, que observo as desigualdades na sociedade. Na infância nunca passei fome, mas ouvia os relatos dos meus pais a respeito de exemplos de quando moravam na roça.

Nasci em União dos Palmares, numa comunidade que antes era referência de entrada na cidade, quando as estradas de acesso à comunidade eram muito ruins e de barro. Era pela Rua da Ponte que passavam ônibus interestaduais, mercadorias e por onde o trânsito fluía para a capital, mesmo que de forma rude.

Depois que construíram a BR 104, o local passou a ser periferia e eu já não morava lá, mas estava sempre no local, pois meu pai continuou com a mercearia e o armazém que nos deu o sustento até a sua aposentadoria e da minha mãe, e meus avós moraram por lá até meus 14 anos.

A saudosa Rua da Ponte me serviu de laboratório para meus escritos. Lá moravam, desde pessoas da classe média remediada, até o…

Indignada

Imagem
Olívia de Cássia

Já diz o dito popular que da vida a gente não leva nada, a não ser as boas ações que pratica, os amigos que a gente faz ao longo da vida e a humildade que a gente carrega.

Desde a quinta-feira, 15 de setembro, quando do anúncio do desaparecimento do ator Domingos Montaigner nas águas límpidas do São Francisco, que telespectadores assistem incrédulos o desenrolar dos fatos.

A morte trágica do ator, veio a ser confirmada quatro horas depois de ter mergulhado nas águas do rio, comovendo a quem aprendeu a admirá-lo e acompanha a história de Santo dos Anjos na novela.

Mas estranhamente o ser humano tem uma verve para a maldade e ao mesmo tempo que muitos lamentavam e prestavam homenagem ao ator e se solidarizavam com a família, pessoas infames e inescrupulosas deixavam recados torpes, imbecis e sem noção nas redes sociais.

O mundo está empobrecendo a cada dia; as pessoas estão ficando sem índole e sem sentimentos. Como avaliar um indivíduo que numa hora de comoção so…

Há esperança ainda

Por Olivia de Cássia Cerqueira

O sol voltou a brilhar
para nos dizer
que ainda há esperança.
Basta semear
a semente do bem
e querer o melhor para si
seus semelhantes.
Dividir o pão, sem egoísmo.
Ainda há tempo de sonhar
De acreditar e de querer amar
um sonho maior de se sonhar.
Há esperança ainda.

O que esperar?

Imagem
Por Olívia de Cássia

O que esperar de um governo que está tirando todos os direitos conquistados pelos trabalhadores e movimentos sociais, durante esses anos e por intermédio da Constituição de 1988?

O que dizer de quem foi às ruas, alguns da classe média baixa, que depende de seu emprego para sobreviver, para defender Eduardo Cunha, Temer e gritar Fora Dilma? Eles agora estão vendo o que foi que angariaram para si e seus assemelhados colegas de trabalho.

Ideologia e lado político, cada um tem o seu. É como futebol e religião: devemos respeitar; mas a de se convir que o país sofreu um golpe e que aqueles deputados e senadores que votaram pela saída da presidente Dilma, sem nada provado, estão mais sujos do que pau de galinheiro.

Uma prova disso é que dois dias depois da saída da presidente Dilma, eles já consideraram e aprovaram no Senado que pedalada fiscal não é crime. Cada um para se livrar de suas tramoias.

Não devemos silenciar diante de tudo isso: mulheres, negros, movimento…

Quando bate a incerteza...

Imagem
Por Olívia de Cássia

Sabe meu Diário, quando bate aquela tristeza e o momento de incerteza do que se vai por aí? É como me sinto neste momento que posso dizer que não é mágico e nem tão suave como eu queria que fosse.

Ando à flor da pele, sensível por demais; talvez seja culpa das novas descobertas e dessa nova vida que estou levando. Dentro de mim mora uma menina que queria mudar o mundo, se fazer um ser humano melhor, coisa que nem sempre a gente é compreendida.

O padre Fábio de Melo, que muito admiro, disse que devemos dar valor às palavras e pensamentos produtivos, construtivos, normalmente vindos de pessoas que nos amam verdadeiramente.

Mas não sei por qual motivo, quem a gente ama, seja lá quem for, família ou amigo, nos deixa mais entristecida do que deveria. Por esses dias, Diário, eu talvez não tenha sido compreendida nas minhas atitudes e deixei insatisfeitas algumas pessoas.

Tem momentos que tomamos iniciativas com objetivo de mostrar o nosso amor pelo próximo e o result…