quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Será que dá para ser otimista?


Por Olívia de Cássia

Mal o Ano-Novo começou e a sequência de tragédias e notícias ruins já se acumulam, no quarto dia do ano. No Amazonas, um massacre de presos com muitas mortes, feridos e fugas, que já somam mais de uma centena de pessoas, confirmando o que todo mundo já sabe: o sistema prisional está falido e precisa ser repensado pelos setores competentes.

A matança no presídio de Manaus é uma das maiores desde a do Carandiru, ocorrido no Brasil, em 2 de outubro de 1992, quando uma intervenção da Polícia Militar do Estado de São Paulo, para conter uma rebelião na Casa de Detenção de São Paulo, causou a morte de 111 detentos. O tema virou livro do médico Dráuzio Varela.

Além dessa tragédia no Amazonas, já aconteceram este ano: terremoto no Piauí e Maranhão, coisa nunca vista no Brasil, um louco psicopata assassinou em Campinas 12 pessoas, inclusive a ex-esposa e um filho menor e depois se matou; um atirador mata 39 pessoas em um ataque terrorista a uma boate na Turquia e outras tragédias diárias que vão se acumulando nesse início de ano.

Preciso ser otimista, mas não dá ânimo nem de a gente ver o noticiário. No que se refere ao sistema prisional brasileiro, não adianta investimento na construção de presídios, se não se capacita os detentos: não tem ressocialização e não se investe em educação e saúde. Os presídios são universidade para o crime e a a bandidagem e quem sai dali, sai bem pior do que entrou; está comprovado.

E em meio à crise política do Brasil, o governo ilegítimo de Michel Temer segue acumulando insatisfação, tomando medidas impopulares que só prejudicam os trabalhadores, causando mal-estar e revolta em quem sempre defendeu políticas públicas e melhoria na qualidade de vida para os mais necessitados.

Segundo o site Notícias Brasil, a crise política, as turbulências causadas pela Lava Jato e até início da era Trump, geram dúvidas entre investidores e empresas e atrapalham recuperação brasileira.

Segundo o Boletim Focus – pesquisa realizada semanalmente junto a instituições financeiras e economistas pelo Banco Central – divulgado na segunda-feira (2), o Produto Interno Bruto (PIB) deverá fechar 2016 com uma retração de 3,49%. Já para 2017, ele deverá ter uma alta de 0,5% – apontando, assim, uma lenta recuperação da economia brasileira.

Muitos acreditaram que com a saída da presidente Dilma Roussef, enganados pela mídia golpista, a crise cessaria. Em 15 de agosto do ano passado, o então presidente do Instituto Data Popular, agora no Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, disse que a decisão do futuro do país estava na mão de uma briga de torcida.

"Não se pode colocar a estabilidade do país abaixo do interesse político". Segundo Meirelles, foi um erro confundir quem estava insatisfeito com o Governo com apoio à saída da Dilma. Infelizmente, o Congresso Nacional, composto em sua maioria por políticos corruptos e envolvidos em escândalos e falcatruas votaram pelam saída da presidente.

Depois que assumiu o Palácio, Temer e sua gangue está destruindo programas sociais dos governos Lula-Dima; orquestra privatizar tudo o que veem à sua frente, toma as piores decisões para estudantes e trabalhadores. E ainda há uma horda que defende isso.

Segundo o jornal O Globo, edição de 28 de abril do ano passado, o objetivo do Ilegítimo é tornar o Estado mínimo, como deseja a direita brasileira. “O Estado deve transferir para o setor privado tudo o que for possível em matéria de infraestrutura”, diz a matéria de O Globo.

E a lista de notícias pouco alvissareiras prossegue: no Rio de Janeiro, a situação é catastrófica; o caos se instalou num Estado tão bonito, cantado e decantado há décadas pelos melhores músicos da MPB, pela beleza de suas praias e do seu povo.

Segundo uma nota da Rede Sustentabilidade do Rio, medidas irresponsáveis foram tomadas, ações populistas pré-eleitorais e a inversão de prioridades. “Grande número de isenções fiscais foram concedidas para atrair empresas que se instalaram no território carioca. Uma verdadeira farra fiscal”, observa.

Diante de tanta notícia tensa, deixo para nossa reflexão de hoje: será que dá para ser otimista?

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